Com que frequência você deve se pesar?

A frequência ideal para se pesar tem sido objeto de intenso debate na comunidade de saúde. Enquanto alguns especialistas defendem a autoavaliação diária para manter o controle do peso, especialmente durante dietas ou programas de exercício, outros recomendam evitar a pesagem diária devido aos potenciais impactos negativos psicológicos e comportamentais.

Um estudo revisou 12 pesquisas e concluiu que pesar-se semanalmente pode ser mais benéfico do que fazê-lo diariamente. Os participantes que adotaram essa prática durante meses perderam de 1 a 3 unidades de IMC e recuperaram menos peso em comparação àqueles que pesavam-se diariamente.

A autoavaliação do peso é crucial à medida que envelhecemos, já que é comum ganhar peso gradualmente até a meia idade. Controlar o peso semanalmente ajuda a evitar o acúmulo desnecessário de gordura corporal e pode sinalizar problemas de saúde precocemente, como desequilíbrios hormonais, problemas digestivos e diabetes.

Além disso, a pesagem semanal considera as flutuações naturais do peso corporal ao longo da semana, que podem ocorrer por diversas razões, como variações na ingestão de alimentos, exercícios físicos, alterações hormonais e movimentos intestinais. Essas flutuações são normais e não refletem mudanças significativas na composição corporal.

É importante notar que a obsessão com a balança pode levar a comportamentos prejudiciais, como dietas extremas e estresse desnecessário. Estudos indicam que pessoas que frequentemente fazem dietas para perder peso têm maior probabilidade de ganhar peso ao longo do tempo.

Portanto, pesar-se semanalmente, de preferência no mesmo dia e horário, oferece uma visão mais precisa das tendências de peso ao longo do tempo. Utilizar balanças de qualidade, trocar baterias regularmente e verificar a precisão do equipamento são medidas recomendadas para garantir medições confiáveis.

Lembre-se de que o número na balança é apenas um indicador de saúde e não deve ser o único foco. É importante prestar atenção ao bem-estar físico e emocional, incluindo como nos sentimos e o ajuste de nossas roupas. Se a pesagem estiver causando ansiedade ou estresse, é aconselhável buscar orientação de um profissional de saúde para discutir estratégias adequadas.

Informações: site do The Conversation Brasil.

Veja como hábitos do dia a dia podem acarretar sintomas de olho seco

Muitas horas de exposição à telas, altos níveis de poluição nas cidades e uso de ar-condicionado constante. Essas são algumas condições que podem desencadear a chamada doença do olho seco, caracterizada pela diminuição da produção de lágrimas. A doença afeta cerca de 20 milhões de brasileiros, em sua maioria os jovens, e traz, dentre os sintomas, desconforto ocular, e pode ter a sua ocorrência ligada aos hábitos do dia a dia.

O mês de julho, conhecido como Julho Turquesa, marca a importância da conscientização desse problema. A dra. Mônica Alves, médica oftalmologista, comenta sobre o tema. “O olho seco não é uma doença de um sintoma só. Irritação, ardência, sensação de areia nos olhos, coceira, olhos vermelhos, lacrimejamento, sensação de secura, dentre muitos outros fazem parte dessa lista. Os sintomas podem mudar ao longo do dia e ter diferentes graus de incômodo. Cada paciente manifesta a doença de uma maneira diferente.”

COMO FUNCIONA A DOENÇA E COMO DIAGNOSTICAR

A lágrima é um líquido produzido pelas glândulas lacrimais, composta por água, sais minerais, proteínas e gordura, com a função de lubrificar, limpar e proteger o olho das agressões causadas por substâncias estranhas ou micro-organismos. O Ministério da Saúde caracteriza a doença do olho seco como um problema na produção ou na qualidade da lágrima que provoca o ressecamento da superfície do olho, da córnea e da conjuntiva.

Para identificar o olho seco, o oftalmologista, além da análise clínica, também realiza um questionário para entender o grau e a intensidade dos sintomas e do incômodo vivido pelo paciente. Além disso, o especialista também deve considerar um teste que avalie qualquer alteração ocular”, complementa a médica.

