Ribeirão Preto inaugura o primeiro Pronto Atendimento de Saúde Mental 24 horas do Brasil

A Prefeitura de Ribeirão Preto inaugurou nesta segunda-feira, 8, o PAM (Pronto Atendimento de Saúde Mental), primeiro serviço especializado em urgências e emergências em saúde mental do Brasil, com funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana.

Instalado no antigo prédio da UBDS do bairro Quintino Facci II, o espaço passou por ampla reforma e modernização para atender às necessidades específicas do novo serviço. A iniciativa representa um importante avanço na Rede de Atenção Psicossocial do município, ampliando o acesso da população ao atendimento especializado em situações de crise.

O PAM atenderá crianças, adolescentes e adultos de Ribeirão Preto em casos de urgência em saúde mental, como crises psicóticas, risco de suicídio, agitação psicomotora, crises relacionadas ao uso de álcool e outras drogas, transtornos ansiosos agudos e outras situações que demandem atendimento imediato.

A unidade conta com uma equipe multiprofissional especializada, formada por psiquiatras, médicos clínicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais.

A estrutura possui 19 leitos, sendo 14 destinados à observação, quatro leitos de urgência e um leito de isolamento. O atendimento será realizado por demanda espontânea, sem necessidade de agendamento ou encaminhamento prévio. O fluxo de atendimento para crianças e adultos é separado.

Além do novo pronto atendimento, o complexo passa a abrigar o CAPS III AD (Álcool e Drogas), fortalecendo a integração dos serviços especializados em saúde mental no município e ampliando a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

Outro diferencial da unidade é a presença de uma farmácia que atenderá a população de segunda a sexta-feira, até as 17h. Para os pacientes em observação ou internados no serviço, a assistência farmacêutica será garantida 24 horas por dia.

Febre amarela faz quinta vítima em São Paulo em 2026; estado registra 10 casos da doença

O estado de São Paulo confirmou a quinta morte por febre amarela em 2026. O caso mais recente foi registrado em Lençóis Paulista, na região de Bauru, e envolve um homem de 54 anos que não havia sido vacinado contra a doença. A confirmação foi divulgada nesta segunda-feira (1º) pelas autoridades de saúde.

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, São Paulo já contabiliza dez casos de febre amarela neste ano. Oito ocorrências foram registradas na região do Vale do Paraíba, que concentra cinco óbitos, além de um caso na região de Sorocaba e outro em Bauru. Todos os pacientes diagnosticados com a doença não possuíam vacinação contra a febre amarela, reforçando a importância da imunização como principal forma de prevenção.

A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang, alerta que a população deve verificar a carteira de vacinação e procurar uma unidade básica de saúde para se imunizar, especialmente antes de viagens para áreas rurais, de mata ou locais com circulação do vírus. A vacina é gratuita, está disponível em todas as UBSs e deve ser aplicada pelo menos dez dias antes da possível exposição. Entre os sintomas da febre amarela estão febre alta, calafrios, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. A doença é transmitida por mosquitos infectados e pode evoluir para formas graves, com risco de morte.

Anvisa suspende lote de medicamentos para hipertensão e câncer de mama

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda, distribuição e consumo de medicamentos para controle de pressão e tratamento de câncer de mama. A Resolução 2.238/2026 foi publicada hoje (2) no Diário Oficial da União (DOU). 

Um dos medicamentos é o Halaven (mesilato de eribulina) – 0,5mg/ml sol inj ct fa vd trans x 2ml, fabricado pela farmacêutica United Medical Ltda e utilizado para tratamento de câncer. A empresa comunicou o recolhimento voluntário do Lote 148386 em razão de desvio de qualidade, relacionado ao teor do princípio ativo que estaria abaixo da especificação aprovada.

O outro medicamento é o maleato de enalapril – 20 mg com ct bl al plas trans x 500 (emb hosp), da fabricante Hipolabor Farmacêutica Ltda, usado no tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca. A Anvisa informa que houve um erro em relação às embalagens do produto. 

As embalagens apresentam equivocadamente a indicação de “10 mg” na descrição de composição, ao invés de “20 mg”, que seria a descrição correta. Para esse medicamento, estão suspensos os lotes: 

  • 0062/26M 
  • 0063/26M 
  • 0064/26M 
  • 0088/26M 
  • 0089/26M 
  • 0358/26M
  • 0415/26M
  • 0506/26M
  • 0507/26M 

Como proceder 

 Aqueles que têm em casa os medicamentos vetados pela Anvisa devem interromper imediatamente o uso.

