Alerta: Ribeirão Preto registra 667 casos de SRAG e influenza lidera internações

Ribeirão Preto registrou 667 casos de SRAG, a Síndrome Respiratória Aguda Grave, entre janeiro e 21 de junho, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde. Entre os casos com vírus identificado, a influenza é o principal agente responsável pelas internações, com 41,3% dos registros, ficando à frente do VSR, rinovírus e Covid-19. A SRAG é uma infecção respiratória severa que pode exigir hospitalização e preocupa principalmente durante os meses mais frios.

Os casos de SRAG em Ribeirão Preto cresceram em maio e junho, período em que a queda nas temperaturas favorece a circulação de vírus respiratórios. Crianças de até 2 anos concentram o maior número de registros, com 113 casos, principalmente relacionados ao VSR. Já os idosos acima de 80 anos somam 58 internações. Desde janeiro, cinco mortes foram associadas à SRAG causada pela influenza no município.

Diante do cenário, a Secretaria Municipal da Saúde reforça a importância da vacinação contra a influenza, disponível para toda a população a partir dos 6 meses de idade nas 39 salas de vacina da rede municipal, sem necessidade de agendamento. O município também oferece proteção contra o VSR, com vacina para gestantes e aplicação do Nirsevimabe em bebês prematuros e crianças de até 23 meses com comorbidades. Segundo a pasta, a imunização é essencial para reduzir casos graves, internações e mortes por doenças respiratórias em Ribeirão Preto.

Unimed Ribeirão Preto integra ação do Voluntários do Sertão no Amazonas

A Unimed Ribeirão Preto participou da edição 2026 do Voluntários do Sertão, mutirão nacional que mobiliza profissionais de saúde e parceiros para oferecer, anualmente, atendimento médico, odontológico e ações sociais em regiões brasileiras com maior vulnerabilidade social. Neste ano, a ação foi realizada entre os dias 30 de maio a 7 de junho, em Parintins (AM), em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB).

A contribuição da cooperativa incluiu a doação de insumos para o centro cirúrgico: foram mais de 1.800 itens destinados aos atendimentos, possibilitando a realização de procedimentos de pequena e média complexidade. A Unimed promoveu ainda uma campanha de arrecadação de medicamentos junto aos médicos cooperados, possibilitando a doação de mais de mil caixas de medicamentos para a população atendida.

“Participar de iniciativas como o Voluntários do Sertão faz parte do compromisso da Unimed Ribeirão Preto com o cuidado às pessoas e com a promoção da saúde. Ficamos satisfeitos em contribuir com uma ação que amplia o acesso à assistência e leva apoio a comunidades que enfrentam dificuldades para acessar serviços de saúde”, afirma o presidente da Unimed Ribeirão Preto, Nelson Hisamo Sato Junior.

Sobre a Unimed Ribeirão Preto

Referência em saúde para Ribeirão Preto e região, a Unimed Ribeirão Preto oferece aos seus clientes serviços de qualidade de vida, com ética e uma visão humanizada. Fundada em 1971, a cooperativa  possui serviços próprios para atendimento e também em intercâmbio com as outras Unimeds: Hospital Unimed, Hospital São Paulo, Unimed 24 Horas, Laboratório, Centro de Diagnóstico por Imagem, Farmácia, Núcleo de Atenção à Saúde (NAS), Espaço Viver Bem, Departamento de Saúde Ocupacional (DSO) e Centro de Reabilitação Adulto e Infantil, além de ampla estrutura de hospitais credenciados, pronto atendimentos, unidades laboratoriais,  ambulâncias e o Centro de Atenção à Saúde (CAS), em Sertãozinho e Santa Rosa de Viterbo, garantindo qualidade na assistência médica, hospitalar e de diagnósticos.

