Viajar para São Paulo fica mais caro; pedágios sofrem reajuste. Veja quais são estas rodovias

Os motoristas que utilizam as rodovias concedidas do Estado de São Paulo vão pagar mais caro pelos pedágios a partir da próxima terça-feira, 1º de julho. O reajuste médio autorizado é de 5,31% e será aplicado na maior parte das rodovias estaduais administradas pela iniciativa privada.

A atualização das tarifas foi autorizada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (24). A única exceção é a concessionária Entrevias, que aplicará o reajuste a partir do dia 6 de julho.

O percentual de aumento foi calculado com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerando o período entre junho de 2024 e maio de 2025.

O reajuste atingirá as rodovias administradas pelas seguintes concessionárias:

  • Autoban (Sistema Anhanguera-Bandeirantes);
  • Intervias (Concessionária de Rodovias do Interior Paulista);
  • Rota das Bandeiras;
  • Renovias;
  • Rodovias das Colinas;
  • CART (Concessionária Auto Raposo Tavares);
  • ViaRondon;
  • SPVias (Concessionária Rodovias Integradas do Oeste);
  • Rodovias do Tietê;
  • Ecovias dos Imigrantes;
  • Ecovias do Leste Paulista;
  • Concessionária do Rodoanel Oeste;
  • SPMar;
  • Rodovia dos Tamoios.

Um dos exemplos do reajuste pode ser observado no Sistema Anchieta-Imigrantes, administrado pela Ecovias. Para os veículos de passeio que saem da capital paulista com destino ao litoral sul, a tarifa passará dos atuais R$ 36,80 para R$ 38,70.

De acordo com a Artesp, a atualização anual das tarifas está prevista nos contratos de concessão e tem como objetivo recompor os valores conforme a inflação acumulada no período.

Governo reajusta salários de professores da rede pública em 5,4% e valor passa de R$ 5 mil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (21) uma Medida Provisória (MP) que atualiza o cálculo do piso salarial nacional dos profissionais do magistério público da educação básica. A medida estabelece novo valor mínimo para a remuneração dos professores da rede pública em todo o país.

Com o reajuste de 5,4% em 2025, o piso passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, considerando jornada de 40 horas semanais. O percentual garante ganho real de 1,5% acima da inflação, já que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano foi de 3,9%.

A legislação prevê recomposição anual do piso salarial, calculada a partir da soma do INPC do ano anterior com 50% da média da variação real da receita vinculada ao Fundeb nos cinco anos anteriores. A norma também determina que o reajuste nunca pode ser inferior à inflação medida pelo INPC; em 2024, o aumento foi de 6,27%.

Os salários dos profissionais da educação básica são pagos por estados e municípios com recursos do Fundeb, além de complementações da União. Por se tratar de uma Medida Provisória, o novo valor entra em vigor imediatamente, mas ainda precisa ser analisado e aprovado pelo Congresso Nacional para se tornar definitivo.

Boa noticia para quem mora de aluguel. Inflação encerra 2025 com queda de 1,05%

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou variação negativa em dezembro, com recuo de 0,01%. Com o resultado, o indicador acumulou queda de 1,05% ao longo do ano, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com o economista Matheus Dias, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), o desempenho do índice aponta para um cenário de menor pressão de custos nos próximos anos. “O resultado sugere um ambiente de menor pressão de custos para 2026”, afirmou o especialista em nota.

Tradicionalmente utilizado como referência para o reajuste de contratos e preços, o IGP-M influencia valores de aluguéis, contas de energia elétrica e telefone, mensalidades escolares, planos de saúde e seguros.

Segundo Matheus Dias, o índice encerra 2025 refletindo um contexto econômico marcado pela desaceleração da atividade global e por um elevado nível de incerteza. “Esses fatores limitaram os repasses de custos, afetando principalmente os preços ao produtor. Além disso, a melhora das safras agrícolas ajudou a reduzir os preços das matérias-primas, reforçando o movimento de deflação observado no índice”, destacou.

Criado no final da década de 1980 a pedido de entidades privadas do setor financeiro, o IGP-M se diferencia de outros indicadores de inflação por sua metodologia. O cálculo considera a variação de preços entre os dias 21 de um mês e 20 do mês seguinte.

IPCA

Já em relação à inflação oficial do país, o mercado financeiro projeta um encerramento de ano dentro da meta. De acordo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (29), a estimativa é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche o período em 4,32%.

A meta de inflação para 2025, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o IPCA pode variar entre 1,5% e 4,5% sem descumprimento da meta — faixa na qual a projeção atual do mercado está inserida.