Anvisa libera medicamentos para diabetes, câncer de mama e angioedema

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novos medicamentos para o tratamento e prevenção de doenças como diabetes tipo 1, câncer demama e angioedema hereditário. Entre os destaques está o Tzield® (teplizumabe), indicado para retardar o início do diabetes tipo 1 em estágio 3 em pacientes adultos e crianças a partir de 8 anos que já estejam no estágio 2 da doença. O diabetes tipo 1 é uma enfermidade autoimune, crônica e potencialmente grave, geralmente diagnosticada na infância e associada a complicações como problemas cardíacos, renais e oculares.

Outro medicamento aprovado é o Datroway®, destinado ao tratamento de câncer de mama irressecável ou metastático em pacientes adultos com receptor hormonal positivo e HER2 negativo. O remédio é indicado para pessoas que já passaram por terapia endócrina e ao menos uma linha de quimioterapia para a doença em estágio avançado, quando o tumor não pode ser removido totalmente por cirurgia ou já se espalhou para outras partes do corpo. A agência também concedeu registro ao Andembry® (garadacimabe), indicado para a prevenção do angioedema hereditário (AEH), uma doença genética rara que provoca inchaços repentinos e dolorosos em diferentes partes do corpo. Os episódios podem afetar a pele, mucosas e órgãos internos, causando crises recorrentes e potencialmente graves. A aprovação amplia as opções terapêuticas disponíveis no país para pacientes que convivem com a condição

Dia Mundial do Rim: doenças renais são silenciosas e exigem atenção

A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a reconhecer, em maio de 2025, a doença renal como uma prioridade global de saúde pública. Com a decisão, a doença renal crônica (DRC) foi incluída no grupo das doenças crônicas não transmissíveis prioritárias, ao lado de enfermidades como doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas. A medida reforça o alerta internacional sobre o crescimento dos casos e a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da condição.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o reconhecimento da OMS amplia a visibilidade da DRC no cenário internacional e fortalece a necessidade de investimentos em educação em saúde, prevenção e assistência especializada. No Dia Mundial do Rim, celebrado nesta quinta-feira (12), a entidade também destacou a influência de fatores ambientais no desenvolvimento de doenças renais ao longo da vida. A instituição defende ações que incentivem práticas sustentáveis na área da saúde, reduzindo impactos ambientais e prevenindo exposições que possam comprometer a função dos rins desde as fases iniciais da vida.

O médico nefrologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Geraldo Freitas, destacou que os rins são órgãos considerados essenciais para o funcionamento do organismo, mantendo o metabolismo equilibrado, realizando a filtragem do sangue e eliminando toxinas por meio da urina.

O alerta, entretanto, que algumas condições podem afetar o bom funcionamento dos rins ou mesmo paralisar a função renal por completo. Segundo Freitas, há fatores de risco específicos que acabam colaborando para o desenvolvimento desse tipo de quadro. Entre eles estão:

  • diabetes mellitus;
  • hipertensão arterial sistêmica;
  • histórico familiar de doença renal;
  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • tabagismo;
  • uso crônico ou inadequado de anti-inflamatórios não esteroidais e outros nefrotóxicos;
  • doenças cardiovasculares;
  • infecções do trato urinário recorrentes ou obstrução urinária;
  • desidratação frequente;
  • consumo inadequado de água.

“Alguns medicamentos também podem ser nefrotóxicos e causarem a perda da função renal ao longo do tempo. Os mais relacionados com isso são os anti-inflamatórios não hormonais, que devem ser evitados de maneira geral. No caso de pacientes com doenças em que o uso é obrigatório, isso deve ser monitorado.”

Ainda de acordo com o médico, muitas vezes, doenças renais acabam surgindo e avançando de forma silenciosa. “É frequente nos consultórios de nefrologia que os pacientes apareçam, já na primeira consulta, com perdas importantes da função renal”. Por esse motivo, identificar os sinais de alerta é considerado fundamental.

“É importante fazer os exames para rastreio das funções renais, que são basicamente a creatinina e um exame de urina, incluindo a pesquisa de albuminúria. Com esses exames básicos, já é possível fazer o rastreio de alguma lesão ainda no início. Também é relevante fazer a aferição da pressão e exames de glicemia e hemoglobina glicada para avaliação de uma possível diabetes.”

