Vereadores de Ribeirão Preto participam de ato bolsonarista em São Paulo

No último domingo, 25, os vereadores Isaac Antunes e Lincoln Fernandes marcaram presença na manifestação que ocorreu na avenida Paulista, em São Paulo, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL. Segundo estimativas do governo de São Paulo, cerca de 750 mil pessoas estiveram presentes no evento, que contou com a participação de manifestantes de diversas partes do país.

Entre os participantes, também estavam a presidente do PL Mulher, Lena Pimenta, e do PL Jovem, Davi Mayer. O vereador Isaac Antunes, que também é presidente da Câmara de Ribeirão Preto, destacou a mobilização intensa da direita e sua força demonstrada durante o ato. Por sua vez, o vereador Lincoln Fernandes, recentemente convidado a ingressar no PL, ressaltou a importância do evento em defesa do estado democrático de direito.

A manifestação foi conduzida por Jair Bolsonaro, que fez um discurso buscando apaziguar os ânimos, pedindo anistia aos presos envolvidos em ataques anteriores e criticando o TSE e o STF. Bolsonaro negou qualquer participação em tramas golpistas e criticou a perseguição que, segundo ele, vem sofrendo após deixar a Presidência. A investigação da Polícia Federal sobre o ex-presidente é baseada em mensagens e delações, incluindo a do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Bolsonaro e militares são investigados por tentativa de golpe

Nesta quinta-feira, 8, a Polícia Federal iniciou a operação “Tempus Veritatis” com o objetivo de investigar uma tentativa de golpe de Estado e a abolição do Estado Democrático de Direito. A ação, que recebeu o nome em latim que significa “hora da verdade”, foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Uma das medidas determinadas pelo ministro foi a entrega do passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro em 24 horas, além de proibi-lo de entrar em contato com os investigados. A operação também tem como alvo aliados do ex-presidente, como Braga Netto, Augusto Heleno e Valdemar Costa Neto.

Até o momento, a operação já resultou na prisão de ex-assessores de Bolsonaro, Filipe Martins e Marcelo Câmara. A ação da Polícia Federal está cumprindo 33 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF, além de quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão. Entre as medidas estão a proibição de contato com os demais investigados, suspensão do exercício de funções públicas e proibição de saída do país.

A operação está sendo realizada em diversos estados do país, incluindo Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Democracia inabalada: Um ano das ações golpistas de 8 de janeiro

Nesta segunda-feira, 8, celebrações e atos marcarão um ano da invasão e depredação do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF) por golpistas inconformados com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. O evento central, chamado de “Democracia Inabalada”, ocorrerá no Congresso Nacional, reunindo Lula, presidentes do Senado e da Câmara, além de representantes do STF, governadores, ministros, parlamentares e membros da sociedade civil.

Proposto pelo presidente Lula, o evento visa reafirmar a importância do regime democrático após os eventos de 8 de janeiro de 2023. Cerca de 500 convidados são esperados para a solenidade, que incluirá a reintegração simbólica ao patrimônio público de uma tapeçaria de Burle Marx e de uma réplica da Constituição Federal de 1988, ambas vandalizadas durante a invasão. Outras cidades do país também terão atos promovidos por entidades, movimentos sociais e partidos políticos em defesa da democracia.

Em Brasília, manifestações já ocorreram no domingo, 7, e para esta segunda-feira, 8, estão programados atos em diversas capitais, como Aracaju, Belo Horizonte, Campo Grande, Goiânia, João Pessoa, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória. O chamado é para “marcar um ano da tentativa de golpe imposta por aliados do ex-presidente [Jair Bolsonaro], derrotado nas urnas em 2022.” A mobilização visa destacar a resistência e a importância da democracia diante de eventos que ameaçaram a estabilidade institucional do país.

Com informações da Agência Senado, Portal CUT e Agência Brasil