BYD apresenta Atto 2, SUV elétrico flex que promete ser a sensação do mercado pelo baixo preço e tecnologia

A montadora chinesa BYD apresentou oficialmente na última terça feira o novo Atto 2, modelo que chega para reforçar sua estratégia de expansão no segmento de veículos elétricos compactos. O SUV foi desenvolvido para atender consumidores que buscam tecnologia, eficiência energética e um conjunto de equipamentos modernos, ampliando o portfólio da marca em um dos mercados mais competitivos da indústria automotiva.

Seu design é bem semelhante ao do Yan Pro e será fabricado na fábrica de Camaçari na Bahia. A grande aposta da montadora está no valor do veículo. O modelo GL chegará ao mercado custando R$ 149.990, já a versão GS custará R$ 169.990. O Atto 2 DM-i Flex, primeiro híbrido plug-in flex da marca. Além do excelente o preço o carro também será movido a etanol com motor 1.5 aspirado de quatro cilindros, 16 válvulas, injeção direta e ciclo Atkinson.

A aceleração na versão GL será de 0 a 100km em 8,5 segundo, na versão GS 8,4 segundos.

Com o lançamento, a BYD fortalece sua posição em um setor que registra crescimento acelerado em todo o mundo. A expectativa da empresa é conquistar consumidores que desejam migrar para a mobilidade elétrica sem abrir mão de conforto, espaço interno e tecnologia embarcada. O Atto 2 chega para disputar mercado com outros SUVs compactos eletrificados e ampliar as opções disponíveis para o público.

Venda de veículos novos no país sobe 15% até maio e veículos híbridos puxam crescimento

O mercado automotivo brasileiro segue aquecido em 2026. Nos cinco primeiros meses do ano, foram comercializados 2.226.984 veículos novos no país, volume que representa o segundo melhor desempenho para o período desde 2011. O resultado também aponta um crescimento de 15,3% em comparação com os primeiros cinco meses de 2025, segundo levantamento divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

O balanço considera as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários. Para a Fenabrave, o avanço do setor é impulsionado por programas de incentivo do governo federal, como o Carro Sustentável e o Move Brasil, além da ampliação do acesso ao crédito e da confiança dos consumidores. Segundo o presidente da entidade, Arcelio Junior, a combinação de juros mais atrativos, renda e previsibilidade econômica tem contribuído para manter a demanda em alta.

Os veículos eletrificados lideram o crescimento do mercado. As vendas de automóveis e comerciais leves híbridos avançaram 77,9% no acumulado do ano, saltando de 68.056 para 121.110 unidades. Já os modelos 100% elétricos registraram alta de 181,5%, com 69.347 veículos vendidos até maio, frente a 24.635 no mesmo período de 2025. A Fenabrave também destaca o impacto do Programa Carro Sustentável, que impulsionou em 31,4% as vendas dos modelos contemplados desde sua implementação, reforçando a tendência de expansão dos veículos mais eficientes e sustentáveis no mercado brasileiro.

Associação Núcleo Postos Ribeirão Preto explica redução do preço do diesel anunciada pela Petrobras

A Petrobras anunciou, nesse domingo (31), redução de R$ 0,35 no preço do litro do diesel, das refinarias para as distribuidoras. A medida está valendo desde 0h de hoje, segunda-feira (1). A projeção da estatal é de que o preço médio do litro do produto caia de R$ 3,65 para R$ 3,30 para as distribuidoras.

O desconto faz parte da subvenção econômica instituída pela Medida Provisória 1.538/2026 como tentativa de amenizar, aqui no Brasil, o impacto da disparada do preço do petróleo no mercado internacional, em decorrência da guerra no Oriente Médio.

Segundo Fernando Roca, presidente da Associação Núcleo Postos de Ribeirão Preto e Região, que reúne 95 revendedores, “A redução que entrou em vigor hoje deve gerar algum efeito positivo também para a gasolina e etanol, uma vez que a frota que transporta esses combustíveis é toda movida a diesel”, explica. “Na prática, a Petrobras vai tomando suas decisões conforme a evolução do cenário que vem do mercado global. É o famoso ‘dançar conforme a música’”, completa.

Fatos mais recentes
Na última quinta-feira, 28/5, a Petrobras reajustou em R$ 0,48 o preço do litro de gasolina, das refinarias para as distribuidoras. Com a subvenção governamental de R$ 0,44 por litro de gasolina, que absorveu parte do aumento, a elevação real ficou em R$ 0,04 por litro (R$ 0,48 – R$ 0,44).

