Veja os nomes das marcas de Ozempic proibidos pela Anvisa no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão dos produtos Ozempic Power, Mounjmax, Maxtwo + 3D Slim e Maxtwo Detox, fabricados por uma empresa não identificada. Além da retirada dos itens do mercado, a medida proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, exportação, propaganda e uso dos produtos em todo o país.

Segundo a Anvisa, a decisão foi tomada após a identificação de anúncios de venda dos itens, que não possuem registro, notificação ou cadastro junto ao órgão regulador. A agência também informou que os produtos são fabricados por empresa desconhecida, o que representa risco à saúde dos consumidores.

A determinação foi publicada no Diário Oficial da União.

Mounjaro KwikPen

A Anvisa também determinou a apreensão de dois lotes irregulares do medicamento Mounjaro KwikPen, utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Os lotes D830169 e D830169D estão proibidos de serem armazenados, comercializados, distribuídos, divulgados, transportados e utilizados.

De acordo com a agência, a medida foi adotada após a identificação da circulação, no mercado nacional, de unidades com rotulagem em inglês, sem registro na Anvisa, de origem não comprovada e transportadas em desacordo com as normas sanitárias brasileiras.

Anvisa aperta o cerco sobre a venda de canetas emagrecedoras importadas do Paraguai

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai discutir no próximo dia 29 uma nova instrução normativa para regulamentar a manipulação de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras. A proposta faz parte de um conjunto de medidas voltadas ao controle e segurança desses medicamentos, que têm ganhado destaque no Brasil devido ao uso crescente para emagrecimento.

A nova regulamentação integra o plano de ação anunciado recentemente pela Anvisa e deve estabelecer regras mais rigorosas para importação, qualificação de fornecedores e controle de qualidade dos chamados Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs). Além disso, o texto prevê critérios técnicos para testes de estabilidade, armazenamento e transporte, reforçando a fiscalização sobre medicamentos à base de GLP-1 e ampliando a segurança no uso dessas substâncias no país.

Proibição

Na última quarta-feira (15), a Anvisa determinou a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, produzidos por empresa não identificada. A medida também proíbe a comercialização, a distribuição, a importação e o uso dos produtos.

“Amplamente divulgados na internet e vendidos como medicamentos injetáveis de GLP-1, os produtos são conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, mas não têm registro, notificação ou cadastro na Anvisa”, informou a agência.

Em nota, o órgão destacou que, por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, “não há qualquer garantia quanto ao seu conteúdo ou à sua qualidade”. Por isso, não devem ser utilizados em nenhuma hipótese.

Paraguai

Na última segunda-feira (13), a Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptou um ônibus que vinha do Paraguai com contrabando de canetas emagrecedoras e anabolizantes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O veículo vinha sendo monitorado por suspeita de transportar material ilegal. No momento da abordagem, havia 42 passageiros no ônibus, que foram conduzidos à Cidade da Polícia.

Um casal que embarcou em Foz do Iguaçu (PR) foi preso em flagrante, com grande quantidade de produtos de origem paraguaia colocados à venda irregularmente no território nacional, como anabolizantes e mil frascos de canetas emagrecedoras, contendo a substância tirzepatida.

Anvisa apreende produtos de saúde do Mercado Livre que não tinham autorização da vigilância sanitária

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou nesta quarta-feira (18) uma ação de fiscalização no centro logístico do Mercado Livre, localizado em Cajamar (SP). O objetivo foi identificar produtos sem regularização sanitária ou que, mesmo com restrições, continuavam sendo comercializados na plataforma de comércio eletrônico.

A operação teve como foco dispositivos médicos, cosméticos e alimentos disponíveis no estoque do centro de distribuição. Durante a vistoria, fiscais identificaram e determinaram a retirada de produtos irregulares, além de constatarem anúncios em desacordo com as normas sanitárias, que também foram removidos do site.

