5 de maio: Dia Mundial de Higiene das Mãos

As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) seguem como um dos principais desafios dos sistemas de saúde no mundo, representando risco direto para pacientes atendidos em hospitais, clínicas e outros serviços, especialmente em cenários de emergências sanitárias. Além de aumentarem a mortalidade e as incapacidades, essas infecções contribuem significativamente para a resistência antimicrobiana (RAM), elevando custos hospitalares e dificultando a oferta de um atendimento seguro e de qualidade.

Em 2026, a campanha global SAVE LIVES: Clean Your Hands (Salve Vidas: Higienize suas Mãos) completa 18 anos, reforçando a importância da higiene das mãos como medida essencial de prevenção. A iniciativa segue alinhada ao Plano de Ação Global para Prevenção e Controle de Infecções (2024–2030), incentivando países a fortalecerem estratégias de segurança do paciente. No Brasil, a mobilização é coordenada pela Anvisa, que integra ações em toda a rede de atenção à saúde, destacando a necessidade de protocolos, monitoramento e adesão contínua às práticas de controle de infecções.

Com o tema “Ação que Salva Vidas”, a campanha de 2026 reforça que a higienização correta das mãos é uma das medidas mais eficazes para evitar IRAS e preservar recursos da saúde. No entanto, para alcançar padrões adequados, é fundamental garantir infraestrutura básica — como água, sabonete, papel toalha e preparação alcoólica — além de investir em capacitação contínua dos profissionais. A adesão aos protocolos, incluindo os “5 momentos” da higiene das mãos, e o monitoramento de indicadores são estratégias-chave para proteger pacientes, profissionais e todo o ambiente assistencial.

Anvisa aprova novo medicamento para tratar doença que causa sequelas graves em crianças e adultos

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Sephience, um novo medicamento para o tratamento da fenicetonúria, ou PKU, como é conhecida mundialmente. A doença genética grave é causada pela deficiência da enzima hepática responsável pela conversão da fenilalanina presente nas proteínas da alimentação, em tirosina.  

A fenilalanina é um aminoácido essencial para o organismo, mas sua ingestão deve ser rigorosamente controlada nos fenilcetonúricos. A elevação dessa enzima no sangue tem efeito neurotóxico e suas sequelas são graves – com o desenvolvimento de déficits neurocognitivos e deficiência intelectual severa e irreversível. Os efeitos, porém, podem ser evitadas, caso as crianças recebam assistência dietoterápica adequada precocemente.  

O controle dos níveis séricos da fenilalanina, que deve ser iniciado no primeiro mês de vida e mantido a vida inteira. O medicamento aprovado, indicado para pacientes pediátricos e adultos, ajuda justamente na quebra desse aminoácido e pode ampliar as possibilidades de dieta e melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos pacientes. 

Como outras enfermidades raras, a frequência dessa doença é reduzida. Segundo o Ministério da Saúde, ela é verificada em apenas um de cada 15 mil a 17 mil nascimentos.