Lionel Messi se despede da seleção argentina e encerra trajetória histórica com a Albiceleste

Lionel Messi encerrou sua trajetória pela seleção argentina após mais de duas décadas defendendo a Albiceleste. Aos 39 anos, o camisa 10 coloca fim a uma carreira internacional iniciada em 2005 e marcada por recordes, títulos e uma relação intensa com a torcida argentina. A despedida fecha um ciclo que atravessou diferentes gerações e consolidou Messi como um dos maiores símbolos da história do futebol do país.

O caminho até o reconhecimento definitivo com a seleção, porém, foi marcado por momentos de forte cobrança. Messi esteve nas derrotas das finais da Copa do Mundo de 2014 e das Copas América de 2015 e 2016, chegando a anunciar sua saída da seleção após o revés diante do Chile em 2016. Pouco tempo depois, voltou atrás na decisão e iniciou uma trajetória que mudaria completamente sua história com a camisa argentina.

A virada ocorreu com a conquista da Copa América de 2021, primeiro grande título de Messi pela seleção principal. Depois vieram a Finalissima de 2022, a histórica conquista da Copa do Mundo do Catar, também em 2022, e mais um título da Copa América em 2024. As conquistas transformaram a relação do craque com os torcedores argentinos e colocaram fim a um longo período de questionamentos sobre seu desempenho pela seleção.

A despedida representa o encerramento de uma das eras mais importantes do futebol argentino. Mais do que os números e troféus, Messi deixa como legado uma trajetória de persistência, superação e protagonismo em uma seleção que voltou ao topo do futebol mundial sob sua liderança. Sem o camisa 10, a Argentina inicia agora uma nova etapa e terá pela frente o desafio de reconstruir sua identidade após mais de 20 anos tendo Lionel Messi como principal referência.

Jorge Messi, pai de Lionel Messi, morre aos 68 anos na Argentina

Jorge Horacio Messi, pai do craque Lionel Messi, morreu aos 68 anos em Rosário, na Argentina. Empresário e uma das figuras mais importantes na trajetória profissional do jogador, Jorge teve participação direta na carreira do atual atacante do Inter Miami e da seleção argentina. A causa da morte ainda não foi divulgada oficialmente.

Até o momento, Lionel Messi não se manifestou publicamente sobre a morte do pai. A notícia provocou homenagens de clubes, entidades e organizações ligadas ao futebol argentino e internacional, que utilizaram as redes sociais para prestar solidariedade ao jogador e à família.

O Newell’s Old Boys, clube de Rosário onde Messi iniciou sua trajetória no futebol, publicou uma mensagem de pesar pela morte de Jorge. A equipe destacou a relação dele com o clube e o papel exercido ao lado da esposa, Celia Cuccittini, na construção da carreira do filho, classificando-o como um dos pilares da trajetória do maior ídolo do futebol argentino.

Além do Newell’s Old Boys, River Plate, Rosario Central, Club Atlético Tigre e Club Atlético Huracán também prestaram homenagens. As manifestações reforçaram o respeito e a solidariedade a Lionel Messi e seus familiares neste momento de luto.

A Conmebol também lamentou a morte de Jorge Messi e enviou uma mensagem de apoio ao jogador, seus familiares e amigos. A entidade sul-americana afirmou acompanhar Lionel Messi com respeito e afeto diante da perda.

A Associação de Futebol Argentino (AFA), por meio de seu presidente, Claudio Tapia, também manifestou pesar pela morte de Jorge. A entidade enviou força à família Messi e um abraço ao jogador neste momento de dor.

A Real Federação Espanhola de Futebol publicou uma mensagem de condolências e desejou força a Lionel Messi e aos familiares. Jorge Messi acompanhou de perto a carreira do filho durante os anos em que o jogador construiu sua trajetória no futebol espanhol.

O escritório argentino do Unicef, organização da qual Lionel Messi é embaixador, também lamentou a perda. A entidade destacou Jorge Messi como benfeitor e ressaltou seu compromisso com ações relacionadas aos direitos de crianças e adolescentes.

A morte de Jorge Messi representa uma perda significativa para Lionel Messi, que teve o pai como uma das principais figuras de apoio durante sua formação e durante a construção de uma das carreiras mais vitoriosas da história do futebol mundial.

Nesta segunda-feira(22) Lionel Messi se tornou o maior artilheiro de todas as copas

 O mundo do futebol testemunhou mais um capítulo lendário escrito por Lionel Messi. Nesta segunda-feira (22), o camisa 10 da Argentina balançou as redes contra a Áustria, em partida válida pela segunda rodada do Grupo J da Copa do Mundo de 2026, em Dallas (EUA), e assumiu de forma isolada o posto de maior artilheiro de toda a história dos Mundiais da FIFA marcando 2 gols contra o adversário.

Com estes gol histórico, o craque argentino atingiu a impressionante marca de 18 gols na competição, ultrapassando o centroavante alemão Miroslav Klose, que detinha o recorde de 16 gols desde o torneio de 2014. O feito consolida ainda mais o nome do atleta profissional no topo do esporte bretão.

A consagração do craque veio acompanhada de uma boa dose de drama no início da partida. Logo aos oito minutos da etapa inicial, a Argentina teve a chance de abrir o placar em um pênalti assinalado com o auxílio do VAR, após o árbitro egípcio Amin Mohamed Omar revisar uma falta de Posch em Lautaro Martínez. Messi assumiu a cobrança, mas acabou chutando para fora.

Este foi o terceiro pênalti desperdiçado por Lionel Messi com a bola rolando na história das Copas do Mundo (ele já havia parado nos goleiros da Islândia em 2018 e da Polônia em 2022). No retrospecto geral do torneio, o camisa 10 bateu sete penalidades regulamentares: converteu quatro (todas na campanha do título no Catar) e errou três.

A redenção e o momento histórico, contudo, não tardaram. Aos 37 minutos do primeiro tempo, Messi balançou as redes e explodiu o estádio em Dallas, assegurando a quebra do recorde mundial que já vinha desenhada desde a estreia nesta edição, quando anotou um hat-trick contra a Argélia e deixou Pelé para trás.

MBAPPÉ SURGE COMO AMEAÇA

Embora Lionel Messi desfrute agora do topo isolado da artilharia histórica, o trono do futebol mundial segue cobiçado por grandes astros em atividade. O principal concorrente ao recorde do argentino é o francês Kylian Mbappé.

O atacante do Real Madrid balançou as redes duas vezes na vitória da França sobre o Senegal na primeira rodada e já contabiliza 14 gols em Copas do Mundo, igualando-se ao alemão Gerd Müller e se posicionando de forma perigosa na caça aos líderes do ranking.

Veja a lista dos maiores artilheiros da história da Copa:

  • 1. Lionel Messi (Argentina) – 18 gols
    1. Miroslav Klose (Alemanha) – 16 gols
    2. Ronaldo (Brasil) – 15 gols
    3. Gerd Müller (Alemanha Ocidental) e Kylian Mbappé (França) – 14 gols
    4. Just Fontaine (França) – 13 gols
    5. Pelé (Brasil) – 12 gols
    6. Sándor Kocsis (Hungria) e Jürgen Klinsmann (Alemanha) – 11 gols
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