Copa do Mundo Feminina de 2027 vai parar o futebol brasileiro; entenda

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou aos clubes que as principais competições profissionais do país serão paralisadas durante a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil. A interrupção terá duração de 31 dias, entre 24 de junho e 25 de julho, e atingirá os campeonatos femininos, as Séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino e as Copas do Brasil masculina e feminina.

A paralisação já havia sido sinalizada pela CBF em comunicados anteriores e faz parte do planejamento do calendário nacional para o ciclo de 2026 a 2029. As datas detalhadas das competições de 2027 ainda serão divulgadas pela entidade. A medida também atende às exigências da Fifa, já que os estádios escolhidos para o Mundial deverão ficar exclusivamente à disposição da organização semanas antes e durante o torneio.

A Copa do Mundo Feminina de 2027 terá jogos em oito cidades brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Além das arenas oficiais, estádios e centros de treinamento serão utilizados como bases para as 32 seleções participantes. Em abril, a Fifa apresentou uma lista inicial com 38 locais aprovados para receber as equipes.

Nos últimos anos, a CBF também realizou ajustes no calendário devido a competições internacionais. Em 2025, a Série A foi interrompida por causa da participação de clubes brasileiros na Copa do Mundo de Clubes. Em 2026, a paralisação foi ampliada em razão da Copa do Mundo masculina, afetando também as três divisões do Campeonato Brasileiro Feminino.

Futebol mundial se revolta e FIFA abandona plano de vender direitos da Copa do Mundo

A Fifa anunciou nesta sexta-feira (31) que desistiu do plano de vender parte de seus direitos comerciais a investidores privados. A proposta, chamada de Fifa Forward Enterprise (FFE), previa a criação de uma subsidiária responsável pela gestão de ativos importantes, incluindo a Copa do Mundo, e poderia arrecadar até US$ 4,2 bilhões com a comercialização de 20% das ações da nova empresa.

Apresentado na última terça-feira (28), o projeto provocou forte reação de federações e confederações internacionais. A Uefa ameaçou boicotar competições organizadas pela Fifa, alegando que a medida colocaria interesses financeiros acima da preservação do futebol. A Concacaf rejeitou a proposta por unanimidade, enquanto a Confederação Asiática de Futebol também se posicionou contra o modelo. Já a Conmebol pediu esclarecimentos antes de definir uma posição oficial.

Em comunicado, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, reconheceu que a iniciativa causou divisões dentro do futebol mundial. Segundo o dirigente, após ouvir as diferentes opiniões, ficou evidente que o projeto já não atendia ao objetivo inicialmente estabelecido. A crise também provocou a saída de Carlos Cordeiro, assessor sênior de Infantino, que renunciou ao cargo por discordar da venda de uma participação ligada à Copa do Mundo.

Com o recuo, a Fifa manterá a atual estrutura de gestão de seus torneios e direitos comerciais. A decisão encerra uma crise que durou apenas cinco dias, mas ampliou a pressão política sobre Gianni Infantino e evidenciou a resistência das entidades esportivas à participação de investidores privados nos principais ativos do futebol internacional.

Chega ao fim carreira de Neymar na Seleção Brasileira

A trajetória de Neymar com a Seleção Brasileira chegou oficialmente ao fim. Um dia após a vitória do Santos sobre a Universidad Central de Venezuela, pela Copa Sul-Americana, o atacante confirmou, na zona mista da Vila Belmiro, que não voltará a defender a equipe nacional. A decisão encerrou as especulações iniciadas após a eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, quando o camisa 10 deixou o gramado chorando e indicou que seu ciclo com a Amarelinha estava próximo do encerramento.

“Meu momento na Seleção Brasileira já foi. Fiz história, fui muito feliz, dei meu sangue, minha vida, sempre briguei e lutei pela Amarelinha, mas eu acho que eu não quero mais, não”, declarou Neymar. A aposentadoria internacional encerra uma trajetória iniciada em agosto de 2010 e que incluiu a participação em quatro Copas do Mundo. Na despedida dos Mundiais, o atacante entrou no segundo tempo da derrota por 2 a 1 para a Noruega e marcou, de pênalti, o único gol brasileiro da partida.