CAUSAS

Em 2023, a Tear Film & Ocular Surface Society (TFOS), sociedade americana dedicada a estudar e investigar questões ligadas ao filme lacrimal e da superfície ocular, publicou um consenso que avaliava a ocorrência de doenças da superfície ocular e estilo de vida. “Para isso, foram considerados uma série de fatores, como nutrição, exposição ambiental, fatores climáticos, exposição digital, dentre outros”, explica a médica. “O objetivo final era de entender o que no estilo de vida moderno pode causar doenças oculares, e todos esses itens têm correlação.”

“A ocorrência de olho seco foi um destaque nesse estudo”, comenta. Cidades grandes com altos níveis de poluição, muito tempo de exposição ao ar-condicionado ou a telas, o uso de cosméticos, questões de saúde mental, dentre outros fatores que causam o olho seco. E, de fato, hoje os estudos epidemiológicos comprovam o aumento da ocorrência da doença.”

TRATAMENTO

A Dra. Mônica conta que o tratamento ocorre a partir da aplicação de lágrimas artificiais, ou seja, de lubrificantes oculares, que muitas vezes se apresentam na forma de colírios. Dessa forma, o paciente consegue ter um alívio dos sintomas, mas as visitas ao oftalmologista não devem ser negligenciadas.

“É importante que os profissionais da saúde deem importância ao relato do paciente e que ele seja avaliado por um todo. Por outro lado, muitas vezes, o paciente tende a fazer uma automedicação, que pode piorar o problema”, adiciona a especialista.

“Pacientes que vivem com a doença em estágio moderado ou grave possuem um alto impacto na qualidade de vida. É uma pessoa que deixa de fazer coisas rotineiras, como ir a lugares com ar-condicionado. O olho seco não pode ser negligenciado, independente do grau e da intensidade dos sintomas”, finaliza Mônica.

Sobre a AbbVie em Oftalmologia

Na AbbVie, estamos comprometidos em fazer comque a visão dure uma vida toda. Com um legado de mais de 75 anos em saúde ocular, temos orgulho de oferecer 125 produtos para cuidados oftalmológicos que ajudam a preservar e proteger a visão de pacientes em todo o mundo. Tratamos doenças da parte frontal até a posterior do olho, incluindo glaucoma, doenças da superfície ocular e doenças da retina.

Estudo revela que chocolate amargo pode reduzir o risco de pressão alta

Um novo estudo, publicado na Nature Scientific Reports, sugere que o chocolate amargo pode ser um aliado na redução do risco de hipertensão essencial, uma condição caracterizada pelo aumento da pressão arterial sem causa específica. O segredo está nos flavonoides, compostos antioxidantes encontrados no cacau, que desempenham um papel crucial na proteção cardiovascular.

A PESQUISA

A pesquisa focou em como o chocolate amargo pode impactar a saúde cardiovascular, analisando dados genômicos disponíveis publicamente. Os cientistas investigaram a relação entre o consumo de chocolate amargo e diversas condições cardiovasculares, como hipertensão arterial, doença coronariana, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC), trombose e infarto.

Os resultados mostraram que o chocolate amargo pode efetivamente reduzir o risco de hipertensão essencial e possivelmente diminuir a probabilidade de tromboembolismo venoso, que é a formação de coágulos sanguíneos nas veias. Esses achados destacam o chocolate amargo como um possível auxiliar na prevenção de problemas cardiovasculares.

O QUE É HIPERTENSÃO ESSENCIAL E SEUS RISCOS?

A hipertensão essencial, também chamada de hipertensão primária, é a forma mais comum de pressão alta e não possui uma causa definida. Fatores como histórico familiar, falta de atividade física, dieta rica em sódio, tabagismo e idade avançada (acima dos 65 anos) podem contribuir para seu desenvolvimento. Caso não seja tratada, a hipertensão pode levar a sérias complicações, como doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca e AVC.

O tratamento geralmente inclui mudanças no estilo de vida, como uma dieta balanceada e exercícios físicos regulares, além de medicamentos prescritos por um médico.

VANTAGENS DO CHOCOLATE AMARGO

Para ser classificado como chocolate amargo, o produto deve conter pelo menos 50% de cacau. Esse ingrediente é rico em nutrientes e vitaminas essenciais. O chocolate amargo, especialmente com baixo teor de açúcar, pode oferecer vários benefícios à saúde. Além dos flavonoides, o cacau é uma boa fonte de fibras, ferro, magnésio, fósforo e zinco.