Dias antes, em 15/5, a Central de Monitoramento da Associação Núcleo Postos RP mostrou que as distribuidoras estavam aumentando os preços do litro de gasolina (entre R$ 0,15 e R$ 0,20) e do diesel (entre R$ 0,10 e R$ 0,15), para os postos, devido à disparada dos custos de importação dos dois produtos.

“É importante deixar claro que os valores praticados pelos postos, nas bombas, seguem os preços praticados pelas distribuidoras”, diz o presidente.

O que compensa mais?
É importante que o consumidor sempre pesquise pelo melhor preço e abasteça em um posto de confiança. Para quem tem veículo flex, a dica é fazer a conta de paridade: se o valor do litro de etanol equivaler a, no máximo, 70% do preço do litro de gasolina, compensará abastecer com etanol”, finaliza Fernando Roca.

Preço da alimentação em Ribeirão dispara; veja os produtos que mais subiram de preço

A cesta básica em Ribeirão Preto registrou forte alta em maio de 2026 e passou a custar, em média, R$ 837,13, segundo levantamento divulgado pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp). O valor representa um aumento de 5,69% em relação a abril, pressionando ainda mais o orçamento das famílias e reduzindo o poder de compra dos trabalhadores.

O estudo, realizado pelo Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB-Acirp) no dia 20 de maio, acompanha mensalmente a inflação dos alimentos e identificou aumentos expressivos em produtos essenciais, com destaque para a batata inglesa, que apresentou elevação de 26,55% no período.

Diferença de preços entre regiões chega a R$ 121

O levantamento revelou uma significativa variação no custo da cesta básica entre as regiões de Ribeirão Preto. A região Central registrou o maior valor médio, chegando a R$ 891,35, mesmo com uma pequena queda de 0,56% em comparação ao mês anterior.

Já a região Oeste apresentou o menor custo médio da cidade, com a cesta básica cotada em R$ 769,87, apesar da alta de 8,57% no mês.

Confira os valores médios por região:

  • Centro: R$ 891,35 (-0,56%)
  • Sul: R$ 863,31 (+5,95%)
  • Leste: R$ 852,93 (+4,79%)
  • Norte: R$ 821,03 (+10,45%)
  • Oeste: R$ 769,87 (+8,57%)

A diferença entre a região mais cara e a mais barata alcançou R$ 121,48, evidenciando a disparidade nos preços dos alimentos dentro do município.

Batata e feijão lideram alta dos alimentos

Entre os itens que mais impactaram o aumento da cesta básica em Ribeirão Preto, a batata inglesa liderou as altas, com avanço de 26,55%. Segundo o IEMB, o aumento está relacionado à redução da oferta nas principais regiões produtoras, agravada pelas chuvas recentes e pela proximidade do fim da safra das águas, fatores que dificultaram a colheita.

Outro produto que pesou no orçamento foi o feijão, que registrou aumento de 9,06%. A valorização ocorreu em um cenário de oferta limitada, redução da área plantada e excesso de chuvas, mantendo os preços elevados no mercado.

Por outro lado, alguns produtos ajudaram a conter parcialmente a inflação dos alimentos. O café apresentou queda de 9,58%, enquanto o óleo de soja ficou 8,85% mais barato em maio.

Carnes representam quase metade do gasto da cesta básica

As carnes continuam sendo o principal item de despesa dentro da cesta básica, respondendo por 43,84% do valor total.

A composição dos gastos ficou distribuída da seguinte forma:

  • Carnes: 43,84%
  • Frutas e legumes: 26,74%
  • Farináceos: 16,98%
  • Laticínios: 5,83%
  • Leguminosas: 4,10%
  • Cereais: 1,77%
  • Óleos: 0,74%

Trabalhador compromete mais da metade do salário com alimentação

O levantamento também analisou o impacto da alta dos alimentos sobre o poder de compra da população.

Considerando o salário mínimo bruto de R$ 1.621,00 e o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, a renda líquida estimada ficou em R$ 1.499,43.

Nesse cenário, um trabalhador precisou destinar aproximadamente 55,83% do salário mensal líquido apenas para a compra da cesta básica em maio.

Além disso, foram necessárias cerca de 122,83 horas de trabalho para adquirir os produtos básicos de alimentação, um aumento de 6,61 horas em comparação ao mês de abril.

