Dia Mundial da Osteoporose: conheça os primeiros sinais da doença, a idade de maior risco e saiba se existe cura

O Dia Nacional da Osteoporose, celebrado nesta terça-feira, 20 de outubro, chama a atenção para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento de uma doença que compromete a resistência dos ossos e pode provocar fraturas graves. A osteoporose é caracterizada pela redução da densidade mineral óssea e pela deterioração da estrutura dos ossos, tornando-os mais frágeis. Um dos maiores desafios é que a doença costuma evoluir silenciosamente, sem provocar dores ou sintomas evidentes nas fases iniciais.

Quais são os primeiros sinais da osteoporose?

Diferentemente de outras enfermidades, a osteoporose geralmente não apresenta sinais perceptíveis no começo. Em muitos casos, a primeira manifestação ocorre após uma fratura provocada por uma queda leve ou até por esforços cotidianos. Com o avanço da doença, podem surgir perda de altura, alterações na postura, curvatura acentuada da coluna e dores nas costas, especialmente quando existem fraturas vertebrais. Por isso, especialistas destacam que esperar o aparecimento de sintomas pode atrasar o diagnóstico e aumentar o risco de complicações.

A partir de que idade a doença pode aparecer?

Embora possa atingir pessoas de diferentes idades, a osteoporose é mais frequente após os 50 anos, principalmente entre as mulheres que passaram pela menopausa. Isso acontece porque a redução dos níveis de estrogênio acelera a perda de massa óssea. Nos homens, o risco também aumenta com o envelhecimento, especialmente a partir dos 70 anos. Entretanto, pessoas mais jovens podem desenvolver a doença em consequência de alterações hormonais, fatores genéticos, doenças crônicas, deficiências nutricionais ou uso prolongado de determinados medicamentos, como os corticoides.

Osteoporose tem cura?

A osteoporose não possui uma cura definitiva estabelecida, mas existem tratamentos capazes de reduzir significativamente o risco de fraturas, preservar a massa óssea e, em determinadas situações, aumentar a densidade dos ossos. O acompanhamento médico pode incluir medicamentos específicos, alimentação adequada, ingestão suficiente de cálcio e vitamina D, exercícios físicos e medidas para prevenir quedas. O diagnóstico é realizado principalmente por meio da densitometria óssea, exame que avalia a densidade mineral dos ossos e auxilia na identificação da osteoporose antes da ocorrência de fraturas.

Prevenção deve começar ainda na juventude

A prevenção da osteoporose deve começar na infância e continuar durante toda a vida. Segundo informações do Ministério da Saúde, aproximadamente 10 milhões de brasileiros convivem com a doença. A prática regular de atividades físicas, especialmente exercícios de fortalecimento muscular, associada a uma alimentação equilibrada e ao acompanhamento médico, é fundamental para proteger a saúde dos ossos. A campanha de 2026 reforça que nunca é cedo ou tarde demais para adotar medidas preventivas.

Remédio para osteoporose pode combater doenças provocadas pelo excesso de ferro no organismo

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que dois medicamentos utilizados no tratamento da osteoporose — etidronato e tiludronato — podem ajudar no combate a doenças causadas pela sobrecarga de ferro no organismo. Em experimentos realizados com células humanas, os fármacos conseguiram se ligar ao ferro em excesso, reduzir o estresse oxidativo e evitar danos celulares. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica BioMetals e indicam potencial para o reposicionamento desses medicamentos como alternativa terapêutica.

Atualmente, apenas três quelantes de ferro são aprovados para tratar o acúmulo do metal no corpo, mas os efeitos colaterais, como náuseas e desconfortos gastrointestinais, podem comprometer a adesão ao tratamento. Segundo o professor Breno Pannia Espósito, do Instituto de Química da USP e autor da pesquisa, os bisfosfonatos apresentam grupos de fosfato em sua estrutura química, o que favorece a ligação com íons de ferro. O excesso desse mineral pode gerar radicais livres e provocar danos celulares graves, estando associado a condições como hemocromatose e talassemia, além de casos decorrentes de transfusões sanguíneas frequentes.

Nos testes, mesmo na presença de níveis fisiológicos de cálcio — que compete com o ferro no organismo — os medicamentos mantiveram desempenho semelhante ao de quelantes tradicionais. Outros bisfosfonatos também foram avaliados e mostraram eficácia na inibição da oxidação, embora com maior toxicidade celular, enquanto o ranelato de estrôncio não apresentou capacidade de quelação. Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que os experimentos foram realizados apenas em culturas celulares, sendo necessários novos estudos pré-clínicos e clínicos para confirmar a segurança e a eficácia da possível nova aplicação terapêutica.