Aeroporto Leite Lopes recebeu mais de 700 mil passageiros em 2025

Os aeroportos brasileiros registraram um recorde histórico de movimentação em 2025, ao transportar quase 130 milhões de passageiros, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (19) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). É a primeira vez que o setor supera a marca de 120 milhões de passageiros em um único ano, consolidando a recuperação e a expansão do transporte aéreo no país.

Ao todo, foram 129,6 milhões de passageiros transportados no ano passado, sendo 101,2 milhões em voos domésticos. O volume total representa um crescimento de 9,4% em relação a 2024, refletindo o aumento da demanda por viagens aéreas e a ampliação da oferta de voos pelas companhias.

Em São Paulo, segundo a Rede Voa os destaques ficaram por conta do Aeroporto de Jundiaí, que ultrapassou os 62 mil movimentos, se consolidando como o principal aeroporto executivo do país, e de Ribeirão Preto, que recebeu 728 mil passageiros, em sua grande maioria na aviação comercial. Ambos tiveram seus terminais ampliados recentemente e agora possuem uma nova estrutura, preparada para crescer ainda mais nos próximos anos.

No mercado internacional, a movimentação alcançou 28,4 milhões de passageiros, alta de 13,4% na comparação com 2024, que até então detinha o recorde do segmento, com 25 milhões. Segundo a Anac, a demanda total dos mercados doméstico e internacional cresceu 11,3% em 2025, enquanto a oferta avançou 10,2%, com destaque para o desempenho das rotas internacionais.

Em dezembro, os aeroportos movimentaram 9,1 milhões de passageiros em voos domésticos, número 9,2% superior ao registrado no mesmo mês de 2024. Já no segmento internacional, foram 2,6 milhões de passageiros, alta de 10,7% na mesma base de comparação, acompanhada pelo crescimento da demanda e da oferta tanto no mercado interno quanto no externo.

Brasileiros esqueceram de sacar R$ 10 bilhões de reais esquecidos em bancos e outras instituições financeiras

Quase R$ 10 bilhões seguem disponíveis para saque por pessoas físicas e empresas em todo o país, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (13). Os valores podem ser consultados e resgatados por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR) e se referem a recursos esquecidos em bancos e outras instituições financeiras até novembro de 2025.

Segundo o BC, R$ 7,8 bilhões pertencem a aproximadamente 49,3 milhões de pessoas físicas. Já as empresas têm direito a cerca de R$ 2,2 bilhões, distribuídos entre 4,9 milhões de CNPJs. Os recursos permanecem parados em instituições como bancos, consórcios, cooperativas de crédito e instituições de pagamento.

Até novembro, o Banco Central informou que R$ 12,9 bilhões já foram devolvidos aos beneficiários. Desse total, R$ 9,5 bilhões foram pagos a pessoas físicas e R$ 3,4 bilhões a empresas.

Valores pequenos

A maior parte dos valores a receber é considerada baixa. De acordo com o levantamento do BC, 65,2% dos beneficiários têm até R$ 10 disponíveis para saque. Por outro lado, quantias acima de R$ 1 mil representam apenas 1,85% do total.

Os bancos concentram a maior parcela dos recursos esquecidos, seguidos por administradoras de consórcios, cooperativas e instituições de pagamento.

Não há prazo pa retirada

O Ministério da Fazenda esclareceu que não existe prazo limite para a retirada dos valores, diferente do que havia sido divulgado anteriormente. Assim, o dinheiro continuará disponível para saque por tempo indeterminado.

Desde 27 de maio, o Banco Central também passou a permitir a habilitação de uma solicitação automática de resgate pelo sistema. A adesão é opcional e não altera as demais funcionalidades do SVR.

Para maiores informações acesse o site do Banco Central

Ribeirão Preto foi a décima terceira cidade do estado que mais gerou emprego com carteira assinada em 2025

O estado de São Paulo criou 31,1 mil vagas de emprego com carteira assinada em novembro de 2025, o equivalente a mais de mil vagas por dia. Os dados são da Fundação Seade, com base nas informações do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Ribeirão Preto ficou em décimo segundo lugar na geração de emprego com carteira assinada nos primeiros onze meses do ano. De janeiro a novembro, foram mais de 530 mil vagas de emprego formais criadas.

De janeiro a novembro, foram mais de 530 mil vagas de emprego formais criadas. No acumulado de 12 meses, foram 342 mil oportunidades.

Assim, o estado criou 36% do total de vagas com carteira assinada do país em novembro, 28% do total em 11 meses.

