Teremos mais um mês com conta de luz mais cara para o consumidor

A bandeira tarifária amarela será mantida em setembro, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, os consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) continuarão pagando uma cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Este será o quinto mês consecutivo com a bandeira amarela nas contas de energia elétrica.

Segundo a Aneel, a manutenção da cobrança está relacionada ao período seco no Brasil, que reduz o nível dos reservatórios e, consequentemente, a geração das usinas hidrelétricas. Com esse cenário, aumenta a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo de produção mais elevado. A agência reforçou ainda a importância do consumo consciente de energia para reduzir os gastos mensais.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias da Aneel indica as condições de geração de energia no país. Na bandeira verde, não há cobrança adicional. Já a amarela acrescenta cerca de R$ 1,88 a cada 100 kWh, enquanto a bandeira vermelha prevê adicionais de R$ 4,46 no Patamar 1 e R$ 7,87 no Patamar 2 para o mesmo volume consumido.

Cooperados de várias regiões do Brasil já foram contemplados na campanha de prêmios da Cresol

Os sorteios da campanha Cooperar é Ganhar já fizeram ganhadores em diferentes regiões do país. Os cooperados com aplicações na Cresol foram contemplados com prêmios de R$3 mil reais. Além dos sorteios mensais e especiais, a campanha vai realizar três sorteios de R$ 1 milhão de reais. A lista de ganhadores deste ano inclui cooperados de norte a sul do Brasil.

No nordeste, a maranhense Terezinha de Jesus Silva B. Gomes é um exemplo. Da cidade de São Domingos do Azeitão (MA), ela foi uma das premiadas e deve usar o dinheiro para fazer melhorias na casa onde vive com a família. “Fiquei muito alegre quando soube dessa premiação de três mil reais. Foi muito bom. Esse dinheiro chegou em uma excelente hora. Com ele vou arrumar minha casa e pretendo continuar investindo na cooperativa”.

Já no sudeste, dos quatro contemplados em Minas Gerais, dois são da cidade de São Sebastião do Paraíso. Um deles é o empresário Bruno Dib Bolotti. “Quero agradecer a Cresol. Fiquei muito feliz de ter sido sorteado e ganhar R$3 mil reais. O dinheiro veio numa hora muito boa, deu para acertar algumas coisas que eu estava precisando. Eu indico para todo mundo que precisar da Cresol, porque  foi o melhor lugar que eu encontrei para fazer aplicação, além disso o atendimento é muito bom”, comenta o Bolotti.

Do sudeste para o Sul do Brasil. Em Santa Catarina, o cooperado Olírio Alves da cidade de Correia Pinto (SC) foi mais um ganhador da Cooperar é Ganhar. O associado foi contemplado com os números da sorte gerados na primeira aplicação que realizou na cooperativa. “Quando eu vi no celular o aviso que eu tinha ganhado R$3 mil reais eu fiquei muito feliz. Esse dinheiro eu vou deixar aplicado aqui na Cresol porque dinheiro faz dinheiro”, diz o cooperado.

Maior campanha de prêmios do cooperativismo de crédito

Mais de R$4 milhões em prêmios já foram distribuídos este ano pela Cresol aos cooperados. Ao todo, a campanha considerada a maior de prêmios do cooperativismo de crédito brasileiro, vai repassar  R$12 milhões em prêmios. A iniciativa quer incentivar a movimentação financeira, valorizar os cooperados e fortalecer o relacionamento com o Sistema Cresol. 

Os sorteios mensais de R$ 3 mil seguem até novembro. Já em setembro, serão realizados também os sorteios especiais das cooperativas, com prêmios que variam entre R$10 mil, R$ 30 mil, R$50 mil e R$100 mil. Para concorrer aos prêmios especiais, os cooperados precisam fazer investimento até o dia 31 de agosto. No total, serão R$2,6 milhões em prêmios durante o mês, ampliando as oportunidades para os cooperados que participam da campanha. Em dezembro, acontecem três sorteios de R$1 milhão. 

Proprietário do Colégio Anchieta foi sepultado neste domingo em Ribeirão Preto.

