Rafinha assume São Paulo como gerente no lugar de Muricy Ramalho

Rafinha está de volta ao São Paulo. Aos 40 anos, o ex-lateral-direito retorna ao clube para assumir o cargo de gerente esportivo, com atuação direta no dia a dia do elenco profissional, no SuperCT. Ídolo recente da torcida, ele será o elo entre comissão técnica, diretoria e jogadores, participando de treinamentos, viagens e da rotina do grupo principal.

Em sua apresentação, Rafinha celebrou o retorno ao Tricolor e destacou a identificação com o clube. “Quando o São Paulo me chama, é uma convocação. Estou preparado para voltar e ajudar novamente”, afirmou. O presidente Harry Massis Junior ressaltou o perfil vencedor do ex-jogador, enquanto o executivo de futebol Rui Costa classificou a chegada como “oportuna e significativa”, destacando o vínculo e a liderança do novo dirigente.

Campeão da Copa do Brasil de 2023 e da Supercopa Rei de 2024 como capitão, Rafinha defendeu o São Paulo entre 2022 e 2024, período em que disputou 117 partidas, marcou um gol, deu cinco assistências e foi eleito o melhor lateral-direito do Paulistão de 2022. Após encerrar a carreira como atleta no Coritiba e atuar como comentarista esportivo do grupo Globo, ele retorna ao clube do coração para iniciar uma nova etapa fora das quatro linhas.

Impeachment de presidente do São Paulo ganha força no Morumbis e alguns coselheiros dão como certo seu afastamento

O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres de Abreu Júnior, encaminhou a discussão sobre o afastamento do presidente Júlio Casares ao Conselho Consultivo do clube. A etapa vem antes de uma reunião em que Casares pode apresentar sua defesa.

O órgão consultivo é composto por presidentes e ex-presidentes do clube e do Conselho Deliberativo, incluindo Olten e Casares. A data sugerida para a discussão foi 12 de janeiro e ainda será confirmada.

Isso seria pouco mais de uma semana antes do limite para que Olten convoque uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo. O encontro serviria para que Casares apresentasse uma defesa ao pedido de afastamento. As acusações envolvem má gestão orçamentária, venda de atletas abaixo do valor de mercado e uso ilegal de camarote.

Este órgão não tem poder de vetar o processo de impeachment. Apenas será omitida uma opinião sobre o tema, que entrará na discussão do Conselho Deliberativo.

O pedido de afastamento foi protocolado na terça-feira, dia 23, com 58 assinaturas, das quais 13 são de conselheiros que apoiavam Casares. Para que Olten fosse obrigado a dar sequência no requerimento, eram necessários 50 signatários. Outro movimento reuniu 22 integrantes da situação também pelo afastamento, mas não se desenvolveu.

A partir dali, iniciou o prazo para que a reunião extraordinária fosse convocada. Caso Olten não faça o movimento em 30 dias, seu vice, João Farias Júnior, tem 15 dias para a convocação. Em caso de nova abstenção, quem deverá convocar o encontro é conselheiro signatário do pedido com mais tempo de clube.

Para que o impeachment seja aprovado, é preciso que haja voto favorável de maioria qualificada, dois terços do Conselho (171 votos dos 255 possíveis). Isso iria impor um afastamento provisório do presidente.

Depois, em até 30 dias após a votação do Conselho, uma Assembleia Geral de sócios do clube deverá ser instituída para ratificar a decisão do Conselho Deliberativo. Nesta instância, basta maioria simples.

Se Julio Casares for destituído, quem assume a presidência do São Paulo é o vice-presidente Harry Massis Junior até a eleição de 2026. No clube do Morumbi, a votação para presidente é indireta. São os conselheiros que elegem o novo mandatário.

ENTENDA A CRISE POLÍTICA NO SÃO PAULO

Em situação financeira complicada, o clube tinha uma coalizão forte que sustentava a gestão de Júlio Casares. A saída de Carlos Belmonte fragilizou a situação, mas ainda não impediu, por exemplo, que o próprio ex-diretor aprovasse o orçamento da gestão para 2026.

Entretanto, a instabilidade cresceu depois de episódios recentes. O primeiro foi o vazamento de um áudio que revelava um esquema clandestino de comercialização de um camarote no MorumBis em noites de shows.

Mara Casares e Douglas Schawrtzmann, diretores flagrados na gravação, se afastaram dos cargos. O Ministério Público de São Paulo pediu a abertura de um inquérito policia, enquanto o São Paulo abriu sindicâncias (interna e externa) para apuração.

Em paralelo, a Polícia Civil de São Paulo passou a investigar diretores por supostos desvios de verba em vendas de atletas do clube.

Os escândalos criaram tensão na gestão são-paulina e possibilitaram que a oposição se fortalecesse para pedir o afastamento de Casares e visar a eleição de 2026.

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