Carretas de Mamografia estarão em duas cidades da região neste mês de julho

O programa Carretas de Mamografia, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), estará presente em 15 municípios paulistas ao longo do mês de julho, oferecendo exames gratuitos para prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. A ação faz parte do Programa Mulheres de Peito e beneficiará moradoras das cidades de Franco da Rocha, Pirangi, Sete Barras, Nova Castilho, Igaratá, Pinhalzinho, Pitangueiras, Registro, Ilha Solteira, Presidente Prudente, Sertãozinho, Miracatu, Bento de Abreu, Presidente Venceslau e Mauá.

De acordo com as novas diretrizes de rastreamento adotadas pelo programa, mulheres com idade entre 50 e 74 anos podem realizar a mamografia gratuitamente apenas com a apresentação do RG e do cartão SUS. Já pacientes entre 35 e 49 anos e aquelas com mais de 74 anos devem apresentar pedido médico para ter acesso ao exame. A atualização amplia o acesso ao diagnóstico precoce e reforça a importância da prevenção do câncer de mama.

O atendimento nas unidades móveis é destinado a mulheres acima de 35 anos que não tenham realizado mamografia nos últimos 12 meses. O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com distribuição de até 50 senhas diárias. Aos sábados, o atendimento acontece das 8h às 12h, com oferta de até 25 senhas, exceto em feriados. O atendimento é realizado por demanda espontânea, seguindo a ordem de chegada.

Em casos de alterações identificadas nos exames, as pacientes são encaminhadas para unidades de referência do Sistema Único de Saúde (SUS), onde poderão realizar exames complementares e iniciar tratamento, se necessário. O Programa Mulheres de Peito destaca que todos os serviços oferecidos pelas Carretas de Mamografia são totalmente gratuitos, incluindo a realização dos exames e a entrega dos resultados.

Os números de 2025 demonstram o crescimento da iniciativa no Estado de São Paulo. Segundo a Secretaria da Saúde, as Carretas de Mamografia registraram aumento de 76% na realização de exames preventivos e diagnósticos em comparação ao ano anterior. Foram realizados 60.831 exames em 2025, contra 34.605 em 2024, reforçando a importância da estratégia itinerante no combate ao câncer de mama.

Ministério da Saúde inicia projeto-piloto com semaglutida no SUS

A semaglutida, medicamento da classe dos agonistas do receptor GLP-1, é utilizada no tratamento da Obesidade e também do diabetes. Nesta primeira fase do estudo, serão atendidos 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras doenças, como problemas cardiovasculares, além daqueles que possuem indicação para cirurgia bariátrica. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 91% dos pacientes acompanhados pelo hospital apresentam obesidade mórbida, enquanto apenas 47% possuem condições clínicas adequadas para realização da cirurgia.

Durante os dois anos previstos para o projeto, serão avaliados indicadores como perda de peso, qualidade de vida, resultados clínicos, recuperação pós-operatória e os custos envolvidos no tratamento. O objetivo é reunir evidências científicas que possam orientar futuras decisões sobre a adoção da semaglutida na rede pública. O estudo será financiado por recursos destinados ao hospital por meio da Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com aporte financeiro da fabricante do medicamento.

Para participar do projeto-piloto, os pacientes deverão estar em acompanhamento médico no Grupo Hospitalar Conceição, ter diagnóstico de obesidade há pelo menos 12 meses e apresentar falha comprovada em tratamentos convencionais, como dietas estruturadas e prática regular de atividades físicas. Atualmente, a semaglutida ainda não integra a lista de medicamentos ofertados pelo SUS. Em 2025, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou a não incorporação do medicamento devido ao alto impacto financeiro, estimado pelo governo federal em cerca de R$ 8 bilhões por ano.

Anvisa proíbe suplemento irregular e suspende lotes de creatina da marca Artro 100

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão do suplemento alimentar em cápsulas da marca Artro100, fabricado por empresa desconhecida. A medida foi publicada nesta quinta-feira (25), no Diário Oficial da União, e também proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e uso do produto em todo o país.