O educador João Alberto de Andrade Velloso foi sepultado neste domingo em Ribeirão Preto. Professor Velosos como era conhecido deixou uma trajetória marcada pela dedicação à educação e pela contribuição à formação de diferentes gerações. A perda dop professor provocou manifestações de pesar entre pessoas que conviveram com o profissional ao longo de sua carreira. João Veloso era vice-reitor do Centro Universitário Barão de Mauá, mantenedor do Colégio Anchieta e presidente do Sindicato Das Escolas Particulares de Ribeirão Preto.

Reconhecido por sua atuação no meio educacional, João Alberto construiu sua história profissional com trabalho voltado ao ensino e ao desenvolvimento de seus alunos. Sua morte representa uma perda para familiares, amigos, ex-alunos e integrantes da comunidade acadêmica e educacional que acompanharam sua trajetória.

Amigo pessoal do professor Veloso o jornalista Wilson Rocha compareceu ao velório e lamentou muito o falecimento do amigo ” Ribeirão Preto perdeu um grande educador, Veloso não era um empresário da edicação ele era um educador, enquanto o empresário da educação se prepocupa mais com o negócio do que com seus alunos, o educador se preocupa primeiro com os alunos e depois com o negócio. Ele ajudou muita gente que não conseguia pagar a escola oferecendo bolsas parciais ou totais, meus filhos estudaram no Colégio Anchieta. Era dono de uma generosidade rara, um homem inteligente e de um coração extremamente bondoso. É um dia muito triste, é um amigo muito querido” Disse Rochinha.

João Veloso sofria de problemas pulmonares, nesta última semana tratava de uma pneumonia e não resistiu falecendo em sua residência. Centenas de pessoas compareceram ao velório para as despedidas.

Caixa libera dinheiro do FGTS para moradores que tiveram imóveis atingidos pela tempestade em Ribeirão Preto

A Prefeitura de Ribeirão Preto inicia na próxima segunda-feira (3) o pré-cadastro dos moradores que tiveram imóveis danificados pela tempestade do dia 24 de julho. O procedimento permitirá que as residências atingidas sejam incluídas no processo de solicitação do Saque Calamidade do FGTS, benefício administrado exclusivamente pela Caixa Econômica Federal, responsável por analisar a documentação, validar os pedidos e autorizar a liberação dos valores. O cadastramento realizado pelo município não garante a aprovação do benefício, que poderá chegar a R$ 6.220 por trabalhador, limitado ao saldo disponível na conta do FGTS.

O atendimento presencial será realizado entre os dias 3 e 7 de agosto, das 9h às 17h, em 14 pontos distribuídos pela cidade, além de um atendimento excepcional no Poupatempo, no sábado (8), das 9h às 13h. O pré-cadastro também poderá ser feito de forma online pelo Portal da Prefeitura de Ribeirão Preto. Para participar, o morador deverá informar nome completo, CPF, endereço do imóvel atingido e apresentar documentos que comprovem a residência e os danos causados pela tempestade, como fotos do imóvel, boletim de ocorrência ou relatório da assistência social. O município foi habilitado para o Saque Calamidade após o reconhecimento da Situação de Emergência nas esferas municipal, estadual e federal.

Quem pode solicitar

De acordo com os critérios definidos pela Caixa Econômica Federal, o benefício é destinado aos trabalhadores que:

•        tiveram a residência atingida pela tempestade e sofreram danos no imóvel;

•        possuem saldo disponível na conta do FGTS;

•        atendem às demais exigências estabelecidas pela Caixa para o Saque Calamidade;

•        Somente um morador da residência precisa realizar o pré-cadastro, já que o cadastro será feito por imóvel, e não por pessoa.

Documentos necessários para o pré-cadastro

•        documento oficial com foto, como RG, CNH, Carteira de Trabalho, identidade profissional ou passaporte;

•        comprovante de residência emitido nos 120 dias anteriores à tempestade, como contas de água, energia elétrica, telefone, internet, televisão por assinatura ou cartão de crédito;

•        fotografias dos danos causados ao imóvel e/ou boletim de ocorrência e/ou relatório da Secretaria Municipal de Assistência Social, quando houver.

