Mortes no trânsito caem 10,4% no Estado de São Paulo no início de 2026

O Estado de São Paulo registrou queda de 10,4% no número de mortes no trânsito no primeiro bimestre deste ano, de acordo com dados do Infosiga, sistema de estatísticas gerenciado pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP). Foram contabilizados 817 óbitos no período, contra 912 no mesmo intervalo de 2025. Além da redução nas mortes, também houve diminuição de 5,6% nos sinistros com vítimas não fatais, que passaram de 15.390 para 14.532 ocorrências.

A maior redução proporcional foi registrada entre ciclistas. No primeiro bimestre, foram 32 mortes, contra 60 no mesmo período do ano passado, o que representa queda de 46,7%. Entre ocupantes de automóveis, o número de óbitos caiu 10,6%, passando de 179 para 160. Já as mortes de pedestres recuaram 3,3%, com 206 registros neste ano, frente a 213 no mesmo período de 2025. Entre motociclistas, grupo que concentra a maior parte das vítimas, também houve queda: foram 364 mortes, contra 384 no primeiro bimestre do ano anterior, redução de 5,2%.

Na capital paulista, os dados também apontam diminuição nas mortes no trânsito. No primeiro bimestre, foram registrados 129 óbitos, contra 135 no mesmo período do ano passado, queda de 4,4%. As mortes de motociclistas na cidade caíram de 63 para 60 casos, redução de 4,8%. Entre pedestres, o recuo foi de 5,3%, passando de 57 para 54 ocorrências no mesmo período de comparação.

Perigo na rodovias. Quase 44% das mortes nas estradas envolvem veículos de carga

A Polícia Rodoviária Federal divulgou nesta segunda-feira (23) o balanço da Operação Rodovida e informou que 1.172 pessoas morreram nas rodovias federais brasileiras nos últimos 66 dias. Desse total, 514 vítimas estavam em acidentes com veículos de carga, o que representa 43,93% das mortes. Ao todo, foram registrados 3.149 sinistros envolvendo caminhões e outros veículos pesados, equivalente a 23,81% do total de acidentes nas estradas. Os dados foram apresentados durante evento de encerramento da operação, em Aracaju (SE).

A Operação Rodovida teve início em 18 de dezembro e foi encerrada no último domingo (22), com foco na segurança viária durante períodos de maior fluxo, como férias escolares, Natal, Ano Novo e Carnaval. Segundo a PRF, entre os acidentes com veículos de carga, as colisões frontais lideraram o número de mortes, com 288 óbitos — o maior índice entre os tipos de ocorrência registrados.

O período de Carnaval acendeu um alerta: 130 pessoas morreram nas rodovias federais, tornando-se o Carnaval mais violento da última década, conforme a corporação. Houve ainda um aumento de 8,54% nos acidentes graves durante os dias de folia. A maioria das vítimas estava em automóveis e motocicletas, reforçando a preocupação com imprudência e comportamentos de risco nas estradas brasileiras.

Durante toda a operação, a PRF flagrou 1,2 milhão de veículos trafegando acima da velocidade permitida, além de 58,7 mil ultrapassagens irregulares e 11,1 mil motoristas dirigindo sob efeito de álcool. Também foram registradas 9,6 mil autuações por uso de celular ao volante, 54,5 mil pessoas sem cinto de segurança ou sem cadeirinha para crianças, 10,3 mil motociclistas sem capacete e 17,1 mil motoristas profissionais que desrespeitaram a Lei do Descanso. Os números reforçam o desafio da fiscalização e da conscientização para reduzir mortes nas rodovias federais.

Mais de 1,1 mil pessoas foram salvas no litoral de SP pelos bombeiros durante período de festas, 10 morreram afogadas somente em 2026

O Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo resgatou mais de 1,1 mil pessoas durante o período de férias nas praias do litoral paulista. Os dados fazem parte do balanço da Operação Verão Integrada, ação inédita do Governo de São Paulo que reúne diferentes órgãos para reforçar a segurança, a saúde, a mobilidade e a proteção ambiental durante a alta temporada, marcada pelo aumento expressivo de turistas.

Desde 1º de dezembro, foram 1.184 pessoas salvas em situações de risco no mar, além do atendimento a 688 ocorrências nas praias paulistas. O helicóptero Águia, da Polícia Militar, participou de pelo menos 20 salvamentos. Até o dia 4 de janeiro, as equipes realizaram cerca de 419 mil ações preventivas, com orientações e intervenções diretas para evitar acidentes em áreas consideradas perigosas.

A Operação Praia Segura segue em andamento até 31 de março, com mais de 500 guarda-vidas temporários e o efetivo do Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar) atuando ao longo do litoral. Segundo a capitão Karoline Burunsizian, o reforço é fundamental especialmente no período de festas de fim e começo de ano, quando há grande concentração de banhistas. De acordo com ela, a ampliação do efetivo tem contribuído diretamente para a redução do número de vítimas durante a alta temporada.

Somente nos três primeiros dias dos ano em 2026, 10 pessoas morreram afogadas.