  1. São Paulo: 107.530
  2. Osasco: 26.964
  3. Guarulhos: 14.113
  4. Barueri: 8.949
  5. Santos: 7.106
  6. São José dos Campos: 6.871
  7. Sorocaba: 6.221
  8. Santo André: 5.684
  9. São Bernardo do Campo: 4.898
  10. Campinas: 4.861
  11. Bauru: 4.542
  12. Taubaté: 4.242
  13. Ribeirão Preto: 4.116
  14. Jundiaí: 3.967
  15. Sumaré: 3.962
  16. Matão: 3.815
  17. Cajamar: 3.036
  18. Tatuí: 3.010
  19. Mauá: 2.938
  20. São José do Rio Preto: 2.599
  21. Atibaia: 2.597
  22. São Caetano do Sul: 2.583
  23. Presidente Prudente: 2.449
  24. Mogi das Cruzes: 2.264
  25. Cotia: 1.985
  26. São Carlos: 1.953
  27. Jacareí: 1.948
  28. Diadema: 1.889
  29. Mogi Guaçu: 1.889
  30. Birigui: 1.813
  31. Botucatu: 1.774
  32. Monte Mor: 1.729
  33. Monte Azul Paulista: 1.691
  34. Franco da Rocha: 1.673
  35. Bebedouro: 1.622
  36. Itaquaquecetuba: 1.607
  37. Marília: 1.588
  38. Araraquara: 1.570
  39. Piracicaba: 1.485
  40. Araçatuba: 1.450
  41. Louveira: 1.327
  42. Embu das Artes: 1.301
  43. Cabreúva: 1.286
  44. Franca: 1.268
  45. Limeira: 1.236
  46. São Roque: 1.162
  47. Carapicuíba: 1.136
  48. Cubatão: 1.095
  49. Guaratinguetá: 1.092
  50. Lençóis Paulista: 992

Cresol paga a cooperados mais de R$ 333 milhões em juros sobre o capital social

Informe Publicitário

Cresol, instituição financeira cooperativa, pagou aos seus cooperados mais de R$ 333 milhões em juros sobre o capital social no exercício referente a 2025. A remuneração teve um crescimento expressivo de 72,5% em relação ao ano anterior e demonstra o fortalecimento do patrimônio dos sócios e da cooperativa.

“O ano de 2025 se encerra com esse importante momento para o cooperativismo. E de forma ainda mais extraordinária para a Cresol, com essa remuneração recorde para os nossos cooperados. O aumento do valor pago em juros é reflexo da confiança mútua, da parceria forte que temos e também do nosso foco no desenvolvimento coletivo”, afirma Cledir Magri, presidente da Cresol Confederação.

Na Cresol, é possível acompanhar o extrato do capital social e fazer novos aportes diretamente pelo aplicativo. O cooperado também pode consultar as informações pelo Internet Banking, caixa eletrônico ou em uma das 1.000 agências espalhadas pelo Brasil.

Vantagem exclusiva para cooperado

O pagamento de juros sobre o capital social reforça um diferencial exclusivo para quem participa de uma cooperativa financeira: o cooperado contribui aplicando em cota capital — o que o torna sócio do negócio —, a solidez da cooperativa repercute no patrimônio dele e todos se desenvolvem.

Para Cledir Magri, esta é “a materialização de um modelo de negócio em que os resultados não ficam concentrados. Eles retornam para quem é, ao mesmo tempo, cliente e dono, para quem coopera e prospera junto”. 

O valor a ser remunerado segue critérios específicos e é deliberado em assembleia, respeitando o limite legal de até 100% da taxa Selic acumulada nos últimos 12 meses. Cada cooperativa pode informar os valores e percentuais de remuneração conforme suas operações.

Já a base de cálculo é o saldo médio de capital social que o cooperado manteve durante um período de apuração. E o pagamento é realizado até o último dia útil de dezembro de cada ano, diretamente na conta capital do cooperado, conforme o estatuto da cooperativa.

Se você está prestes a se aposentar entenda as mudanças na aposentadoria em 2026 a partir de hoje

Quem está prestes a se aposentar precisa estar atento. A reforma da Previdência, promulgada em 2019, estabeleceu regras automáticas de transição, que mudam a concessão de benefícios a cada ano.

A pontuação para a aposentadoria por tempo de contribuição e por idade sofreu alterações. Confira abaixo as mudanças que começam a vigorar neste ano.

Aposentadoria por tempo de contribuição

A reforma da Previdência estabeleceu quatro regras de transição, das quais duas previram modificações na virada de 2025 para 2026. Na primeira regra, que estabelece um cronograma de transição para a regra 86/96, a pontuação composta pela soma da idade e dos anos de contribuição subiu em janeiro: para 93 pontos (mulheres) e 103 pontos (homens).

