Remédios estão mais caros a partir de hoje nas farmácias de Ribeirão e região

Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil podem sofrer reajuste de até 3,81% a partir desta terça-feira (31), conforme resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A medida estabelece três faixas de aumento, de acordo com o nível de concorrência no mercado farmacêutico: até 3,81% para remédios com alta competitividade, 2,47% para média concorrência e 1,13% para produtos com pouca ou nenhuma disputa entre fabricantes.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o reajuste médio autorizado deve ficar em até 2,47%, o menor percentual registrado nos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada de 3,81% no período. A agência ressalta que os aumentos não são automáticos, ou seja, fabricantes, distribuidores e farmácias podem optar por aplicar índices menores ou até manter os preços atuais, dependendo das condições do mercado e da concorrência.

O reajuste anual dos medicamentos segue uma fórmula baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com desconto relacionado à produtividade da indústria farmacêutica. A CMED, órgão responsável pela regulação econômica do setor no país, tem como objetivo equilibrar a proteção ao consumidor com a sustentabilidade do mercado, garantindo o acesso da população aos medicamentos e evitando práticas de preços abusivos..

Alta dos alimentos impulsiona prévia da inflação a 0,44% em março

A prévia da inflação oficial brasileira registrou alta de 0,44% em março, pressionada principalmente pelo aumento nos preços dos alimentos. O resultado indica desaceleração em relação a fevereiro, quando o índice havia avançado 0,84%.

O desempenho também ficou abaixo do observado no mesmo mês do ano passado, quando a taxa foi de 0,64%. No acumulado de 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) soma alta de 3,9%, permanecendo dentro do intervalo da meta de inflação estabelecida pelo governo, que admite até 4,5% ao ano.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta de preços na passagem de fevereiro para março. O principal destaque foi o grupo de alimentos e bebidas, que registrou elevação média de 0,88%, contribuindo com 0,19 ponto percentual para o resultado do IPCA-15 no período.

Alimentação e bebidas: 0,88%

Habitação: 0,24%

Artigos de residência: 0,24

Vestuário: 0,47%

Transportes: 0,21%

Saúde e cuidados pessoais: 0,36%

Despesas pessoais: 0,82%

Educação: 0,05%

Comunicação: 0,03%