Após mais uma derrota na Série B do Campeonato Brasileiro, desta vez por 4 a 2, de virada, diante do CRB no domingo (25), e insatisfeito com a crise administrativa, especialmente pelos salários atrasados e pela falta de condições de trabalho, Rodrigo Santana entregou o cargo na noite desta segunda-feira e não é mais técnico da Ponte Preta.
Foi a segunda vez que o treinador entregou o cargo em menos de dez dias. Na primeira ocasião, a diretoria executiva ainda conseguiu convencê-lo a seguir no trabalho, após a goleada sofrida em Campinas por 4 a 1 diante do Londrina.
O clube ainda não se pronunciou oficialmente sobre a situação. Mas sabe-se que o substituto pode ser algum velho conhecido e ‘amigo da casa’, como Gilson Kleina. Os seus últimos clubes foram o Itabaiana-SE e o Boavista-RJ.
O Botafogo de Ribeirão será o próximo advrsário da Ponte Preta, jogo marcado para a próxima segunda-feira no estádio Moisés Lucareli às 19h.
CAOS COMPLETO
Convivendo com atrasos salariais desde o ano passado, chegando a 11 meses em alguns casos, a Macaca vive um caos administrativo sob a gestão de Luiz Antônio Alves Torrano e Marco Antônio Eberlin. O clube também lida com transfer ban, saídas de atletas, discussões internas e um distanciamento do elenco em relação à diretoria alvinegra.
pós a virada sofrida em Alagoas no fim de semana, depois de estar vencendo o CRB por 2 a 0, o ex-treinador desabafou sobre o momento vivido pelo clube.
“O momento é difícil, não é fácil. A gente sai chateado, triste, por ter conseguido abrir uma vantagem contra o CRB aqui dentro. A fase está ruim, tudo conspira contra e dá certo para o adversário, mas é seguir trabalhando e procurar buscar os pontos aqui dentro de casa”, afirmou o treinador da Alvinegra.
Santana ainda falou sobre o aspecto mental dos atletas e como isso vem sendo afetado por todo o contexto fora das quatro linhas.
“São circunstâncias muito mentais dentro da partida. Acho que os jogadores foram valentes até onde deu. A gente entende que, dentro do jogo, as coisas vão mudar. É continuar perseverando e trabalhando muito sério. Assim que o vento começar a mudar, a gente começa a ter um pouquinho mais de sorte”, finalizou o técnico.
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