Os servidores públicos estão submetidos à mesma regra de pontuação, com a diferença de que é necessário ter 62 anos de idade e 35 anos de contribuição (homens), 57 anos de idade e 30 anos (mulheres). Para ambos os sexos, é necessário ter 20 anos no serviço público e cinco anos no cargo.

Na segunda regra, que prevê idade mínima mais baixa para quem tem longo tempo de contribuição, a idade mínima para requerer o benefício passou para 59 anos e meio (mulheres) e 64 anos e meio (homens). A reforma da Previdência acrescenta seis meses às idades mínimas a cada ano até atingirem 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens) em 2031. Nos dois casos, o tempo mínimo de contribuição exigido é de 30 anos para as mulheres e 35 anos para homens.

Professores

Em relação aos professores, que obedecem a uma regra de transição com base no tempo de contribuição na função de magistério combinada com a idade mínima, as mulheres passam a se aposentar aos 54 anos e meio, e os homens, aos 59 anos e meioA idade é acrescida seis meses a cada ano até atingir o limite de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, em 2031.

O tempo de contribuição mínimo para obter a aposentadoria como professor corresponde a 25 anos para as mulheres e a 30 anos para os homens. A regra vale para os professores da iniciativa privada, das instituições federais de ensino e de pequenos municípios. Os professores estaduais e de grandes municípios obedecem às regras dos regimes próprios de previdência.

Aposentadoria por idade

Desde 2023, está plenamente em vigor a regra para a aposentadoria por idade, destinada a trabalhadores de baixa renda que contribuíram pouco para a Previdência Social e se aposentariam por idade na regra antiga.

Para homens, a idade mínima está fixada em 65 anos desde 2019. Para as mulheres, a idade de transição está em 62 anos desde 2023. Para ambos os sexos, o tempo mínimo de contribuição exigido para se aposentar por idade está em 15 anos.

Na promulgação da reforma da Previdência, em novembro de 2019, a idade mínima para as mulheres estava em 60 anos, passando a aumentar seis meses por ano nos quatro anos seguintes. Subiu para 60 anos e meio em janeiro de 2020, para 61 anos em janeiro de 2021, 61 anos e meio em 2022 e 62 anos em 2023.

Simulações

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) permite simulações da aposentadoria no computador e no celular.

Simulação no computador

  • Entre no site meu.inss.gov.br e digite seu CPF e senha. Caso não tenha senha, cadastre uma;
  • Vá em “Serviços” e clique em “Simular Aposentadoria”;
  • Confira as informações que aparecerão na tela. O site vai mostrar sua idade, sexo e tempo de contribuição, além de quanto tempo falta para aposentadoria, segundo cada uma das regras em vigor.

Simulação no celular

  • Baixe o aplicativo Meu INSS (disponível para Android e iOS);
  • Se necessário, clique no botão “Entrar com gov.br” e digite seu CPF e senha. Caso não tenha senha, cadastre uma;
  • Abra o menu lateral (na parte superior esquerda) e clique em “Simular Aposentadoria”;
  • Cheque as informações que aparecerão na tela. O site vai mostrar sua idade, sexo e tempo de contribuição, além de quanto tempo falta para a aposentadoria, conforme as regras em vigor;
  • Caso precise corrigir algum dado pessoal basta clicar no ícone de lápis (à direita).

O segurado pode salvar o documento com todos os dados das simulações. Basta clicar em “Baixar PDF”.

Regras de transição já cumpridas

Por já ter sido cumprida, a regra do pedágio de 100% sobre o tempo de contribuição não mudará no setor privado. Quem tem mais de 57 anos de idade e 30 anos de contribuição (mulheres) ou 60 anos de idade e 35 anos de contribuição (homens) pode se aposentar. A regra estabelecia que o segurado tinha de cumprir o dobro do período que faltava para se aposentar na promulgação da reforma, em 2019.

No serviço público, o pedágio também foi cumprido. Além da idade e do tempo de contribuição mínimos exigidos dos trabalhadores da iniciativa privada, é necessário ter 20 anos de serviço público e cinco anos no cargo.

A reforma tinha outra regra de pedágio, desta vez para o setor privado. Quem estava a até dois anos da aposentadoria em 2019 tinha de cumprir 50% a mais em relação ao tempo que faltava para se aposentar. No entanto, essa regra de transição foi integralmente cumprida e não beneficiará mais ninguém em 2026.

