Bolsonaro tem piora da função renal e aumento de inflamação

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou piora na função renal e aumento nos indicadores inflamatórios, segundo boletim médico divulgado neste sábado (14) pelo Hospital DF Star, em Brasília. De acordo com a unidade de saúde, ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e ainda não há previsão de alta. Apesar do agravamento do quadro renal, os médicos informaram que o ex-presidente segue clinicamente estável.

Bolsonaro está internado desde a manhã de sexta-feira (13), após ser levado ao hospital por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele apresentou febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. O diagnóstico é de broncopneumonia bacteriana bilateral, com provável origem aspirativa. Segundo o boletim, o tratamento inclui uso de antibióticos, hidratação por via endovenosa, além de sessões de fisioterapia respiratória e motora e medidas de prevenção de trombose venosa.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados. Em decisão divulgada na sexta-feira (13), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a presença da esposa, Michelle Bolsonaro, como acompanhante durante a internação, além de visitas dos filhos e da enteada. O ministro também determinou que a vigilância seja realizada por policiais do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, com agentes de prontidão 24 horas no hospital.

Bolsonaro passará por cirurgia no dia de Natal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a deixar temporariamente a custódia da Polícia Federal para ser internado nesta quarta-feira (24), a fim de realizar um procedimento cirúrgico. A decisão atende a indicação de médicos particulares e peritos da Polícia Federal (PF).

A cirurgia está prevista para quinta-feira (25), no Hospital DF Star, em Brasília. Bolsonaro será submetido a um procedimento para tratar uma hérnia inguinal e um quadro de soluços persistentes. De acordo com a defesa, a internação deve durar entre cinco e sete dias.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, após condenação pela trama golpista, e está detido em uma sala da Superintendência da Polícia Federal, na capital federal.

Segurança reforçada

Durante o período de internação, Bolsonaro permanecerá sob vigilância da Polícia Federal. Moraes determinou que o transporte e a segurança sejam realizados de forma discreta.

A vigilância será contínua, com monitoramento 24 horas por dia. Dois agentes da PF permanecerão na porta do quarto, além de equipes posicionadas dentro e fora do hospital.

O ministro também proibiu a entrada de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos no quarto do ex-presidente. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi autorizada a acompanhá-lo durante a internação. Outras visitas somente poderão ocorrer mediante autorização do STF.