Além dos benefícios cardiovasculares, o chocolate amargo pode ajudar na redução do desejo por cigarro em fumantes que estão tentando parar. Suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias também podem ajudar a aliviar o estresse e os sintomas de ansiedade e mudanças de humor, auxiliando no processo de cessação do tabagismo.

É importante consumir chocolate amargo com moderação e como parte de uma dieta equilibrada para maximizar seus benefícios à saúde.

H1N1: Conheça o vírus que causou a internação de Silvio Santos

O apresentador Silvio Santos, de 93 anos, foi internado nesta última terça-feira (16) em São Paulo com H1N1. A informação foi confirmada em comunicado oficial da assessoria do SBT, nesta quinta-feira (18).

“O SBT informa que Silvio Santos está com H1N1. Ele está sendo medicado no Hospital e está bem. Agradecemos o carinho de todos.”

SOBRE O VÍRUS

A Influenza A é um tipo de vírus da gripe encontrado em várias espécies de animais, além dos seres humanos. Ele pode ser classificado em dois subtipos – H1N1 e H3N2 – e costumam circular de maneira sazonal, sendo mais comuns nas estações mais frias doa ano, outono e inverno. Segundo o Ministério da Saúde, a Influenza A é o vírus responsável pelas grandes pandemias de gripe, como ocorreu em 2009, com a H1N1 (na época, conhecida como gripe suína).

Os sintomas da Influenza A são os típicos da gripe e incluem, segundo o Ministério da Saúde, febre, dor de garganta, tosse, dor no corpo e dor de cabeça. Outros sintomas podem aparecer subitamente, como calafrios, mal-estar, dor muscular, dor nas juntas e secreção nasal excessiva. Em alguns casos, diarreia, vômito, rouquidão e olhos avermelhados podem surgir, apesar de serem sintomas menos comuns.

A principal forma de transmissão do vírus é por meio das secreções nasais de uma pessoa contaminada ao espirrar, tossir ou falar. Ela também pode ocorrer de forma indireta, após contato com superfícies contaminadas ou ao levar a mão com o vírus à boca, nariz e olhos.

Segundo o Ministério da Saúde, idosos e crianças menores de 2 anos estão em maior risco de complicações. Os principais riscos são decorrentes da gripe, como: pneumonia bacteriana, sinusite, otite, desidratação, piora de doenças crônicas.

O tratamento da Influenza A pode ser feito com o uso do antiviral Fosfato de Oseltamivir, indicado para os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave e casos de Síndrome Gripal com condições ou fatores de risco para complicações.

Além disso, o repouso e a hidratação intensa são recomendações importantes para a total recuperação do vírus. Para amenizar sintomas como febre e dor, podem ser indicados anti-inflamatórios não esteroides, como aspirina e ibuprofeno. O paracetamol também é uma alternativa para o tratamento.

Julho Amarelo: conheça as formas de prevenção às hepatites virais

Estima-se que apenas uma em cada 20 pessoas com hepatite viral sabe que está doente. A ausência de manifestações clínicas iniciais dificulta o diagnóstico precoce, levando à detecção muitas vezes quando a infecção já está em fase avançada, o que pode resultar em complicações adicionais. Por isso, a campanha Julho Amarelo tem o objetivo de alertar a população sobre a prevenção e o diagnóstico das hepatites virais.

As hepatites virais são inflamações no fígado causadas por diferentes vírus. Alguns tipos podem se tornar crônicos, levando a danos progressivos no fígado ao longo do tempo, o que aumenta o risco de cirrose e câncer hepático. As hepatites também podem causar uma série de complicações graves, incluindo insuficiência hepática aguda, que é potencialmente fatal.

CONHEÇA OS DIFERENTES TIPOS DE HEPATITE

Hepatite A

Transmitida principalmente através do consumo de água ou de alimentos contaminados, a hepatite A é geralmente uma doença aguda e autolimitada, durando algumas semanas e com menor risco ao paciente. A vacinação, incluída no calendário vacinal do governo federal, é uma medida eficaz de prevenção.

Hepatite B

Pode ser transmitida através do contato com sangue contaminado, uso compartilhado de agulhas, relação sexual desprotegida ou de mãe para filho durante o parto. Apresenta poucos ou nenhum sintoma inicial, dificultando o diagnóstico precoce. A vacinação também é uma forma de prevenção.

