Remédio para osteoporose pode combater doenças provocadas pelo excesso de ferro no organismo

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que dois medicamentos utilizados no tratamento da osteoporose — etidronato e tiludronato — podem ajudar no combate a doenças causadas pela sobrecarga de ferro no organismo. Em experimentos realizados com células humanas, os fármacos conseguiram se ligar ao ferro em excesso, reduzir o estresse oxidativo e evitar danos celulares. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica BioMetals e indicam potencial para o reposicionamento desses medicamentos como alternativa terapêutica.

Atualmente, apenas três quelantes de ferro são aprovados para tratar o acúmulo do metal no corpo, mas os efeitos colaterais, como náuseas e desconfortos gastrointestinais, podem comprometer a adesão ao tratamento. Segundo o professor Breno Pannia Espósito, do Instituto de Química da USP e autor da pesquisa, os bisfosfonatos apresentam grupos de fosfato em sua estrutura química, o que favorece a ligação com íons de ferro. O excesso desse mineral pode gerar radicais livres e provocar danos celulares graves, estando associado a condições como hemocromatose e talassemia, além de casos decorrentes de transfusões sanguíneas frequentes.

Nos testes, mesmo na presença de níveis fisiológicos de cálcio — que compete com o ferro no organismo — os medicamentos mantiveram desempenho semelhante ao de quelantes tradicionais. Outros bisfosfonatos também foram avaliados e mostraram eficácia na inibição da oxidação, embora com maior toxicidade celular, enquanto o ranelato de estrôncio não apresentou capacidade de quelação. Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que os experimentos foram realizados apenas em culturas celulares, sendo necessários novos estudos pré-clínicos e clínicos para confirmar a segurança e a eficácia da possível nova aplicação terapêutica.

Câncer de pênis causa quase 3 mil amputações no país em cinco anos e Ribeirão Preto registra 15 pacientes

Levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) aponta que 2.949 amputações parciais ou totais de pênis foram realizadas no Brasil entre janeiro de 2021 e novembro de 2025 em decorrência do câncer. No mesmo período, 2.359 mortes foram registradas, segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

Embora concentre incidência maior nas regiões Norte e Nordeste do país, dados do Painel Oncologia Brasil, do Datasus, mostram que, nos últimos cinco anos, 15 pacientes precisaram de tratamento para câncer de pênis em Ribeirão Preto. O painel registra a realização de cinco cirurgias motivadas pela doença no município, entre 2021 e 2025.

De acordo com o uro-oncologista Luís César Zaccaro, os números demonstram a importância da informação e do diagnóstico precoce. “Estamos falando de um câncer amplamente prevenível e, na maioria das vezes, tratável quando identificado no início. O problema é que muitos homens demoram a procurar ajuda, seja por vergonha, desconhecimento ou subestimação dos sintomas”, afirma.

Sintomas que não devem ser ignorados

Segundo a SBU, o câncer de pênis é mais frequente em homens com 50 anos ou mais. Entre os principais sinais de alerta estão: Ferida na glande ou no corpo do pênis que não cicatriza; Sangramento sob o prepúcio; Secreção com odor forte; Alterações de cor ou espessura da pele e Ínguas na virilha.

“O paciente pode notar inicialmente uma área avermelhada persistente, uma pequena ferida ou até uma lesão com aspecto de verruga que cresce com o tempo. Qualquer alteração que não cicatrize deve ser avaliada por um urologista o quanto antes”, orienta Zaccaro.

Fatores de risco

Entre os fatores associados ao aumento do risco estão higiene íntima inadequada, fimose, infecção pelo HPV, tabagismo e condições socioeconômicas mais vulneráveis.

“A infecção pelo HPV é um dos principais fatores envolvidos. Por isso, a vacinação de meninos e meninas é uma estratégia fundamental de prevenção. Além disso, hábitos simples, como a higienização correta da região íntima, fazem toda a diferença”, destaca o médico.

Prevenção começa na rotina

A SBU reforça a importância da higiene diária com água e sabão, retraindo o prepúcio para remoção do esmegma – secreção esbranquiçada e natural, composta por células mortas da pele, óleos e umidade -, inclusive após relações sexuais, além do uso de preservativo.

“Não é um cuidado complexo, mas precisa ser constante. O câncer de pênis está muito relacionado à falta de higiene adequada e à exposição prolongada a fatores de risco. A prevenção está, em grande parte, nas atitudes do dia a dia”, destaca Zaccaro.