De acordo com a Anvisa, a decisão foi tomada porque o suplemento apresenta origem e composição indeterminadas. Além disso, o produto vinha sendo divulgado com alegações terapêuticas não permitidas para alimentos, como promessas de combater inflamações, fortalecer articulações, aliviar desconfortos e melhorar a mobilidade.

Em outra resolução, a agência também suspendeu a venda, distribuição, divulgação e consumo dos lotes 0061.02.2026, 0367.11.2025 e 0012.01.2026 do suplemento alimentar de creatina em gomas mastigáveis sabor uva verde, produzido pela empresa Idn Labs Indústria Farmacêutica & Food Supplements Ltda.

Segundo a Anvisa, a própria empresa comunicou o recolhimento voluntário após identificar que os produtos apresentavam teor de creatina fora dos limites estabelecidos. A agência também apontou irregularidades na rotulagem, como uso de alegações não autorizadas, divergências sobre o fabricante e outras inconformidades que comprometem a segurança e a conformidade regulatória do produto.

A orientação é que consumidores que tenham adquirido os produtos não utilizem os suplementos e procurem os canais oficiais da Anvisa para mais informações sobre as medidas adotadas.

Alerta: Ribeirão Preto registra 667 casos de SRAG e influenza lidera internações

Ribeirão Preto registrou 667 casos de SRAG, a Síndrome Respiratória Aguda Grave, entre janeiro e 21 de junho, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde. Entre os casos com vírus identificado, a influenza é o principal agente responsável pelas internações, com 41,3% dos registros, ficando à frente do VSR, rinovírus e Covid-19. A SRAG é uma infecção respiratória severa que pode exigir hospitalização e preocupa principalmente durante os meses mais frios.

Os casos de SRAG em Ribeirão Preto cresceram em maio e junho, período em que a queda nas temperaturas favorece a circulação de vírus respiratórios. Crianças de até 2 anos concentram o maior número de registros, com 113 casos, principalmente relacionados ao VSR. Já os idosos acima de 80 anos somam 58 internações. Desde janeiro, cinco mortes foram associadas à SRAG causada pela influenza no município.

Diante do cenário, a Secretaria Municipal da Saúde reforça a importância da vacinação contra a influenza, disponível para toda a população a partir dos 6 meses de idade nas 39 salas de vacina da rede municipal, sem necessidade de agendamento. O município também oferece proteção contra o VSR, com vacina para gestantes e aplicação do Nirsevimabe em bebês prematuros e crianças de até 23 meses com comorbidades. Segundo a pasta, a imunização é essencial para reduzir casos graves, internações e mortes por doenças respiratórias em Ribeirão Preto.

Unimed Ribeirão Preto integra ação do Voluntários do Sertão no Amazonas

A Unimed Ribeirão Preto participou da edição 2026 do Voluntários do Sertão, mutirão nacional que mobiliza profissionais de saúde e parceiros para oferecer, anualmente, atendimento médico, odontológico e ações sociais em regiões brasileiras com maior vulnerabilidade social. Neste ano, a ação foi realizada entre os dias 30 de maio a 7 de junho, em Parintins (AM), em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB).

A contribuição da cooperativa incluiu a doação de insumos para o centro cirúrgico: foram mais de 1.800 itens destinados aos atendimentos, possibilitando a realização de procedimentos de pequena e média complexidade. A Unimed promoveu ainda uma campanha de arrecadação de medicamentos junto aos médicos cooperados, possibilitando a doação de mais de mil caixas de medicamentos para a população atendida.

“Participar de iniciativas como o Voluntários do Sertão faz parte do compromisso da Unimed Ribeirão Preto com o cuidado às pessoas e com a promoção da saúde. Ficamos satisfeitos em contribuir com uma ação que amplia o acesso à assistência e leva apoio a comunidades que enfrentam dificuldades para acessar serviços de saúde”, afirma o presidente da Unimed Ribeirão Preto, Nelson Hisamo Sato Junior.