Neymar deixa a Seleção como um dos jogadores mais produtivos de sua história. Em 130 partidas, marcou 80 gols e distribuiu 58 assistências, além de encerrar sua participação em Copas do Mundo com nove gols em 14 jogos. Seu principal título pela equipe principal foi a Copa das Confederações de 2013, competição na qual foi eleito o melhor jogador. Em 2016, também liderou a seleção olímpica na conquista da inédita medalha de ouro nos Jogos do Rio de Janeiro, convertendo o pênalti decisivo contra a Alemanha.

Apesar dos recordes individuais, a passagem do atacante pela Seleção ficou marcada pela ausência do título mundial e por eliminações dolorosas. Em 2014, sofreu uma lesão na coluna e ficou fora da semifinal contra a Alemanha; em 2018, o Brasil caiu diante da Bélgica; e, em 2022, foi eliminado pela Croácia nos pênaltis. Aos 34 anos, Neymar continuará defendendo o Santos, mas encerra um ciclo de 16 anos com a Amarelinha, deixando números expressivos e o legado de um dos principais talentos do futebol brasileiro no século XXI.

O craque argentino Lionel Messi tem sangue ribeirão-pretano

Uma descoberta genealógica revelou uma curiosa conexão entre um dos maiores jogadores da história do futebol e o interior paulista. O bisavô materno de Lionel Messi, Federico Cuccittini, nasceu em Ribeirão Preto, em 27 de janeiro de 1904, antes de sua família se mudar definitivamente para a Argentina. A informação foi confirmada por uma pesquisa do historiador italiano Fiorenzo Santini, especialista em árvores genealógicas, que investigou as origens da família do camisa 10 argentino.

A história começou ainda no fim do século XIX, quando o tataravô de Messi, o italiano Raniero Coccettini, imigrou para o Brasil com a esposa Rosa em busca de trabalho nas fazendas de café do interior de São Paulo. O casal viveu na região de Ribeirão Preto, onde nasceram seus filhos. Durante o registro civil, ocorreram alterações no nome e no sobrenome da família: Arderigo passou a ser registrado como Federico, enquanto Coccettini foi transformado em Cuccittini, sobrenome que seria herdado pela mãe de Messi, Celia María Cuccittini, e pelo próprio astro argentino.

Em 1905, pouco mais de um ano após o nascimento de Federico, a família deixou o Brasil rumo à Argentina, estabelecendo-se na região de Rosário. Foi ali que nasceram as gerações seguintes da família até chegar a Lionel Andrés Messi Cuccittini, nascido em 24 de junho de 1987. Segundo Santini, a mudança do sobrenome no Brasil foi justamente a pista que permitiu reconstruir a árvore genealógica do jogador, já que o sobrenome “Cuccittini” não existia nos registros italianos antes da passagem da família pelo país.

Embora não existam registros de descendentes da família vivendo atualmente em Ribeirão Preto, a cidade preserva um elo histórico com os antepassados de Messi. A ligação remete ao período do ciclo do café, quando os imigrantes italianos trabalhavam nas propriedades do fazendeiro Martinho Prado Júnior, um dos maiores produtores de café da época. Mais de um século depois, a descoberta acrescenta um capítulo inusitado à história do futebol mundial e coloca Ribeirão Preto no mapa das origens familiares do maior ídolo da história recente da Argentina.

Os 14 recordes quebrados na Copa do Mundo de 2026

Do maior artilheiro da história ao goleiro com mais defesas em um jogo, 14 recordes foram quebrados na Copa do Mundo de 2026. O No Ataque lista, a seguir, cada um deles. 

1- Técnico mais velho

Aos 78 anos e 271 dias, Dick Advocaat assumiu o posto ao comandar Curaçao na derrota por 2 a 0 para a Costa do Marfim, na última rodada da fase de grupos. O holandês reassumiu a equipe após um período afastado para ajudar a filha a cuidar de uma doença.

Ele e outros três técnicos entraram para o top 4 nesse quesito, superando Herr Rehhagel, que comandou a Grécia aos 71 anos em 2010. Os demais foram Carlos Queiroz, de Gana (73 anos e 124 dias), Hugo Broos, da África do Sul (74 anos e 79 dias), Miroslav Koubek, da Tchéquia (74 anos e 296 dias). 