Dentre os principais sintomas que, de acordo com o nefrologista, indicam a necessidade de procurar ajuda médica estão:

  • inchaço nas pernas, nos tornozelos e no rosto;
  • urina muito escura e/ou espumosa;
  • mudança súbita no padrão urinário, incluindo frequência e urgência;
  • inversão do ritmo urinário, com maior volume urinário no período noturno;
  • dor intensa no flanco ou cólicas renais;
  • fadiga excessiva;
  • perda de apetite acompanhada de náuseas e vômitos persistentes;
  • aumento persistente da pressão arterial;
  • glicemias de difícil controle;
  • alterações neurológicas agudas, com presença de confusão mental ou falta de ar súbita.

Anvisa aprova novo medicamento para epilepsia

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento Xcopri ® (cenobamato), da empresa Momenta Farmacêutica Ltda. O produto é indicado para tratar crises focais em adultos com epilepsia que ainda têm crises mesmo após usar pelo menos dois tratamentos diferentes. 

A autorização foi publicada no  Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (9/3). 

A epilepsia é uma doença que causa crises repetidas, por causa de alterações na atividade elétrica do cérebro. A doença pode: 

  • aumentar o risco de acidentes e morte súbita; 
  • trazer problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão; 
  • causar dificuldades no trabalho e na vida social. 

Cerca de 30% dos pacientes não respondem bem aos tratamentos disponíveis e continuam tendo crises. 

O que é o cenobamato? 

O cenobamato é um remédio antiepiléptico. Ele ajuda a diminuir a atividade elétrica anormal no cérebro. Isso reduz a chance de novas crises. 

Os estudos mostraram que o medicamento reduziu as crises de forma importante: 

  • 40% dos pacientes que tomaram 100 mg por dia tiveram diminuição de pelo menos 50% das crises. 
  • 64% dos que tomaram 400 mg por dia tiveram a mesma melhora. 
  • No grupo que tomou placebo, a melhora foi de 26%. 

O medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome do QT curto familiar, uma alteração genética rara que pode causar arritmias 

Quando o medicamento estará disponível? 

Mesmo com o registro aprovado, Xcopri ® só poderá ser vendido após a definição do preço máximo pela CMED. A oferta no SUS depende de avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e decisão do Ministério da Saúde. 

Anvisa alerta: suplementos com cúrcuma podem trazer risco com danos graves ao fígado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (6) um alerta de farmacovigilância sobre medicamentos e suplementos alimentares que contêm cúrcuma, também conhecida como açafrão. A agência informou que investigações internacionais identificaram casos raros, porém graves, de inflamação e danos ao fígado associados ao consumo desses produtos, principalmente quando utilizados em cápsulas ou extratos concentrados. O comunicado reforça a necessidade de atenção por parte de consumidores e profissionais de saúde ao uso de suplementos com altas concentrações de curcumina.

De acordo com a Anvisa, o risco está relacionado principalmente a formulações que aumentam significativamente a absorção da curcumina no organismo, elevando a substância a níveis muito superiores aos encontrados no consumo alimentar tradicional. Autoridades sanitárias de países como Itália, Austrália, Canadá e França também já emitiram alertas após registrarem casos de intoxicação hepática ligados ao uso de suplementos de cúrcuma. Na França, inclusive, a agência de segurança sanitária local identificou dezenas de relatos de efeitos adversos, incluindo casos de hepatite relacionados ao consumo desses produtos.

Apesar do alerta, a Anvisa destaca que o uso da cúrcuma na culinária é considerado seguro e não faz parte da advertência. Segundo a agência, o pó utilizado no preparo de alimentos não apresenta evidências de risco, pois contém quantidades muito menores da substância e não possui os mecanismos de absorção intensificada presentes em suplementos e medicamentos. O problema está principalmente em produtos concentrados, que podem potencializar efeitos no organismo.

