Adversário do Botafogo contra Zona do Rebiaxamento na Série B atrasa salários de jogadores

O Ceará chega à reta final da Série B do Campeonato Brasileiro com duas preocupações: assegurar a permanência na competição e administrar as dificuldades financeiras que marcaram a temporada. Após a conclusão da 30ª rodada, o Alvinegro ainda apresenta risco de rebaixamento e disputa diretamente uma vaga no Z4 com Botafogo, Avaí e londrina.

Fora de campo, os atrasos nos pagamentos ganharam repercussão ao longo do campeonato. Em reportagem publicada em 03/09, o ge informou que o clube buscava regularizar ou reduzir as pendências referentes aos salários registrados em carteira. Já o Futebol Interior relatou, na mesma data, que alguns vencimentos se aproximavam de três meses de atraso, com valores relacionados a direitos de imagem e repasses a empresários também em aberto. Esses relatos retratam a situação naquele período; não confirmam o montante pendente neste início de outubro.

As dificuldades financeiras também provocaram mobilização da torcida. Representantes de uma organizada estiveram no centro de treinamento de Porangabuçu para cobrar explicações e manifestar apoio ao elenco. O episódio evidenciou a preocupação com as condições de trabalho dos jogadores em uma temporada na qual o Ceará chegou a ocupar a zona de rebaixamento.

Com oito partidas restantes, o próximo compromisso aumenta a importância da disputa pela permanência. O Ceará enfrenta o Avaí no sábado, 03/10, às 11h, em confronto direto contra outro time ameaçado. A equipe catarinense aparece com 76,8% de risco de queda no mesmo levantamento. Para o Vozão, pontuar significa reduzir a ameaça da Série C e evitar que a definição de seu futuro fique para as últimas rodadas.

Com 4 lojas em Ribeirão supermercados Pão de Açucar pode encerrar suas atividades no Brasil; entenda

O Grupo Pão de Açúcar (GPA), uma das maiores redes de varejo alimentar do Brasil, informou ao mercado que atravessa um cenário financeiro delicado, com riscos para a continuidade das operações diante da pressão sobre o caixa e do elevado nível de endividamento.

Em comunicado recente, a companhia destacou incertezas quanto à capacidade de manter suas atividades normalmente, em meio ao aumento da alavancagem financeira e à necessidade de renegociar dívidas com vencimentos relevantes nos próximos anos. O alerta gerou forte reação no mercado e provocou volatilidade nas ações, que acumulam queda próxima de 25% desde o início de 2026.

A rede tem quatro lojas em Ribeirão Preto: Na avenida João Fiúsa, Avenida Independência, distrito de Bonfim Paulista e bairro Nova Aliança.

Segundo analistas, o principal desafio do GPA é a combinação entre baixa geração de caixa e dívida elevada, estimada em cerca de R$ 2,7 bilhões — valor que supera o próprio valor de mercado da empresa.

A companhia vem registrando queima de caixa há vários trimestres consecutivos, com despesas financeiras consumindo boa parte do resultado operacional. Esse cenário aumentou a percepção de risco entre investidores e reforçou a necessidade de medidas urgentes para reequilibrar as contas.

Especialistas do mercado avaliam que o GPA pode precisar de uma capitalização entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões para fortalecer o caixa e atravessar o período de maior pressão financeira.

Paralelamente, o grupo vem implementando cortes de despesas e um plano de reestruturação operacional, enquanto enfrenta um ambiente desafiador no varejo, marcado por consumo mais cauteloso das famílias e forte concorrência no setor supermercadista.

As recentes mudanças na liderança executiva também ampliaram as incertezas, elevando o risco percebido quanto à sustentabilidade financeira da companhia no curto prazo.

Embora a companhia tenha evitado confirmar publicamente um plano de encerramento das operações da rede Pão de Açúcar, analistas apontam que o grupo enfrenta um momento crítico e avalia todas as alternativas possíveis para sobreviver em um setor cada vez mais competitivo.

No momento, não há confirmação oficial de que todas as operações serão encerradas ou que lojas serão fechadas de forma massiva. Porém, caso a situação financeira do GPA se deteriore ainda mais, cortes de lojas e uma reestruturação profunda não podem ser descartados — algo que pode impactar milhares de consumidores e colaboradores no Brasil.