Ribeirão Preto está entre as cinco cidades mais seguras do Brasil, aponta levantamento nacional de 2026

Ribeirão Preto está entre as cidades mais seguras do Brasil, de acordo com o Anuário 2026 Cidades Mais Seguras do Brasil, divulgado pela empresa MySide nesta semana. O levantamento, elaborado com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), vinculada ao Ministério da Saúde, coloca o município na quinta posição nacional entre as cidades com população de 500 mil a 1 milhão de habitantes. O resultado destaca Ribeirão Preto no cenário nacional, especialmente entre os municípios de médio e grande porte.

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Segundo a pesquisa, Ribeirão Preto registrou um índice de 10,13 mortes violentas por 100 mil habitantes, considerando os dados de 2025. O município aparece atrás apenas de São José dos Campos (SP), que lidera a classificação com índice de 4,69, Joinville (SC), com 5,43, Juiz de Fora (MG), com 7,99, e São Bernardo do Campo (SP), com 8,90. A cidade também ficou à frente de importantes centros urbanos brasileiros, como Osasco (SP), Uberlândia (MG), Florianópolis (SC), Santo André (SP) e Niterói (RJ). O índice registrado por Ribeirão Preto é inferior à média nacional de 21,5 mortes violentas por 100 mil habitantes.

O estudo utiliza como principal critério de avaliação a quantidade de mortes violentas proporcionalmente à população de cada município, permitindo uma comparação entre cidades de diferentes tamanhos. Para a elaboração do ranking, a MySide analisou registros oficiais de mortalidade do Ministério da Saúde, associados às informações populacionais do IBGE. A metodologia considera municípios com mais de 100 mil habitantes e utiliza classificações internacionais de mortalidade. É importante destacar que o levantamento avalia especificamente a violência letal, não incluindo outros indicadores de criminalidade, como furtos, roubos e ameaças.

A presença de Ribeirão Preto entre as cinco cidades mais seguras de seu porte reforça a posição do município entre os principais centros urbanos do interior paulista. O resultado também representa um indicador relevante para a qualidade de vida da população e para quem avalia morar ou investir na cidade. No ranking geral de 2026, São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, conquistou a primeira colocação nacional, com índice de 1,92 morte violenta por 100 mil habitantes. Os números evidenciam a presença expressiva de municípios paulistas entre os destaques do levantamento, embora a classificação não represente uma avaliação de todas as dimensões da segurança pública.

Inflação de setembro fica em 0,82%, mostra IBGE

A inflação oficial brasileira voltou a ultrapassar o limite de tolerância da meta do governo. Divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,82% em setembro, o maior resultado desde março de 2026, quando ficou em 0,88%.

Com o avanço, o acumulado em 12 meses chegou a 4,58%, acima do teto de 4,5%. Em agosto, o indicador havia apresentado deflação de 0,32%, com inflação acumulada de 4,22%. A última vez que o resultado em 12 meses superou o limite foi em junho, quando atingiu 4,64%.

O principal fator de pressão em setembro foi o encerramento do Bônus de Itaipu, desconto aplicado às contas de energia elétrica em agosto. Também contribuíram para a alta os grupos transportes e alimentação e bebidas.

Resultado supera projeção do mercado

A variação de setembro ficou acima dos 0,60% estimados pelo mercado no boletim Focus divulgado na segunda-feira (5). A pesquisa do Banco Central (BC), realizada com agentes do mercado financeiro, aponta inflação de 5,01% para o encerramento de 2026.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o intervalo admitido vai de 1,5% a 4,5%.

Desde o início de 2025, a avaliação considera a inflação acumulada nos 12 meses imediatamente anteriores, em vez de observar apenas o resultado ao fim de dezembro. O descumprimento da meta ocorre quando o indicador permanece fora do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos.

Energia elétrica concentra maior pressão sobre o índice

Com alta de 2,31% e contribuição de 0,35 ponto percentual, habitação foi o grupo que mais influenciou o IPCA de setembro. A energia elétrica residencial encareceu 7,98% e, isoladamente, respondeu pelo maior impacto sobre a inflação do mês: 0,32 ponto percentual. Em agosto, seu preço havia recuado 7,63%.

