Comercial's president goes to FPF to protest against refereeing and demand action

O Comercial Futebol Clube anunciou que o presidente Wesley Rios irá pessoalmente à sede da Federação Paulista de Futebol (FPF) nesta terça-feira para protocolar uma reclamação formal sobre a arbitragem em partidas recentes da equipe. Entre as providências que serão solicitadas, o clube de Ribeirão Preto pedirá que o árbitro Murilo Tarrega não seja mais escalado para jogos do Comercial durante o restante da temporada. Terrega deu um pênalti para o EC São Bernado após revisão no Desafio do Var, o vídeo da TV que transmitia o jogo claramente mostrou que não houve o pênalti. A imagem mostra o jogador do Comercial distante do jogador do EC São Bernardo e a bola fora da disputa.

A informação é do radialista Mário Baio, comentarista da rádio Jovem Pan News Ribeirão 107,5 Mhz, Wsports Oficial e próprietário do Canal Net Bafo

A insatisfação da diretoria comercialina não estaria relacionada apenas ao episódio mais recente. Em confronto disputado em Bauru contra o Noroeste, o clube já havia questionado a arbitragem após considerar que houve um erro grave em um dos gols do adversário. Segundo o entendimento do Comercial, um jogador alvinegro teria sido empurrado durante a jogada que terminou em gol.

Diante de um novo lance considerado grave pela diretoria, a presidência decidiu levar a reclamação diretamente à FPF. “Erros de arbitragem fazem parte do futebol. Um lance interpretativo, principalmente quando o árbitro não tem o auxílio da tecnologia, nós podemos discutir e até compreender. Mas o que aconteceu ultrapassa esse limite. Na minha visão, é um erro grotesco e uma falta de responsabilidade. O Comercial não pode ficar em silêncio diante de situações que podem interferir diretamente no resultado de uma partida e no trabalho de uma temporada inteira”, afirmou Wesley Rios.

O presidente ressaltou ainda que a visita à Federação Paulista não terá como objetivo apenas entregar o documento, mas também cobrar uma posição da entidade e defender os interesses do clube. “Vou pessoalmente à Federação porque quero mostrar a nossa indignação. Não estamos pedindo benefício, favorecimento ou tratamento diferente. Estamos exigindo respeito e critérios iguais para todos. Existe investimento, trabalho de profissionais, jogadores, comissão técnica, funcionários e uma torcida inteira por trás desse clube. Não podemos aceitar que tudo isso seja colocado em risco por erros de arbitragem”, declarou.

A movimentação aumenta a pressão do Comercial sobre a arbitragem paulista e leva oficialmente à FPF a insatisfação do clube com decisões que, na avaliação da diretoria, podem ter impacto direto nos resultados e no desempenho da equipe durante a temporada.

Federação Paulista anuncia desafio de vídeo nos jogos decisivos da Copa Paulista

A Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciou a utilização do Desafio de Vídeo a partir do play-in da Copa Paulista. O sistema, conhecido como Football Video Support (FVS), será adotado nas partidas da fase decisiva da competição e permitirá a revisão de lances específicos durante os confrontos.

Para o comercialinos a novidadeja estará presente no jogo Comercial x EC São Bernardo na próxima segunda-feira no primeiro jogo do mata-mata.

Diferentemente do VAR tradicional, o recurso poderá ser acionado pelos próprios treinadores. Cada equipe terá direito a dois pedidos por jogo, em situações envolvendo gol, pênalti, cartão vermelho direto ou identificação incorreta de um jogador punido. Caso a revisão confirme que o pedido foi correto, o time mantém o direito ao desafio utilizado.

A tecnologia faz parte de um projeto que busca ampliar o uso de ferramentas de revisão em competições com estrutura mais simples. Com a novidade, os jogos do play-in da Copa Paulista passam a contar com um mecanismo adicional para auxiliar a arbitragem justamente na etapa em que os confrontos começam a definir os classificados para as quartas de final.

Além do Desafio de Vídeo, a Federação anunciou uma nova medida para combater paralisações. Quando um goleiro receber atendimento médico dentro de campo, um jogador de linha da mesma equipe terá de permanecer fora por um minuto após o reinício da partida. Os quatro classificados no play-in avançam às quartas de final, quando terão pela frente Linense, São José, Juventus e Noroeste, líderes dos quatro grupos na primeira fase. Em caso de igualdade no placar agregado dos confrontos, a vaga será decidida nos pênaltis.

