O Comércio de Ribeirão Preto (SP) projeta crescimento médio de até 1% nas vendas de maio de 2026 – com viés de estabilidade – na comparação com o mesmo período do ano passado. É o que aponta levantamento de SINCOVARP (Sindicato do Comércio Varejista) e CDL RP (Câmara de Dirigentes Lojistas), por meio do CPV (Centro de Pesquisas do Varejo).
“Em 2025, maio também registrou variação positiva de 1,5% nas vendas. Agora, mesmo com Agrishow, Ribeirão Rodeo Music e Dia das Mães, o cenário econômico está ainda menos favorável. O poder de compra do consumidor continua diminuindo, impactado por fatores como inflação, taxa de juros elevada (encarecendo o crédito) além de altos índices de inadimplência e de endividamento das famílias”, analisa, Diego Galli Alberto, economista, pesquisador e coordenador do CPV SINCOVARP/CDL RP. “O consumidor continua cauteloso, priorizando despesas mais essenciais”, completa.
A projeção de maio mostra dois picos de vendas. O do último dia de Agrishow (1/5) já foi (a Feira teve menos visitantes nesse ano com queda de -22% na geração de negócios). Agora vem o pico do Dia das Mães. Já no restante do mês haverá uma acomodação natural das vendas. “Talvez, se vier a primeira grande onda de frio, pode ser que o setor de vestuário tenha um aumento de procura”, afirma Galli.
A CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) projeta aumento de até 2% nas vendas do Dia das Mães de 2026, com movimentação de R$ 14,4 bilhões na economia brasileira. São números muito parecidos com os do ano passado.
Intenção de compra
Com base em dados da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas)/SPC Brasil/Offerwise, o CPV SINCOVARP/CDL RP projeta que 80% dos consumidores ribeirão-pretanos pretendem ir às compras para o Dia das Mães, índice um pouco acima da média nacional estimada em 78%. O tíquete médio do presente deve variar de R$ 200 a R$ 300.
Ainda segundo o levantamento, 66% dos consumidores têm a percepção de que os preços estão mais caros nesse ano. 39% esperam gastar mais e 19% menos que no ano passado, motivados por necessidade de economizar (39%), crise financeira (36%) e dívidas (33%).
Jornada do cliente
De acordo com CNDL/SPC Brasil/Offerwise, a pesquisa de preço domina o digital só que a conversão ainda é massiva no físico. 79% dos consumidores entrevistados pretendem comprar em lojas físicas, com predominância de Shopping Centers (29%) e Lojas Populares (21%). 45% pretendem adquirir pelo menos um presente pela internet, desses, 73% pretendem comprar em aplicativos, 69% em sites e 28% via Instagram.
“Daí a importância de o lojista ser cada vez mais Figital (Físico + Digital). Cerca de 80% dos consumidores pesquisam na internet. Mas é no ponto de venda físico que a mágica acontece até porque sair para comprar o presente de Dia das Mães ainda é uma tradição forte para os brasileiros”, diz o economista.
Mais procurados
A pesquisa ainda mostra que os segmentos campeões de vendas, no Dia das Mães, serão os de Moda – Vestuário/Calçados/Acessórios (53%), Beleza – Perfumes/Cosméticos (50%), Chocolates (24%) e Flores (24%), destacando também os segmentos de Artigos de Decoração, Eletrônicos e Eletrodomésticos. A data também deve trazer grande movimentação no setor de Restaurantes/Bares, SPA e Viagens.
“Dia das Mães é a primeira data do calendário oficial do Varejo nacional e serve como ‘termômetro’ para o desempenho de vendas do primeiro semestre. Vale lembrar que teremos Copa do Mundo mais longa e Eleições que prometem ser turbulentas. Ponto de atenção importante é o rumo que a guerra no Oriente Médio seguirá nos próximos meses. Um impacto prolongado do conflito no mercado de combustíveis prejudicará, ainda mais, o ritmo da economia e inibindo o consumo, como um todo”, finaliza Diego Galli Alberto.