Importante: o pré-cadastro realizado pela Prefeitura é apenas a etapa de identificação dos imóveis atingidos e encaminhamento das informações. A aprovação do pedido e a liberação dos recursos serão decididas exclusivamente pela Caixa Econômica Federal.

Pontos de atendimento

Administração Regional Norte

Avenida Saudade, 2.182, com entrada pela Rua Aliados, 1.411 – Campos Elíseos

Administração Regional de Bonfim Paulista

Rua Professor Almada, 566 – Bonfim Paulista

Administração Regional Oeste

Rua Zilda Faria, 655 – Jardim Cristo Redentor

Caterp

Avenida Francisco Junqueira, 2.625 – Jardim Macedo

CRAS 3

Rua Guido Borsaro, 594 – Jardim Bandeirantes

CRAS 6

Rua Francisca Paula de Jesus, 315 – Florestan Fernandes

CRAS 8

Rua Dina Sassi Steagall, 735 – Jardim Juliana

CRAS 11

Rua Luiz Cropanese Spadaro Júnior, 360 – Jardim Sílvio Passalacqua

CRAS 12

Rua Rio Xingu, 495 – Vila Albertina

CRAS 4 – Paulo Gomes Romeu e Jardim Paiva

Rua José Antônio Bernardes, 1.055 – Jardim Arlindo Laguna

EMEF Virgílio Salata

Rua Japurá, 965 – Alto do Ipiranga

CEI Anna Augusta França

Rua Júlio Ribeiro, 2.851 – Parque Ribeirão Preto

Secretaria Municipal da Saúde

Rua Duque de Caxias, 675 – Centro

Poupatempo

Avenida Presidente Kennedy, 1.500 – Ribeirânia

BYD apresenta Atto 2, SUV elétrico flex que promete ser a sensação do mercado pelo baixo preço e tecnologia

A montadora chinesa BYD apresentou oficialmente na última terça feira o novo Atto 2, modelo que chega para reforçar sua estratégia de expansão no segmento de veículos elétricos compactos. O SUV foi desenvolvido para atender consumidores que buscam tecnologia, eficiência energética e um conjunto de equipamentos modernos, ampliando o portfólio da marca em um dos mercados mais competitivos da indústria automotiva.

Seu design é bem semelhante ao do Yan Pro e será fabricado na fábrica de Camaçari na Bahia. A grande aposta da montadora está no valor do veículo. O modelo GL chegará ao mercado custando R$ 149.990, já a versão GS custará R$ 169.990. O Atto 2 DM-i Flex, primeiro híbrido plug-in flex da marca. Além do excelente o preço o carro também será movido a etanol com motor 1.5 aspirado de quatro cilindros, 16 válvulas, injeção direta e ciclo Atkinson.

A aceleração na versão GL será de 0 a 100km em 8,5 segundo, na versão GS 8,4 segundos.

Com o lançamento, a BYD fortalece sua posição em um setor que registra crescimento acelerado em todo o mundo. A expectativa da empresa é conquistar consumidores que desejam migrar para a mobilidade elétrica sem abrir mão de conforto, espaço interno e tecnologia embarcada. O Atto 2 chega para disputar mercado com outros SUVs compactos eletrificados e ampliar as opções disponíveis para o público.

Venda de veículos novos no país sobe 15% até maio e veículos híbridos puxam crescimento

O mercado automotivo brasileiro segue aquecido em 2026. Nos cinco primeiros meses do ano, foram comercializados 2.226.984 veículos novos no país, volume que representa o segundo melhor desempenho para o período desde 2011. O resultado também aponta um crescimento de 15,3% em comparação com os primeiros cinco meses de 2025, segundo levantamento divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

O balanço considera as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários. Para a Fenabrave, o avanço do setor é impulsionado por programas de incentivo do governo federal, como o Carro Sustentável e o Move Brasil, além da ampliação do acesso ao crédito e da confiança dos consumidores. Segundo o presidente da entidade, Arcelio Junior, a combinação de juros mais atrativos, renda e previsibilidade econômica tem contribuído para manter a demanda em alta.