Como é feito o levantamento da cesta básica

A pesquisa segue os parâmetros estabelecidos pelo Decreto-Lei nº 399/1938, que define os itens e quantidades da cesta básica sem alterações ao longo da série histórica.

A metodologia também considera as diretrizes do Decreto nº 11.936/2024 e os hábitos de consumo identificados pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE.

Para calcular os preços, equipes do Instituto de Economia Maurílio Biagi percorrem regularmente 10 hipermercados e padarias distribuídos pelas diferentes regiões de Ribeirão Preto, coletando informações que servem de base para o monitoramento da inflação dos alimentos na cidade.

Cresol distribui mais de R$ 480 milhões em resultados aos cooperados

Cresol, instituição financeira cooperativa com mais de um milhão de cooperados, alcançou um marco histórico ao repassar mais de R$ 480 milhões aos cooperados referentes ao exercício de 2025, entre distribuição de resultados e pagamento de juros sobre o capital. O montante representa um crescimento de 72% em relação ao ciclo anterior, quando o total distribuído foi de R$ 279 milhões.

O avanço foi impulsionado, principalmente, pelo crescimento de 73,3% no pagamento de juros sobre o capital, que passou de R$ 192,1 milhões, valor de 2024, para R$ 333 milhões em 2025. Houve também o pagamento de R$ 147 milhões em sobras aos cooperados, o que representa uma alta de 69,1% frente aos R$ 86,9 milhões pagos no exercício anterior.

“Os números evidenciam um dos principais diferenciais do cooperativismo financeiro, que é fazer com que todos cresçam de forma coletiva. O aumento expressivo dos valores distribuídos reflete a solidez dos negócios e o compromisso de devolver resultados para quem participa ativamente dessa construção”, afirma Cledir Magri, presidente da Cresol Confederação.

Critérios e fatores da distribuição de resultados

Os critérios para a distribuição dos resultados são definidos pela cooperativa e aprovados democraticamente durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), com participação direta dos cooperados. Entre os fatores considerados estão saldo médio em conta corrente e poupança, aplicações financeiras, operações de crédito e juros pagos ao longo do período.

Além dessa definição coletiva, a transparência também é um dos pilares do processo. Ao final de cada exercício, a Cresol apresenta aos cooperados o balanço financeiro, garantindo espaço para perguntas, sugestões e participação nas decisões relacionadas ao destino das sobras líquidas.

“Cada cooperado tem voz ativa nesse processo, independentemente do valor que movimenta. E mais do que compartilhar resultados financeiros, o cooperativismo fortalece essa relação de confiança, pertencimento e desenvolvimento conjunto”, complementa o presidente.

Fortalecimento da economia local

Outro impacto relevante da distribuição de resultados está no fortalecimento das economias locais. Ao receber esse retorno financeiro, os cooperados tendem a reinvestir os recursos em suas próprias comunidades, movimentando o comércio, incentivando pequenos negócios e contribuindo para o desenvolvimento econômico das regiões onde a cooperativa atua.

“Enquanto em modelos tradicionais o lucro permanece concentrado, no cooperativismo o resultado circula entre as pessoas e a própria comunidade que ajudaram a construí-lo. É a lógica da cooperação aplicada de forma prática, transparente e coletiva”, conclui Cledir Magri.

Formato do pagamento

Os valores pagos na distribuição de resultados costumam ser classificados como “Rendimentos isentos e não tributáveis” e podem ser recebidos diretamente na conta-corrente ou em cotas capitais, conforme previsto no estatuto de cada cooperativa singular. As informações do pagamento ficam disponíveis aos cooperados por meio do aplicativo Cresol, Internet Banking e nas agências de relacionamento

Sobre a Cresol 

Com 30 anos de história, mais de 1 milhão de cooperados e 1.000 agências de relacionamento no Brasil, a Cresol é uma das principais instituições financeiras cooperativas do país. Com foco no atendimento personalizado, fornece soluções financeiras para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais.

Comissão especial aprova escala 6 x 1 texto e garante dois dias de folga por semana

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), por 34 votos favoráveis e quatro contrários, o relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. O parecer, apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), estabelece a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.

Com a aprovação na comissão, a proposta segue agora para análise do plenário da Câmara, onde precisará do apoio mínimo de 308 deputados em dois turnos de votação. A expectativa é de que a matéria seja apreciada ainda nesta quarta-feira. O relatório havia sido apresentado na segunda-feira (25), mas a votação foi adiada após pedido de vista da oposição.