Tratamento e chances de cura

Quando diagnosticado precocemente, o câncer de pênis pode ser tratado com procedimentos conservadores, preservando a função urinária e sexual. Em fases iniciais, podem ser indicadas biópsias, remoção local da lesão ou uso de medicamentos tópicos.

Lesões pequenas e superficiais permitem abordagens menos invasivas, com grande chance de cura e preservação do órgão. O desafio é evitar que o paciente chegue tardiamente, quando a amputação parcial ou total pode se tornar necessária.

Nos casos mais avançados, pode haver necessidade de cirurgias maiores, retirada de linfonodos da virilha, além de quimioterapia, imunoterapia ou radioterapia, conforme cada situação.

“Nenhuma ferida no pênis deve ser tratada com vergonha ou automedicação. Quanto mais cedo o homem procurar avaliação, maiores são as chances de cura e menores as consequências físicas e emocionais”, finaliza o uro-oncologista.

Ribeirão inicia funcionamento da URA que atenderá pacientes com urgência; mas de menor complexidade

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, iniciou nesta quarta-feira (18) o funcionamento da nova URA (Unidade de Retorno Assistencial), ampliando a rede pública e fortalecendo o atendimento de urgência e emergência no município. O serviço passa a atuar como etapa intermediária entre a alta das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e a internação hospitalar, garantindo mais organização no fluxo de pacientes e reduzindo a sobrecarga nos hospitais. A iniciativa representa um avanço estratégico na saúde pública de Ribeirão Preto, com foco em eficiência, humanização e qualidade no atendimento.

Instalada no NGA-59 (Núcleo de Gestão Ambulatorial), no bairro Campos Elíseos, a unidade tem capacidade para atender até 60 pacientes por dia, com funcionamento diário das 7h às 19h. A URA conta com equipes médicas, profissionais de enfermagem e suporte multiprofissional, oferecendo acompanhamento clínico, realização de exames seriados e reavaliação médica. O atendimento é destinado a pacientes encaminhados pelas UPAs que não necessitam de internação hospitalar imediata, como casos de dor torácica de baixo ou médio risco, crises asmáticas leves a moderadas, infecções sem sinais de sepse, dor abdominal inespecífica e descompensações glicêmicas leves.

De acordo com o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho, a implantação da URA fortalece a rede de urgência ao criar uma etapa intermediária de cuidado, assegurando monitoramento seguro e protocolos bem definidos. A medida deve contribuir para reduzir internações desnecessárias, otimizar a ocupação de leitos hospitalares e garantir que os casos mais graves tenham prioridade. Com a nova estrutura, a Prefeitura de Ribeirão Preto avança na qualificação da assistência e reforça o compromisso com a ampliação e modernização dos serviços de saúde no município.

Confira o significado e a importância da campanha Fevereiro Roxo e Laranja na prevenção de doenças

Durante este mês, as cores roxa e laranja são utilizadas em diversos meios de comunicação com o objetivo de atentar para a conscientização e combate de algumas doenças.

A cor roxa foi escolhida para a conscientização do Lúpus, da Fibromialgia e do Mal de Alzheimer. Já a cor laranja foi incluída na campanha para conscientizar um dos tipos mais graves de câncer, a Leucemia.

Lúpus
O Lúpus é caracterizado como um distúrbio crônico que faz com que o organismo produza mais anticorpos que o necessário para manter o organismo em pleno funcionamento. Os anticorpos em excesso passam a atacar o organismo, causando inflamações nos rins, pulmões, pele e articulações. Segundo o Ministério da Saúde, o Lúpus Sistêmico (Les) é a forma mais séria da doença e também a mais comum afetando aproximadamente 70% dos pacientes com Lúpus. Ele afeta principalmente mulheres, sendo 9 em 10 pacientes com o risco mais elevado durante a idade fértil.

Fibromialgia
Já a Fibromialgia ataca especificamente as articulações, causando dores por todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões. A síndrome também provoca cansaço excessivo, alterações no sono, ansiedade e depressão. A doença pode aparecer depois de eventos graves como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção. O motivo pelo qual pessoas desenvolvem a doença ainda é desconhecido. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) calcula que a fibromialgia afeta cerca de 3% da população. De cada 10 pacientes com fibromialgia, sete a nove são mulheres.