Os veículos eletrificados lideram o crescimento do mercado. As vendas de automóveis e comerciais leves híbridos avançaram 77,9% no acumulado do ano, saltando de 68.056 para 121.110 unidades. Já os modelos 100% elétricos registraram alta de 181,5%, com 69.347 veículos vendidos até maio, frente a 24.635 no mesmo período de 2025. A Fenabrave também destaca o impacto do Programa Carro Sustentável, que impulsionou em 31,4% as vendas dos modelos contemplados desde sua implementação, reforçando a tendência de expansão dos veículos mais eficientes e sustentáveis no mercado brasileiro.

Associação Núcleo Postos Ribeirão Preto explica redução do preço do diesel anunciada pela Petrobras

A Petrobras anunciou, nesse domingo (31), redução de R$ 0,35 no preço do litro do diesel, das refinarias para as distribuidoras. A medida está valendo desde 0h de hoje, segunda-feira (1). A projeção da estatal é de que o preço médio do litro do produto caia de R$ 3,65 para R$ 3,30 para as distribuidoras.

O desconto faz parte da subvenção econômica instituída pela Medida Provisória 1.538/2026 como tentativa de amenizar, aqui no Brasil, o impacto da disparada do preço do petróleo no mercado internacional, em decorrência da guerra no Oriente Médio.

Segundo Fernando Roca, presidente da Associação Núcleo Postos de Ribeirão Preto e Região, que reúne 95 revendedores, “A redução que entrou em vigor hoje deve gerar algum efeito positivo também para a gasolina e etanol, uma vez que a frota que transporta esses combustíveis é toda movida a diesel”, explica. “Na prática, a Petrobras vai tomando suas decisões conforme a evolução do cenário que vem do mercado global. É o famoso ‘dançar conforme a música’”, completa.

Fatos mais recentes
Na última quinta-feira, 28/5, a Petrobras reajustou em R$ 0,48 o preço do litro de gasolina, das refinarias para as distribuidoras. Com a subvenção governamental de R$ 0,44 por litro de gasolina, que absorveu parte do aumento, a elevação real ficou em R$ 0,04 por litro (R$ 0,48 – R$ 0,44).

Dias antes, em 15/5, a Central de Monitoramento da Associação Núcleo Postos RP mostrou que as distribuidoras estavam aumentando os preços do litro de gasolina (entre R$ 0,15 e R$ 0,20) e do diesel (entre R$ 0,10 e R$ 0,15), para os postos, devido à disparada dos custos de importação dos dois produtos.

“É importante deixar claro que os valores praticados pelos postos, nas bombas, seguem os preços praticados pelas distribuidoras”, diz o presidente.

O que compensa mais?
É importante que o consumidor sempre pesquise pelo melhor preço e abasteça em um posto de confiança. Para quem tem veículo flex, a dica é fazer a conta de paridade: se o valor do litro de etanol equivaler a, no máximo, 70% do preço do litro de gasolina, compensará abastecer com etanol”, finaliza Fernando Roca.

Preço da alimentação em Ribeirão dispara; veja os produtos que mais subiram de preço

A cesta básica em Ribeirão Preto registrou forte alta em maio de 2026 e passou a custar, em média, R$ 837,13, segundo levantamento divulgado pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp). O valor representa um aumento de 5,69% em relação a abril, pressionando ainda mais o orçamento das famílias e reduzindo o poder de compra dos trabalhadores.

O estudo, realizado pelo Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB-Acirp) no dia 20 de maio, acompanha mensalmente a inflação dos alimentos e identificou aumentos expressivos em produtos essenciais, com destaque para a batata inglesa, que apresentou elevação de 26,55% no período.

Diferença de preços entre regiões chega a R$ 121

O levantamento revelou uma significativa variação no custo da cesta básica entre as regiões de Ribeirão Preto. A região Central registrou o maior valor médio, chegando a R$ 891,35, mesmo com uma pequena queda de 0,56% em comparação ao mês anterior.

Já a região Oeste apresentou o menor custo médio da cidade, com a cesta básica cotada em R$ 769,87, apesar da alta de 8,57% no mês.