Profissionais na linha de frente

Nesta edição, além do apoio com insumos e medicamentos, a cooperativa também esteve representada por colaboradores que atuaram na ação como profissionais voluntários da área de enfermagem. A iniciativa contou ainda com a participação do médico cooperado Adalberto Moreira, pediatra que integra o projeto há mais de 20 anos. Ao longo dessas duas décadas, ele tem contribuído de forma voluntária para levar atendimento e assistência às comunidades atendidas pelo Voluntários do Sertão.

A ação integrou a 22ª edição do Voluntários do Sertão, projeto que há 26 anos leva atendimento de saúde e assistência social a regiões de maior vulnerabilidade. Durante uma semana de atuação, a iniciativa registrou mais de 43 mil atendimentos, exames e procedimentos. O centro cirúrgico realizou mais de 200 procedimentos, enquanto a farmácia distribuiu mais de três mil medicamentos às famílias atendidas.

Gripe, resfriado e pneumonia: conheça as doenças mais comuns no inverno e como prevenir

Com a chegada oficial do inverno, além das baixas temperaturas, cresce também a preocupação com o aumento dos casos de doenças respiratórias em todo o país. O clima mais seco e a tendência de ambientes fechados favorecem a circulação de vírus e bactérias, elevando o número de atendimentos por problemas de saúde típicos da estação.

De acordo com o Ministério da Saúde, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste são as mais afetadas durante esse período. Entre as doenças mais comuns estão o resfriado, a gripe, a pneumonia e as crises de asma, que costumam se intensificar nos meses mais frios do ano.

O resfriado comum provoca sintomas como espirros, coriza, congestão nasal, tosse e dor de garganta. Já a gripe costuma ser mais intensa, causando febre alta, dores musculares, fadiga e forte mal-estar. A pneumonia é considerada uma das complicações mais graves, podendo provocar falta de ar, dor no peito, febre elevada e tosse com secreção. Pessoas com asma também merecem atenção especial, já que o ar frio e seco pode desencadear crises respiratórias.

Especialistas alertam que a prevenção continua sendo a melhor forma de evitar complicações. Entre as principais recomendações estão lavar as mãos frequentemente, evitar contato próximo com pessoas gripadas, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e utilizar máscara de proteção em ambientes com grande circulação de pessoas.

A vacinação contra a gripe também é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir casos graves da doença. Embora não impeça totalmente a infecção, a imunização diminui significativamente os riscos de complicações e internações.

Outro cuidado importante é manter o corpo hidratado. O tempo seco típico do inverno pode ressecar as vias respiratórias, facilitando a entrada de vírus e bactérias. O consumo regular de água e a utilização de soro fisiológico nas narinas ajudam a preservar a proteção natural do organismo.

A prática de atividades físicas, uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes e a ventilação adequada dos ambientes também fortalecem o sistema imunológico e contribuem para a prevenção de doenças respiratórias.

Confira os principais cuidados para enfrentar o inverno com mais saúde:

  • Lavar as mãos com frequência;
  • Evitar contato com pessoas doentes;
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar;
  • Utilizar máscara quando necessário;
  • Manter a vacinação em dia;
  • Beber bastante água;
  • Praticar exercícios físicos regularmente;
  • Deixar os ambientes ventilados;
  • Manter uma alimentação equilibrada.

Com medidas simples no dia a dia, é possível reduzir significativamente os riscos de doenças respiratórias durante o inverno e garantir mais qualidade de vida para toda a família.

Vacina contra HPV é ampliada para jovens de 15 a 19 anos em Ribeirão Preto

Adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam a vacina contra o HPV têm até o dia 30 de junho para se imunizar em Ribeirão Preto. A ação segue orientação do Ministério da Saúde e amplia temporariamente a faixa etária da vacinação, que normalmente atende crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. As doses estão disponíveis nas 39 salas de vacina do município, sem necessidade de agendamento. Para receber o imunizante, basta apresentar documento de identificação e, se possível, a carteira de vacinação.