Hepatite C

Transmissível através do contato com sangue contaminado, a hepatite C não apresenta sintomas iniciais e é de difícil diagnóstico. Não há vacina disponível para esse tipo de hepatite. “Sempre se torna uma doença crônica, permanecendo no organismo enquanto não for tratada”, explica o hepatologista do Hospital Evangélico de Sorocaba.

Hepatite D

Mais comum no norte do Brasil e em outros países, a infecção pelo vírus D depende da presença do vírus da hepatite B. Ou seja, a pessoa só pode ser infectada pelo vírus D se já tiver contraído o vírus B. A hepatite D pode se tornar crônica se não tratada.

Hepatite E

Transmitida principalmente através da água contaminada, a hepatite E é comum em áreas com más condições de saneamento. Geralmente é uma doença aguda, podendo ser mais grave em mulheres grávidas.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

Os sintomas das hepatites virais variam de acordo com o tipo de vírus, idade do paciente e condição de saúde.

“Os pacientes podem apresentar sintomas leves como fadiga, febre, perda de apetite, náusea, vômitos e icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos), além de quadros mais graves com dores abdominais, fraqueza intensa e até coma”, exemplifica Dr. Hidalgo.

Qualquer sintoma que lembre uma infecção pelo vírus deve ser investigado por meio de avaliação médica detalhada e coleta de sangue para pesquisa do vírus. Após isso, em caso positivo, o médico poderá orientar sobre o tratamento indicado para cada tipo específico de hepatite.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO

As medidas de prevenção variam conforme o tipo de hepatite. Para as hepatites A e E, cuja transmissão ocorre pelo consumo de água ou alimentos contaminados, recomenda-se a prática de hábitos saudáveis. “Higiene das mãos e alimentos, uso de água limpa e evitar o compartilhamento de copos e garrafas são medidas que podem reduzir o risco de contaminação”, orienta o médico.

Para as hepatites B, C e D, transmitidas pelo contato com sangue contaminado, é indicado evitar o uso compartilhado de agulhas e seringas, utilizar preservativos nas relações sexuais e ter cuidado com o compartilhamento de materiais em barbearias (lâminas e barbeadores) e salões de beleza (alicates e cortadores de unha), por exemplo.

Remédios para insônia podem causar demência, de acordo com pesquisa

A relação entre medicamentos para induzir o sono e o risco de demência tem sido amplamente estudada. Uma pesquisa recente conduzida pela Universidade da Califórnia revelou que o uso desses medicamentos pode elevar o risco de demência, especialmente entre pessoas brancas.

DETALHES DO ESTUDO

Os resultados do estudo foram publicados no Journal of Alzheimer’s Disease em 31 de janeiro de 2023. A pesquisa analisou dados de cerca de 3.000 idosos sem diagnóstico de demência, acompanhando-os por uma média de nove anos. A idade média dos participantes era de 74 anos, com 58% sendo brancos e 42% negros. Durante o estudo, 20% dos participantes desenvolveram demência.

Os resultados mostraram que brancos que usaram medicamentos para dormir “frequentemente” ou “quase sempre” apresentaram um risco 79% maior de desenvolver demência em comparação com aqueles que “nunca” ou “raramente” usaram esses medicamentos. Entre os participantes negros, que usaram soníferos com menos frequência, a probabilidade de desenvolver demência não mostrou diferença significativa entre usuários frequentes e aqueles que evitavam o uso.

DADOS SOBRE O USO DO MEDICAMENTO PARA DORMIR

Os pesquisadores notaram que os brancos eram três vezes mais propensos a usar medicamentos para dormir “frequentemente” – de cinco a 15 vezes por mês – em comparação com os negros. Além disso, os brancos tinham quase o dobro da probabilidade de usar benzodiazepínicos, como Halcion (triazolam), Dalmadorm (flurazepam) e Restoril (temazepam), que são prescritos para insônia crônica. Eles também tinham 10 vezes mais probabilidade de tomar trazodona (Desyrel e Oleptro) e sete vezes mais chance de usar “drogas Z”, como o zolpidem.

CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÃO

Os pesquisadores concluem que mais estudos são necessários para entender completamente os riscos cognitivos associados a esses medicamentos. Enquanto isso, eles recomendam que as pessoas evitem o uso de medicamentos para dormir quando possível.