Confira os valores médios por região:

  • Centro: R$ 891,35 (-0,56%)
  • Sul: R$ 863,31 (+5,95%)
  • Leste: R$ 852,93 (+4,79%)
  • Norte: R$ 821,03 (+10,45%)
  • Oeste: R$ 769,87 (+8,57%)

A diferença entre a região mais cara e a mais barata alcançou R$ 121,48, evidenciando a disparidade nos preços dos alimentos dentro do município.

Batata e feijão lideram alta dos alimentos

Entre os itens que mais impactaram o aumento da cesta básica em Ribeirão Preto, a batata inglesa liderou as altas, com avanço de 26,55%. Segundo o IEMB, o aumento está relacionado à redução da oferta nas principais regiões produtoras, agravada pelas chuvas recentes e pela proximidade do fim da safra das águas, fatores que dificultaram a colheita.

Outro produto que pesou no orçamento foi o feijão, que registrou aumento de 9,06%. A valorização ocorreu em um cenário de oferta limitada, redução da área plantada e excesso de chuvas, mantendo os preços elevados no mercado.

Por outro lado, alguns produtos ajudaram a conter parcialmente a inflação dos alimentos. O café apresentou queda de 9,58%, enquanto o óleo de soja ficou 8,85% mais barato em maio.

Carnes representam quase metade do gasto da cesta básica

As carnes continuam sendo o principal item de despesa dentro da cesta básica, respondendo por 43,84% do valor total.

A composição dos gastos ficou distribuída da seguinte forma:

  • Carnes: 43,84%
  • Frutas e legumes: 26,74%
  • Farináceos: 16,98%
  • Laticínios: 5,83%
  • Leguminosas: 4,10%
  • Cereais: 1,77%
  • Óleos: 0,74%

Trabalhador compromete mais da metade do salário com alimentação

O levantamento também analisou o impacto da alta dos alimentos sobre o poder de compra da população.

Considerando o salário mínimo bruto de R$ 1.621,00 e o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, a renda líquida estimada ficou em R$ 1.499,43.

Nesse cenário, um trabalhador precisou destinar aproximadamente 55,83% do salário mensal líquido apenas para a compra da cesta básica em maio.

Além disso, foram necessárias cerca de 122,83 horas de trabalho para adquirir os produtos básicos de alimentação, um aumento de 6,61 horas em comparação ao mês de abril.

Como é feito o levantamento da cesta básica

A pesquisa segue os parâmetros estabelecidos pelo Decreto-Lei nº 399/1938, que define os itens e quantidades da cesta básica sem alterações ao longo da série histórica.

A metodologia também considera as diretrizes do Decreto nº 11.936/2024 e os hábitos de consumo identificados pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE.

Para calcular os preços, equipes do Instituto de Economia Maurílio Biagi percorrem regularmente 10 hipermercados e padarias distribuídos pelas diferentes regiões de Ribeirão Preto, coletando informações que servem de base para o monitoramento da inflação dos alimentos na cidade.

Cresol distribui mais de R$ 480 milhões em resultados aos cooperados

Cresol, instituição financeira cooperativa com mais de um milhão de cooperados, alcançou um marco histórico ao repassar mais de R$ 480 milhões aos cooperados referentes ao exercício de 2025, entre distribuição de resultados e pagamento de juros sobre o capital. O montante representa um crescimento de 72% em relação ao ciclo anterior, quando o total distribuído foi de R$ 279 milhões.

O avanço foi impulsionado, principalmente, pelo crescimento de 73,3% no pagamento de juros sobre o capital, que passou de R$ 192,1 milhões, valor de 2024, para R$ 333 milhões em 2025. Houve também o pagamento de R$ 147 milhões em sobras aos cooperados, o que representa uma alta de 69,1% frente aos R$ 86,9 milhões pagos no exercício anterior.

“Os números evidenciam um dos principais diferenciais do cooperativismo financeiro, que é fazer com que todos cresçam de forma coletiva. O aumento expressivo dos valores distribuídos reflete a solidez dos negócios e o compromisso de devolver resultados para quem participa ativamente dessa construção”, afirma Cledir Magri, presidente da Cresol Confederação.

