Um registro de conduta discriminatória ocorreu durante o jogo entre Comercial e Nacional pela Série A4 do Paulista, neste sábado (7), no Estádio Palma Travassos.
Segundo informações colhidas no local, a profissional de saúde do Nacional, Bianca Francelino, sofreu ofensas de cunho discriminatório e gestos inadequados vindos da arquibancada enquanto realizava um atendimento em campo. A partida, válida pela nona rodada, precisou ser paralisada.
Ação da Arbitragem
Ao ser informada sobre o ocorrido, a árbitra Ana Caroline Carvalho interrompeu o confronto e realizou o sinal protocolar de braços cruzados sobre a cabeça. Este gesto é o padrão adotado para sinalizar atos de preconceito e intolerância em estádios, conforme diretrizes da Fifa.
O relato partiu da própria profissional atingida, com registros captados pelas equipes do Canal WSports e Portal WMais. O jogo ficou suspenso por cerca de cinco minutos e os fatos foram detalhados na súmula que será encaminhada à Federação Paulista de Futebol (FPF).
Contexto e Definição
Bianca Francelino, que reside em Ribeirão Preto, atuava como prestadora de serviço para a equipe da capital. O termo utilizado para definir esse tipo de aversão ou desprezo específico contra mulheres é a misoginia, que se manifesta por meio de comportamentos que buscam diminuir ou hostilizar o gênero feminino.
Posicionamento do Clube
Após o encerramento do jogo, o Comercial Futebol Clube divulgou uma nota oficial manifestando total repúdio ao ocorrido. O clube lamentou o episódio e reforçou que o responsável já foi identificado pelas autoridades e pela FPF para as providências legais.
A diretoria reiterou que o Estádio Palma Travassos é um ambiente plural e que comportamentos de exclusão ou qualquer tipo de preconceito não são aceitos pela instituição.
