O indicado é entrar em contato com um médico, farmacêutico ou outro responsável pelo tratamento para orientações.Também é indicado entrar em contato com o SAC das empresas fabricantes, a United Medical Ltda e a Hipolabor Farmacêutica Ltda. 

Outras proibições 

A Anvisa suspendeu o lote 8891/25 da Água para Infusão sol infus IV cx 35 bols pvc sist, da Indústria Farmacêutica S/A. Segundo laudo emitido pelo Instituto Adolfo Lutz, o produto apresentou resultado insatisfatório em uma inspeção de qualidade. A medida prevê o recolhimento do lote, além de proibir a venda, a distribuição e o uso.  

Foi determinada também a apreensão de todos os lotes do medicamento Cápsulas de óleo de pequi, produzidas pela R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. A Anvisa aponta que o produto não tem registro, notificação ou cadastro, e a fabricante não possui autorização de funcionamento. 

Está proibida a comercialização, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso deste medicamento. 

Obesidade infantil em Ribeirão Preto: 40% das consultas especializadas são perdidas por faltas

No Dia Nacional de Combate à Obesidade Infantil, celebrado nesta quarta-feira (3), a Prefeitura de Ribeirão Preto faz um alerta sobre a importância do acompanhamento médico e multidisciplinar de crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade. Dados da Secretaria Municipal da Saúde mostram que 40% das consultas agendadas no Núcleo de Obesidade Infantil (NOBIN) entre janeiro e maio deste ano não foram realizadas devido à ausência dos pacientes. Das 152 consultas marcadas no período, 62 registraram faltas, comprometendo o tratamento e o monitoramento da saúde infantil.

O cenário acende um sinal de alerta diante dos números da obesidade infantil em Ribeirão Preto. De acordo com o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), em 2025, 2.301 crianças entre 5 e 9 anos apresentam sobrepeso e outras 2.134 já estão com obesidade. Entre adolescentes de 10 a 19 anos, são 3.681 casos de sobrepeso e 3.276 de obesidade. Segundo o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho, a ausência às consultas representa uma oportunidade perdida de intervenção precoce. Os pacientes atendidos pelo NOBIN já passaram por acompanhamento na Atenção Primária à Saúde e são encaminhados ao serviço especializado quando o excesso de peso persiste por pelo menos seis meses.

Criado pela Prefeitura de Ribeirão Preto no final de 2025, o Núcleo de Obesidade Infantil reúne uma equipe formada por nutróloga, nutricionista, psicólogo e educador físico para oferecer tratamento especializado e acompanhamento familiar. A médica nutróloga Valéria Moro destaca que a obesidade infantil é uma doença crônica e multifatorial, associada a riscos futuros como diabetes, hipertensão arterial, gordura no fígado, problemas ortopédicos e alguns tipos de câncer. A Secretaria da Saúde reforça que pais e responsáveis devem comparecer às consultas agendadas ou comunicar previamente eventuais impossibilidades, permitindo que as vagas sejam destinadas a outros pacientes que aguardam atendimento.

Primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil chega às farmácias no dia 15 com preço a partir de R$ 452

A primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil, chamada Ozyvi, estará disponível nas farmácias a partir do dia 15 deste mês. O medicamento terá preço sugerido de R$ 452. Já os consumidores que aderirem ao programa de suporte oferecido pela fabricante, válido por três meses, poderão adquirir o produto por R$ 287.

O lançamento chega ao mercado para disputar espaço com medicamentos já consolidados, como Ozempic e Wegovy. De acordo com a EMS, responsável pela fabricação do Ozyvi, o produto será vendido em embalagens contendo uma ou duas canetas, com dosagens variando entre 0,25 mg e 1 mg.

Nesta fase inicial de comercialização, a empresa informou que colocará mais de 500 mil canetas à disposição dos consumidores. A distribuição começará pelas principais redes de farmácias do país e será ampliada gradualmente para outras regiões do Brasil.

O uso do Ozyvi será restrito a pacientes adultos diagnosticados com diabetes mellitus tipo 2. Diferentemente do Ozempic, que possui o mesmo princípio ativo em versão biológica, o novo medicamento ainda não recebeu autorização para ser indicado no tratamento da obesidade.

Conheça os dois novos tratamentos para câncer na próstata. Tecnologia promete menos impacto na vida sexual

As duas técnicas integram o grupo das chamadas terapias focais, que têm como principal diferencial a destruição localizada do tumor, preservando tecidos saudáveis ao redor da área afetada. A abordagem busca reduzir efeitos colaterais e minimizar impactos na qualidade de vida dos pacientes.

