O craque argentino Lionel Messi tem sangue ribeirão-pretano

Uma descoberta genealógica revelou uma curiosa conexão entre um dos maiores jogadores da história do futebol e o interior paulista. O bisavô materno de Lionel Messi, Federico Cuccittini, nasceu em Ribeirão Preto, em 27 de janeiro de 1904, antes de sua família se mudar definitivamente para a Argentina. A informação foi confirmada por uma pesquisa do historiador italiano Fiorenzo Santini, especialista em árvores genealógicas, que investigou as origens da família do camisa 10 argentino.

A história começou ainda no fim do século XIX, quando o tataravô de Messi, o italiano Raniero Coccettini, imigrou para o Brasil com a esposa Rosa em busca de trabalho nas fazendas de café do interior de São Paulo. O casal viveu na região de Ribeirão Preto, onde nasceram seus filhos. Durante o registro civil, ocorreram alterações no nome e no sobrenome da família: Arderigo passou a ser registrado como Federico, enquanto Coccettini foi transformado em Cuccittini, sobrenome que seria herdado pela mãe de Messi, Celia María Cuccittini, e pelo próprio astro argentino.

Em 1905, pouco mais de um ano após o nascimento de Federico, a família deixou o Brasil rumo à Argentina, estabelecendo-se na região de Rosário. Foi ali que nasceram as gerações seguintes da família até chegar a Lionel Andrés Messi Cuccittini, nascido em 24 de junho de 1987. Segundo Santini, a mudança do sobrenome no Brasil foi justamente a pista que permitiu reconstruir a árvore genealógica do jogador, já que o sobrenome “Cuccittini” não existia nos registros italianos antes da passagem da família pelo país.

Embora não existam registros de descendentes da família vivendo atualmente em Ribeirão Preto, a cidade preserva um elo histórico com os antepassados de Messi. A ligação remete ao período do ciclo do café, quando os imigrantes italianos trabalhavam nas propriedades do fazendeiro Martinho Prado Júnior, um dos maiores produtores de café da época. Mais de um século depois, a descoberta acrescenta um capítulo inusitado à história do futebol mundial e coloca Ribeirão Preto no mapa das origens familiares do maior ídolo da história recente da Argentina.

Trilha do Jequitibá é aberta ao público nesta sexta-feira (17) em comemoração ao Dia Nacional de Proteção às Florestas

Em comemoração ao Dia Nacional de Proteção às Florestas, celebrado nesta sexta-feira, 17, a Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade, abrirá ao público a Trilha do Jequitibá, localizada no Bosque e Zoológico Municipal Dr. Fábio Barreto. Excepcionalmente nesta data, a visitação será gratuita e sem necessidade de agendamento prévio.


As visitas serão realizadas em grupos de até 40 pessoas, nos horários de 9h30, 10h30 e 11h30, pela manhã, e às 14h, 15h e 16h, no período da tarde.


Além de conhecer um importante remanescente de Mata Atlântica presente no município, os visitantes contarão com acompanhamento de monitores e poderão participar de atividades educativas voltadas à prevenção de incêndios florestais, promovidas em tendas instaladas próximas à trilha. A iniciativa busca conscientizar a população sobre a importância da preservação ambiental e da conservação da biodiversidade.


A Trilha do Jequitibá abriga um remanescente de mata natural formado por espécies nativas e exóticas, caracterizando uma Floresta Estacional Semidecidual, típica do bioma Mata Atlântica.
Tradicionalmente, a visitação ao local ocorre exclusivamente por meio do programa Visitas Monitoradas. Após a abertura especial desta sexta-feira, os interessados poderão agendar visitas em grupos de, no mínimo, 10 pessoas, pelo e-mail educambiental.meioambiente@rp.ribeiraopreto.sp.gov.br.
Mais informações sobre as Visitas Monitoradas e a Trilha do Jequitibá estão disponíveis no portal do Bosque e Zoológico Municipal.

Fifa já dicute Copa do Mundo com 64 seleções em 2030

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) deverá analisar, depois da Copa do Mundo de 2026, uma nova expansão do maior torneio de seleções do futebol mundial. A proposta em avaliação prevê o aumento de 48 para 64 equipes participantes, ampliando ainda mais a presença de países na competição.