A estratégia tem como objetivo aumentar a cobertura vacinal e ampliar a proteção contra infecções causadas pelo HPV, vírus associado ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, como colo do útero, pênis, boca, garganta e ânus. Além da oferta nas unidades de saúde, a Secretaria Municipal da Saúde também realiza vacinação em escolas municipais de ensino fundamental, mediante autorização dos pais ou responsáveis, para atualizar a carteira vacinal dos estudantes.

Segundo a Secretaria da Saúde, 199 alunos de quatro escolas já foram vacinados durante a estratégia extramuros, que segue até o fim de junho. A subsecretária de Vigilância em Saúde, Luzia Márcia Romanholi Passos, reforça que a vacina contra o HPV é segura, eficaz e fundamental para prevenir cânceres no futuro. Após o encerramento da ação, a imunização voltará a ser ofertada rotineiramente apenas ao público previsto no calendário nacional, de 9 a 14 anos, além dos grupos especiais definidos pelo Ministério da Saúde.

Vacina contra a dengue é suspensa após casos graves e mortes sob investigação; veja quem deve procurar atendimento

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan em todo o país. A medida preventiva foi adotada após o registro de 42 casos de reações adversas graves em pessoas imunizadas. Dentre os pacientes, três precisaram de internação hospitalar e duas mortes estão sendo investigadas pelas autoridades de saúde para apurar uma possível relação com o imunizante.

Segundo o governo federal, a suspensão tem caráter cautelar e não significa que a vacina seja insegura. O Ministério da Saúde reforçou que os mais de 500 mil brasileiros já vacinados continuam protegidos contra a dengue. Em entrevista à Rádio Nacional, o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, destacou que a eficácia do imunizante foi comprovada em estudos e que a investigação busca esclarecer as causas dos eventos registrados.

As autoridades orientam que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias fiquem atentas ao surgimento de sintomas semelhantes aos da dengue, como febre, dores no corpo, manchas na pele, sinais de sangramento e episódios de vômito. Esse período é conhecido como viremia vacinal, quando ainda há circulação da versão enfraquecida do vírus utilizada na vacina para estimular a produção de anticorpos. Em caso de qualquer sintoma, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica.

Incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano, a vacina do Butantan já foi aplicada em mais de 501 mil pessoas até o fim de maio. O imunizante apresenta eficácia de 65% na prevenção da dengue e superior a 80% contra casos graves e hospitalizações. Antes da aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a vacina passou por testes clínicos com mais de 11 mil voluntários monitorados por até cinco anos. O Ministério da Saúde reforça que pessoas vacinadas há mais de 21 dias e sem sintomas não precisam procurar atendimento e permanecem protegidas contra a doença.

Anvisa proibe venda de lotes de Nestogeno, Nan Supreme Pro, Alfamino, Nan Supreme Pro por risco de contaminação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização, distribuição e utilização de lotes específicos de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil. A medida preventiva abrange produtos das linhas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino.

A decisão foi adotada após a identificação de risco de contaminação por cereulide, toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. De acordo com a Anvisa, a ingestão de alimentos contaminados pode provocar sintomas como vômitos persistentes, diarreia e sonolência excessiva.

A fabricante iniciou o recolhimento voluntário dos lotes no Brasil e em outros países após a detecção da toxina em produtos provenientes de uma unidade industrial localizada na Holanda. A possível contaminação estaria relacionada a um ingrediente fornecido por uma empresa terceirizada do setor de óleos.

Em Santa Catarina, a Diretoria de Vigilância Sanitária reforçou a orientação para que pais, responsáveis e cuidadores verifiquem o número do lote impresso no rótulo das embalagens. Caso o produto esteja incluído no alerta oficial, o uso deve ser suspenso imediatamente. A recomendação é guardar a embalagem e procurar o ponto de venda ou o Serviço de Atendimento ao Consumidor da empresa para obter informações sobre devolução ou substituição.