Entre as irregularidades encontradas estavam itens sem registro na Anvisa, rotulagem em idioma estrangeiro, ausência de certificação do Inmetro, composição irregular e alegações terapêuticas não autorizadas. Segundo a Agência, a fiscalização em marketplaces é fundamental para garantir a segurança dos consumidores diante do crescimento do comércio digital, especialmente em produtos com entrega imediata armazenados nos centros logísticos das plataformas.

Produtos identificados com irregularidades:

Medidor de pressão: 1.677 unidades
Termômetro: 17
Tinta de tatuagem: 6
Oxímetro: 3
Lubrificante íntimo: 511
Pomada modeladora: 14
Suplemento alimentar: 19
Probiótico e enzimas digestivas: 270

Foi lavrado termo de apreensão e termo de guarda na condição de fiel depositário. As mercadorias não poderão ser movimentadas pelo Mercado Livre

Anvisa proíbe venda de esmalte que pode causar câncer e infertilidade em manicures e clientes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda-feira (16) o recolhimento de esmaltes em gel da marca Impala, fabricados pela empresa Laboratório Avamiller de Cosméticos Ltda.. A medida envolve todos os lotes de cinco produtos: Plus Gel Esmalte Impala Gel, Esmalte Gel Impala Gel Plus, Gel Plus Impala Esmalte Gel, Esmalte Gel Plus Impala e Top Coat Gel Impala Gel Plus Clear.

Segundo a Anvisa, o recolhimento ocorre após a própria empresa comunicar a presença, na formulação dos produtos, da substância INCI Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide (TPO), ingrediente proibido em cosméticos no Brasil. A decisão segue regras estabelecidas pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 995/2025, publicada em outubro de 2025, que vetou o uso de duas substâncias químicas em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes.

Além do TPO, a norma também proibiu o composto DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina), conhecido como dimetiltolilamina (DMTA). Essas substâncias podem estar presentes em esmaltes em gel ou produtos usados para unhas artificiais, que precisam ser curados sob luz ultravioleta (UV) ou LED.

De acordo com a Anvisa, estudos internacionais apontam riscos à saúde: o DMPT é classificado como potencial causador de câncer em humanos, enquanto o TPO é considerado tóxico para a reprodução, podendo prejudicar a fertilidade. A medida busca proteger consumidores e também profissionais que trabalham com esses produtos.

Anvisa libera medicamentos para diabetes, câncer de mama e angioedema

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novos medicamentos para o tratamento e prevenção de doenças como diabetes tipo 1, câncer demama e angioedema hereditário. Entre os destaques está o Tzield® (teplizumabe), indicado para retardar o início do diabetes tipo 1 em estágio 3 em pacientes adultos e crianças a partir de 8 anos que já estejam no estágio 2 da doença. O diabetes tipo 1 é uma enfermidade autoimune, crônica e potencialmente grave, geralmente diagnosticada na infância e associada a complicações como problemas cardíacos, renais e oculares.

Outro medicamento aprovado é o Datroway®, destinado ao tratamento de câncer de mama irressecável ou metastático em pacientes adultos com receptor hormonal positivo e HER2 negativo. O remédio é indicado para pessoas que já passaram por terapia endócrina e ao menos uma linha de quimioterapia para a doença em estágio avançado, quando o tumor não pode ser removido totalmente por cirurgia ou já se espalhou para outras partes do corpo. A agência também concedeu registro ao Andembry® (garadacimabe), indicado para a prevenção do angioedema hereditário (AEH), uma doença genética rara que provoca inchaços repentinos e dolorosos em diferentes partes do corpo. Os episódios podem afetar a pele, mucosas e órgãos internos, causando crises recorrentes e potencialmente graves. A aprovação amplia as opções terapêuticas disponíveis no país para pacientes que convivem com a condição

Anvisa aprova novo medicamento para epilepsia

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento Xcopri ® (cenobamato), da empresa Momenta Farmacêutica Ltda. O produto é indicado para tratar crises focais em adultos com epilepsia que ainda têm crises mesmo após usar pelo menos dois tratamentos diferentes. 

A autorização foi publicada no  Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (9/3). 

A epilepsia é uma doença que causa crises repetidas, por causa de alterações na atividade elétrica do cérebro. A doença pode: 

  • aumentar o risco de acidentes e morte súbita; 
  • trazer problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão; 
  • causar dificuldades no trabalho e na vida social. 