ALTERNATIVAS PARA TRATAR A INSÔNIA

Para combater a insônia sem recorrer a remédios, é crucial estabelecer uma rotina de sono regular, indo para a cama e acordando sempre nos mesmos horários. Criar um ambiente de sono ideal – com um quarto escuro, silencioso e em uma temperatura confortável – é igualmente importante.

Evitar cafeína e grandes refeições perto da hora de dormir pode ajudar, assim como a prática de técnicas de relaxamento, como meditação ou respiração profunda, antes de deitar. Limitar o uso de dispositivos eletrônicos pelo menos uma hora antes de dormir também é recomendado, pois a luz azul das telas pode interferir na produção de melatonina, o hormônio do sono.

Além disso, a prática regular de exercícios físicos pode melhorar a qualidade do sono, desde que não sejam realizados muito perto da hora de dormir. Se os problemas persistirem, é aconselhável buscar a orientação de um especialista em sono.

Irritabilidade e ansiedade podem ser sintomas de deficiência de serotonina

A serotonina, muitas vezes chamada de “hormônio da felicidade”, é essencial para o bem-estar e afeta várias funções do corpo além do humor. Esse neurotransmissor é liberado em situações prazerosas, como momentos de alegria, afeto e contato sexual, e desempenha um papel crucial na regulação do humor, sono e apetite. Quando os níveis de serotonina estão baixos, podem surgir diversos sintomas que sinalizam uma possível deficiência.

FUNÇÕES DA SEROTONINA NO CORPO

Como neurotransmissor e hormônio, a serotonina está presente em várias partes do corpo. Ela auxilia no controle dos músculos e dos movimentos, regula o apetite e o funcionamento intestinal, e também contribui para a coagulação do sangue e cicatrização de feridas. No cérebro, a serotonina é fundamental para o controle do humor e trabalha em conjunto com a melatonina para regular os ciclos de sono e vigília, além de influenciar a percepção da dor.

SINTOMAS DE DEFICIÊNCIA DE SEROTONINA

A falta de serotonina pode manifestar-se através de sintomas físicos e psicológicos, tais como:

  • Fadiga
  • Irritabilidade
  • Ansiedade
  • Aumento da percepção da dor
  • Distúrbios do sono
  • Problemas digestivos
  • Alterações no apetite, incluindo desejos alimentares específicos

É importante lembrar que esses sintomas podem ser causados por diversos fatores, e um diagnóstico de deficiência de serotonina deve ser realizado por um profissional de saúde qualificado. A avaliação geralmente inclui exames e consultas clínicas.

COMO AJUSTAR OS NÍVEIS DE SEROTONINA

O tratamento da deficiência de serotonina frequentemente envolve medicamentos que aumentam os níveis desse neurotransmissor no cérebro. Entre os principais medicamentos estão:

  • Inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS)
  • Inibidores da recaptação da serotonina-noradrenalina (IRSN)
  • Antidepressivos tricíclicos
  • Inibidores da monoamina oxidase

Além dos tratamentos medicamentosos, existem métodos naturais para elevar os níveis de serotonina. A prática regular de exercícios físicos, como caminhada, ciclismo e levantamento de pesos, pode aumentar a produção de triptofano, um aminoácido essencial para a síntese de serotonina.

Expor-se à luz solar ou a fontes de luz brilhante também pode ajudar a elevar os níveis de serotonina. A terapia de luz, por exemplo, é um tratamento eficaz para o transtorno afetivo sazonal (TAS), que pode ocorrer devido à diminuição dos níveis de serotonina durante o inverno.

Essas abordagens naturais podem ser eficazes em complementar ou até substituir tratamentos farmacológicos, promovendo um equilíbrio saudável de serotonina no corpo.

Cansaço e fraqueza podem ser sintomas de excesso de gordura no fígado

O excesso de gordura no fígado, conhecido como esteatose hepática, pode se desenvolver de forma silenciosa e só se manifestar com sintomas em estágios mais avançados. Essa condição, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado, geralmente não causa sinais imediatos, mas ao longo do tempo, pode comprometer a função hepática e levar ao surgimento de sintomas.

Conforme o Ministério da Saúde, é normal ter alguma quantidade de gordura no fígado. No entanto, quando esse nível atinge 5% ou mais, é crucial iniciar o tratamento o quanto antes. Caso não seja tratado adequadamente, a esteatose hepática pode evoluir para inflamações graves, como hepatite gordurosa, cirrose hepática e até câncer no fígado.