Critérios e fatores da distribuição de resultados

Os critérios para a distribuição dos resultados são definidos pela cooperativa e aprovados democraticamente durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), com participação direta dos cooperados. Entre os fatores considerados estão saldo médio em conta corrente e poupança, aplicações financeiras, operações de crédito e juros pagos ao longo do período.

Além dessa definição coletiva, a transparência também é um dos pilares do processo. Ao final de cada exercício, a Cresol apresenta aos cooperados o balanço financeiro, garantindo espaço para perguntas, sugestões e participação nas decisões relacionadas ao destino das sobras líquidas.

“Cada cooperado tem voz ativa nesse processo, independentemente do valor que movimenta. E mais do que compartilhar resultados financeiros, o cooperativismo fortalece essa relação de confiança, pertencimento e desenvolvimento conjunto”, complementa o presidente.

Fortalecimento da economia local

Outro impacto relevante da distribuição de resultados está no fortalecimento das economias locais. Ao receber esse retorno financeiro, os cooperados tendem a reinvestir os recursos em suas próprias comunidades, movimentando o comércio, incentivando pequenos negócios e contribuindo para o desenvolvimento econômico das regiões onde a cooperativa atua.

“Enquanto em modelos tradicionais o lucro permanece concentrado, no cooperativismo o resultado circula entre as pessoas e a própria comunidade que ajudaram a construí-lo. É a lógica da cooperação aplicada de forma prática, transparente e coletiva”, conclui Cledir Magri.

Formato do pagamento

Os valores pagos na distribuição de resultados costumam ser classificados como “Rendimentos isentos e não tributáveis” e podem ser recebidos diretamente na conta-corrente ou em cotas capitais, conforme previsto no estatuto de cada cooperativa singular. As informações do pagamento ficam disponíveis aos cooperados por meio do aplicativo Cresol, Internet Banking e nas agências de relacionamento

Sobre a Cresol 

Com 30 anos de história, mais de 1 milhão de cooperados e 1.000 agências de relacionamento no Brasil, a Cresol é uma das principais instituições financeiras cooperativas do país. Com foco no atendimento personalizado, fornece soluções financeiras para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais.

Comissão especial aprova escala 6 x 1 texto e garante dois dias de folga por semana

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), por 34 votos favoráveis e quatro contrários, o relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. O parecer, apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), estabelece a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.

Com a aprovação na comissão, a proposta segue agora para análise do plenário da Câmara, onde precisará do apoio mínimo de 308 deputados em dois turnos de votação. A expectativa é de que a matéria seja apreciada ainda nesta quarta-feira. O relatório havia sido apresentado na segunda-feira (25), mas a votação foi adiada após pedido de vista da oposição.

O texto aprovado unifica pontos de duas PECs que tratavam da redução da jornada de trabalho: a PEC 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e a PEC 8/25, apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP). A proposta modifica o artigo 7º da Constituição Federal e determina que a jornada normal não poderá ultrapassar oito horas diárias e 40 horas semanais, permitindo compensação de horários mediante acordo coletivo.

Pelo texto, o fim da escala 6×1 passará a valer 60 dias após a promulgação da emenda constitucional. A implementação ocorrerá em duas etapas: inicialmente, a carga horária será reduzida de 44 para 42 horas semanais. Após 12 meses, haverá nova redução, chegando ao limite de 40 horas semanais. A proposta também assegura dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

O relatório ainda prevê que, durante o período de transição, empresas poderão ampliar a duração diária da jornada para reorganizar a distribuição semanal das horas trabalhadas, desde que haja negociação coletiva. O modelo foi resultado de um acordo entre o governo federal e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A tramitação gerou debates intensos entre parlamentares da base governista e da oposição. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), chegou a apresentar destaque propondo a adoção da escala 4×3, com quatro dias de trabalho e três de descanso, além de defender o fim do período de transição. O destaque acabou rejeitado pela comissão.

Durante as discussões, deputados criticaram propostas apresentadas por parlamentares do centrão e da oposição que sugeriam um prazo de até dez anos para implementação da nova jornada, além de medidas como redução do FGTS e compensações financeiras às empresas. O relator Leo Prates rejeitou as emendas, decisão elogiada por integrantes da base do governo.