Cerca de 30% dos pacientes não respondem bem aos tratamentos disponíveis e continuam tendo crises. 

O que é o cenobamato? 

O cenobamato é um remédio antiepiléptico. Ele ajuda a diminuir a atividade elétrica anormal no cérebro. Isso reduz a chance de novas crises. 

Os estudos mostraram que o medicamento reduziu as crises de forma importante: 

  • 40% dos pacientes que tomaram 100 mg por dia tiveram diminuição de pelo menos 50% das crises. 
  • 64% dos que tomaram 400 mg por dia tiveram a mesma melhora. 
  • No grupo que tomou placebo, a melhora foi de 26%. 

O medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome do QT curto familiar, uma alteração genética rara que pode causar arritmias 

Quando o medicamento estará disponível? 

Mesmo com o registro aprovado, Xcopri ® só poderá ser vendido após a definição do preço máximo pela CMED. A oferta no SUS depende de avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e decisão do Ministério da Saúde. 

Anvisa alerta: suplementos com cúrcuma podem trazer risco com danos graves ao fígado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (6) um alerta de farmacovigilância sobre medicamentos e suplementos alimentares que contêm cúrcuma, também conhecida como açafrão. A agência informou que investigações internacionais identificaram casos raros, porém graves, de inflamação e danos ao fígado associados ao consumo desses produtos, principalmente quando utilizados em cápsulas ou extratos concentrados. O comunicado reforça a necessidade de atenção por parte de consumidores e profissionais de saúde ao uso de suplementos com altas concentrações de curcumina.

De acordo com a Anvisa, o risco está relacionado principalmente a formulações que aumentam significativamente a absorção da curcumina no organismo, elevando a substância a níveis muito superiores aos encontrados no consumo alimentar tradicional. Autoridades sanitárias de países como Itália, Austrália, Canadá e França também já emitiram alertas após registrarem casos de intoxicação hepática ligados ao uso de suplementos de cúrcuma. Na França, inclusive, a agência de segurança sanitária local identificou dezenas de relatos de efeitos adversos, incluindo casos de hepatite relacionados ao consumo desses produtos.

Apesar do alerta, a Anvisa destaca que o uso da cúrcuma na culinária é considerado seguro e não faz parte da advertência. Segundo a agência, o pó utilizado no preparo de alimentos não apresenta evidências de risco, pois contém quantidades muito menores da substância e não possui os mecanismos de absorção intensificada presentes em suplementos e medicamentos. O problema está principalmente em produtos concentrados, que podem potencializar efeitos no organismo.

A agência também orienta a população a ficar atenta a sinais de alerta que podem indicar problemas no fígado, como pele ou olhos amarelados (icterícia), urina muito escura, cansaço excessivo sem explicação, náuseas e dores abdominais. Caso esses sintomas apareçam após o uso de produtos com cúrcuma, a recomendação é interromper imediatamente o consumo e procurar atendimento médico. Como medida preventiva, a Anvisa determinou ainda a atualização das bulas dos medicamentos Motore e Cumiah, além de estudar novas regras para suplementos, que deverão trazer advertências obrigatórias sobre possíveis efeitos adversos nos rótulos.

Anvisa aprova avanço importante no tratamento de hemofilia B no Brasil

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do QFITLIA® (fitusirana sódica), da empresa Sanofi Medley, novo medicamento para tratar pacientes com hemofilia A ou B com ou sem inibidores do fator VIII ou IX.  

O produto, indicado para adultos e adolescentes a partir de 12 anos, teve sua análise priorizada, por ser a hemofilia uma doença rara.

A hemofilia é uma condição genética rara que afeta a capacidade do corpo de estancar sangramentos, manifestando-se quase exclusivamente em homens, devido à sua ligação com o cromossomo X.

A doença ocorre pela deficiência de proteínas essenciais no sangue, conhecidas como fatores de coagulação: enquanto o tipo A (falta do fator VIII) é o mais comum, o tipo B (falta do fator IX) atinge uma parcela menor da população.