A agência também orienta a população a ficar atenta a sinais de alerta que podem indicar problemas no fígado, como pele ou olhos amarelados (icterícia), urina muito escura, cansaço excessivo sem explicação, náuseas e dores abdominais. Caso esses sintomas apareçam após o uso de produtos com cúrcuma, a recomendação é interromper imediatamente o consumo e procurar atendimento médico. Como medida preventiva, a Anvisa determinou ainda a atualização das bulas dos medicamentos Motore e Cumiah, além de estudar novas regras para suplementos, que deverão trazer advertências obrigatórias sobre possíveis efeitos adversos nos rótulos.

SAMU lança curso de primeiros socorros para idosos em Ribeirão Preto

A Prefeitura de Ribeirão Preto abre na próxima segunda-feira (9) as inscrições para o Samu 60+, nova modalidade do projeto Samuzinho voltada exclusivamente para pessoas com 60 anos ou mais. A iniciativa, organizada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), oferecerá capacitação em suporte básico de vida e primeiros socorros para idosos, com conteúdo adaptado às situações de emergência mais comuns nessa faixa etária. Ao todo, serão disponibilizadas 20 vagas, e as inscrições poderão ser feitas até o dia 16 de março pelo site oficial da Prefeitura de Ribeirão Preto.

A seleção dos participantes será realizada por sorteio no dia 18 de março, às 19h, em local que ainda será divulgado pela organização. Durante o curso, os inscritos terão aulas sobre noções de primeiros socorros, atendimento inicial em crises convulsivas, controle de hipertensão arterial e complicações relacionadas ao diabetes, entre outras situações de urgência. O objetivo do programa é aumentar o conhecimento, a autonomia e a segurança da população idosa diante de emergências médicas até a chegada do atendimento especializado.

As aulas do Samu 60+ em Ribeirão Preto acontecerão durante 12 semanas, sempre às terças-feiras, das 8h às 10h, no anfiteatro do SAMU. Segundo o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho, a iniciativa amplia as ações de educação em saúde no município. O projeto Samuzinho também passou por expansão recente e, em 2025, aumentou o número de vagas e consolidou o Jovem SAMU, voltado para adolescentes. Atualmente, cerca de 180 crianças e jovens entre 9 e 18 anos participam das atividades de formação cidadã e educação em primeiros socorros. As inscrições para o Samu 60+ podem ser feitas pelo site da Prefeitura: https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/samu/samuzinho.

Vacinação de meninos contra o HPV cresce e chega a 74% no estado de São Paulo. Meninas alcança 86%

A cobertura vacinal contra o HPV (papilomavírus humano) entre meninos de 9 a 14 anos no estado de São Paulo chegou a 74,78% em 2025, um aumento expressivo em relação a 2022, quando o índice era de 47,35%, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde. Entre as meninas da mesma faixa etária, a cobertura também cresceu, passando de 81,85% para 86,76% no mesmo período. Apesar do avanço, os índices ainda estão abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

De acordo com o governo paulista, o aumento da vacinação é resultado de estratégias adotadas pela Secretaria da Saúde, como a busca ativa de jovens, mobilização das unidades básicas, ações em parceria com municípios e campanhas de conscientização sobre a importância da imunização nessa faixa etária. A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e, atualmente, é aplicada em dose única para crianças e adolescentes.

O HPV é responsável por diversos tipos de câncer, como os de colo do útero, pênis, ânus e orofaringe, e é transmitido principalmente pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas durante a atividade sexual. O público-alvo da vacinação inclui meninas e meninos de 9 a 14 anos, preferencialmente aos 9 anos, antes da exposição ao vírus. A imunização também é indicada para pessoas de 9 a 45 anos em condições clínicas especiais, como quem vive com HIV/Aids, transplantados, pacientes oncológicos imunossuprimidos, vítimas de abuso sexual e pessoas com papilomatose respiratória recorrente.

Anvisa aprova avanço importante no tratamento de hemofilia B no Brasil

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do QFITLIA® (fitusirana sódica), da empresa Sanofi Medley, novo medicamento para tratar pacientes com hemofilia A ou B com ou sem inibidores do fator VIII ou IX.  

O produto, indicado para adultos e adolescentes a partir de 12 anos, teve sua análise priorizada, por ser a hemofilia uma doença rara.