A mudança está principalmente relacionada ao fim do desconto do Bônus de Itaipu. O benefício distribui o saldo positivo da conta de comercialização da hidrelétrica estatal, convertido em créditos nas faturas dos consumidores.

Sem o bônus em setembro, a comparação passou a ocorrer entre uma conta de luz sem desconto e a cobrança reduzida de agosto, ampliando a diferença mensal. Tanto o IBGE quanto analistas já esperavam esse efeito.

Fernando Gonçalves, analista do IBGE, recorda que setembro do ano passado apresentou movimento semelhante, quando habitação teve alta de 2,97%. O instituto também registrou reajustes contratuais nas tarifas de energia de Belém, São Luís e Vitória. Por se tratar de um indicador nacional, alterações em determinadas regiões metropolitanas afetam a média do IPCA.

Para o economista Roberto Luis Troster, coordenador do Centro de Estudos Fipe do Endividamento das Empresas Brasileiras, o movimento representa um “efeito pontual, com influência limitada sobre o próximo mês”.

Em outubro, está previsto um alívio na conta de energia com a vigência da bandeira verde, que não prevê cobrança adicional.

Confira a variação dos grupos pesquisados

Habitação, transportes e alimentação e bebidas foram os principais responsáveis pela elevação do índice. Os resultados dos nove grupos acompanhados pelo IBGE foram:

GrupoVariação em setembroImpacto no IPCA
Alimentação e bebidas0,83%0,18 ponto percentual
Habitação2,31%0,35 ponto percentual
Artigos de residência0,27%0,01 ponto percentual
Vestuário0,71%0,03 ponto percentual
Transportes0,89%0,18 ponto percentual
Saúde e cuidados pessoais0,08%0,01 ponto percentual
Despesas pessoais0,26%0,03 ponto percentual
Educação0,04%0,00 ponto percentual
Comunicação0,64%0,03 ponto percentual

Passagens aéreas e combustíveis elevam transportes

O aumento de 9,66% nas passagens aéreas pressionou o grupo transportes, que avançou 0,89% em setembro. Os combustíveis também contribuíram para o resultado, com elevação de 1,41%.

Entre os produtos pesquisados, o etanol subiu 3,16%, o óleo diesel aumentou 1,69%, a gasolina teve alta de 1,21% e o gás veicular registrou variação de 0,10%.

Alimentação volta a subir após três meses de queda

Após três recuos mensais consecutivos, alimentação e bebidas voltou a registrar aumento em setembro, com variação de 0,83%. A alimentação no domicílio ficou 0,96% mais cara.

Entre os principais impactos de alta no grupo estão tomate, batata-inglesa, cebola, arroz e carnes. Na direção contrária, houve redução nos preços do frango inteiro, do frango em pedaços e das frutas.

AlimentoVariação
Tomate37,76%
Batata-inglesa24,07%
Cebola10,14%
Arroz4,56%
Carnes0,63%
Frango inteiro-1,96%
Frango em pedaços-1,41%
Frutas-1,12%

Segundo Fernando Gonçalves, a retomada das altas está associada à menor oferta de alimentos, decorrente de questões climáticas, como frio e chuva, que afetam a produção.

“Com mais frio, o tomate demora mais a amadurecer. A chuva atrapalhou a plantação de batatas. A cebola fica mais úmida, com qualidade ruim no bulbo”, exemplifica.

“Sem chuva e sem sol na medida certa, a gente acaba tendo alguma influência que chega no bolso do consumidor”, acrescenta o analista. Ele não afirma que esses efeitos climáticos já estejam relacionados ao fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento irregular de parte do oceano Pacífico.

Mais da metade dos itens apresentou aumento

O índice de difusão mostrou que 55% dos 377 produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram elevação de preços, ante 54% no mês anterior.

Na desagregação do IPCA, o instituto acompanha os serviços, cujos preços respondem mais ao aquecimento ou à desaceleração da economia e, portanto, são mais suscetíveis à taxa Selic, e os preços monitorados, geralmente controlados por contratos, além dos combustíveis.