Entre os produtos citados estão lotes específicos de NAN Supreme Pro para crianças de 0 a 6 meses, Nestogeno para crianças de 0 a 6 meses, Nanlac Supreme Pro de 1 a 3 anos, Nanlac Comfor de 1 a 3 anos, Nan Science Pro Sensitive e Alfamino. A Vigilância Sanitária ressalta que a medida não se aplica a todos os produtos dessas linhas, mas somente aos lotes indicados no comunicado oficial. Caso a criança tenha consumido uma das fórmulas recolhidas e apresente vômitos persistentes, diarreia, sonolência excessiva, prostração ou qualquer alteração incomum, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.

Uso indiscriminado de corticoides pode causar glaucoma e cegueira

O uso de corticoides sem orientação médica pode elevar a pressão intraocular, favorecer o desenvolvimento de glaucoma e agravar a condição de pacientes que já convivem com a doença. O alerta é do presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), Roberto Murad Vessani. Colírios utilizados para aliviar irritações nos olhos, além de pomadas, comprimidos e outros medicamentos com corticoides, não devem ser usados de forma prolongada ou adquiridos por conta própria.

O glaucoma afeta o nervo óptico e pode causar perda irreversível da visão quando não é diagnosticado e tratado adequadamente. Estima-se que pelo menos 1,7 milhão de brasileiros convivam com a doença. Segundo Vessani, cerca de 2,5% a 3,5% das pessoas com mais de 40 anos têm glaucoma. O risco aumenta com a idade e exige atenção especial, principalmente entre crianças, idosos e pacientes que precisam utilizar corticoides por períodos prolongados.

Os corticoides são usados no tratamento de inflamações, alergias, crises respiratórias, sinusites e irritações oculares. Apesar do alívio rápido dos sintomas, o uso contínuo pode dificultar a drenagem do líquido que circula dentro dos olhos, provocando aumento da pressão intraocular e lesões no nervo óptico. O uso inadequado também pode causar outros efeitos no organismo, como aumento da glicose, descontrole do diabetes, ganho de peso, retenção de líquidos, hipertensão, enfraquecimento dos ossos e maior risco de infecções.

Diante dos riscos, a SBG, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) encaminharam uma nota pública à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ao Ministério da Saúde, ao Congresso Nacional e a entidades médicas. As instituições defendem maior controle na comercialização dos corticoides, semelhante ao adotado para antibióticos, além do monitoramento da pressão ocular em pacientes que utilizam esses medicamentos por períodos prolongados. “É muito grave. Na verdade, é um problema de saúde pública”, destacou Vessani.

Ribeirão Preto inaugura o primeiro Pronto Atendimento de Saúde Mental 24 horas do Brasil

A Prefeitura de Ribeirão Preto inaugurou nesta segunda-feira, 8, o PAM (Pronto Atendimento de Saúde Mental), primeiro serviço especializado em urgências e emergências em saúde mental do Brasil, com funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana.

Instalado no antigo prédio da UBDS do bairro Quintino Facci II, o espaço passou por ampla reforma e modernização para atender às necessidades específicas do novo serviço. A iniciativa representa um importante avanço na Rede de Atenção Psicossocial do município, ampliando o acesso da população ao atendimento especializado em situações de crise.

O PAM atenderá crianças, adolescentes e adultos de Ribeirão Preto em casos de urgência em saúde mental, como crises psicóticas, risco de suicídio, agitação psicomotora, crises relacionadas ao uso de álcool e outras drogas, transtornos ansiosos agudos e outras situações que demandem atendimento imediato.

A unidade conta com uma equipe multiprofissional especializada, formada por psiquiatras, médicos clínicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais.

A estrutura possui 19 leitos, sendo 14 destinados à observação, quatro leitos de urgência e um leito de isolamento. O atendimento será realizado por demanda espontânea, sem necessidade de agendamento ou encaminhamento prévio. O fluxo de atendimento para crianças e adultos é separado.