Alzheimer
O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social. Com o passar do tempo, ela também interfere no comportamento e personalidade da pessoa, causando consequências como a perda de memória. O Alzheimer é a causa mais comum de demência – um grupo de distúrbios cerebrais que causam a perda de habilidades intelectuais e sociais. No Brasil, existem cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade. Seis por cento delas têm a doença de Alzheimer, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz).

Leucemia
Leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente, de origem desconhecida. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que em 2019 a leucemia teve mais de 10 mil novos casos. Os sintomas incluem anemia, palidez, sonolência, fadiga, palpitação, manchas roxas na pele ou pontos vermelhos, bem como gânglios linfáticos inchados, perda de peso, febre e dores nas articulações e ossos.

A campanha também frisa a importância da doação de medula óssea. A doação é muito importante, pois a cada cem mil pacientes, apenas um doador é compatível.

Procure orientação em uma Unidade de Saúde.

Anvisa aprova novo medicamento para tratar doença que causa sequelas graves em crianças e adultos

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Sephience, um novo medicamento para o tratamento da fenicetonúria, ou PKU, como é conhecida mundialmente. A doença genética grave é causada pela deficiência da enzima hepática responsável pela conversão da fenilalanina presente nas proteínas da alimentação, em tirosina.  

A fenilalanina é um aminoácido essencial para o organismo, mas sua ingestão deve ser rigorosamente controlada nos fenilcetonúricos. A elevação dessa enzima no sangue tem efeito neurotóxico e suas sequelas são graves – com o desenvolvimento de déficits neurocognitivos e deficiência intelectual severa e irreversível. Os efeitos, porém, podem ser evitadas, caso as crianças recebam assistência dietoterápica adequada precocemente.  

O controle dos níveis séricos da fenilalanina, que deve ser iniciado no primeiro mês de vida e mantido a vida inteira. O medicamento aprovado, indicado para pacientes pediátricos e adultos, ajuda justamente na quebra desse aminoácido e pode ampliar as possibilidades de dieta e melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos pacientes. 

Como outras enfermidades raras, a frequência dessa doença é reduzida. Segundo o Ministério da Saúde, ela é verificada em apenas um de cada 15 mil a 17 mil nascimentos.

Se liga nestas 6 dicas para você se recuperar após o carnaval

Com o fim do Carnaval, chega o momento de desacelerar e cuidar do corpo após dias intensos de festa. Para ajudar na recuperação e garantir um retorno mais tranquilo à rotina, especialistas recomendam algumas medidas simples, mas fundamentais. Confira seis orientações para restabelecer o equilíbrio e a disposição no pós-folia.

1. Priorize o descanso

Depois de noites mal dormidas, é essencial recuperar as horas de sono. Reserve momentos para relaxar, faça cochilos curtos se necessário e procure dormir entre 7 e 8 horas por noite. O sono adequado contribui para a recuperação física e mental, fortalece o sistema imunológico, melhora a concentração e favorece o bem-estar emocional.

2. Reforce a hidratação

O consumo de bebidas alcoólicas costuma aumentar durante o Carnaval, o que pode levar à desidratação. Para reequilibrar o organismo, beba bastante água ao longo do dia. Também vale apostar em sucos naturais, água de coco e chás sem cafeína. Essas opções ajudam a repor líquidos e minerais perdidos, além de amenizar os efeitos do álcool no corpo.

3. Retome uma alimentação equilibrada

Se houve exageros com frituras, doces e refeições rápidas, este é o momento de fazer ajustes. Priorize alimentos in natura, como frutas, verduras, legumes e grãos integrais. Inclua proteínas magras — como frango, peixe e leguminosas — para auxiliar na reposição de nutrientes essenciais e na recuperação do organismo.

4. Dê atenção à pele

A exposição ao sol, o uso prolongado de maquiagem e a privação de sono podem afetar a saúde da pele. Invista em uma limpeza suave para remover resíduos e impurezas, mantenha a hidratação com produtos adequados e utilize protetor solar diariamente. Ingredientes como ácido hialurônico e vitamina E podem auxiliar na regeneração e na manutenção da elasticidade da pele.

5. Volte às atividades físicas gradualmente

Retomar a prática de exercícios é importante para recuperar o condicionamento físico e o equilíbrio do corpo. No entanto, o ideal é começar com atividades leves, como caminhadas e alongamentos, evitando sobrecarga e possíveis lesões. Aos poucos, é possível intensificar o ritmo conforme o organismo se readapta.