2- Primeira parceria com mais gols

O meia Jude Bellingham e o atacante Harry Kane, da Inglaterra, se tornaram os únicos companheiros a terem seis gols cada na primeira Copa juntos. O jogador do Real Madrid marcou sete vezes, enquanto o atleta do Bayern de Munique foi às redes seis vezes.

3- Técnico com mais partidas

Didier Deschamps virou o treinador com mais jogos na história da Copa, com 26 pela França. Ele superou Helmut Schön, que esteve em 25 partidas no comando da Alemanha.  

4- Técnico com mais vitórias

O francês também é o recordista de vitórias, com 19. Ele levou Les Blues às quartas em 2014, foi campeão quatro anos depois, vice em 2022 e quarto lugar neste ano. 

5- Mais jovem a entrar e marcar dois gols

Johan Manzambi tinha 20 anos e 247 dias quando quebrou o recorde do paraguaio Nelson Cuevas. O meia da Suíça saiu do banco aos 26 minutos do segundo tempo e fez dois gols na vitória da equipe por 4 a 1 sobre a Bósnia Herzegovina, pela segunda rodada da fase de grupos. 

6- Maior artilheiro

Kylian Mbappé e Lionel Messi disputaram esse posto até o fim, mas o francês marcou dois gols mais nesta edição e levou a melhor. Os dois superaram o alemão Klose, que fez 16 gols. O camisa 10 da França chegou a 22 tentos na história, enquanto o argentino terminou a competição com 20.

7- Jogador com mais vitórias

Se a artilharia não foi possível, Messi bateu outros recordes. Ele se tornou o atleta com mais vitórias em Copas, com 23. De novo, Klose foi superado. O alemão encerrou a trajetória com um triunfo a menos. 

8- Jogos seguidos marcando gols

O craque argentino também chegou a nove jogos seguidos marcando gols, contando os quatro últimos de 2022 e os cinco primeiros de 2026. Apenas Just Fontaine (França) e Jairzinho (Brasil) haviam marcado gols em seis jogos consecutivos.

9- Gols de fora da área

Por fim, Messi também mostrou qualidade nas finalizações de fora da área. O camisa 10 da Argentina marcou gols de longa distância contra Bósnia e Herzegovina, Irã e Nigéria em 2014, e contra o México em 2022. Em 2026, Messi somou dois gols de fora da área contra a Argélia e mais um contra a Jordânia. Ele chegou a seis tentos e superou Rivellino, do Brasil, que fez cinco. 

10- Mais assistências em uma edição

O recorde que pertencia a Pelé, que deu seis passes para gols em 1970, agora é do meia Olise, da França. O jogador terminou a competição com oito assistências. 

11- Mais passes em uma edição

O meio-campista espanhol quebrou o seu próprio recorde: 638 passes certos no Catar, em 2022. Rodri havia tomado a marca de seu compatriota Xavi, que completou 599 passes na África do Sul 2010.

12- Jogador que marcou em mais edições

Cristiano Ronaldo não brilhou muito na história das Copas, mas tem ao menos esse recorde para chamar de seu. O atacante de Portugal balançou as redes em todas as seis edições que disputou: 2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026. Messi não atingiu tal feito por ter passado em branco em 2010. 

13- Mais defesas em um jogo

Eloy Room fez 16 defesas no empate de Curação por 0 a 0 com o Equador e superou Tim Howard. O norte-americano teve o mesmo número de intervenções contra a Bélgica, em 2014, mas com 30 minutos a mais devido à prorrogação.

14- Goleiro com mais jogos sem levar gol

O goleiro da Espanha conseguiu a impressionante marca de sete jogos sem sofrer gols em oito partidas. O recorde anterior em uma única edição era de cinco jogos, alcançado por Jan Jongbloed (Holanda, 1974), Walter Zenga (Itália, 1990), Taffarel (Brasil, 1994), Fabien Barthez (França, 1998), Oliver Kahn (Alemanha, 2002), Gianluigi Buffon (Itália, 2006) e Iker Casillas (Espanha, 2010). 