A hemofilia é uma condição genética rara que afeta a capacidade do corpo de estancar sangramentos, manifestando-se quase exclusivamente em homens, devido à sua ligação com o cromossomo X.

A doença ocorre pela deficiência de proteínas essenciais no sangue, conhecidas como fatores de coagulação: enquanto o tipo A (falta do fator VIII) é o mais comum, o tipo B (falta do fator IX) atinge uma parcela menor da população.

Sem a produção adequada de trombina, enzima fundamental para a cicatrização de feridas, o organismo não consegue formar coágulos eficazes, o que pode gerar episódios hemorrágicos persistentes. 

Na prática, a gravidade da doença varia conforme o nível de atividade desses fatores no sangue. Pessoas com quadros graves podem sofrer hemorragias espontâneas, enquanto nos casos leves, os sangramentos surgem geralmente após traumas ou cirurgias.

O maior desafio clínico reside nas articulações e músculos, locais onde as hemorragias são mais frequentes, embora qualquer órgão possa ser comprometido. O diagnóstico precoce e o monitoramento constante são fundamentais para evitar danos crônicos e garantir a qualidade de vida dos pacientes. 

Supermecados de Ribeirão Preto poderão vender medicamentos

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos isentos de prescrição (MIPs) em supermercados de todo o país em suas áreas de vendas e com a presença física de uma farmacêutico. A proposta altera a legislação sanitária para permitir a comercialização de remédios como analgésicos, antitérmicos, antiácidos e produtos para gripe e resfriado fora das farmácias, desde que respeitadas regras de armazenamento, controle de validade e orientação ao consumidor. O texto já havia a sido aprovado pelo Senado e agora vai à sanção presidencial.

Defensores do projeto afirmam que a medida pode ampliar o acesso da população a medicamentos básicos e estimular a concorrência, com possível redução de preços. Já entidades do setor farmacêutico e conselhos profissionais demonstram preocupação com a ausência de acompanhamento técnico no momento da compra e com riscos de automedicação. O debate também envolve a fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que deverá regulamentar critérios para exposição, conservação e venda dos produtos caso a nova regra entre em vigor.

“A presença disseminada de mercados, supermercados e seus congêneres, inclusive nas localidades mais remotas do território nacional, pode ser adequadamente utilizada para facilitar a vida dos usuários de medicamentos”, Disse O relator do texto, deputado Zacharias Calil (União Brasil-GO)

O projeto é de autoria do senador Efriam Filho (União Brasil-PB).

Brasil registra 88 casos de Mpox em 2026; saiba como evitar a doença

O Brasil registrou 88 casos confirmados do vírus Mpox, com a maioria sendo no estado de São Paulo, que desde janeiro contabiliza 62 casos. Os outros registros aparecem no Rio de Janeiro (15), em Rondônia (4), em Minas Gerais (3), no Rio Grande do Sul (2), no Paraná (1) e no Distrito Federal (1). Os quadros leves a moderados predominam e não há óbitos. Em 2025, foram registrados no país 1.079 casos e 2 óbitos. Os dados são do Ministério da Saúde. 

A prefeitura de Ribeirão Preto registrou oficialmente até agora dois casos.

O que é Mpox e quais são os sintomas?

Causada pelo vírus Monkeypox, a doença tem seu contágio por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais comum da doença é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção cutânea pode afetar o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha, as regiões genitais e/ou anal.

Como a Mpox é transmitida?

O vírus se espalha de pessoa para pessoa por meio do contato próximo com alguém infectado, incluindo falar ou respirar próximos uns dos outros, o que pode gerar gotículas ou aerossóis de curto alcance; contato pele com pele, como toque ou sexo vaginal/anal; contato boca com boca; ou contato boca e pele, como no sexo oral ou mesmo o beijo na pele.

O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também podem transmitir a doença.

Em quanto tempo a doença se manifesta?

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Ao notar os sintomas, é preciso procurar uma unidade de saúde para fazer o exame laboratorial, que é a única forma de confirmação. O diagnóstico complementar deve ser realizado considerando as seguintes doenças: varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas da pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancróide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso, reação alérgica e quaisquer outras causas de erupção cutânea papular ou vesicular.

“Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão”, orienta o Ministério da Saúde.

Qual é o tratamento?

O tratamento consiste no alívio dos sintomas, na prevenção, no manejo das complicações e em evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves e moderados. Não há medicamento aprovado especificamente para Mpox.

A prevenção consiste em evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Caso seja necessário ter contato, a recomendação é a de utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.

Também é recomendado lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel frequentemente. As medidas de higiene são especialmente importantes após o contato com a pessoa infectada, suas roupas, lençóis, toalhas e outros itens ou superfícies que possam ter entrado em contato com as erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias.

“Lave as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais da pessoa com água morna e detergente. Limpe e desinfete todas as superfícies contaminadas e descarte os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada”, alerta o Ministério.

Mpox pode matar?

Na maioria dos casos, os sintomas da doença desaparecem sozinhos em poucas semanas. Mas, em algumas pessoas, o vírus pode provocar complicações médicas e mesmo a morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm maior risco de sintomas mais graves e de morte pela infecção.

Quadros graves causados pela Mpox podem incluir lesões maiores e mais disseminadas (especialmente na boca, nos olhos e em órgãos genitais), infecções bacterianas secundárias de pele ou infecções sanguíneas e pulmonares. As complicações se manifestam ainda por meio de infecção bacteriana grave causada pelas lesões de pele, encefalite, miocardite ou pneumonia, além de problemas oculares.

Pacientes com Mpox grave podem precisar de internação, cuidados intensivos e medicamentos antivirais para reduzir a gravidade das lesões e encurtar o tempo de recuperação. Dados disponíveis mostram que entre 0,1% e 10% das pessoas infectadas pelo vírus morreram, sendo que as taxas de mortalidade podem divergir por conta de fatores como acesso a cuidados em saúde e imunossupressão subjacente.

São Paulo

Apesar dos números apresentados pelo governo federal, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES-SP) afirma que o número de casos no estado é de 50. A capital paulista é a cidade com maior número de casos: 31. Campinas, Paulínia, Sumaré, Hortolândia, Sorocaba, Várzea Paulista, Araquaquara, Osasco, Cotia, Jandira, Serrana, Arujá, Santos, Guarulhos e Pradópolis registram um caso. Em Ribeirão Preto e Mogi das Cruzes, são dois em cada. No ano passado, em janeiro foram registrados 79 casos e em fevereiro 47 casos, totalizando, 126 casos nos dois primeiros meses do ano.

Ribeirão Preto começa a aplicar anticorpo para prevenir vírus respiratório em bebês

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, iniciou nesta segunda-feira (23) a aplicação do Nirsevimabe, anticorpo indicado para a prevenção do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês e crianças pequenas. Podem receber o imunobiológico recém-nascidos prematuros com até 36 semanas e seis dias de gestação e crianças de até 23 meses que apresentem comorbidades. A aplicação ocorre nas maternidades com UTI neonatal do SUS, durante a internação do bebê, ou na UBDS Castelo Branco.

De acordo com a subsecretária de Vigilância em Saúde, Luzia Márcia Romanholi Passos, a pasta também está realizando a busca ativa de crianças de até 6 meses nascidas prematuras e menores de 2 anos com comorbidades, ampliando a cobertura entre o público elegível. Mães de bebês prematuros nascidos a partir de agosto de 2025 podem procurar uma unidade de saúde munidas de documento que comprove a prematuridade para solicitar a aplicação.

Diferentemente das vacinas tradicionais, o Nirsevimabe é um anticorpo pronto, que começa a agir imediatamente após a aplicação, oferecendo proteção direta contra o VSR — principal causador de bronquiolite e pneumonia e um dos responsáveis por quadros graves de infecção respiratória na primeira infância. O vírus também está entre os principais agentes associados à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). No ano passado, o município registrou 142 casos de SRAG provocados pelo VSR, o equivalente a 18% do total. Além do anticorpo, a Secretaria reforça a importância da vacinação de gestantes contra o vírus, já disponível na rede pública, medida que ajuda a reduzir o risco de casos graves nos primeiros meses de vida do bebê.