ESTEATOSE HEPÁTICA

A esteatose hepática ocorre quando há um acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado e pode ser classificada em dois tipos principais:

  • Esteatose Hepática Não Alcoólica (EHNA): Relacionada a fatores como estilo de vida, dieta e condições metabólicas, como obesidade e diabetes.
  • Esteatose Hepática Alcoólica: Causada pelo consumo excessivo de álcool.

PRINCIPAIS SINTOMAS

Os sintomas podem variar e incluem:

  • Dor abdominal
  • Abdômen inchado
  • Aumento do fígado
  • Dor de cabeça frequente
  • Cansaço e fraqueza
  • Perda de apetite

Em casos mais avançados, podem ocorrer icterícia, inchaço nas pernas e pés e hemorragias.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da esteatose hepática pode envolver exames de sangue, ultrassonografia, tomografia computadorizada (TC) e biópsia hepática. Esses exames ajudam a determinar a quantidade de gordura acumulada e a extensão do dano ao fígado.

TRATAMENTO

O tratamento da gordura no fígado envolve mudanças no estilo de vida, ajustes na dieta e, em alguns casos, medicação.

Uma dieta equilibrada e nutritiva é essencial. Deve-se consumir uma variedade de alimentos saudáveis, como frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras, e evitar alimentos ricos em gorduras saturadas, açúcares refinados e carboidratos simples.

Reduzir o consumo de álcool também é crucial, pois o álcool pode agravar a condição. A prática regular de exercícios físicos, como caminhada, corrida, ciclismo ou natação, é fundamental para reduzir a gordura corporal total, incluindo a gordura no fígado.

Perder peso de forma gradual e sustentável é outra parte importante do tratamento. Estudos mostram que perder de 5% a 10% do peso corporal pode trazer melhorias significativas para a saúde do fígado.

Além disso, algumas pessoas podem precisar de medicação para tratar condições associadas à esteatose hepática, como diabetes tipo 2, hipertensão e colesterol elevado.

Saiba como retirar medicamentos e outros itens gratuitos pelo Farmácia Popular

A partir de agora, 95% dos medicamentos e insumos oferecidos pelo programa Farmácia Popular serão gratuitos para toda a população. Além dos já conhecidos remédios para asma, diabetes, hipertensão, osteoporose e anticoncepcionais, o programa passa a incluir tratamentos gratuitos para colesterol alto, doença de Parkinson, glaucoma e rinite. O anúncio foi feito pela ministra Nísia Trindade na última quarta-feira (10).

A expectativa é que a medida beneficie cerca de 3 milhões de usuários do programa, proporcionando uma economia de até R$ 400 por ano para cada pessoa.

Além dos medicamentos, o programa também oferece absorventes gratuitos em farmácias credenciadas. Esta ação faz parte da campanha Dignidade Menstrual, que fornece itens de higiene a pessoas de baixa renda inscritas no CadÚnico.

COMO RETIRAR MEDICAMENTOS

Para retirar medicamentos pelo Farmácia Popular, siga estes passos:

  1. Dirija-se a uma farmácia credenciada, identificada pela logomarca do Programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB).
  2. Apresente a receita médica válida (pode ser do SUS ou de serviços particulares), junto com um documento de identidade e CPF.

RETIRADA DE FRALDAS GERIÁTRICAS

Para obter fraldas geriátricas para incontinência, é necessário:

  1. Ter 60 anos ou mais, ou ser uma pessoa com deficiência.
  2. Apresentar prescrição, laudo ou atestado médico que comprove a necessidade de fralda geriátrica. Se for uma pessoa com deficiência, o laudo deve incluir a Classificação Internacional de Doenças (CID).

CASO NÃO POSSA COMPARECER PESSOALMENTE

Se o paciente estiver acamado ou impossibilitado de ir à farmácia, um representante legal ou procurador pode retirar os medicamentos. O representante deve levar:

  1. Receita médica válida (do SUS ou de serviços particulares).
  2. Documento oficial com foto e CPF do beneficiário da receita.

PACIENTE MENOR DE IDADE

Para pacientes menores de idade, é necessário apresentar:

  1. Certidão de nascimento ou RG do menor.
  2. Documento oficial com foto e CPF do responsável legal.
  3. Documento que comprove a representação legal.