Os serviços registraram alta de 0,61% em setembro e acumularam 5,98% em 12 meses. Já os monitorados avançaram 1,59% no mês, com aumento de 4,13% no período de um ano.

O IPCA mede o custo de vida das famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. A pesquisa coleta preços em dez regiões metropolitanas — Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre —, além de Brasília e das capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

Quantos moradores Ribeirão Preto ganha por ano? Veja os dados oficiais do IBGE

Ribeirão Preto mantém trajetória de crescimento populacional e chegou a 734.538 habitantes em 2026, segundo a estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com data de referência em 1º de julho. Em 2025, o município tinha população estimada em 731.639 pessoas, o que representa um acréscimo de 2.899 habitantes em apenas um ano, avanço próximo de 0,4%.

Quando analisados os últimos anos, os dados indicam que Ribeirão Preto vem aumentando sua população em um ritmo recente próximo de 3 mil moradores por ano. Em 2024, a estimativa do IBGE apontava 728.400 habitantes. Dois anos depois, o número chegou a 734.538, uma diferença de 6.138 pessoas, equivalente a uma média de aproximadamente 3.069 novos habitantes por ano entre 2024 e 2026.

A comparação com o último Censo Demográfico mostra uma diferença ainda maior. Em 2022, Ribeirão Preto contabilizava 698.642 moradores. Frente à estimativa de 2026, são 35.896 habitantes a mais. Uma divisão simples desse crescimento pelos quatro anos resultaria em quase 9 mil pessoas por ano, mas esse número deve ser interpretado com cautela, já que o dado de 2022 vem de um levantamento censitário, enquanto os anos seguintes são estimativas populacionais elaboradas pelo IBGE.

Por isso, para avaliar o ritmo atual de expansão demográfica da cidade, a comparação entre as estimativas mais recentes oferece uma referência mais adequada: Ribeirão Preto cresce atualmente na faixa de 3 mil habitantes por ano. O número não significa necessariamente que essa quantidade de pessoas tenha se mudado para o município, já que a variação da população envolve fatores como nascimentos, mortes e migração, além da metodologia utilizada pelo instituto para calcular as estimativas anuais. Com mais de 734 mil habitantes, Ribeirão Preto segue ampliando sua população e, consequentemente, a demanda por infraestrutura, moradia e serviços públicos.

Ribeirão Preto chega a 734.500 habitantes e terá novos desafios com o crescimento urbano

Ribeirão Preto alcançou a marca de 734.538 habitantes, segundo a nova estimativa populacional divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com referência em 1º de julho de 2026. O número confirma a trajetória de crescimento de um dos principais centros urbanos do interior paulista. Em 2025, a estimativa era de 731.639 moradores, o que representa um acréscimo de 2.899 pessoas em apenas um ano, aproximadamente 0,4%.

Quando comparado ao Censo de 2022, que contabilizou 698.642 moradores, o avanço é ainda mais expressivo. Ribeirão Preto passou a ter cerca de 35,9 mil habitantes a mais, crescimento próximo de 5,1% em quatro anos. A expansão populacional reforça o papel da cidade como polo regional de serviços, comércio, saúde e educação e aumenta a importância de políticas públicas capazes de acompanhar a evolução do município.

O aumento do número de moradores traz também novos desafios para o planejamento urbano de Ribeirão Preto. Mais habitantes significam maior demanda potencial por moradias, transporte, sistema viário, saneamento, saúde, educação e serviços públicos. Para uma cidade que se aproxima dos 750 mil habitantes, o crescimento exige que a expansão imobiliária e a ocupação de novas áreas sejam acompanhadas por infraestrutura e planejamento, evitando que o avanço populacional se transforme em pressão excessiva sobre equipamentos e serviços já existentes.

A nova estimativa consolida Ribeirão Preto como uma cidade de grande porte no interior de São Paulo e mostra que o debate sobre crescimento deixou de ser apenas uma questão demográfica. O desafio dos próximos anos será transformar o aumento da população em desenvolvimento urbano organizado, conciliando novos empreendimentos, mobilidade, infraestrutura, qualidade de vida e capacidade de atendimento da administração pública.