No cenário mais abrangente, quem trabalharia por mais dois anos em 2019 teve de trabalhar um ano extra, totalizando três anos. No fim de 2022, todos os que estavam enquadrados na regra do pedágio de 50% já se aposentaram.

Boa noticia para quem mora de aluguel. Inflação encerra 2025 com queda de 1,05%

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou variação negativa em dezembro, com recuo de 0,01%. Com o resultado, o indicador acumulou queda de 1,05% ao longo do ano, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com o economista Matheus Dias, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), o desempenho do índice aponta para um cenário de menor pressão de custos nos próximos anos. “O resultado sugere um ambiente de menor pressão de custos para 2026”, afirmou o especialista em nota.

Tradicionalmente utilizado como referência para o reajuste de contratos e preços, o IGP-M influencia valores de aluguéis, contas de energia elétrica e telefone, mensalidades escolares, planos de saúde e seguros.

Segundo Matheus Dias, o índice encerra 2025 refletindo um contexto econômico marcado pela desaceleração da atividade global e por um elevado nível de incerteza. “Esses fatores limitaram os repasses de custos, afetando principalmente os preços ao produtor. Além disso, a melhora das safras agrícolas ajudou a reduzir os preços das matérias-primas, reforçando o movimento de deflação observado no índice”, destacou.

Criado no final da década de 1980 a pedido de entidades privadas do setor financeiro, o IGP-M se diferencia de outros indicadores de inflação por sua metodologia. O cálculo considera a variação de preços entre os dias 21 de um mês e 20 do mês seguinte.

IPCA

Já em relação à inflação oficial do país, o mercado financeiro projeta um encerramento de ano dentro da meta. De acordo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (29), a estimativa é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche o período em 4,32%.

A meta de inflação para 2025, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o IPCA pode variar entre 1,5% e 4,5% sem descumprimento da meta — faixa na qual a projeção atual do mercado está inserida.

Abaixo da meta – Mercado reduz previsão de inflação para 4,32% em 2025

O mercado financeiro projeta que a inflação de 2025 encerre o ano em 4,32%, abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A estimativa consta do Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central, em Brasília. Para o crescimento da economia, a expectativa foi mantida em 2,26% para o Produto Interno Bruto (PIB).

Por se tratar do último mês do ano, quando os indicadores já estão praticamente consolidados, o relatório não trouxe novas projeções para a taxa básica de juros, a Selic, que permanece em 15% ao ano. Esse é o maior patamar desde julho de 2006, quando a taxa chegou a 15,25%. Após ter atingido 10,5% em maio do ano passado, a Selic voltou a subir a partir de setembro de 2024, alcançando 15% na reunião de junho, nível mantido desde então.

As expectativas para a inflação apresentaram leve recuo pela sétima semana consecutiva. Há uma semana, a projeção para o IPCA era de 4,33%, e há quatro semanas, de 4,43%. A meta de inflação para 2025 é de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Em novembro, o IPCA registrou alta de 0,18%, influenciada principalmente pelo aumento das passagens aéreas, acumulando 4,46% em 12 meses. Para 2026 e 2027, o mercado estima inflação de 4,05% e 3,8%, respectivamente.

No câmbio, a projeção indica que o dólar deve encerrar o ano cotado a R$ 5,44, ligeiramente acima da estimativa da semana anterior, de R$ 5,43. Para o PIB, além da manutenção da previsão de 2,26% em 2025, o Focus também repetiu as estimativas de crescimento de 1,8% para 2026 e 2027. A economia brasileira cresceu 0,4% no segundo trimestre, impulsionada pelos setores de serviços e indústria, e fechou 2024 com alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão.

Novo salário mínimo será de R$ 1.621 em 2026

O salário mínimo no Brasil será reajustado para R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O novo valor representa um aumento de 6,8% — pouco mais de R$ 100 em relação ao piso atual de R$ 1.518 — e já foi oficializado pelo governo federal por meio de publicação no Diário Oficial da União no último dia(24).

O reajuste segue a regra que combina a inflação acumulada em 12 meses até novembro, medida pelo INPC, com o crescimento da economia de dois anos antes, neste caso o desempenho de 2024, respeitando o limite máximo de 2,5% ao ano imposto pelo teto de gastos. Diferentemente do que ocorreu nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, quando o salário mínimo era corrigido apenas pela inflação, o modelo atual garante aumento real do poder de compra.