Segundo o conselheiro federal do CFM e urologista José Elêrton Secioso de Aboim, relator da norma, embora a terapia focal não seja considerada o tratamento padrão-ouro para o câncer de próstata, ela pode apresentar resultados eficazes em casos específicos.

“É uma técnica menos invasiva, capaz de controlar ou até curar o câncer, com menos impactos negativos na qualidade de vida, especialmente em relação às funções sexual e urinária”, destacou o especialista.

A proposta do tratamento é preservar estruturas próximas à próstata, reduzindo riscos de complicações como incontinência urinária e disfunção sexual, problemas frequentemente associados a procedimentos mais agressivos.

Quem poderá fazer o tratamento

A nova regulamentação estabelece critérios rigorosos para indicação das terapias focais. O procedimento será recomendado para pacientes com câncer de próstata de risco intermediário favorável, unifocal e unilateral, desde que haja compatibilidade entre exames de imagem e análises anatomopatológicas.

Por outro lado, a resolução proíbe a aplicação das técnicas em pacientes classificados com câncer de risco intermediário desfavorável, alto ou muito alto.

Além disso, os métodos poderão ser usados como tratamento de resgate em homens que já passaram por radioterapia externa ou braquiterapia. Em situações excepcionais, também poderão ser indicados para pacientes com câncer de baixo risco, desde que apresentem lesões extensas ou dificuldade em aderir ao acompanhamento clínico contínuo.

Acompanhamento após o procedimento

O CFM também definiu um protocolo de monitoramento para os pacientes submetidos às novas terapias.

Durante o primeiro ano, a dosagem do PSA deverá ser feita a cada três meses. Nos dois anos seguintes, o controle passa a ser semestral e, após esse período, anual.

A resolução ainda recomenda a realização de biópsia prostática entre seis e 12 meses após o tratamento para confirmar a eficácia imediata, além de ressonância magnética multiparamétrica da próstata uma vez por ano.

Técnicas ainda seguem como experimentais

Apesar da liberação do HIFU e da crioablação, outras terapias focais continuam classificadas como experimentais ou investigacionais no Brasil. Entre elas estão a terapia fotodinâmica, a eletroporação irreversível, a ablação focal a laser e a ablação transuretral da próstata por ultrassom (Tulsa), que seguem condicionadas à aprovação dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEP/Conep).

Homens diagnosticados com câncer de próstata passarão a contar com duas novas alternativas terapêuticas no Brasil. O Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou o uso do ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) e da crioablação no tratamento da doença, conforme estabelece a Resolução CFM nº 2.457/26, publicada nesta terça-feira (27) no Diário Oficial da União.

As duas técnicas integram o grupo das chamadas terapias focais, que têm como principal diferencial a destruição localizada do tumor, preservando tecidos saudáveis ao redor da área afetada. A abordagem busca reduzir efeitos colaterais e minimizar impactos na qualidade de vida dos pacientes.

Segundo o conselheiro federal do CFM e urologista José Elêrton Secioso de Aboim, relator da norma, embora a terapia focal não seja considerada o tratamento padrão-ouro para o câncer de próstata, ela pode apresentar resultados eficazes em casos específicos.

“É uma técnica menos invasiva, capaz de controlar ou até curar o câncer, com menos impactos negativos na qualidade de vida, especialmente em relação às funções sexual e urinária”, destacou o especialista.

A proposta do tratamento é preservar estruturas próximas à próstata, reduzindo riscos de complicações como incontinência urinária e disfunção sexual, problemas frequentemente associados a procedimentos mais agressivos.

Quem poderá fazer o tratamento

A nova regulamentação estabelece critérios rigorosos para indicação das terapias focais. O procedimento será recomendado para pacientes com câncer de próstata de risco intermediário favorável, unifocal e unilateral, desde que haja compatibilidade entre exames de imagem e análises anatomopatológicas.

Por outro lado, a resolução proíbe a aplicação das técnicas em pacientes classificados com câncer de risco intermediário desfavorável, alto ou muito alto.

Além disso, os métodos poderão ser usados como tratamento de resgate em homens que já passaram por radioterapia externa ou braquiterapia. Em situações excepcionais, também poderão ser indicados para pacientes com câncer de baixo risco, desde que apresentem lesões extensas ou dificuldade em aderir ao acompanhamento clínico contínuo.

Acompanhamento após o procedimento

O CFM também definiu um protocolo de monitoramento para os pacientes submetidos às novas terapias.

Durante o primeiro ano, a dosagem do PSA deverá ser feita a cada três meses. Nos dois anos seguintes, o controle passa a ser semestral e, após esse período, anual.

A resolução ainda recomenda a realização de biópsia prostática entre seis e 12 meses após o tratamento para confirmar a eficácia imediata, além de ressonância magnética multiparamétrica da próstata uma vez por ano.

