Funcionários de fazenda fora presos por furtarem café em grande quantidade

Dois homens foram presos em flagrante por furto de café em uma propriedade rural de Santo Antônio da Alegria, na região de Ribeirão Preto.

A ação aconteceu durante um patrulhamento rural da Polícia Militar, que identificou um trator com carreta circulando nas proximidades de uma fazenda e decidiu realizar uma averiguação.

Em uma primeira vistoria, os policiais encontraram apenas uma lona escondida em meio ao matagal. Horas depois, ao retornarem ao local, localizaram novamente o trator e deram início às diligências.

Durante a apuração, foi constatado que o veículo pertencia à própria fazenda e era conduzido por um funcionário da propriedade.

As investigações apontaram que dois funcionários estavam envolvidos no furto de aproximadamente 12 mil litros de café a granel, recém-colhido.

Segundo a Polícia Militar, o plano era deixar a carga escondida sob a lona encontrada anteriormente e retirá-la durante a noite com o apoio de outros envolvidos.

Diante dos fatos, os dois suspeitos foram presos em flagrante e permaneceram à disposição da Justiça.

A Polícia Militar destacou que a ação reforça o trabalho de combate aos crimes no meio rural e de proteção aos produtores da região.

Tomar café pode reduzir chances de demência. Qual a quantidade certa ?

Se você sente que o café ou o chá do dia a dia ajudam a manter a mente mais ativa, a ciência indica que essa percepção pode ter fundamento. Uma nova pesquisa de grande escala identificou possíveis benefícios cognitivos associados ao consumo regular de bebidas com cafeína, especialmente quando ingeridas com moderação. A recomendação observada no estudo gira em torno de duas a três xícaras de café ou uma a duas xícaras de chá por dia.

De acordo com os pesquisadores, pessoas que mantiveram esse padrão ao longo de décadas apresentaram menor probabilidade de desenvolver demência em comparação com aquelas que consumiam pouca ou nenhuma cafeína. O levantamento acompanhou 131.821 participantes por até 43 anos, tornando-se um dos mais extensos já realizados sobre o tema. Para Aladdin Shadyab, professor associado de saúde pública e medicina na Universidade da Califórnia em San Diego, que não integrou a pesquisa, trata-se de um estudo robusto, de longo prazo e com resultados consistentes tanto para homens quanto para mulheres.

Os dados foram publicados no JAMA e, embora não comprovem que a cafeína seja a causa direta da redução no risco, indicam uma associação relevante mesmo após o controle de diversos fatores. Os cientistas ajustaram variáveis como doenças pré-existentes, uso de medicamentos, alimentação, nível educacional, condição socioeconômica, histórico familiar de demência, índice de massa corporal, tabagismo e saúde mental. A relação positiva também foi observada entre indivíduos com predisposição genética para Alzheimer e outros tipos de demência.

A pesquisa analisou dados de dois estudos tradicionais com profissionais da saúde: o Nurses’ Health Study e o Health Professionals Follow-up Study. Ao longo do acompanhamento, 11.033 participantes receberam diagnóstico de demência, confirmado por registros médicos ou atestados de óbito. Em comparação com quem quase não consumia cafeína, aqueles que ingeriam de uma a cinco xícaras diárias de café com cafeína apresentaram cerca de 20% menos risco de demência. Já entre os que bebiam ao menos uma xícara de chá por dia, a redução foi de aproximadamente 15%, reforçando a hipótese de que o consumo moderado pode estar ligado à proteção do cérebro ao longo do envelhecimento.