O texto aprovado unifica pontos de duas PECs que tratavam da redução da jornada de trabalho: a PEC 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e a PEC 8/25, apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP). A proposta modifica o artigo 7º da Constituição Federal e determina que a jornada normal não poderá ultrapassar oito horas diárias e 40 horas semanais, permitindo compensação de horários mediante acordo coletivo.

Pelo texto, o fim da escala 6×1 passará a valer 60 dias após a promulgação da emenda constitucional. A implementação ocorrerá em duas etapas: inicialmente, a carga horária será reduzida de 44 para 42 horas semanais. Após 12 meses, haverá nova redução, chegando ao limite de 40 horas semanais. A proposta também assegura dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

O relatório ainda prevê que, durante o período de transição, empresas poderão ampliar a duração diária da jornada para reorganizar a distribuição semanal das horas trabalhadas, desde que haja negociação coletiva. O modelo foi resultado de um acordo entre o governo federal e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A tramitação gerou debates intensos entre parlamentares da base governista e da oposição. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), chegou a apresentar destaque propondo a adoção da escala 4×3, com quatro dias de trabalho e três de descanso, além de defender o fim do período de transição. O destaque acabou rejeitado pela comissão.

Durante as discussões, deputados criticaram propostas apresentadas por parlamentares do centrão e da oposição que sugeriam um prazo de até dez anos para implementação da nova jornada, além de medidas como redução do FGTS e compensações financeiras às empresas. O relator Leo Prates rejeitou as emendas, decisão elogiada por integrantes da base do governo.

Famílias de baixa renda sofrem mais com inflação em abril, revela Ipea

A inflação voltou a acelerar em abril para as famílias brasileiras de menor renda, segundo levantamento divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com os dados, a taxa inflacionária das famílias com renda mensal de até R$ 2.299,82 subiu de 0,85% em março para 0,92% em abril, tornando esse grupo o mais impactado pela alta dos preços no período.

O estudo do Ipea, que mede a inflação por faixa de renda, aponta que o avanço dos preços foi puxado principalmente pelos reajustes na energia elétrica e nos produtos farmacêuticos. A conta de luz registrou alta de 0,72% no mês, enquanto os medicamentos tiveram aumento médio de 1,8%, pressionando ainda mais o orçamento das famílias de renda muito baixa. Já para as faixas de renda acima de R$ 2.299,82, houve desaceleração da inflação em abril.

No acumulado entre janeiro e abril de 2026, a inflação para as famílias de menor renda chegou a 2,66%. Apesar da aceleração recente, o Ipea destaca que, no acumulado dos últimos 12 meses, esse grupo ainda apresenta a menor variação inflacionária do país, com índice de 3,83%.

Além da energia e dos medicamentos, os alimentos também tiveram forte impacto sobre o custo de vida dos brasileiros. Entre os produtos que mais subiram em abril estão arroz (2,5%), feijão carioca (3,5%), batata (6,6%), carnes (1,6%), ovos (1,7%) e leite, que registrou uma das maiores altas do período, com avanço de 13,7%.

O grupo de saúde e cuidados pessoais também pressionou o índice inflacionário, impulsionado pelo aumento nos preços de artigos de higiene pessoal (1,6%) e dos serviços médicos (1,0%). Outro fator de preocupação foi a alta dos combustíveis, que avançaram 1,8% no mês. Segundo a análise do Ipea, a pressão nos preços dos combustíveis está relacionada aos reflexos da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel no mercado internacional de petróleo.

Especialistas alertam que a inflação dos itens essenciais afeta de forma mais intensa as famílias de baixa renda, já que grande parte do orçamento desse público é destinada à alimentação, transporte, saúde e despesas básicas do dia a dia.

Parecer da 6×1 é adiado em meio à pressão para transição de 10 anos

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa a proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1 adiou para a próxima segunda-feira (25) a apresentação do parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA). O relatório seria divulgado nesta quarta-feira (20), mas as negociações envolvendo regras de transição e impactos econômicos provocaram o adiamento. A votação do texto na comissão segue prevista para o dia 26 de maio.

