Dor nas mãos ao usar computador pode indicar lesões causadas por movimentos repetitivos

Passar muitas horas diante do computador faz parte da rotina de milhões de brasileiros, mas o uso contínuo do teclado e do mouse, principalmente sem pausas, pode aumentar a sobrecarga sobre mãos, punhos e dedos. A repetição dos movimentos pode favorecer problemas como tendinites, tenossinovites e síndrome do túnel do carpo, que podem provocar dor, inchaço, formigamento, dormência e perda de força. O assunto ganhou destaque após a influenciadora Viih Tube relatar nas redes sociais uma inflamação no tendão associada às longas horas de trabalho no computador.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Roberto Luiz Sobania, a tendinite afeta os tendões, enquanto a tenossinovite compromete a bainha que envolve essas estruturas. Já a síndrome do túnel do carpo ocorre pela compressão do nervo mediano. Os sintomas podem dificultar atividades simples, como digitar, escrever, segurar objetos ou abrir embalagens. O especialista alerta que dores nas mãos e nos punhos ao final do expediente não devem ser consideradas normais, principalmente quando persistem ou aumentam com a continuidade da sobrecarga.

Para reduzir os riscos, a orientação é fazer pequenas pausas durante a jornada para movimentar mãos e punhos, manter os punhos alinhados durante a digitação e ajustar a altura da cadeira para manter os cotovelos próximos de 90 graus. Também é recomendado evitar apoiar constantemente os punhos na borda da mesa e não insistir no trabalho quando houver dor. Alongamentos leves, quando orientados adequadamente, podem ajudar a diminuir a tensão. A avaliação médica diante dos primeiros sintomas é importante para evitar a evolução do quadro e possibilitar um tratamento mais rápido e adequado.

Controle do colesterol em idosos exige mudança de comportamento; veja indicações

A mudança de comportamento é o principal desafio no controle do colesterol. A prática de atividades físicas e a realização de refeições saudáveis são as orientações mais negligenciadas entre os idosos. A adesão a hábitos mais saudáveis é ainda mais difícil para aqueles que moram sozinhos ou têm quadros depressivos. Confira abaixo orientações do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) que podem auxiliar na adoção de uma vida mais saudável.

O que é o colesterol

O colesterol é uma gordura no sangue essencial para o funcionamento do corpo humano, estando relacionada à produção de células, hormônios e vitaminas. Quando em excesso, aumenta os riscos de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), além de quadros de hipertensão e diabetes. A elevação dos níveis desse lipídeo está associada ao envelhecimento, devido à lentificação do metabolismo, ao sobrepeso e ao sedentarismo.

O cardiologista responsável pelo ambulatório de hipertensão do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), Rui Póvoa, explica que os idosos aderem bem à parte medicamentosa do tratamento. “O ser humano tende a permanecer em comportamentos conhecidos e confortáveis. Essa característica se acentua com o envelhecimento. Por isso, é importante uma boa rede de amigos e familiares para ajudar a tomar o remédio na hora certa, evitar alimentos gordurosos e praticar atividade física”, comenta.

Solidão e depressão agravam quadro

Idosos que moram sozinhos ou que enfrentam quadros depressivos estão mais vulneráveis ao aumento do colesterol. A falta de apoio e de ânimo dificulta a adesão ao tratamento de controle de gordura no sangue, deixando essa população ainda mais vulnerável aos riscos cardiovasculares. No ambulatório de hipertensão do Iamspe, em média, 30% dos pacientes fazem uso de antidepressivo. O acompanhamento psiquiátrico ajuda na manutenção do bom estado geral de saúde.

Exames

Para estar em dia com o colesterol, o ideal é realizar exames de sangue anuais para medir os níveis de gordura no sangue. A recomendação médica existe a partir dos 40 anos para pessoas saudáveis sem histórico de infarto ou AVC em familiares próximos (pai e mãe). Nos demais casos, após a terceira década de vida, é recomendado começar o acompanhamento com especialista.

“O colesterol alto é uma alteração que geralmente não apresenta sintomas fisiológicos, sendo raros os casos em que isso acontece. Por isso, é essencial falar e divulgar cada vez mais a importância do acompanhamento cardiológico e da realização periódica de exames para o controle dos níveis de gordura no sangue”, diz o cardiologista do Iamspe.

Alerta para a saúde masculina: homens vivem 7 anos menos que mulheres no Brasil; como prolongar a vida do seu pai

Os homens vivem, em média, 7,1 anos menos do que as mulheres no Brasil e apresentam risco entre 40% e 50% maior de morrer em decorrência de doenças crônicas não transmissíveis, como problemas cardiovasculares e respiratórios. Os dados são do Ministério da Saúde e reforçam um alerta recorrente entre especialistas: a população masculina ainda procura os serviços de saúde com menor frequência e, muitas vezes, chega ao atendimento apenas quando os sintomas já estão em estágio avançado.

A menor adesão a consultas preventivas, exames de rotina e acompanhamento médico é apontada como um dos fatores que ajudam a explicar essa diferença na expectativa de vida. Enquanto parte das doenças crônicas pode ser identificada e controlada precocemente, o diagnóstico tardio aumenta o risco de complicações, internações e mortes evitáveis. Hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, problemas respiratórios e diferentes tipos de câncer estão entre as condições que exigem atenção contínua.

O comportamento masculino em relação à própria saúde também representa um desafio para as políticas públicas. Aspectos culturais, rotina de trabalho, resistência em procurar atendimento e a tendência de recorrer aos serviços médicos apenas diante de sintomas mais graves contribuem para afastar muitos homens da prevenção. Por isso, o Ministério da Saúde defende a ampliação do cuidado integral à saúde masculina, com estímulo a hábitos saudáveis, vacinação, acompanhamento periódico e realização de exames conforme a idade e os fatores de risco de cada paciente.

Especialistas reforçam que prevenção não deve começar apenas quando surge algum problema. Alimentação equilibrada, atividade física regular, controle do peso, redução do consumo de álcool, abandono do cigarro e acompanhamento da pressão arterial, colesterol e glicemia podem diminuir significativamente o risco de doenças graves. A recomendação é que os homens incorporem os cuidados com a saúde à rotina e procurem atendimento médico antes que sinais aparentemente simples evoluam para condições mais difíceis de tratar.