REPRESENTANTE LEGAL

O representante legal pode ser:

  1. Pessoa designada por sentença judicial.
  2. Portador de procuração pública com plenos poderes ou específicos para a aquisição de medicamentos e/ou fraldas geriátricas.
  3. Portador de procuração particular com firma reconhecida, com plenos poderes ou específicos para aquisição de medicamentos e/ou fraldas.
  4. Portador de identidade civil que comprove a responsabilidade pelo menor.

BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA

Os 55 milhões de brasileiros beneficiários do Bolsa Família têm acesso a todos os medicamentos do programa de forma totalmente gratuita, sem necessidade de cadastro adicional. O benefício é reconhecido automaticamente pelo sistema.

Doenças respiratórias se potencializam no inverno; Veja como se prevenir

Com a chegada da estação mais fria do ano, é possível observar um aumento considerável no número de doenças no trato respiratório. Dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, apontam que cerca de 20% dos brasileiros sofrem com algum tipo de doença respiratória agravada devido à queda das temperaturas juntamente com o clima seco e a baixa umidade característicos do inverno, a exemplo das rinites, sinusites, gripe e asma.

Geralmente, a transmissão dessas doenças acontece principalmente pelo contato com secreções ou por meio de gotículas expelidas ao tossir e espirrar, e os espaços fechados facilitam a contaminação, ocasionada pela alta infectividade desses vírus.

SINTOMAS MAIS COMUNS

Dentre os sintomas mais comuns de resfriados e gripes estão a coriza, tosse, dor de garganta, febre, dor de cabeça e mal-estar geral. Contudo, no início da infecção, é difícil para o paciente saber diferenciar um resfriado comum de uma gripe, COVID-19 ou pneumonia.

Ricardo Figueiredo, pneumologista e Coordenador do Centro de Excelência em Asma da Rede Mater Dei, ressalta que é fundamental estar atento a sinais de perigo, como: dificuldade para respirar, dor no peito, confusão mental e febre persistente, que podem indicar complicações mais graves como pneumonia ou COVID-19. Na persistência dos sintomas ou presença de sinais de perigo, deve-se procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação mais completa.

TRATAMENTOS E PREVENÇÃO DA DOENÇA

O tratamento dessas doenças envolve, principalmente, medidas de suporte e alívio dos sintomas. Em casos de gripe ou COVID-19, antivirais específicos podem ser prescritos por um médico, dependendo da gravidade e do tempo de evolução dos sintomas.

Durante o tratamento das doenças respiratórias, recomenda-se higiene das mãos frequente, evitar contato próximo com pessoas sintomáticas, além de manter uma boa saúde respiratória. Cuidados como hidratação adequada, alimentação saudável e repouso também são fundamentais.

Segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados em 2022, menos de 70% da população brasileira havia se vacinado contra o vírus da influenza, o maior causador da gripe e de outras doenças respiratórias, o número mais baixo desde o ano de 2019. Portanto, manter o calendário vacinal atualizado contribui efetivamente para uma melhor saúde respiratória.

Ricardo também destaca uma série de comportamentos preventivos cruciais para evitar as doenças respiratórias, são eles:

  • Uso de máscaras em ambientes fechados de alto risco;
  • Ventilação adequada dos espaços;
  • Higienização frequente das mãos são medidas eficazes;
  • Manter-se fisicamente ativo e adotar hábitos alimentares saudáveis, fortalecendo o sistema imunológico e ajudando a prevenir essas doenças.

Sobre a Rede Mater Dei de Saúde 

Somos uma rede de saúde completa, com 43 anos de vida, da qual o Hospital Mater Dei Emec faz parte, cuidando da saúde dos moradores de Feira de Santana e região, tendo o paciente no centro de tudo e ancorada em três princípios: inteligência e humanização como pilares do atendimento; tecnologia como apoio da excelência; e solidez das governanças clínica e corporativa. Nossos serviços médico-hospitalares estão disponíveis para toda a família, em todas as fases da vida, com qualidade assistencial e profissionais altamente capacitados e especializados. Estamos em expansão, levando para mais pessoas o Jeito Mater Dei de Cuidar e de Acolher. Nossa premissa é valorizar a vida dos nossos pacientes em cada atendimento, disponibilizando o melhor que a medicina pode oferecer.