Conteúdo No Ataque

Espanha vence a Argentina e conquista o bicampeonato da Copa do Mundo

A Espanha conquistou neste domingo (19) o título da Copa do Mundo de 2026. Na decisão disputada em East Rutherford, em Nova Jersey, a seleção espanhola venceu a Argentina por 1 a 0, após a prorrogação, e levantou o troféu mundial pela segunda vez na história.

O gol que definiu o campeonato foi marcado por Ferran Torres aos 106 minutos. O atacante, que havia começado a partida no banco de reservas, aproveitou uma bola dentro da área e finalizou de pé esquerdo para superar o goleiro Emiliano Martínez.

A Argentina terminou a partida com um jogador a menos. Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso nos acréscimos do segundo tempo, após cometer uma falta sobre o defensor Pau Cubarsí. Com vantagem numérica, a Espanha aumentou a pressão e conseguiu marcar durante a prorrogação.

Mesmo com o placar apertado, a seleção espanhola controlou grande parte da decisão e criou as principais oportunidades. Emiliano Martínez realizou 12 defesas, recorde para um goleiro em uma final de Copa do Mundo, e evitou que a vitória espanhola fosse construída por uma diferença maior.

A conquista confirmou a força defensiva da equipe comandada por Luis de la Fuente. A Espanha sofreu apenas um gol em oito partidas durante o torneio, estabelecendo a melhor marca defensiva de uma seleção campeã mundial. O treinador também entrou para a história ao conquistar o título aos 65 anos, tornando-se o técnico mais velho a vencer uma Copa do Mundo.

Eleito o melhor jogador da competição, Rodri recebeu a Bola de Ouro e foi responsável por levantar o troféu. Com a conquista, a Espanha chegou ao segundo título mundial masculino, repetindo o feito alcançado pela primeira vez em 2010, na África do Sul.

O resultado impediu o bicampeonato consecutivo da Argentina, vencedora da Copa de 2022, no Catar. Lionel Messi, aos 39 anos, deixou o gramado emocionado após disputar aquela que pode ter sido sua última partida em Copas do Mundo.

Além do bicampeonato, a Espanha tornou-se o primeiro país a ocupar simultaneamente o posto de campeão mundial no futebol masculino e feminino. A seleção feminina espanhola havia conquistado a Copa do Mundo de 2023.

A decisão encerrou a primeira Copa do Mundo disputada por 48 seleções. Organizada nos Estados Unidos, Canadá e México, a competição contou com 104 partidas e mais de 300 gols marcados.

Bares e restaurantes esperam aumento de até 45% no faturamento na final da Copa do Mundo

Bares e restaurantes que vão transmitir a final da Copa do Mundo, neste domingo (19), devem registrar aumento de até 45% no faturamento em comparação a um domingo comum, com lotação total nos ambientes preparados para a transmissão. A estimativa é da Abrasel.

O resultado esperado para a final confirma a tendência observada ao longo de toda a competição. Mesmo após a eliminação do Brasil, o interesse dos consumidores por assistir aos jogos fora de casa se manteve, e o setor deve fechar o ciclo da Copa com saldo positivo. No mês passado, uma pesquisa da Abrasel também indicou que 59% dos estabelecimentos pretendiam transmitir jogos de outras seleções.

Para a Abrasel, a movimentação em torno da final representa uma oportunidade para os estabelecimentos ampliarem o faturamento com ações e ofertas voltadas ao público que acompanha a decisão.

“O saldo da Copa para bares e restaurantes foi positivo do início ao fim. Mesmo com a eliminação do Brasil, o setor manteve bom desempenho ao longo de todo o torneio, e a expectativa é encerrar esse ciclo com a final reforçando ainda mais esse resultado”, afirma o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci.

Brasil deixa a Copa, mas bares e restaurantes mantêm saldo positivo

A saída do Brasil da Copa do Mundo encerra um ciclo de grande movimentação para bares e restaurantes em todo o país. Ao longo dos cinco jogos da seleção, o setor registrou bom desempenho, com aumento de faturamento e maior fluxo de clientes, especialmente em dias de partidas.

O último jogo, contra a Noruega, reforçou esse cenário. Mesmo com a eliminação, a estimativa da Abrasel é que os estabelecimentos tenham tido, em média, crescimento de cerca de 20% no faturamento em relação a um domingo comum, evidenciando o forte apelo da participação brasileira na competição junto ao público.

