Golpistas usam aplicativo falso em nome do INSS para roubar dados

Criminosos estão utilizando um aplicativo falso em nome do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para aplicar golpes e roubar dados financeiros de usuários. A fraude se apresenta como um suposto serviço de reembolso de descontos associativos e tem sido disseminada principalmente para celulares com sistema Android. O golpe foi identificado por pesquisadores da empresa de cibersegurança Kaspersky, que detectaram a presença de um malware conhecido como “BeatBanker”, classificado como um trojan bancário capaz de roubar informações sensíveis e assumir o controle do aparelho da vítima.

O esquema começa com a divulgação de um site falso que imita a aparência da loja oficial de aplicativos do Android. Nesse ambiente fraudulento, os criminosos oferecem um aplicativo chamado “INSS Reembolso”, que se apresenta como ferramenta oficial para solicitar a devolução de valores. Após a instalação, no entanto, o programa passa a comprometer o celular do usuário, permitindo acesso a dados armazenados no dispositivo, além de possibilitar espionagem de aplicativos bancários, captura de senhas e redirecionamento de transferências financeiras.

O INSS orienta a população a não instalar aplicativos fora das lojas oficiais e a desconfiar de promessas de reembolso ou liberação de valores feitas por meio de links ou páginas desconhecidas. O órgão reforça que o único aplicativo oficial para acesso aos serviços previdenciários é o Meu INSS, disponível nas plataformas oficiais, além do atendimento pelo telefone 135 e pelos canais institucionais na internet. Caso o usuário identifique aplicativos suspeitos ou já tenha realizado o download, a recomendação é remover imediatamente o programa, realizar uma verificação de segurança no aparelho e evitar operações financeiras até que o dispositivo esteja seguro.

Entenda as novas regas do pix que entram em vigor hoje com foco no cambate a fraudes e devolução do dinheiro

A partir desta segunda-feira (2), entra em vigor a nova regra de segurança do Pix, implementada pelo Banco Central, com foco no combate a fraudes, golpes e casos de coerção. A atualização aprimora os mecanismos de rastreamento das transferências suspeitas e busca tornar mais eficiente a recuperação de valores desviados, aumentando a proteção dos usuários do sistema.

A principal mudança está na redução do prazo para devolução do dinheiro às vítimas. Segundo especialistas ouvidos pela CNN Brasil, a expectativa é que os valores sejam restituídos em cerca de 11 dias após a contestação, um avanço significativo em relação ao modelo anterior. A agilidade no processo deve minimizar prejuízos e aumentar a confiança no meio de pagamento instantâneo.

O Mecanismo Especial de Devolução (MED) passa a contar com o bloqueio automático de contas denunciadas por fraude, antes mesmo da conclusão da análise. De acordo com o Banco Central, a medida impede a pulverização rápida dos recursos entre diferentes contas e permite um acompanhamento quase simultâneo do fluxo do dinheiro. Com a comunicação integrada entre instituições financeiras e órgãos de segurança, a estimativa é de uma redução de até 40% nas fraudes bem-sucedidas, além da adoção de critérios mais rigorosos para identificar e interromper transações suspeitas.