Novo Desenrola Brasil encerra prazo para renegociação de dívidas nesta segunda-feira

O prazo para adesão ao Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal destinado à renegociação de dívidas bancárias de pessoas físicas, termina nesta segunda-feira (31). Inicialmente previsto para encerrar em 2 de agosto, o programa teve o período de participação prorrogado até o fim deste mês e, até o momento, não há previsão de uma nova extensão do prazo.

A iniciativa oferece aos consumidores com débitos em atraso a possibilidade de regularizar a situação financeira por meio de descontos e condições diferenciadas de pagamento. Podem participar pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105, desde que as dívidas tenham sido contratadas até 31 de janeiro de 2026 e apresentem atraso entre 91 dias e dois anos.

Até o início da última semana de agosto, a modalidade destinada às famílias havia possibilitado a renegociação de aproximadamente 5,03 milhões de dívidas. Antes dos acordos, esses débitos totalizavam R$ 26,33 bilhões. Após as negociações, o montante foi reduzido para cerca de R$ 5,27 bilhões.

Quem pode participar do Desenrola Famílias

O Desenrola Famílias é direcionado a pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos. Além da faixa de renda, os débitos também precisam atender aos critérios estabelecidos pelo programa.

Podem ser renegociadas dívidas:

  • contratadas até 31 de janeiro de 2026;
  • com atraso entre 91 dias e dois anos;
  • registradas em uma instituição financeira participante do programa.

A análise sobre o enquadramento do consumidor e da dívida é feita pela própria instituição financeira. Para isso, são utilizadas as informações disponíveis nos sistemas das instituições e no Sistema de Informações de Crédito (SCR), do Banco Central.

Quais dívidas entram

O programa contempla modalidades de crédito que costumam apresentar taxas de juros elevadas. Entre as operações que podem ser renegociadas estão:

  • Cartão de crédito rotativo ou parcelado;
  • Cheque especial;
  • Crédito pessoal sem consignação em folha;
  • Empréstimos pessoais utilizados para consolidar outras dívidas.

A inclusão do débito, porém, depende da análise e da participação da instituição financeira responsável pela operação.

Após temporal Ribeirão pede ao governo federal ajuda de R$ 21 milhões

A Prefeitura de Ribeirão Preto encaminhou nesta segunda-feira (27) ao Governo Federal o primeiro ofício solicitando o reconhecimento da situação de emergência e apoio financeiro para reparar os danos causados pelo forte temporal que atingiu a cidade na madrugada de sexta-feira (24). O documento foi enviado à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e marca o início do processo de captação de recursos para a reconstrução do município.

Este é o primeiro de uma série de pedidos que serão protocolados junto aos governos Federal e do Estado de São Paulo. Nesta etapa, a solicitação contempla as ações emergenciais de zeladoria urbana realizadas para restabelecer a segurança, a mobilidade e a limpeza da cidade. Outros documentos deverão detalhar os prejuízos e os investimentos necessários em áreas como infraestrutura, habitação, equipamentos públicos, obras de engenharia e serviços afetados.

Segundo o relatório, o temporal teve rajadas de vento de aproximadamente 120 quilômetros por hora e acumulou cerca de 21 milímetros de chuva em apenas 20 minutos. A ocorrência provocou a queda de centenas de árvores, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia elétrica e água, bloqueios em vias públicas, danos em equipamentos municipais e uma morte. O Gabinete de Crise permanece mobilizado para acompanhar a recuperação da infraestrutura e prestar atendimento às famílias atingidas.

O levantamento técnico estima a necessidade de aproximadamente R$ 21,15 milhões para custear os serviços emergenciais de zeladoria. Os recursos serão destinados à limpeza e lavagem de vias, praças e áreas públicas, remoção de resíduos e massa verde, corte, poda e destocamento de árvores, retirada de troncos e desobstrução das ruas. Após quatro dias de trabalho ininterrupto, a Prefeitura afirma que o município entra agora em uma nova fase, voltada à reconstrução das áreas danificadas. Veja o que cada valor representará:

Limpeza emergencial e coleta de resíduos: R$ 4.388.993,00;
Lavagem manual e mecanizada de vias, praças e áreas públicas: R$ 8.394.722,00;
Remoção e transporte de descartes irregulares em vias públicas: R$ 1.222.898,00;
Recolhimento de massa verde: R$ 4.528.524,00;
Corte de árvores caídas: R$ 185.496,00;
Remoção de tocos de troncos: R$ 365.984,00;
Extração ou corte de troncos: R$ 875.910,00;
Extração de árvores por escalada: R$ 96.822,60;
Poda de formação, condução ou manutenção: R$ 897.520,00;
Poda de rebaixamento de copa de árvores: R$ 195.984,50.