A divisão da população brasileira em classes sociais é uma ferramenta amplamente usada por pesquisadores, economistas, empresas e governos para analisar o consumo, a desigualdade e as condições de vida no país. Apesar de comum no debate público, não existe uma definição única e oficial de classes sociais no Brasil. Os critérios variam conforme a instituição e a metodologia adotada.
Renda é o principal critério
Na maioria dos estudos, o fator central para definir as classes sociais é a renda familiar mensal, ou seja, a soma dos rendimentos de todos os moradores do domicílio. Instituições como a Fundação Getulio Vargas (FGV Social) e institutos de pesquisa econômica utilizam esse critério para agrupar a população em classes A, B, C, D e E.
De forma geral, as faixas de renda mais utilizadas hoje são:
- Classe A: famílias com renda mensal acima de aproximadamente R$ 14 mil
- Classe B: renda entre R$ 10,8 mil e R$ 14 mil
- Classe C: renda entre R$ 2,5 mil e R$ 10,8 mil
- Classe D: renda entre R$ 1,5 mil e R$ 2,5 mil
- Classe E: renda de até R$ 1,5 mil
Esses valores são estimativas e podem variar de acordo com o ano da pesquisa, a inflação e o método de cálculo.
Classe C: a chamada “classe média”
A classe C costuma ser chamada de classe média brasileira, por concentrar a maior parte da população. No entanto, especialistas alertam que essa denominação pode ser enganosa. Muitas famílias dessa faixa ainda enfrentam dificuldades para manter padrões básicos de consumo, dependem de serviços públicos e são altamente vulneráveis a crises econômicas.
Outros critérios além da renda
Embora a renda seja o principal fator, alguns estudos consideram também outros indicadores, como:
- nível de escolaridade
- acesso a serviços públicos (saúde, educação, saneamento)
- padrão de consumo
- condições de moradia
O IBGE, por exemplo, evita classificar a população oficialmente em classes A, B ou C, preferindo análises baseadas em renda per capita, desigualdade social e condições de vida.
Salário mínimo como referência
Outra forma comum de classificação usa o número de salários mínimos por família ou por pessoa, mas essa abordagem também não é padronizada. Com reajustes anuais do salário mínimo, os limites precisam ser constantemente atualizados para não distorcer a realidade econômica.
Por que essa classificação importa?
A definição de classes sociais influencia:
- políticas públicas
- estudos sobre pobreza e desigualdade
- estratégias de mercado e consumo
- análises eleitorais e sociais
Entender como essas classes são definidas ajuda a compreender melhor os desafios econômicos do país e o impacto das mudanças na renda da população.
Uma divisão em constante mudança
Especialistas ressaltam que as classes sociais não são fixas. Inflação, desemprego, crescimento econômico e políticas sociais podem fazer com que famílias mudem de faixa ao longo do tempo. Por isso, os números devem ser vistos como retratos momentâneos da realidade brasileira.
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