A informação foi confirmada pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino. Segundo ele, o assunto será examinado pelos órgãos responsáveis da entidade após a realização do Mundial de 2026, que terá como sedes Estados Unidos, Canadá e México. Se a alteração for aprovada, outras 16 seleções passarão a integrar o torneio.

De acordo com Infantino, a possibilidade precisa ser discutida, especialmente diante da avaliação favorável da primeira edição da Copa do Mundo com 48 participantes.

O presidente da entidade ressaltou que o Mundial deve contemplar todos os continentes e abrir espaço para nações que historicamente enfrentam dificuldades para garantir uma vaga. Na visão do dirigente, o crescimento da competição também pode impulsionar o desenvolvimento do futebol em diferentes regiões do mundo.

Copa do Mundo de 2030 pode estrear novo modelo

A hipótese de realizar uma Copa do Mundo com 64 seleções ganhou força devido à edição de 2030, que marcará o centenário do torneio.

A competição será realizada em seis países, espalhados por três continentes. Argentina, Paraguai e Uruguai representarão a América do Sul; Espanha e Portugal serão as sedes europeias; e Marrocos receberá partidas no continente africano.

Conforme o planejamento inicial, Argentina, Paraguai e Uruguai sediarão somente um jogo cada. A maior parte dos confrontos ficará concentrada em Espanha, Portugal e Marrocos. No entanto, uma eventual ampliação do número de equipes poderá permitir que a América do Sul receba uma quantidade consideravelmente maior de partidas.

Conmebol apoia aumento de participantes

A proposta conta com o apoio da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), que considera a expansão uma maneira de tornar a edição comemorativa dos 100 anos da Copa do Mundo ainda mais abrangente e inclusiva.

Com a presença de 64 seleções, a América do Sul poderia sediar aproximadamente 18 jogos, em substituição às três partidas previstas no formato atual.

A sugestão foi apresentada inicialmente pelo dirigente uruguaio Ignacio Alonso e recebeu o respaldo do presidente da Conmebol e vice-presidente da Fifa, Alejandro Domínguez. O dirigente definiu a iniciativa como um sonho para o futebol mundial.

O tema chegou a ser incluído na pauta de uma reunião do Conselho da Fifa em 2025, mas não foi debatido naquela ocasião.

Como seria a Copa do Mundo com 64 seleções

Se a proposta receber aprovação, o Mundial seria dividido em 16 grupos, cada um formado por quatro equipes. As duas seleções mais bem colocadas de cada chave avançariam diretamente para a etapa eliminatória.

Esse formato acabaria com a necessidade de classificar os melhores terceiros colocados, sistema adotado na Copa com 48 equipes para completar a fase de mata-mata.

A quantidade de partidas na fase de grupos também subiria de 72 para 96. Com isso, a competição teria um calendário mais longo e exigiria uma estrutura logística ainda maior dos países responsáveis pela organização.

Proposta encontra resistência entre confederações

Embora tenha o apoio da Conmebol, a possível expansão enfrenta oposição entre representantes do futebol internacional.

Dirigentes da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e da Confederação Asiática de Futebol (AFC) já manifestaram posicionamento contrário à proposta.

A resistência mais significativa, entretanto, parte da União das Associações Europeias de Futebol (Uefa). A entidade entende que um novo aumento no número de participantes poderá intensificar os obstáculos logísticos e ampliar ainda mais a duração do campeonato.

Expansão será colocada em prática em 2026

A Copa do Mundo de 2026 já será responsável pela maior transformação da história do torneio, com o crescimento de 32 para 48 seleções participantes.

Para a Fifa, a experiência é avaliada de maneira positiva, reforçando o argumento de que a competição poderá continuar se expandindo e disponibilizando mais vagas para países de diferentes continentes.

A definição sobre a realização de uma Copa do Mundo com 64 equipes ainda não foi tomada. A proposta será examinada pelos dirigentes da Fifa após o término do Mundial de 2026 e poderá inaugurar uma nova etapa na história da principal competição de seleções do planeta, justamente na edição que comemorará seu centenário.