Sobre a Unimed Ribeirão Preto

Referência em saúde para Ribeirão Preto e região, a Unimed Ribeirão Preto oferece aos seus clientes serviços de qualidade de vida, com ética e uma visão humanizada. Fundada em 1971, a cooperativa  possui serviços próprios para atendimento e também em intercâmbio com as outras Unimeds: Hospital Unimed, Hospital São Paulo, Unimed 24 Horas, Laboratório, Centro de Diagnóstico por Imagem, Farmácia, Núcleo de Atenção à Saúde (NAS), Espaço Viver Bem, Departamento de Saúde Ocupacional (DSO) e Centro de Reabilitação Adulto e Infantil, além de ampla estrutura de hospitais credenciados, pronto atendimentos, unidades laboratoriais,  ambulâncias e o Centro de Atenção à Saúde (CAS), em Sertãozinho e Santa Rosa de Viterbo, garantindo qualidade na assistência médica, hospitalar e de diagnósticos.

Profissionais na linha de frente

Nesta edição, além do apoio com insumos e medicamentos, a cooperativa também esteve representada por colaboradores que atuaram na ação como profissionais voluntários da área de enfermagem. A iniciativa contou ainda com a participação do médico cooperado Adalberto Moreira, pediatra que integra o projeto há mais de 20 anos. Ao longo dessas duas décadas, ele tem contribuído de forma voluntária para levar atendimento e assistência às comunidades atendidas pelo Voluntários do Sertão.

A ação integrou a 22ª edição do Voluntários do Sertão, projeto que há 26 anos leva atendimento de saúde e assistência social a regiões de maior vulnerabilidade. Durante uma semana de atuação, a iniciativa registrou mais de 43 mil atendimentos, exames e procedimentos. O centro cirúrgico realizou mais de 200 procedimentos, enquanto a farmácia distribuiu mais de três mil medicamentos às famílias atendidas.

Gripe, resfriado e pneumonia: conheça as doenças mais comuns no inverno e como prevenir

Com a chegada oficial do inverno, além das baixas temperaturas, cresce também a preocupação com o aumento dos casos de doenças respiratórias em todo o país. O clima mais seco e a tendência de ambientes fechados favorecem a circulação de vírus e bactérias, elevando o número de atendimentos por problemas de saúde típicos da estação.

De acordo com o Ministério da Saúde, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste são as mais afetadas durante esse período. Entre as doenças mais comuns estão o resfriado, a gripe, a pneumonia e as crises de asma, que costumam se intensificar nos meses mais frios do ano.

O resfriado comum provoca sintomas como espirros, coriza, congestão nasal, tosse e dor de garganta. Já a gripe costuma ser mais intensa, causando febre alta, dores musculares, fadiga e forte mal-estar. A pneumonia é considerada uma das complicações mais graves, podendo provocar falta de ar, dor no peito, febre elevada e tosse com secreção. Pessoas com asma também merecem atenção especial, já que o ar frio e seco pode desencadear crises respiratórias.

Especialistas alertam que a prevenção continua sendo a melhor forma de evitar complicações. Entre as principais recomendações estão lavar as mãos frequentemente, evitar contato próximo com pessoas gripadas, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e utilizar máscara de proteção em ambientes com grande circulação de pessoas.

A vacinação contra a gripe também é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir casos graves da doença. Embora não impeça totalmente a infecção, a imunização diminui significativamente os riscos de complicações e internações.

Outro cuidado importante é manter o corpo hidratado. O tempo seco típico do inverno pode ressecar as vias respiratórias, facilitando a entrada de vírus e bactérias. O consumo regular de água e a utilização de soro fisiológico nas narinas ajudam a preservar a proteção natural do organismo.