Técnicas ainda seguem como experimentais

Apesar da liberação do HIFU e da crioablação, outras terapias focais continuam classificadas como experimentais ou investigacionais no Brasil. Entre elas estão a terapia fotodinâmica, a eletroporação irreversível, a ablação focal a laser e a ablação transuretral da próstata por ultrassom (Tulsa), que seguem condicionadas à aprovação dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEP/Conep).

Especialistas alertam: anabolizantes podem provocar aumento anormal do coração

A morte do influenciador digital e fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, voltou a chamar atenção para os riscos do uso de anabolizantes e seus impactos na saúde cardiovascular. O jovem, que acumulava cerca de 1,7 milhão de seguidores nas redes sociais, foi encontrado morto em seu apartamento, no bairro da Mooca, em São Paulo, no último sábado (23). O atestado de óbito apontou cardiomiopatia hipertrófica como causa da morte.

Conhecido por compartilhar sua rotina intensa de treinos e preparação física, Gabriel já havia falado publicamente sobre o uso de hormônios anabolizantes. Especialistas alertam que o uso excessivo dessas substâncias pode provocar alterações graves no coração, aumentando o risco de insuficiência cardíaca e morte súbita, principalmente entre jovens atletas.

Segundo o cardiologista Herbert Lima Mendes, professor do Instituto de Educação Médica (Idomed), o uso de anabolizantes em altas doses pode levar ao crescimento exagerado do músculo cardíaco. “O coração também é um músculo. A mesma hipertrofia que aumenta braços e pernas pode provocar o aumento anormal do coração”, explicou.

A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença caracterizada pelo espessamento do músculo cardíaco, dificultando o bombeamento adequado do sangue. A condição é considerada uma das principais causas de morte súbita entre jovens e atletas. De acordo com especialistas, o aumento excessivo do coração pode evoluir para insuficiência cardíaca ao longo do tempo.

Os esteroides anabolizantes são drogas sintéticas derivadas da testosterona, utilizadas originalmente para reposição hormonal em pacientes com deficiência do hormônio. Porém, o uso sem acompanhamento médico para fins estéticos ou melhora de desempenho esportivo é considerado perigoso e proibido em diversas situações esportivas.

O cardiologista também destacou que muitos usuários acreditam estar imunes aos efeitos colaterais, comportamento conhecido entre atletas como “Síndrome do Super-Homem”. Segundo ele, a busca por resultados rápidos faz com que muitos aumentem doses e combinem diferentes substâncias, elevando ainda mais os riscos à saúde.

A diretora da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a médica Marcely Bonatto, ressaltou que a cardiomiopatia hipertrófica possui forte componente genético e pode afetar uma em cada 500 pessoas. Muitas vezes, a doença permanece silenciosa durante anos.

De acordo com a especialista, ainda não é possível afirmar que o uso de anabolizantes tenha sido a única causa da morte de Gabriel Ganley. Ela explica que seria necessário avaliar exames cardíacos anteriores para identificar se o influenciador já apresentava predisposição genética para a doença e se os anabolizantes atuaram como fator agravante.

Anvisa libera novo medicamento semelhante ao Ozempic para diabetes tipo 2; valor pode chegar a 30% mais barato

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta terça-feira (26) o registro do medicamento Ozivy, primeira caneta de semaglutida sintética análoga a um produto biológico autorizada para comercialização no Brasil. O novo medicamento utiliza o mesmo princípio ativo presente no Ozempic, cuja patente expirou em março deste ano.

O pedido de registro foi apresentado pela farmacêutica EMS em 2023 e passou por análise técnica da Anvisa, que avaliou critérios de eficácia, segurança e qualidade antes da aprovação para venda no país.

Segundo a agência reguladora, o Ozivy foi aprovado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, atuando como complemento à dieta alimentar e à prática de exercícios físicos. O medicamento será comercializado em formato de solução injetável de aplicação semanal, por meio de caneta preenchida.

Sobre valores, o medicamento deve chegar ao mercado custando 30% menos que o Ozempic.

A Anvisa informou ainda que o novo produto possui uma diferença importante em relação ao medicamento de referência: a forma de armazenamento. O Ozivy deverá permanecer refrigerado antes e também após o início do tratamento, enquanto o produto original possui orientações diferentes de conservação após aberto.

Apesar de utilizar o mesmo princípio ativo do Ozempic, o Ozivy não é considerado um medicamento genérico. Isso porque a legislação brasileira não prevê genéricos para produtos biológicos. O composto foi classificado pela Anvisa como um medicamento novo, desenvolvido como análogo sintético de produto biológico.