Além do novo pronto atendimento, o complexo passa a abrigar o CAPS III AD (Álcool e Drogas), fortalecendo a integração dos serviços especializados em saúde mental no município e ampliando a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

Outro diferencial da unidade é a presença de uma farmácia que atenderá a população de segunda a sexta-feira, até as 17h. Para os pacientes em observação ou internados no serviço, a assistência farmacêutica será garantida 24 horas por dia.

Febre amarela faz quinta vítima em São Paulo em 2026; estado registra 10 casos da doença

O estado de São Paulo confirmou a quinta morte por febre amarela em 2026. O caso mais recente foi registrado em Lençóis Paulista, na região de Bauru, e envolve um homem de 54 anos que não havia sido vacinado contra a doença. A confirmação foi divulgada nesta segunda-feira (1º) pelas autoridades de saúde.

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, São Paulo já contabiliza dez casos de febre amarela neste ano. Oito ocorrências foram registradas na região do Vale do Paraíba, que concentra cinco óbitos, além de um caso na região de Sorocaba e outro em Bauru. Todos os pacientes diagnosticados com a doença não possuíam vacinação contra a febre amarela, reforçando a importância da imunização como principal forma de prevenção.

A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang, alerta que a população deve verificar a carteira de vacinação e procurar uma unidade básica de saúde para se imunizar, especialmente antes de viagens para áreas rurais, de mata ou locais com circulação do vírus. A vacina é gratuita, está disponível em todas as UBSs e deve ser aplicada pelo menos dez dias antes da possível exposição. Entre os sintomas da febre amarela estão febre alta, calafrios, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. A doença é transmitida por mosquitos infectados e pode evoluir para formas graves, com risco de morte.

Anvisa suspende lote de medicamentos para hipertensão e câncer de mama

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda, distribuição e consumo de medicamentos para controle de pressão e tratamento de câncer de mama. A Resolução 2.238/2026 foi publicada hoje (2) no Diário Oficial da União (DOU)

Um dos medicamentos é o Halaven (mesilato de eribulina) – 0,5mg/ml sol inj ct fa vd trans x 2ml, fabricado pela farmacêutica United Medical Ltda e utilizado para tratamento de câncer. A empresa comunicou o recolhimento voluntário do Lote 148386 em razão de desvio de qualidade, relacionado ao teor do princípio ativo que estaria abaixo da especificação aprovada.

O outro medicamento é o maleato de enalapril – 20 mg com ct bl al plas trans x 500 (emb hosp), da fabricante Hipolabor Farmacêutica Ltda, usado no tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca. A Anvisa informa que houve um erro em relação às embalagens do produto. 

As embalagens apresentam equivocadamente a indicação de “10 mg” na descrição de composição, ao invés de “20 mg”, que seria a descrição correta. Para esse medicamento, estão suspensos os lotes: 

  • 0062/26M 
  • 0063/26M 
  • 0064/26M 
  • 0088/26M 
  • 0089/26M 
  • 0358/26M
  • 0415/26M
  • 0506/26M
  • 0507/26M 

Como proceder 

 Aqueles que têm em casa os medicamentos vetados pela Anvisa devem interromper imediatamente o uso.

O indicado é entrar em contato com um médico, farmacêutico ou outro responsável pelo tratamento para orientações.Também é indicado entrar em contato com o SAC das empresas fabricantes, a United Medical Ltda e a Hipolabor Farmacêutica Ltda. 

Outras proibições 

A Anvisa suspendeu o lote 8891/25 da Água para Infusão sol infus IV cx 35 bols pvc sist, da Indústria Farmacêutica S/A. Segundo laudo emitido pelo Instituto Adolfo Lutz, o produto apresentou resultado insatisfatório em uma inspeção de qualidade. A medida prevê o recolhimento do lote, além de proibir a venda, a distribuição e o uso.  

Foi determinada também a apreensão de todos os lotes do medicamento Cápsulas de óleo de pequi, produzidas pela R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. A Anvisa aponta que o produto não tem registro, notificação ou cadastro, e a fabricante não possui autorização de funcionamento. 

Está proibida a comercialização, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso deste medicamento.