A prática de atividades físicas, uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes e a ventilação adequada dos ambientes também fortalecem o sistema imunológico e contribuem para a prevenção de doenças respiratórias.

Confira os principais cuidados para enfrentar o inverno com mais saúde:

  • Lavar as mãos com frequência;
  • Evitar contato com pessoas doentes;
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar;
  • Utilizar máscara quando necessário;
  • Manter a vacinação em dia;
  • Beber bastante água;
  • Praticar exercícios físicos regularmente;
  • Deixar os ambientes ventilados;
  • Manter uma alimentação equilibrada.

Com medidas simples no dia a dia, é possível reduzir significativamente os riscos de doenças respiratórias durante o inverno e garantir mais qualidade de vida para toda a família.

Vacina contra HPV é ampliada para jovens de 15 a 19 anos em Ribeirão Preto

Adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam a vacina contra o HPV têm até o dia 30 de junho para se imunizar em Ribeirão Preto. A ação segue orientação do Ministério da Saúde e amplia temporariamente a faixa etária da vacinação, que normalmente atende crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. As doses estão disponíveis nas 39 salas de vacina do município, sem necessidade de agendamento. Para receber o imunizante, basta apresentar documento de identificação e, se possível, a carteira de vacinação.

A estratégia tem como objetivo aumentar a cobertura vacinal e ampliar a proteção contra infecções causadas pelo HPV, vírus associado ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, como colo do útero, pênis, boca, garganta e ânus. Além da oferta nas unidades de saúde, a Secretaria Municipal da Saúde também realiza vacinação em escolas municipais de ensino fundamental, mediante autorização dos pais ou responsáveis, para atualizar a carteira vacinal dos estudantes.

Segundo a Secretaria da Saúde, 199 alunos de quatro escolas já foram vacinados durante a estratégia extramuros, que segue até o fim de junho. A subsecretária de Vigilância em Saúde, Luzia Márcia Romanholi Passos, reforça que a vacina contra o HPV é segura, eficaz e fundamental para prevenir cânceres no futuro. Após o encerramento da ação, a imunização voltará a ser ofertada rotineiramente apenas ao público previsto no calendário nacional, de 9 a 14 anos, além dos grupos especiais definidos pelo Ministério da Saúde.

Vacina contra a dengue é suspensa após casos graves e mortes sob investigação; veja quem deve procurar atendimento

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan em todo o país. A medida preventiva foi adotada após o registro de 42 casos de reações adversas graves em pessoas imunizadas. Dentre os pacientes, três precisaram de internação hospitalar e duas mortes estão sendo investigadas pelas autoridades de saúde para apurar uma possível relação com o imunizante.

Segundo o governo federal, a suspensão tem caráter cautelar e não significa que a vacina seja insegura. O Ministério da Saúde reforçou que os mais de 500 mil brasileiros já vacinados continuam protegidos contra a dengue. Em entrevista à Rádio Nacional, o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, destacou que a eficácia do imunizante foi comprovada em estudos e que a investigação busca esclarecer as causas dos eventos registrados.

As autoridades orientam que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias fiquem atentas ao surgimento de sintomas semelhantes aos da dengue, como febre, dores no corpo, manchas na pele, sinais de sangramento e episódios de vômito. Esse período é conhecido como viremia vacinal, quando ainda há circulação da versão enfraquecida do vírus utilizada na vacina para estimular a produção de anticorpos. Em caso de qualquer sintoma, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica.

Incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano, a vacina do Butantan já foi aplicada em mais de 501 mil pessoas até o fim de maio. O imunizante apresenta eficácia de 65% na prevenção da dengue e superior a 80% contra casos graves e hospitalizações. Antes da aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a vacina passou por testes clínicos com mais de 11 mil voluntários monitorados por até cinco anos. O Ministério da Saúde reforça que pessoas vacinadas há mais de 21 dias e sem sintomas não precisam procurar atendimento e permanecem protegidas contra a doença.

