Anvisa authorizes new medication for adults with frequent migraines

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (8) um novo medicamento para o tratamento da enxaqueca. Trata-se do Aquipta, nome comercial do atogepanto, indicado para adultos que apresentam pelo menos quatro episódios mensais da doença.

Segundo a Anvisa, o medicamento atua bloqueando uma via envolvida na transmissão da dor e também ajuda a prevenir o surgimento das crises. O registro foi solicitado pela ABBVIE Farmacêutica, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com os estudos analisados, o atogepanto demonstrou capacidade de reduzir de forma significativa o número de dias mensais com enxaqueca. Para a agência, a aprovação amplia as alternativas terapêuticas disponíveis, especialmente porque parte dos tratamentos preventivos já existentes não age diretamente nos mecanismos fisiopatológicos da doença.

A enxaqueca é uma condição marcada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, geralmente acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som. A doença afeta cerca de 15% da população mundial e tem impacto relevante na qualidade de vida dos pacientes.

Boa noticia; Anvisa aprova segunda caneta de semaglutida genérica do Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a segunda versão genérica de semaglutida em formato de caneta no Brasil. O novo medicamento amplia a concorrência no mercado de tratamentos à base do princípio ativo utilizado em medicamentos para diabetes tipo 2 e também associado ao controle do peso. A aprovação ocorre poucos dias depois do registro do primeiro genérico de semaglutida no país, aumentando a expectativa pela chegada de opções com preços mais acessíveis aos consumidores.

O novo produto foi desenvolvido pela farmacêutica Germed e será comercializado em diferentes apresentações de solução injetável. A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1 e atua no controle da glicemia e da saciedade. A aprovação pela Anvisa significa que o medicamento passou pela avaliação dos requisitos regulatórios relacionados à qualidade, segurança e eficácia. A chegada de novas versões também aumenta a oferta de tratamentos disponíveis no mercado brasileiro.

A entrada dos genéricos ocorre após o fim da patente da semaglutida no Brasil, abrindo espaço para a produção por outras farmacêuticas. A expectativa é de que o aumento da concorrência contribua para reduzir os preços e facilitar o acesso ao tratamento. Antes de chegar às farmácias, porém, os novos medicamentos ainda precisam passar pela definição de preços e pelas etapas comerciais necessárias para a distribuição. O uso da semaglutida deve seguir indicação médica e as regras de prescrição estabelecidas pela Anvisa.

Anvisa libera venda de medicamentos por plataformas como iFood e Rapp

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou nesta segunda-feira (10) uma série de resoluções e medidas preventivas que proibiam a comercialização e a publicidade de medicamentos em plataformas digitais como iFood, Rappi, Mercado Livre, Submarino e Americanas. A decisão altera medidas que restringiam a oferta de produtos farmacêuticos nesses canais de comércio eletrônico.

A medida ocorre poucos dias depois de a Anvisa também ter revogado, na quinta-feira (6), a proibição relacionada à Shopee. Apesar das revogações, a agência ressaltou que as plataformas continuam obrigadas a cumprir todas as normas sanitárias vigentes. Segundo a Anvisa, a decisão também não representa uma autorização automática para a venda de medicamentos por essas empresas.

A agência explicou ainda que a aplicação da Lei 15.357/2026, que permite que farmácias e drogarias devidamente licenciadas contratem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para realizar a logística e a entrega de medicamentos aos consumidores, ainda depende de regulamentação específica da Anvisa. Até que essas regras sejam estabelecidas, as empresas deverão observar integralmente a legislação sanitária aplicável ao comércio e à distribuição de medicamentos.

Supermecados de Ribeirão Preto poderão vender medicamentos

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos isentos de prescrição (MIPs) em supermercados de todo o país em suas áreas de vendas e com a presença física de uma farmacêutico. A proposta altera a legislação sanitária para permitir a comercialização de remédios como analgésicos, antitérmicos, antiácidos e produtos para gripe e resfriado fora das farmácias, desde que respeitadas regras de armazenamento, controle de validade e orientação ao consumidor. O texto já havia a sido aprovado pelo Senado e agora vai à sanção presidencial.

Defensores do projeto afirmam que a medida pode ampliar o acesso da população a medicamentos básicos e estimular a concorrência, com possível redução de preços. Já entidades do setor farmacêutico e conselhos profissionais demonstram preocupação com a ausência de acompanhamento técnico no momento da compra e com riscos de automedicação. O debate também envolve a fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que deverá regulamentar critérios para exposição, conservação e venda dos produtos caso a nova regra entre em vigor.

“A presença disseminada de mercados, supermercados e seus congêneres, inclusive nas localidades mais remotas do território nacional, pode ser adequadamente utilizada para facilitar a vida dos usuários de medicamentos”, Disse O relator do texto, deputado Zacharias Calil (União Brasil-GO)

O projeto é de autoria do senador Efriam Filho (União Brasil-PB).

Brasil e china discutem cooperação estratégica em medicamentos e vacinas

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde recebeu, na última quinta-feira (22), em Brasília, uma comitiva da Sinopharm, maior conglomerado farmacêutico estatal da China. A reunião teve como foco a identificação de oportunidades estratégicas de cooperação bilateral para impulsionar a produção de medicamentos, vacinas e produtos hemoderivados no Brasil.

Segundo a secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, a China é um parceiro estratégico do Brasil no desenvolvimento de tecnologias para a saúde. “Queremos fomentar o desenvolvimento tecnológico de novos medicamentos para garantir a soberania científica e tecnológica, que é um objetivo comum aos dois países”, afirmou. A delegação chinesa foi liderada por Huichuang Yang, CEO da China National Biotec Group (CNBG), subsidiária da Sinopharm, e contou com representantes do Beijing Institute of Biological Products (BIBP) e da East Biotech.

Durante o encontro, o secretário adjunto da SCTIE, Eduardo Jorge Valadares Oliveira, apresentou os programas de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), principais instrumentos do ministério para fomentar a colaboração com o setor privado e instituições de pesquisa. Na última chamada pública, foram recebidos 322 projetos, sendo 147 propostas de PDPs e 175 de PDIL. “O desafio é conjugar inovação, complexidade tecnológica, valor agregado e redução de preços para o SUS”, destacou Oliveira.

Fonte China Hoje