Veja os resultados da reunião na CBF que clubes da Série A e Série B participaram nesta segunda-feira

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizou nesta segunda-feira (10), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, a terceira reunião com clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro para avançar na criação da Liga do Futebol Brasileiro e aprovou a adoção imediata de novas regras de arbitragem em todas as divisões do Brasileirão, Copa do Brasil e Brasileirão Feminino A1. As medidas seguem diretrizes utilizadas na Copa do Mundo de 2026 e fazem parte de um amplo projeto de modernização do futebol brasileiro, que prevê investimentos de R$ 200 milhões na arbitragem entre 2026 e 2027 e servirá de base para o novo regulamento da temporada de 2027.

O principal objetivo da CBF é aumentar o tempo de bola rolando nas partidas do Campeonato Brasileiro. Atualmente, a Série A registra média de 52 minutos e 54 segundos de jogo efetivo, abaixo da meta estabelecida pela FIFA de 60 minutos. Um estudo desenvolvido em parceria com a CBF Academy e baseado em dados da OPTA Stats Perform apontou que mudanças em reposições de bola, marcação de faltas, atendimentos médicos, checagens do VAR e impedimento semiautomático podem recuperar mais de seis minutos por partida, aproximando o futebol brasileiro dos índices das principais ligas europeias.

Entre as novas regras aprovadas estão o limite de oito segundos para o goleiro permanecer com a bola nas mãos, restrições de tempo para arremessos laterais, tiros de meta e substituições, permanência mínima de um minuto fora de campo para atletas atendidos no gramado, além do princípio de que apenas o capitão poderá dialogar com o árbitro em situações específicas e da ampliação das possibilidades de intervenção do VAR. Segundo estimativa apresentada pela CBF, o conjunto de medidas poderá acrescentar cerca de 5 minutos e 49 segundos de bola rolando por jogo. A próxima reunião do conselho técnico está marcada para 14 de setembro e discutirá a organização das competições nacionais.

Com uma receita de 1,8 bilhões de euros na temporada 2024/2025, o Brasileirão tem arrecadação distante de ligas como Premier League (7,5 bi), La Liga (5,7 bi) e Bundesliga (5,5 bi), por exemplo. Ciente de que atualmente o futebol brasileiro é um produto subvalorizado, dos pontos de vista desportivo e comercial, a CBF vem tomando uma série de medidas para mudar este quadro. Neste esteio, a modernização do regulamento surge como um ponto de partida das melhorias necessárias para o futebol brasileiro.

Senado aprova nesta quarta-feira PL que profissionaliza a arbitragem do futebol brasileiro

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (12) o Projeto de Lei 864/2019, que institui o regime de contratação profissional para árbitros e assistentes do futebol nacional. O texto, de autoria do Romário (PL-RJ) e relatado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), segue agora para análise na Câmara dos Deputados.

O projeto prevê que os árbitros passem de uma relação de trabalho “por partida” para um vínculo formal com as federações e com a CBF, com salário fixo mensal, férias, 13º proporcionais, capacitação contínua e acesso a direitos trabalhistas. O objetivo declarado é “dar dignidade a quem trabalha dentro de campo e devolver credibilidade ao futebol”, nas palavras de Romário.

Além de consolidar uma profissão, o texto dispõe sobre a regulagem da carga de trabalho, critérios objetivos de avaliação de desempenho e plano de carreira para os árbitros. Também está garantida a liberdade sindical dos profissionais da categoria.

A aprovação no Senado representa uma resposta das lideranças políticas e esportivas à crescente insatisfação com os erros de arbitragem e o uso controverso do VAR no futebol brasileiro. Agora, cabe à Câmara dos Deputados definir o rito final para que o projeto vire lei.

Se sancionada, a lei deverá entrar em vigor já para a temporada de 2026, reforçando que a arbitragem poderá contar com profissionais exclusivamente dedicados ao ofício, com treinamento e remuneração compatíveis à função — o que abre caminho para uma nova era no futebol nacional.