Anvisa proibe venda de lotes de Nestogeno, Nan Supreme Pro, Alfamino, Nan Supreme Pro por risco de contaminação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização, distribuição e utilização de lotes específicos de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil. A medida preventiva abrange produtos das linhas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino.

A decisão foi adotada após a identificação de risco de contaminação por cereulide, toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. De acordo com a Anvisa, a ingestão de alimentos contaminados pode provocar sintomas como vômitos persistentes, diarreia e sonolência excessiva.

A fabricante iniciou o recolhimento voluntário dos lotes no Brasil e em outros países após a detecção da toxina em produtos provenientes de uma unidade industrial localizada na Holanda. A possível contaminação estaria relacionada a um ingrediente fornecido por uma empresa terceirizada do setor de óleos.

Em Santa Catarina, a Diretoria de Vigilância Sanitária reforçou a orientação para que pais, responsáveis e cuidadores verifiquem o número do lote impresso no rótulo das embalagens. Caso o produto esteja incluído no alerta oficial, o uso deve ser suspenso imediatamente. A recomendação é guardar a embalagem e procurar o ponto de venda ou o Serviço de Atendimento ao Consumidor da empresa para obter informações sobre devolução ou substituição.

Entre os produtos citados estão lotes específicos de NAN Supreme Pro para crianças de 0 a 6 meses, Nestogeno para crianças de 0 a 6 meses, Nanlac Supreme Pro de 1 a 3 anos, Nanlac Comfor de 1 a 3 anos, Nan Science Pro Sensitive e Alfamino. A Vigilância Sanitária ressalta que a medida não se aplica a todos os produtos dessas linhas, mas somente aos lotes indicados no comunicado oficial. Caso a criança tenha consumido uma das fórmulas recolhidas e apresente vômitos persistentes, diarreia, sonolência excessiva, prostração ou qualquer alteração incomum, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.

Uso indiscriminado de corticoides pode causar glaucoma e cegueira

O uso de corticoides sem orientação médica pode elevar a pressão intraocular, favorecer o desenvolvimento de glaucoma e agravar a condição de pacientes que já convivem com a doença. O alerta é do presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), Roberto Murad Vessani. Colírios utilizados para aliviar irritações nos olhos, além de pomadas, comprimidos e outros medicamentos com corticoides, não devem ser usados de forma prolongada ou adquiridos por conta própria.

O glaucoma afeta o nervo óptico e pode causar perda irreversível da visão quando não é diagnosticado e tratado adequadamente. Estima-se que pelo menos 1,7 milhão de brasileiros convivam com a doença. Segundo Vessani, cerca de 2,5% a 3,5% das pessoas com mais de 40 anos têm glaucoma. O risco aumenta com a idade e exige atenção especial, principalmente entre crianças, idosos e pacientes que precisam utilizar corticoides por períodos prolongados.

Os corticoides são usados no tratamento de inflamações, alergias, crises respiratórias, sinusites e irritações oculares. Apesar do alívio rápido dos sintomas, o uso contínuo pode dificultar a drenagem do líquido que circula dentro dos olhos, provocando aumento da pressão intraocular e lesões no nervo óptico. O uso inadequado também pode causar outros efeitos no organismo, como aumento da glicose, descontrole do diabetes, ganho de peso, retenção de líquidos, hipertensão, enfraquecimento dos ossos e maior risco de infecções.

Diante dos riscos, a SBG, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) encaminharam uma nota pública à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ao Ministério da Saúde, ao Congresso Nacional e a entidades médicas. As instituições defendem maior controle na comercialização dos corticoides, semelhante ao adotado para antibióticos, além do monitoramento da pressão ocular em pacientes que utilizam esses medicamentos por períodos prolongados. “É muito grave. Na verdade, é um problema de saúde pública”, destacou Vessani.