Anvisa alerta para riscos de canetas emagrecedoras manipuladas

Popularizadas por influenciadores e celebridades, as chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida, muitas vezes sem orientação médica e sem nenhum critério.

Diante da procura desenfreada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a compra e consumo desses medicamentos. Segundo a Anvisa, a venda e o uso de canetas emagrecedoras falsas representam um sério risco à saúde e é considerado um crime hediondo no país.

A farmacêutica Natally Rosa esclarece que o uso de versões manipuladas ou de origem desconhecida é uma prática perigosa.

“Uma pessoa que ela se submete, que ela é exposta ao uso de um medicamento fora dessas regulamentações, os riscos dela, com certeza, estão exacerbados. Desde a ausência de uma resposta ideal, como as contaminantes.”

A farmacêutica destaca o que observar na embalagem e no produto para conferir sua autenticidade:

“Temos alguns sinais. A própria embalagem já chama a atenção, já que as bulas são de fácil acesso na internet. Então, qual é a apresentação física dessa embalagem? De que forma que ela se apresenta? Como está o rótulo? O rótulo está no idioma do Brasil? Do nosso idioma aqui? Não deve estar em outras línguas, por exemplo. Existe lote e validade de fácil acesso? Você consegue identificar? A leitura, a descrição do medicamento, o princípio ativo, ela precisa estar bem legível. Todas as informações precisam estar bem claras.”

Ela também chama a atenção para valores: preços muito abaixo do praticado no mercado são sinal de alerta grave. O medicamento só é vendido com apresentação e retenção da receita médica.

Veja quais foram as 25 marcas de azeites proibidas no Brasil 2025

Em 2025, o governo federal intensificou a fiscalização do mercado de azeites no Brasil e já proibiu a comercialização de 25 marcas consideradas impróprias para o consumo. A decisão, anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), respondeu a uma série de análises laboratoriais que apontaram fraudes, adulterações e irregularidades em produtos vendidos em diferentes estados do país.

As ações de fiscalização ocorreram ao longo do ano e tiveram como alvo lotes suspeitos em prateleiras de supermercados e distribuidores. Em muitos casos, os azeites rotulados como “azeite de oliva” ou “extra-virgem” continham misturas de óleos vegetais de outras espécies, o que caracteriza fraude e os torna perigosos para o consumo. Além disso, foram identificadas irregularidades como importação sem CNPJ válido, rotulagem incorreta e falta de registro sanitário.

O Ministério da Agricultura orienta que os consumidores interrompam imediatamente o uso desses produtos, especialmente se já adquiridos, e procurem a substituição conforme o Código de Defesa do Consumidor. A pasta também alerta que a venda de azeite a granel — sem rastreabilidade e embalagem oficial — facilita práticas fraudulentas e deve ser evitada.

Lista das 25 marcas de azeite proibidas em 2025

  1. Alcobaça
  2. Almazara
  3. Alonso
  4. Azapa
  5. Campo Ourique
  6. Casa do Azeite
  7. Castelo de Viana
  8. Doma
  9. Escarpas das Oliveiras
  10. Godio
  11. Grego Santorini
  12. La Ventosa
  13. La Vitta
  14. Los Nobles
  15. Málaga
  16. Ouro Negro
  17. Quintas D’Oliveira
  18. Royal
  19. San Martín
  20. Santa Lucia
  21. Serrano
  22. Terra de Olivos
  23. Terrasa
  24. Vale dos Vinhedos
  25. Villa Glória Poder360+1

As marcas citadas acima tiveram a comercialização total ou parte de seus lotes vetados pelas autoridades brasileiras em 2025 devido às irregularidades encontradas. Alguns produtos foram banidos por completo do mercado, enquanto outros tiveram lotes específicos suspensos.

Especialistas em segurança alimentar reforçam que o combate à fraude no azeite é crucial para proteger a saúde do consumidor e assegurar a qualidade dos produtos comercializados no país, sobretudo em categorias alimentares muito associadas a práticas irregulares.

8 perguntas e respostas para conhecer a vacina da dengue

A Anvisa autorizou o uso da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. Com isso, o imunizante produzido em São Paulo poderá ser utilizado em todo o Brasil. A vacina foi desenvolvida para proteger contra os quatro tipos de dengue e é administrada em dose única, a primeira do mundo aprovada com essa característica. Confira mais detalhes do imunizante.

