Câmara de Ribeirão cassa mandato de vereador em Ribeirão Preto

A Câmara Municipal de Ribeirão Preto aprovou nesta quarta-feira (20) a cassação do mandato do vereador Lincoln Fernandes por quebra de decoro parlamentar. A decisão ocorreu após votação em sessão extraordinária convocada para analisar o relatório final da Comissão Processante, que investigava denúncias de suposta prática de “rachadinha” no gabinete do parlamentar.

O parecer elaborado pela relatora da comissão, a vereadora Judete Zilli, apontou indícios de que ex-assessores teriam devolvido parte dos salários ao vereador. Segundo o relatório, depoimentos, movimentações bancárias, transferências financeiras e pagamentos de despesas pessoais sustentaram a conclusão de que houve violação ao decoro parlamentar. O documento também citou suspeitas relacionadas ao pagamento do aluguel de uma chácara onde Lincoln Fernandes residia.

A defesa de Lincoln Fernandes negou as acusações e afirmou durante o processo que não existiam provas concretas de exigência de devolução salarial por parte dos assessores. Os advogados do parlamentar também alegaram perseguição política e questionaram a interpretação das provas apresentadas pela Comissão Processante.

O processo de cassação teve início após denúncia protocolada no começo de 2026 e ganhou repercussão política em Ribeirão Preto nos últimos meses. A Comissão Processante realizou oitivas com testemunhas, analisou documentos e ouviu ex-servidores ligados ao gabinete do vereador antes da conclusão do relatório final.

A sessão que definiu a cassação foi acompanhada por apoiadores, opositores e representantes da imprensa. Com a perda do mandato, a Câmara Municipal deverá convocar o suplente da legenda para assumir a cadeira no Legislativo municipal nos próximos dias. O caso segue repercutindo no cenário político de Ribeirão Preto e pode gerar novos desdobramentos judiciais.

Anvisa suspende venda de xaropes com clobutinol por riscos de arritimia cardíaca

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (27), a suspensão imediata da venda e do uso de todos os medicamentos que contenham a substância clobutinol. O componente é utilizado na formulação de diversos xaropes antitussígenos comercializados no mercado brasileiro.

A decisão fundamenta-se em um parecer técnico da Gerência de Farmacovigilância do órgão, que identificou um aumento significativo no risco de arritmias cardíacas graves em pacientes que utilizam a substância. Segundo a agência, a gravidade dos efeitos colaterais supera qualquer benefício terapêutico oferecido pelo fármaco.