Prepare seu agasalho, frente fria chega ao interior de SP na próxima semana

Na próxima semana, uma forte massa de ar polar avançará sobre o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil, possivelmente alcançando também o Norte do país. Este evento trará temperaturas significativamente mais baixas em comparação aos últimos dias, marcando o início de julho com um frio intenso e pouco comum para esta época do ano.

Após um início de inverno relativamente ameno, a chegada de intensas ondas de frio agora parece próxima. A incerteza persiste devido à neutralidade observada no Oceano Pacífico Equatorial, com indicações de um leve viés negativo, sugerindo um possível enfraquecimento do fenômeno La Niña que, historicamente, intensifica o frio durante o inverno brasileiro.

Os meteorologistas observaram que uma intensa onda de frio, que já afeta Chile e Argentina com temperaturas chegando a -10°C, está se deslocando em direção ao Uruguai e ao Brasil. A expectativa é que esta massa de ar polar perca um pouco de intensidade ao chegar ao território brasileiro, mas ainda assim trará um frio considerável. Modelos de previsão como o ECMWF (Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo) indicam que as temperaturas abaixo do normal serão predominantes na primeira quinzena de julho.

A partir da metade da semana que vem, espera-se que o frio se intensifique ainda mais, com potencial para geadas severas que podem afetar plantações de café, milho e hortaliças sensíveis. Essa tendência deve persistir até o final da semana, com expectativa de temperaturas negativas em amplas áreas do Sul do Brasil, incluindo a campanha gaúcha e o planalto paranaense.

Embora o frio seja mais intenso no Sul, áreas mais ao sul de Mato Grosso do Sul e São Paulo também sentirão os efeitos dessa onda de frio. Assim, um fim de semana extremamente gelado está previsto para boa parte do país.

Interior de São Paulo em alerta para chuvas intensas

Nesta segunda-feira, 18, o interior do Estado de São Paulo recebeu um novo alerta de perigo potencial para chuvas intensas, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O comunicado, válido até a manhã de terça-feira, 19, antecipa a chegada da primeira frente fria do outono, prevista para esta quarta-feira, 20, pela Climatempo, que promete mudanças significativas no clima, encerrando a onda de calor que atinge o estado.

O alerta amarelo do Inmet prevê chuvas de até 50 milímetros por dia, acompanhadas de ventos intensos entre 40 km/h e 60 km/h. Apesar de baixo, o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas é considerável, alerta o órgão.

Diversas regiões do estado estão sob alerta, incluindo cidades como Serrana, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Campinas, Bauru, Piracicaba, Ribeirão Preto, Araçatuba, Marília, Araraquara, Assis, Barretos e Franca. A Macro Metropolitana Paulista e a Metropolitana de São Paulo também podem ser afetadas, de acordo com o Inmet.

Diante dessa previsão, o Inmet recomenda medidas de segurança, como evitar abrigar-se debaixo de árvores, não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e desligar aparelhos elétricos em caso de rajadas de vento. Além disso, ressalta a importância de acionar a Defesa Civil (199) e o Corpo de Bombeiros (193) para obter informações adicionais e garantir a segurança da população.

Ribeirão Preto é a segunda cidade com mais furtos do interior de São Paulo

Um estudo realizado pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) revelou os dez endereços mais afetados pelos crimes de furto e roubo de celulares na cidade de Ribeirão Preto. Os dados, compilados pelo Departamento de Economia do Crime e baseados em boletins de ocorrência de 2023, destacam a preocupação com a segurança pública na região.

Segundo a pesquisa, Ribeirão Preto é a segunda cidade do interior de São Paulo com maior incidência desses crimes, ocupando o oitavo lugar no estado. Campinas lidera o ranking entre as cidades do interior, enquanto a capital paulista concentra o maior número de ocorrências em todo o estado.

Entre os endereços mais vulneráveis estão a Avenida Orestes Lopes de Camargo, com 408 casos registrados, seguida pela Avenida Thomaz Alberto Whately, com 106 ocorrências. Outras vias, como a Avenida Jerônimo Gonçalves e a Avenida Doutor Plínio de Castro Prado, também estão entre as mais afetadas pelos crimes.

Apesar do alto número de ocorrências, os dados apontam uma queda de 6% na comparação com o ano anterior, o que sugere uma tendência positiva na redução desses delitos. No entanto, a questão da segurança permanece como um desafio para as autoridades locais e a comunidade em geral.