Além do aumento nas vendas, a Copa também teve um papel importante ao atrair um público novo para bares e restaurantes. A experiência coletiva de assistir aos jogos fora de casa levou mais consumidores a frequentarem esses espaços, ampliando o alcance do setor. Também fica o legado da modernização dos equipamentos para transmissão, como telões e tevês, em muitos estabelecimentos.

“A Copa mostrou mais uma vez a força dos bares e restaurantes como espaços de convivência. Tivemos a conquista de novos clientes durante os jogos, e agora o grande desafio é fidelizar esse público, transformando essa movimentação pontual em hábito”, afirma o líder de conteúdo e inteligência da Abrasel, José Eduardo Camargo.

O impacto dos jogos finais também deve ser positivo, ainda que sem a participação da seleção brasileira. O interesse pela competição, embora menor, segue vivo, e muitos consumidores devem continuar frequentando os estabelecimentos para acompanhar as partidas decisivas.

A final da Copa, principalmente, marcada para o domingo, dia 19, deve concentrar atenção e público. Para a Abrasel, é uma oportunidade para bares e restaurantes promoverem ações e ofertas especiais, fortalecendo o movimento e ampliando o faturamento.

Com futebol pobre Brasil tem uma das piores participações em Copas do Mundo e volta para casa

Com atuação impiedosa do centroavante Erling Haaland, que marcou dois gols na vitória por 2 a 1, a Noruega eliminou o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 neste domingo (05), no Estádio de Nova Jersey, nos EUA, mais uma vez adiando o sonho do hexacampeonato. Cobrando pênalti nos acréscimos, Neymar descontou o placar.

A Noruega volta a campo no próximo sábado (11), a partir das 18h, no Estádio de Miami, para enfrentar o vencedor entre México e Inglaterra, pelas quartas de final.

GOL ANULADO E PÊNALTI

O jogo começou com a Noruega dando trabalho. Com apenas dois minutos, Casemiro errou passe no meio de campo e Odegaard acionou contra-ataque. O camisa 10 lançou Sorloth, que cortou a marcação e rolou pra Patrick Berg chegar finalizando e estufar as redes, mas a arbitragem detectou impedimento no lance. Aos dez, Martinelli recebeu na grande área e lançou Matheus Cunha na cara do gol, derrubado após carrinho de Ajer. O árbitro de vídeo acionou Ismail Elfath, que assinalou pênalti. Com paradinha, Bruno Guimarães bateu no canto baixo, mas Nyland foi seguro pra fazer a defesa.

Após 13 minutos repletos de emoção, a Noruega tomou a posse da bola, enquanto o Brasil se estabeleceu no campo de defesa, e se projetando em contra-ataques. Aos 30, Vini Jr. lançou Martinelli na linha de fundo e o camisa 22 tentou rolar pra Bruno Guimarães completar pro gol, de dentro da pequena área, mas Nyland chegou primeiro.

BRASIL ‘NO QUASE’ E TUDO EM ABERTO

A partir do momento em que teve a bola, a seleção brasileira foi perigosa pra criar chances no último setor do campo, mas passou a vacilar nas primeiras etapas de construção. Aos 34, Danilo errou passe na intermediária – da mesma forma que originou o gol do Japão na segunda fase -, e colocou a Noruega em contra-ataque. Ao tentar arrumar a casinha, o Brasil demonstrou completa desorganização quando pego de surpresa, principalmente escancarando o corredor central.

Com o relógio marcando 40 minutos, Vini Jr. roubou a bola dentro da área adversária, após vacilo de Odegaard, e recebeu de volta pra finalizar rasteiro, mas Nyland fez a defesa mais uma vez. Aos 48, Haaland foi lançado sozinho na entrada da área, mas a bola chegou pra Odegaard chegar finalizando cruzado, e Alisson fez grande defesa.

BRASIL VOLTA MELHOR APÓS O INTERVALO

O técnico Ståle Solbakken voltou com duas mudanças ofensivas para a segunda etapa, tirando Nusa, um dos grandes nomes da primeira metade norueguesa, e Sorloth, para as entradas de Oscar Bobb e Schjelderup. Aos 13, foi a vez de Carlo Ancelotti, tirando Matheus Cunha para a entrada de Endrick.