1 – Quais os próximos passos?

A aprovação da Anvisa autoriza o uso da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan em todo o Brasil. O Instituto Butantan já possui mais de um milhão de doses prontas para disponibilizar para o Ministério da Saúde. Quem definirá o início da campanha e o público alvo será o ministério da saúde.

2 – Quais os diferenciais da vacina do Butantan?

A dengue é uma doença infecciosa transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que causa sintomas tanto leves quanto graves, e pode levar à morte. O mal-estar da doença pode durar até dez dias, mas dependendo do caso, permanece por semanas. 

A Butantan-DV é a primeira vacina de dose única aprovada contra a dengue no mundo, uma conquista da ciência brasileira. A vacina da dengue do Instituto Butantan é a primeira que pode ser aplicada em apenas uma dose no mundo, o que tem potencial de facilitar a adesão do público e a logística da campanha. Os benefícios da dose única foram descritos em um relatório publicado por pesquisadores do Reino Unido na Human Vaccines & Immunotherapeutics, em 2018. O estudo apontou que programas de imunização com menos doses estão associados a uma melhor cobertura vacinal e menos impactos na economia.

Ela foi desenvolvida para proteger contra os quatro sorotipos de dengue.

3 – A vacina contra a dengue é em pó?

A tecnologia utilizada é chamada de liofilização. Nela, a vacina é transformada em pó após o congelamento e remoção da água. Isso torna o produto mais estável durante o transporte e o armazenamento, uma vantagem para países de dimensões continentais, como o Brasil.

Enquanto algumas vacinas podem exigir temperaturas mais rigorosas, a versão liofilizada necessita apenas de refrigeração padrão (entre 2°C e 8°C), a mesma utilizada para a maior parte das vacinas do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Isso reduz perdas e ajuda a manter a segurança do imunizante mesmo em trajetos longos.

4 – A vacina protege contra quais sorotipos?

A vacina é tetravalente e foi desenvolvida para proteger contra os quatro sorotipos conhecidos do vírus da dengue. Isso é relevante porque a predominância do sorotipo circulante varia de um ano para outro. Composta pelos quatro vírus atenuados, ela induz a produção de anticorpos sem causar a doença e com poucas reações adversas.https://www.instagram.com/reel/DRxOWC1ka4V/embed/captioned/?cr=1&v=14&wp=540&rd=https%3A%2F%2Fwww.agenciasp.sp.gov.br&rp=%2Fperguntas-e-respostas-vacina-contra-dengue%2F#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A648.1000001430511%2C%22ls%22%3A39.40000009536743%2C%22le%22%3A39.40000009536743%7D

5 – Quem pode tomar a vacina contra a dengue?

A vacina pode ser recebida por pessoas que já tiveram ou nunca tiveram dengue. Ela se mostrou segura e eficaz. A definição de quem poderá tomar a vacina dependerá da aprovação da Anvisa e da definição do Ministério da Saúde para os públicos-alvo.

6 – A vacina do Butantan contra a dengue é segura?

Composto pelos quatro sorotipos do vírus da dengue, o imunizante se mostrou seguro e eficaz tanto em pessoas com infecção prévia como naquelas que nunca tiveram contato com o vírus. A maioria das reações à aplicação foi leve a moderada, sendo as principais dor e vermelhidão no local da injeção, dor de cabeça e fadiga. Eventos adversos sérios relacionados à vacina aconteceram em uma parcela reduzida dos imunizados, e todos se recuperaram completamente.

7 – Quanto tempo dura a proteção?

Os voluntários dos ensaios foram acompanhados por cinco anos, período em que a vacina permaneceu eficaz. A partir da utilização em larga escala, os dados de vida real indicarão se haverá necessidade de reforço.

8 – Qual é a capacidade de produção?

O Butantan tem capacidade inicial estimada em 1,2 milhão de doses por ano, com ampliação em andamento. Para atender à demanda imediata, houve transferência de tecnologia para um laboratório parceiro (a chinesa Wuxi). Com a parceria, será possível entregar para o Ministério da Saúde até 30 milhões de doses já em 2026.