Após a aprovação do registro sanitário, o próximo passo para a comercialização será a definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). A data de lançamento no mercado ficará a critério da empresa responsável pelo produto.

Para eventual distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o medicamento ainda precisará passar por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e obter aprovação do Ministério da Saúde. Nem todos os medicamentos registrados pela Anvisa chegam a ser incorporados à rede pública.

Mulheres de 45 a 64 anos lideram mercado de cannabis medicinal no país

As mulheres mais velhas e economicamente ativas são hoje as principais consumidoras de cannabis medicinal importada no Brasil. É o que revela um levantamento inédito divulgado pela empresa Blis Data em homenagem ao Mês das Mães. O estudo analisou o perfil de brasileiras com filhos que utilizam medicamentos à base de cannabis sob prescrição médica.

De acordo com a pesquisa, mulheres entre 55 e 64 anos representam a maior parcela das pacientes, somando 28,2% do total. Em seguida aparecem aquelas com idade entre 45 e 54 anos, responsáveis por 27,2% dos casos. Juntas, essas duas faixas etárias concentram mais da metade das consumidoras de cannabis medicinal no país.

O levantamento também mostra que a maior parte das pacientes possui rotina ativa. Cerca de 79,9% das mulheres entrevistadas trabalham, enquanto 75,1% afirmaram praticar atividades físicas regularmente. Regionalmente, o Sudeste lidera o número de pacientes, concentrando 61,6% dos casos, seguido pela região Sul, com 19,7%. As demais regiões brasileiras também aparecem na pesquisa.

A análise foi realizada com base em uma amostragem de 7.092 mulheres com filhos, selecionadas dentro de um banco de dados de aproximadamente 70 mil pacientes em tratamento com cannabis medicinal na América Latina.

Entre os principais motivos para o uso dos medicamentos estão distúrbios do sono, responsáveis por 28,9% dos tratamentos, e dores crônicas, que representam 16,3%. Questões relacionadas à saúde mental também aparecem em destaque, com transtorno de ansiedade correspondendo a 14,9% dos casos e depressão a 9,2%.

Outras condições relatadas pelas pacientes incluem fibromialgia, estresse pós-traumático e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Segundo o estudo, sete em cada dez mães utilizam a cannabis medicinal em conjunto com medicamentos convencionais. Além disso, metade das entrevistadas afirmou nunca ter feito uso da substância antes de iniciar o tratamento médico prescrito.

Maio Vermelho: Prefeitura intensifica exames para diagnóstico precoce do câncer bucal

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, realiza entre os dias 25 e 29 de maio uma ação especial da campanha Maio Vermelho, voltada à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer bucal. Durante a semana, as unidades de saúde com atendimento odontológico irão intensificar a realização de exames para identificar possíveis sinais da doença.

Para participar, não é necessário agendamento prévio. O morador deve procurar uma unidade de saúde que ofereça atendimento odontológico. A avaliação é rápida, simples e indolor, feita por meio da observação e palpação das estruturas da boca e do pescoço, com o objetivo de detectar alterações suspeitas.

Entre os principais sinais de alerta estão feridas na boca que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas, nódulos no pescoço, rouquidão persistente e dificuldade para mastigar, engolir ou falar. Caso o profissional identifique alguma alteração, o paciente será encaminhado para exames complementares e, se necessário, confirmação diagnóstica por meio de biópsia.

Segundo a gerente de Odontologia, Vanessa Borin, a identificação precoce da doença é decisiva para aumentar as chances de cura e reduzir complicações no tratamento. “A detecção precoce do câncer bucal é essencial, pois aumenta significativamente as chances de cura e reduz as complicações do tratamento. O exame é rápido, simples e indolor”, destaca.

Além dos exames, as unidades de saúde também irão promover orientações sobre os fatores de risco associados ao câncer bucal. O tabagismo e o consumo excessivo de álcool, principalmente quando combinados, estão relacionados a cerca de 90% dos casos. Outros fatores de risco incluem exposição solar sem proteção, infecção por HPV e uso de cigarros eletrônicos.

O câncer bucal está entre as neoplasias mais comuns no Brasil, com maior incidência entre homens. Embora possa ser diagnosticado ainda em fase inicial, muitos casos acabam sendo descobertos tardiamente, o que torna o tratamento mais complexo e reduz as chances de recuperação.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, em 2025 foram realizados cerca de 6 mil exames. Para este ano, a meta é alcançar pelo menos 7.100 avaliações, ampliando o acesso à prevenção e ao diagnóstico precoce, especialmente entre os grupos considerados mais vulneráveis.