O adiamento ocorre em meio à pressão de setores do empresariado, partidos da oposição e legendas do Centrão para incluir no texto uma transição de até 10 anos para o fim da escala 6×1. O presidente da Comissão Especial, deputado Alencar Santana (PT-SP), afirmou que ainda há pontos pendentes de negociação, principalmente sobre a adaptação das empresas e os efeitos da redução da jornada. Segundo ele, o objetivo é construir um consenso sem prejudicar os trabalhadores.

Entre as principais emendas apresentadas está a proposta do deputado Sérgio Turra (PP-RS), apoiada por 176 parlamentares. O texto prevê que o fim da escala 6×1 só entre em vigor dez anos após a promulgação da PEC, além de excluir trabalhadores de setores considerados essenciais da redução para 40 horas semanais. A emenda também propõe reduzir a contribuição patronal ao FGTS de 8% para 4% e prevê isenção temporária da contribuição previdenciária das empresas.

Outra proposta semelhante foi apresentada pelo deputado Tião Medeiros (PP-PR), com apoio de 171 deputados. Enquanto o governo federal defende uma redução da jornada sem corte salarial e sem transição longa, o relator Leo Prates tem sinalizado apoio a um modelo intermediário, com prazo de adaptação entre dois e quatro anos. A definição do texto final deve ocorrer nos próximos dias após reuniões com lideranças da Câmara e representantes do governo.

Prazo para declaração anual do MEI termina em 31 de maio

O prazo para a entrega da Declaração Anual Simplificada do Microempreendedor Individual (DASN-Simei), referente ao ano-calendário de 2025, termina no próximo dia 31 de maio. O envio da declaração é obrigatório para todos os microempreendedores individuais que estiveram enquadrados no Simei em qualquer período do ano passado, mesmo nos casos em que não houve faturamento.

A declaração pode ser realizada de forma online, por meio do aplicativo MEI ou pelo Portal do Empreendedor, onde o contribuinte deve informar o faturamento bruto obtido ao longo de 2025, incluindo vendas de produtos e prestações de serviços.

A Receita Federal alerta que o não envio da DASN-Simei dentro do prazo pode gerar multa e comprometer a regularidade do CNPJ do microempreendedor. A penalidade para quem entregar a declaração atrasada é de 2% ao mês sobre o valor dos tributos declarados, limitada a 20%, com valor mínimo de R$ 50. A cobrança é emitida automaticamente após a transmissão da declaração fora do prazo.

Além do faturamento anual, o MEI também deve informar se houve contratação de funcionário durante o período, lembrando que a legislação permite a contratação de apenas um empregado. Pelas regras atuais, o limite de faturamento anual do microempreendedor individual permanece em R$ 81 mil, respeitando também o cálculo proporcional nos casos de abertura da empresa durante o ano.

Especialistas recomendam que os microempreendedores não deixem a entrega para os últimos dias, evitando instabilidades no sistema e possíveis pendências fiscais junto à Receita Federal.

Fim da “taxa das blusinhas”: veja o que muda nas compras internacionais de até US$ 50

As compras internacionais de pequeno valor podem voltar a ficar mais baratas no Brasil. Foi publicada na terça-feira (12), em edição extra do Diário Oficial da União, a medida provisória que alterou as regras do regime simplificado de importação e autorizou o Ministério da Fazenda a redefinir as alíquotas aplicadas às remessas internacionais. A mesma edição também inclui decisão da pasta que zera o Imposto de Importação para compras de até US$ 50 feitas por pessoas físicas no âmbito do Programa Remessa Conforme. O tributo ficou popularmente conhecido como “taxa das blusinhas”. 

A MP 1.357/2026 já está em vigor, mas precisa ser analisada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder a validade.

O texto modifica o Decreto-Lei 1.804, de 1980, que trata da tributação simplificada das remessas postais internacionais. O texto estabelece que bens de até US$ 3 mil poderão ter alíquotas constantes ou progressivas definidas pelo Ministério da Fazenda. Para encomendas entre US$ 50 e US$ 3 mil, a tributação permanece em 60%, com dedução fixa de US$ 30 sobre o valor do imposto. 

A portaria estabelece ainda que a redução da alíquota passa a valer com a entrada em vigor da norma e não dá direito à devolução ou compensação de imposto pago anteriormente.

A cobrança sobre compras internacionais de pequeno valor havia sido implementada em 2024 e gerou reação de consumidores e debates entre plataformas estrangeiras de comércio eletrônico e representantes do varejo nacional.

Fonte: Agência Senado