A presença do jovem atacante mudou o jogo, com uma sequência de chances para o Brasil. Aos 15, Casemiro roubou na intermediária e Vini Jr. recebeu em contra-ataque, achando um passe mágico pra deixar Endrick na cara do gol, mas o centroavante errou o domínio e acabou finalizando sem direção. Chutando de fora da área, Rayan também colocou perigo, mas Nyland espalmou.

NEYMAR EM CAMPO

A Noruega chegou com perigo após cruzamento perigoso na direção de Haaland, mas Alisson se antecipou e salvou, por muito pouco. Um minuto depois, Ajer recebeu na esquerda e cruzou de três dedos pra Haaland aparecer no veneno, se atirando na segunda trave, mas a bola passou raspando a chuteira do centroavante. Aos 23, Neymar foi a campo para substituir Gabriel Martinelli, assumindo a função de falso 9, empurrando Endrick para o lado direito, enquanto Danilo Santos entrou na vaga de Rayan, reforçando a trinca de meio de campo.

Mesmo em sua atuação mais sólida na Copa do Mundo – considerando também o nível de jogo do adversário -, o Brasil encontrou dificuldade para finalizar as muitas jogadas criadas. Aos 30, cedeu contra-ataque que terminou com Schjelderup finalizando no cantinho, mas Alisson fez mais uma grande defesa. Aos 33, Ancelotti colocou Éderson Silva no lugar de Bruno Guimarães, como quarta e última troca, na terceira parada.

HAALAND, SEMPRE HAALAND!

Um minuto após a substituição, Schjelderup fez grande jogada individual pela esquerda, saiu costurando a marcação e cruzou na marca penal pra Erling Haaland, sumido na partida, fazer o que mais sabe fazer: colocar a bola no fundo da rede, e com apenas um toque. Maior artilheiro da história da Noruega, ele alcançou 61 gols marcados em 54 partidas.

Aos 40, Ajer tentou desarmar Endrick, na pressão brasileira, e acabou praticamente finalizando cobertura contra o próprio patrimônio, mas Nyland desviou a bola em direção ao travessão. Em seguida, Casemiro cruzou pra Neymar, mas a bola passou pelo camisa 10, posicionado dentro da pequena área. Aos 44 minutos, Haaland recebeu passe de Schjelderup na entrada da área, cortou pra perna canhota e bateu rasteira, indefensável para Alisson, definindo 2 a 0 para a Noruega, e adiantando a eliminação precoce e decepcionante do Brasil.

Agora com sete gols na Copa do Mundo, Haaland se juntou ao argentino Lionel Messi e com o francês Kylian Mbappé na artilharia do mundial, além de alcançar 62 gols em 54 partidas pela seleção norueguesa.

Aos 53, com o relógio já estourado, Ostigard acertou cotovelada em Casemiro dentro da área, cedendo pênalti para o Brasil. Neymar colocou a bola na marca da cal, deslocou Nyland e diminuiu o placar em 2 a 1, mas não evitou o vexame brasileiro.

Adversário do Brasil nas oitavas da Copa está definido: Vamos pegar a Noruega

A Seleção Brasileira enfrentará a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo. A equipe europeia garantiu a vaga ao derrotar a Costa do Marfim por 2 a 1, nesta terça-feira (30), em Dallas. O duelo será no próximo domingo (5), às 17h (de Brasília), em Nova Jersey.

Na fase de grupos, os noruegueses avançaram na segunda posição da chave I, composta por França, Senegal e Iraque. Conquistaram duas vitórias (4 a 1 sobre o Iraque e 3 a 2 sobre Senegal) e foi superado por 4 a 1 pela França.

Em seus quatro jogos, a Noruega anotou dez gols, metade pelo atacante Haaland, autor de cinco, e sofreu oito. Além do camisa 9, marcaram pela equipe Östigaard, Pedersen, Nusa, Aasgaard e Aymen Hussein (contra).

A Amarelinha se classificou nessa segunda-feira (30), com uma vitória por 2 a 1 sobre o Japão, em Houston. A vaga foi obtida no detalhe, com gol já nos acréscimos de Gabriel Martinelli – Casemiro foi o autor do outro tento do Brasil.