SAMU lança curso de primeiros socorros para idosos em Ribeirão Preto

A Prefeitura de Ribeirão Preto abre na próxima segunda-feira (9) as inscrições para o Samu 60+, nova modalidade do projeto Samuzinho voltada exclusivamente para pessoas com 60 anos ou mais. A iniciativa, organizada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), oferecerá capacitação em suporte básico de vida e primeiros socorros para idosos, com conteúdo adaptado às situações de emergência mais comuns nessa faixa etária. Ao todo, serão disponibilizadas 20 vagas, e as inscrições poderão ser feitas até o dia 16 de março pelo site oficial da Prefeitura de Ribeirão Preto.

A seleção dos participantes será realizada por sorteio no dia 18 de março, às 19h, em local que ainda será divulgado pela organização. Durante o curso, os inscritos terão aulas sobre noções de primeiros socorros, atendimento inicial em crises convulsivas, controle de hipertensão arterial e complicações relacionadas ao diabetes, entre outras situações de urgência. O objetivo do programa é aumentar o conhecimento, a autonomia e a segurança da população idosa diante de emergências médicas até a chegada do atendimento especializado.

As aulas do Samu 60+ em Ribeirão Preto acontecerão durante 12 semanas, sempre às terças-feiras, das 8h às 10h, no anfiteatro do SAMU. Segundo o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho, a iniciativa amplia as ações de educação em saúde no município. O projeto Samuzinho também passou por expansão recente e, em 2025, aumentou o número de vagas e consolidou o Jovem SAMU, voltado para adolescentes. Atualmente, cerca de 180 crianças e jovens entre 9 e 18 anos participam das atividades de formação cidadã e educação em primeiros socorros. As inscrições para o Samu 60+ podem ser feitas pelo site da Prefeitura: https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/samu/samuzinho.

Cresce o número de idosos praticantes de atividades físicas no estado de São Paulo

Praticar exercícios físicos é cada vez mais parte da rotina dos paulistas. Mais da metade da população do Estado de São Paulo realiza algum tipo de atividade física, segundo levantamento da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Em 2019, esse percentual era de 39%, o que indica um avanço significativo nos últimos anos.

O crescimento é ainda mais expressivo entre pessoas com 60 anos ou mais. Em 2019, apenas três em cada dez idosos praticavam atividades esportivas. Já em 2025, o índice chegou a 52%. Para o Seade, o resultado reflete maior conscientização sobre a importância do autocuidado e da preservação da funcionalidade física ao longo do envelhecimento.

Gênero, renda e frequência

A pesquisa foi realizada em setembro de 2025, por meio de entrevistas remotas com moradores de todas as regiões do estado. Na comparação com os levantamentos de 2019, 2023 e 2024, os dados indicam que o hábito de se exercitar foi incorporado por uma parcela significativa da população.

A adesão é maior entre homens e cresce conforme aumentam a escolaridade e a renda familiar. Entre os praticantes, oito em cada dez afirmam realizar atividades físicas duas ou mais vezes por semana. Além disso, três em cada dez dedicam mais de uma hora por dia à prática esportiva, consolidando a percepção sobre os benefícios da regularidade dos exercícios.

Queda entre jovens

Apesar do avanço geral, o estudo aponta uma redução no percentual de jovens de até 29 anos fisicamente ativos. Apenas no último ano, houve queda de oito pontos percentuais nesse grupo, passando de 61% para 53%.

De acordo com o Seade, o recuo pode estar associado à diminuição do interesse por hábitos saudáveis, impulsionados no período pós-pandemia, além da retomada das atividades presenciais de estudo e trabalho, que impactaram a rotina dessa faixa etária.

Alerta. Saiba porque os idosos precisam beber mais água neste forte calor

Com as temperaturas cada vez mais elevadas, especialistas alertam: a hidratação adequada é essencial para a saúde da população idosa.

Com a chegada do calor intenso, os cuidados com a saúde precisam ser redobrados — especialmente entre os idosos. Diferente dos mais jovens, pessoas com mais idade têm maior dificuldade em perceber a sede e regular a temperatura corporal, o que aumenta o risco de desidratação e outros problemas graves.

Segundo profissionais de saúde, o envelhecimento provoca mudanças naturais no organismo. Uma delas é a diminuição da sensação de sede, fazendo com que muitos idosos não sintam vontade de beber água, mesmo quando o corpo já precisa de líquidos. Além disso, a quantidade de água no corpo reduz com o passar dos anos, tornando a desidratação mais rápida.

Outro fator preocupante é o uso de medicamentos comuns nessa fase da vida, como diuréticos e remédios para pressão arterial, que podem aumentar a eliminação de líquidos. “O idoso pode perder água com mais facilidade e nem perceber os sinais iniciais, como boca seca, tontura e cansaço”, explicam especialistas.

A desidratação em idosos pode causar consequências sérias, como quedas, confusão mental, infecções urinárias, pressão baixa e até internações hospitalares. Em dias muito quentes, o risco é ainda maior, pois o corpo precisa de mais água para manter a temperatura estável.

Para evitar esses problemas, a recomendação é simples: beber água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede. Além da água, sucos naturais, água de coco, chás claros e alimentos ricos em líquidos — como frutas e legumes — ajudam a manter a hidratação. Familiares e cuidadores também têm um papel fundamental, lembrando e incentivando o consumo regular de líquidos.

Manter-se hidratado é uma atitude simples, mas que faz toda a diferença. Em tempos de calor extremo, cuidar da hidratação dos idosos é uma forma de proteger a saúde, garantir bem-estar e prevenir complicações que podem ser evitadas.