Gêmeas siamesas morrem durante última cirurgia de separação no HC de Ribeirão Preto

As gêmeas siamesas Heloísa e Helena, de São José dos Campos (SP), morreram na noite deste sábado (15), durante a quinta e última cirurgia do processo de separação realizado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. As meninas eram craniópagas, condição em que os irmãos nascem unidos pela cabeça.

Segundo o Hospital das Clínicas, o procedimento durou aproximadamente 15 horas. Em nota, a equipe médica informou que as crianças não resistiram à etapa final da cirurgia. Até a última atualização divulgada pelo hospital, não haviam sido informadas as causas que levaram à morte das meninas.

A última operação vinha sendo planejada há mais de um ano e envolveu uma preparação complexa. Para mapear as estruturas compartilhadas pelas irmãs e definir as estratégias cirúrgicas, as equipes utilizaram exames de tomografia e ressonância magnética, além de recursos de realidade virtual e modelos anatômicos produzidos em impressão 3D.

Mais de 50 profissionais participaram do processo, entre médicos, equipes de saúde e profissionais de apoio. As cirurgias de separação começaram em 2024 e, antes da quinta etapa, Heloísa e Helena haviam passado por outras quatro operações, que foram concluídas com sucesso.

O caso foi o terceiro de gêmeas craniópagas conduzido pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Nas duas experiências anteriores, as separações foram concluídas com sucesso. A equipe médica ainda não divulgou detalhes sobre as complicações que resultaram na morte das meninas durante a etapa final do procedimento.

Você tem muita dor de cabeça ? Médicos fazem alerta se isto for recorrente

Você tem muita dor de cabeça, também conhecidas como cefaleia ? Especialistas fazem um alerta para um problema que afeta milhões de pessoas e pode ir muito além de uma simples dor de cabeça. Considerada uma das condições neurológicas mais incapacitantes do mundo, a cefaleia pode comprometer diretamente a qualidade de vida, produtividade, estudos e atividades diárias. Médicos recomendam atenção especial para quem apresenta três ou mais episódios de dor por mês durante pelo menos três meses consecutivos, indicando a necessidade de avaliação especializada.

Embora muitas vezes esteja relacionada a fatores comuns, como estresse, desidratação, noites mal dormidas ou má alimentação, a dor de cabeça também pode estar associada a doenças mais sérias, incluindo enxaqueca crônica, sinusite e até alterações neurológicas importantes. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que os transtornos relacionados à cefaleia estão entre as condições neurológicas mais frequentes do planeta, atingindo cerca de 40% da população mundial, o equivalente a aproximadamente 3,1 bilhões de pessoas.

Entre os tipos mais incapacitantes está a enxaqueca, considerada atualmente a segunda principal causa de incapacidade no mundo. No Brasil, mais de 30 milhões de pessoas convivem com o problema, sendo as mulheres as mais afetadas devido a fatores hormonais. Segundo especialistas, a enxaqueca crônica pode ser caracterizada por crises em 15 dias ou mais por mês, frequentemente acompanhadas por náuseas, sensibilidade à luz, sons intensos e outros sintomas que impactam a rotina do paciente.

Médicos reforçam que alguns sinais não devem ser ignorados, como dores muito intensas e repentinas, mudança no padrão habitual, alterações visuais, dificuldade na fala, perda de força, confusão mental ou episódios de desequilíbrio. Além disso, especialistas alertam para os riscos da automedicação, prática comum entre pessoas que sofrem com dores frequentes. O uso excessivo de analgésicos pode agravar a intensidade e aumentar a frequência das crises. A recomendação é buscar diagnóstico precoce e tratamento individualizado, que pode envolver acompanhamento multidisciplinar com neurologistas, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e outros profissionais.