Sem a produção adequada de trombina, enzima fundamental para a cicatrização de feridas, o organismo não consegue formar coágulos eficazes, o que pode gerar episódios hemorrágicos persistentes. 

Na prática, a gravidade da doença varia conforme o nível de atividade desses fatores no sangue. Pessoas com quadros graves podem sofrer hemorragias espontâneas, enquanto nos casos leves, os sangramentos surgem geralmente após traumas ou cirurgias.

O maior desafio clínico reside nas articulações e músculos, locais onde as hemorragias são mais frequentes, embora qualquer órgão possa ser comprometido. O diagnóstico precoce e o monitoramento constante são fundamentais para evitar danos crônicos e garantir a qualidade de vida dos pacientes. 

Anvisa aprova novo medicamento para tratar doença que causa sequelas graves em crianças e adultos

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Sephience, um novo medicamento para o tratamento da fenicetonúria, ou PKU, como é conhecida mundialmente. A doença genética grave é causada pela deficiência da enzima hepática responsável pela conversão da fenilalanina presente nas proteínas da alimentação, em tirosina.  

A fenilalanina é um aminoácido essencial para o organismo, mas sua ingestão deve ser rigorosamente controlada nos fenilcetonúricos. A elevação dessa enzima no sangue tem efeito neurotóxico e suas sequelas são graves – com o desenvolvimento de déficits neurocognitivos e deficiência intelectual severa e irreversível. Os efeitos, porém, podem ser evitadas, caso as crianças recebam assistência dietoterápica adequada precocemente.  

O controle dos níveis séricos da fenilalanina, que deve ser iniciado no primeiro mês de vida e mantido a vida inteira. O medicamento aprovado, indicado para pacientes pediátricos e adultos, ajuda justamente na quebra desse aminoácido e pode ampliar as possibilidades de dieta e melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos pacientes. 

Como outras enfermidades raras, a frequência dessa doença é reduzida. Segundo o Ministério da Saúde, ela é verificada em apenas um de cada 15 mil a 17 mil nascimentos.

Alerta – Anvisa suspende venda de fórmula infantil Alfamino, da Nestlé

Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa)  suspendeu a comercialização, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso de 10 lotes da fórmula infantil Alfamino 400g, fabricada pela Nestlé Brasil Ltda.

De acordo com o texto, a decisão foi motivada considerando a presença de selênio e iodo em quantidades acima dos limites permitidos na legislação sanitária. A norma determina ainda o recolhimento dos lotes em questão.

O número dos lotes são:

  • 50310017Y2
  • 51060017Y1
  • 50720017Y1
  • 50710017Y4
  • 50290017Y1
  • 50280017Y2
  • 43510017Y1
  • 43480017Y2
  • 43110017Y2
  • 41730017Y2

Segundo a Anvisa, as análises apontaram 31,1 microgramas de selênio por 100 quilocalorias e 175,7 microgramas de iodo por 100 quilocalorias.

A fórmula infantil Alfamino 400g é destinada a lactentes e crianças com necessidades alimentares específicas, como restrição à lactose ou alergia à proteína do leite de vaca (APLV).

Em nota, a Nestlé informou que houve um “erro de conversão na declaração da unidade de medida (mcg/kg em vez de mcg/100g)” referente ao selênio e que está em contato com a Anvisa para esclarecimentos.  

“Cumprindo recentes solicitações da autoridade em relação a suas fórmulas infantis, foram apresentados laudos de avaliação dos produtos. Ocorre que houve um erro de conversão na declaração da unidade de medida (mcg/kg em vez de mcg/100g) — onde consta Selênio 31,1 microgramas por 100 kcal e Iodo 175,7 microgramas por 100 kcal, a informação correta é Selênio 3,11 microgramas por 100 kcal e Iodo 17,57 microgramas por 100 kcal, parâmetros esses que estão em conformidade com a legislação”, explica a empresa.

A Nestlé ressalta que “seus produtos atendem estritamente a todos os parâmetros normativos estabelecidos e, portanto, são seguros para o consumo”.