Quantos moradores Ribeirão Preto ganha por ano? Veja os dados oficiais do IBGE

Ribeirão Preto mantém trajetória de crescimento populacional e chegou a 734.538 habitantes em 2026, segundo a estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com data de referência em 1º de julho. Em 2025, o município tinha população estimada em 731.639 pessoas, o que representa um acréscimo de 2.899 habitantes em apenas um ano, avanço próximo de 0,4%.

Quando analisados os últimos anos, os dados indicam que Ribeirão Preto vem aumentando sua população em um ritmo recente próximo de 3 mil moradores por ano. Em 2024, a estimativa do IBGE apontava 728.400 habitantes. Dois anos depois, o número chegou a 734.538, uma diferença de 6.138 pessoas, equivalente a uma média de aproximadamente 3.069 novos habitantes por ano entre 2024 e 2026.

A comparação com o último Censo Demográfico mostra uma diferença ainda maior. Em 2022, Ribeirão Preto contabilizava 698.642 moradores. Frente à estimativa de 2026, são 35.896 habitantes a mais. Uma divisão simples desse crescimento pelos quatro anos resultaria em quase 9 mil pessoas por ano, mas esse número deve ser interpretado com cautela, já que o dado de 2022 vem de um levantamento censitário, enquanto os anos seguintes são estimativas populacionais elaboradas pelo IBGE.

Por isso, para avaliar o ritmo atual de expansão demográfica da cidade, a comparação entre as estimativas mais recentes oferece uma referência mais adequada: Ribeirão Preto cresce atualmente na faixa de 3 mil habitantes por ano. O número não significa necessariamente que essa quantidade de pessoas tenha se mudado para o município, já que a variação da população envolve fatores como nascimentos, mortes e migração, além da metodologia utilizada pelo instituto para calcular as estimativas anuais. Com mais de 734 mil habitantes, Ribeirão Preto segue ampliando sua população e, consequentemente, a demanda por infraestrutura, moradia e serviços públicos.

Ribeirão Preto chega a 734.500 habitantes e terá novos desafios com o crescimento urbano

Ribeirão Preto alcançou a marca de 734.538 habitantes, segundo a nova estimativa populacional divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com referência em 1º de julho de 2026. O número confirma a trajetória de crescimento de um dos principais centros urbanos do interior paulista. Em 2025, a estimativa era de 731.639 moradores, o que representa um acréscimo de 2.899 pessoas em apenas um ano, aproximadamente 0,4%.

Quando comparado ao Censo de 2022, que contabilizou 698.642 moradores, o avanço é ainda mais expressivo. Ribeirão Preto passou a ter cerca de 35,9 mil habitantes a mais, crescimento próximo de 5,1% em quatro anos. A expansão populacional reforça o papel da cidade como polo regional de serviços, comércio, saúde e educação e aumenta a importância de políticas públicas capazes de acompanhar a evolução do município.

O aumento do número de moradores traz também novos desafios para o planejamento urbano de Ribeirão Preto. Mais habitantes significam maior demanda potencial por moradias, transporte, sistema viário, saneamento, saúde, educação e serviços públicos. Para uma cidade que se aproxima dos 750 mil habitantes, o crescimento exige que a expansão imobiliária e a ocupação de novas áreas sejam acompanhadas por infraestrutura e planejamento, evitando que o avanço populacional se transforme em pressão excessiva sobre equipamentos e serviços já existentes.

A nova estimativa consolida Ribeirão Preto como uma cidade de grande porte no interior de São Paulo e mostra que o debate sobre crescimento deixou de ser apenas uma questão demográfica. O desafio dos próximos anos será transformar o aumento da população em desenvolvimento urbano organizado, conciliando novos empreendimentos, mobilidade, infraestrutura, qualidade de vida e capacidade de atendimento da administração pública.

IBGE alerta para quadro assustador e preocupante na saúde mental de adolescentes de 13 a 17 anos

Três em cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos afirmam que se sentem tristes sempre ou na maior parte do tempo, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, realizado em 2024 com 118.099 adolescentes de 4.167 escolas públicas e privadas, também aponta que uma proporção semelhante já teve vontade de se machucar de propósito, evidenciando um cenário preocupante sobre a saúde mental dessa faixa etária.

Os dados revelam ainda que 42,9% dos estudantes se sentem frequentemente irritados, nervosos ou mal-humorados, enquanto 18,5% relatam pensar, com frequência, que a vida não vale a pena ser vivida. Apesar da gravidade, menos da metade dos alunos estuda em instituições que oferecem algum tipo de suporte psicológico — índice que chega a 58,2% na rede privada e cai para 45,8% na pública. A presença de profissionais de saúde mental nas escolas é ainda mais limitada, alcançando apenas 34,1% dos estudantes.

O estudo também destaca fatores de vulnerabilidade no ambiente familiar e social: 26,1% dos adolescentes disseram sentir que ninguém se preocupa com eles, mais de um terço afirmou que os responsáveis não compreendem seus problemas, e 20% relataram agressões físicas no último ano. Em todos os indicadores, as meninas apresentam resultados mais alarmantes. Especialistas reforçam a importância de buscar ajuda em redes de apoio, como familiares, educadores e serviços de saúde, incluindo unidades básicas, centros especializados e canais de atendimento emocional.

Autoagressões

A partir da amostra, o IBGE calculou que cerca de 100 mil estudantes brasileiros tiveram alguma lesão autoprovocada nos 12 meses anteriores à pesquisa, o que equivale a 4,7% de todos que sofreram algum acidente ou lesão no período analisado. 

Entre eles, todos os indicadores são consideravelmente mais altos:

  • 73% se sentem tristes de forma constante;
  • 67,6% ficam irritados ou nervosos por qualquer razão;
  • 62% não veem sentido na vida; 
  • 69,2% já sofreram bullying. 

Imagem corporal

O nível de satisfação com a própria imagem corporal caiu para todos os estudantes desde a última edição da pesquisa, em 2019, de 66,5% para 58%. A situação é pior entre as alunas. 

Mais de um terço delas se disse insatisfeita com a própria aparência, contra menos de um quinto dos meninos.

Além disso, apesar de 21% das alunas se considerarem gordas ou muito gordas, mais de 31% revelaram que estavam tentando perder peso. Ambas as proporções foram maiores entre o gênero feminino.


Fonte: PeNSe/IBGE

Fonte EBC

IBGE é autorizado a contratar mais de 39 mil pessoas para próximos censos

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi autorizado a contratar temporariamente 39.108 pessoas para atuar na realização do próximo Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e do primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua. A autorização foi publicada nesta quarta-feira (17/12), em portaria conjunta dos ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento.

As contratações têm como objetivo viabilizar a operacionalização dos levantamentos censitários. As atividades envolvem desde o planejamento técnico até a coleta, supervisão e processamento das informações em todo o território nacional.

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, comentou a autorização para realização do processo seletivo simplificado. “O governo do presidente Lula autorizou a realização do processo seletivo simplificado com cerca de 39.108 vagas temporárias para reforçar a força de trabalho do IBGE na execução de dois levantamentos censitários essenciais: o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola 2025 e o Censo da População em Situação de Rua”, explicou.

E complementou Pochmann: “A maior parte dessas vagas será destinada à função de recenseador, responsável pela coleta de dados em campo, refletindo a dimensão e a importância estratégica de mapear tanto o setor agropecuário quanto a realidade das pessoas em situação de rua no país. Esses censos são fundamentais para fornecer informações atualizadas que subsidiam políticas públicas nas áreas rurais, ambiental e de assistência social, incluindo estratégias de enfrentamento à situação de rua”.