Em nota técnica, o Dieese avaliou que a política anterior teve efeitos negativos, especialmente em períodos de inflação elevada, quando os preços — em especial dos alimentos — subiram acima da média e corroeram a renda das famílias mais pobres. Segundo o departamento, cerca de 62 milhões de brasileiros recebem o salário mínimo e, com o novo reajuste, a economia deve ter um impacto adicional de R$ 81,7 bilhões. Ainda assim, o Dieese estima que o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.067,18, valor 4,3 vezes maior que o novo piso nacional.

Comida fica mais caro em Ribeirão. É o que aponta IEMB-Acirp

O custo da cesta básica em Ribeirão Preto no mês de dezembro apresentou variação de 0,47 em relação ao mês anterior, segundo levantamento do Instituto de Economia Maurílio Biagi da Associação Comercial e Industrial da cidade (IEMB-Acirp).

A inflação se dá no contexto de maior movimentação do varejo no fim de ano, época caracterizada por um aumento sazonal do consumo.

De acordo com estudo, o custo médio do kit alimentar mínimo no município atingiu R$724,00 – alta de 0,47 em relação ao mês anterior. 

Na região Central, o crescimento foi de 5,82 e a cesta básica média chegou a R$ 807,97. A expectativa da Associação Paulista de Supermercados (APAS) é que as vendas de Natal registrem em 2025 um crescimento real de 3,7.

A pesquisa foi realizada nos dias 15 e 16 de novembro de 2025, com coleta de preços em dez supermercados e hipermercados e quatro panificadoras distribuídos pelas cinco regiões do município. 

O levantamento segue os critérios estabelecidos pelo Decreto-Lei nº 399/1938 e a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 2017-2018. Para cada item da cesta, foi considerado o menor preço do produto especificado, independentemente da marca comercial.

Custo de Vida por Região

A Região Norte de Ribeirão Preto teve a cesta básica mais em conta, com custo médio de R$ 669,59 e um recuo mensal de -1,07. Leste e Sul também apresentaram ligeiras reduções: R$ 709,53 (-3,35) e R$ 768,22 (-0,9). A Zona Oeste registrou média de R$ 679,04 e elevação de 1,16.

Itens em destaque 

Na composição do custo total da cesta básica, as carnes responderam por 46,15 do valor médio apurado. Em seguida aparecem frutas e legumes (21,95), farináceos (20,60), laticínios (5,04), leguminosas (3,32), cereais (1,89) e óleos (1,06).

Considerando o salário mínimo líquido de R$1.403,85, o trabalhador compromete cerca de 51,57 da sua renda com alimentação, precisando trabalhar 113,46 horas para adquirir uma cesta com os 13 itens avaliados. 

Individualmente, a margarina com sal (+6,65), a banana nanica (+4,41) e o óleo de soja (3,23) foram os alimentos que apresentaram a maior variação. No caso da margarina e do óleo, o movimento está associado a custos acumulados ao longo da cadeia produtiva e a ajustes graduais de preços.

Já o preço da banana reflete a oferta sazonal mais restrita somada a uma maior demanda típica do fim de ano. Entre os produtos que tiveram queda de preço, destacam-se o tomate italiano, com redução de 8,44, e o leite de caixinha, com diminuição de 6,42.

O IEMB-Acirp reforça que as variações observadas nos preços das matérias-primas não são repassadas de forma imediata ao consumidor final. “O repasse ocorre de maneira gradual ao longo da cadeia produtiva, à medida que estoques são renovados e contratos são atualizados, até que os efeitos cheguem às gôndolas”, diz Lucas Ribeiro, economista e organizador do estudo do IEMB-Acirp.

O ano começa com conta de luz mais barata em janeiro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (23) que o ano de 2026 começará sem cobrança adicional na conta de luz, com a aplicação da bandeira tarifária verde em janeiro. Segundo a agência, apesar de o período chuvoso ter começado com precipitações abaixo da média histórica, os meses de novembro e dezembro registraram, de forma geral, manutenção das chuvas e dos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas no país.

De acordo com a Aneel, esse cenário reduz a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que têm custo de geração mais elevado. “Em janeiro de 2026 não será necessário despachar as termelétricas na mesma quantidade do mês anterior, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor”, informou a agência. Em dezembro, já havia ocorrido a redução da bandeira vermelha patamar 1 para amarela, diminuindo o valor extra cobrado de R$ 4,46 para R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

O Ministério de Minas e Energia destacou que a bandeira verde indica um cenário de segurança energética, sem a necessidade de uso intensivo de fontes mais caras e poluentes. Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza os custos da geração de energia no Sistema Interligado Nacional: na bandeira verde não há acréscimo, enquanto as bandeiras amarela e vermelha representam cobranças adicionais conforme o consumo, refletindo principalmente a dependência do regime de chuvas para a geração