IBGE alerta para quadro assustador e preocupante na saúde mental de adolescentes de 13 a 17 anos

Três em cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos afirmam que se sentem tristes sempre ou na maior parte do tempo, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, realizado em 2024 com 118.099 adolescentes de 4.167 escolas públicas e privadas, também aponta que uma proporção semelhante já teve vontade de se machucar de propósito, evidenciando um cenário preocupante sobre a saúde mental dessa faixa etária.

Os dados revelam ainda que 42,9% dos estudantes se sentem frequentemente irritados, nervosos ou mal-humorados, enquanto 18,5% relatam pensar, com frequência, que a vida não vale a pena ser vivida. Apesar da gravidade, menos da metade dos alunos estuda em instituições que oferecem algum tipo de suporte psicológico — índice que chega a 58,2% na rede privada e cai para 45,8% na pública. A presença de profissionais de saúde mental nas escolas é ainda mais limitada, alcançando apenas 34,1% dos estudantes.

O estudo também destaca fatores de vulnerabilidade no ambiente familiar e social: 26,1% dos adolescentes disseram sentir que ninguém se preocupa com eles, mais de um terço afirmou que os responsáveis não compreendem seus problemas, e 20% relataram agressões físicas no último ano. Em todos os indicadores, as meninas apresentam resultados mais alarmantes. Especialistas reforçam a importância de buscar ajuda em redes de apoio, como familiares, educadores e serviços de saúde, incluindo unidades básicas, centros especializados e canais de atendimento emocional.

Autoagressões

A partir da amostra, o IBGE calculou que cerca de 100 mil estudantes brasileiros tiveram alguma lesão autoprovocada nos 12 meses anteriores à pesquisa, o que equivale a 4,7% de todos que sofreram algum acidente ou lesão no período analisado. 

Entre eles, todos os indicadores são consideravelmente mais altos:

  • 73% se sentem tristes de forma constante;
  • 67,6% ficam irritados ou nervosos por qualquer razão;
  • 62% não veem sentido na vida; 
  • 69,2% já sofreram bullying. 

Imagem corporal

O nível de satisfação com a própria imagem corporal caiu para todos os estudantes desde a última edição da pesquisa, em 2019, de 66,5% para 58%. A situação é pior entre as alunas. 

Mais de um terço delas se disse insatisfeita com a própria aparência, contra menos de um quinto dos meninos.

Além disso, apesar de 21% das alunas se considerarem gordas ou muito gordas, mais de 31% revelaram que estavam tentando perder peso. Ambas as proporções foram maiores entre o gênero feminino.


Fonte: PeNSe/IBGE

Fonte EBC

IBGE é autorizado a contratar mais de 39 mil pessoas para próximos censos

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi autorizado a contratar temporariamente 39.108 pessoas para atuar na realização do próximo Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e do primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua. A autorização foi publicada nesta quarta-feira (17/12), em portaria conjunta dos ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento.

As contratações têm como objetivo viabilizar a operacionalização dos levantamentos censitários. As atividades envolvem desde o planejamento técnico até a coleta, supervisão e processamento das informações em todo o território nacional.

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, comentou a autorização para realização do processo seletivo simplificado. “O governo do presidente Lula autorizou a realização do processo seletivo simplificado com cerca de 39.108 vagas temporárias para reforçar a força de trabalho do IBGE na execução de dois levantamentos censitários essenciais: o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola 2025 e o Censo da População em Situação de Rua”, explicou.

E complementou Pochmann: “A maior parte dessas vagas será destinada à função de recenseador, responsável pela coleta de dados em campo, refletindo a dimensão e a importância estratégica de mapear tanto o setor agropecuário quanto a realidade das pessoas em situação de rua no país. Esses censos são fundamentais para fornecer informações atualizadas que subsidiam políticas públicas nas áreas rurais, ambiental e de assistência social, incluindo estratégias de enfrentamento à situação de rua”.