Triatleta e jornalista que trabalhou em rádios de Ribeirão Preto e São Carlos morre durante prova nos Estados Unidos

A triatleta brasileira Mara Flávia Araújo, de 38 anos, morreu no último sábado durante a etapa de natação do Ironman Texas, uma das provas mais exigentes do triatlo mundial. A atleta desapareceu ainda no início do percurso aquático e foi localizada sem vida horas depois, em um caso que gerou comoção na comunidade esportiva internacional.

De acordo com a organização do evento, o corpo foi encontrado no Lago Woodlands por volta das 9h, com apoio de equipamentos de radar utilizados nas buscas. As condições de baixa visibilidade na água dificultaram as operações de resgate. A largada da natação ocorreu no North Shore Park, com um percurso de aproximadamente 3,9 km e temperatura da água em torno de 23°C.

Natural do interior de São Paulo, Mara Flávia tinha formação em jornalismo e marketing, iniciou a carreira profissional ainda jovem, aos 18 anos, atuando em rádios de São Carlos e Ribeirão Preto. Mais tarde, apresentou um programa sobre esportes radicais, já demonstrando afinidade com o universo esportivo antes de migrar definitivamente para o triatlo.

A atleta iniciou sua trajetória no triatlo por volta de 2019, após enfrentar um problema de saúde não divulgado. A modalidade, que combina natação, ciclismo e corrida, se tornou sua principal dedicação, com participação em provas nacionais e internacionais. Em suas redes sociais, onde reunia mais de 58 mil seguidores, Mara compartilhava treinos, competições e mensagens motivacionais sobre disciplina e superação.

A morte de Mara Flávia Araújo reforça o debate sobre os riscos das provas de resistência extrema, especialmente em competições de longa distância como o Ironman. As autoridades locais ainda não divulgaram a causa oficial do óbito. A trajetória da atleta, marcada por conquistas e dedicação ao esporte, deixa um legado de inspiração no triatlo brasileiro e internacional.

Novo presidente do Comercial considera difícil transformação do clube em SAF em 2026

O Comercial Futebol Clube dificilmente será transformado em SAF em 2026. A afirmação foi feita pelo presidente Wesley Rios em entrevista ao programa Bate Pronto, da Rádio Jovem Pan News e do canal Wsports Oficial. Segundo o dirigente, o clube ainda precisa passar por um processo de reestruturação administrativa antes de atrair um investidor para a futura Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

“Não adianta pensar em SAF com o clube do jeito que está. É preciso preparar o clube, não é só pensar em dinheiro. Senão vai acontecer o que já aconteceu nos últimos dois anos: tivemos investimento para disputar a Série A2 e a Série A3 e mesmo assim fomos rebaixados. Precisamos planejar o futuro do Comercial”, afirmou Wesley Rios.

Nesta semana, o Conselho Deliberativo do Comercial divulgou o resultado de uma auditoria interna que revelou uma dívida total de cerca de R$ 42 milhões, sendo R$ 22 milhões em débitos trabalhistas. O cenário financeiro é um dos principais fatores que influenciam a cautela da diretoria em relação à transformação em SAF e à busca por novos investidores no futebol brasileiro.

Como parte do planejamento de reestruturação, o clube decidiu não disputar a Copa Paulista 2026, medida que, segundo a diretoria, faz parte de um projeto de reorganização visando a temporada de 2027. A ideia é fortalecer a gestão, o departamento de futebol e tornar o clube mais atrativo para potenciais parceiros e investidores.

Apesar de descartar a SAF em 2026, Wesley Rios afirmou que já mantém conversas com possíveis interessados, incluindo a empresa Total Player, ligada ao ex-jogador Jamelli, além de outras negociações em andamento. O presidente também destacou que já trabalha na projeção do elenco para 2027, com a possibilidade de iniciar a montagem da equipe e definir um treinador, citando o nome de Rafael Pereira como um dos preferidos para comandar o time no próximo ciclo.