6. Faça exames para ISTs, se necessário

Quem teve relações sexuais desprotegidas durante o período festivo deve procurar orientação médica e realizar exames para detecção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento adequado e para evitar complicações.

Com pequenas mudanças de hábito, é possível recuperar a energia, fortalecer a saúde e iniciar o ano com mais disposição após a maratona de Carnaval.

Tomar café pode reduzir chances de demência. Qual a quantidade certa ?

Se você sente que o café ou o chá do dia a dia ajudam a manter a mente mais ativa, a ciência indica que essa percepção pode ter fundamento. Uma nova pesquisa de grande escala identificou possíveis benefícios cognitivos associados ao consumo regular de bebidas com cafeína, especialmente quando ingeridas com moderação. A recomendação observada no estudo gira em torno de duas a três xícaras de café ou uma a duas xícaras de chá por dia.

De acordo com os pesquisadores, pessoas que mantiveram esse padrão ao longo de décadas apresentaram menor probabilidade de desenvolver demência em comparação com aquelas que consumiam pouca ou nenhuma cafeína. O levantamento acompanhou 131.821 participantes por até 43 anos, tornando-se um dos mais extensos já realizados sobre o tema. Para Aladdin Shadyab, professor associado de saúde pública e medicina na Universidade da Califórnia em San Diego, que não integrou a pesquisa, trata-se de um estudo robusto, de longo prazo e com resultados consistentes tanto para homens quanto para mulheres.

Os dados foram publicados no JAMA e, embora não comprovem que a cafeína seja a causa direta da redução no risco, indicam uma associação relevante mesmo após o controle de diversos fatores. Os cientistas ajustaram variáveis como doenças pré-existentes, uso de medicamentos, alimentação, nível educacional, condição socioeconômica, histórico familiar de demência, índice de massa corporal, tabagismo e saúde mental. A relação positiva também foi observada entre indivíduos com predisposição genética para Alzheimer e outros tipos de demência.

A pesquisa analisou dados de dois estudos tradicionais com profissionais da saúde: o Nurses’ Health Study e o Health Professionals Follow-up Study. Ao longo do acompanhamento, 11.033 participantes receberam diagnóstico de demência, confirmado por registros médicos ou atestados de óbito. Em comparação com quem quase não consumia cafeína, aqueles que ingeriam de uma a cinco xícaras diárias de café com cafeína apresentaram cerca de 20% menos risco de demência. Já entre os que bebiam ao menos uma xícara de chá por dia, a redução foi de aproximadamente 15%, reforçando a hipótese de que o consumo moderado pode estar ligado à proteção do cérebro ao longo do envelhecimento.

Como cuidar bem da saúde neste período de carnaval sem cometer exageros

O Carnaval está rolando e junto com ele a maratona de bloquinhos, festas e viagens. Nestes dois dias que restam de folia, muitas pessoas vão sair da rotina, inclusive com a forma de se alimentar durante este período. Pensando nisso, a gerente de Nutrição do HCor, Rosana Perim, dá dicas para manter a dieta e cuidar da saúde, para evitar a desidratação e ter energia para curtir todos os dias de folia. A maratona de festa exige muita preparação e disposição. E para deixar a saúde em dia é importante evitar ingerir alimentos gordurosos e de difícil digestão, assim como as bebidas alcóolicas.

Para os foliões que vão passar muitas horas na rua, a dica é se alimentar antes de sair de casa. “O ideal é comer alimentos leves e que forneçam bastante energia para ter pique por bastante tempo. Açaí com granola, tapioca com suco de frutas, macarrão ao sugo, carnes magras, aves, peixes grelhados ou assados e um sanduíche natural com chá gelado ou água de coco, além das frutas e saladas são boas opções”, orienta Rosana Perim.

Hidratação sempre:

A perda de líquidos e sais minerais é grande, sendo assim, o consumo de água requer atenção. Outra maneira de repor a perda de líquidos é ingerindo sucos naturais, água de coco, bebidas isotônicas e frutas ricas em água (melancia, laranja, melão, abacaxi). “Mesmo durante o consumo de bebidas alcoólicas é importante que as pessoas bebam água, pois a cerveja, vodca, e outras bebidas alcoólicas têm função diurética, portanto não hidratam o nosso organismo. Já as bebidas isotônicas podem ser consumidas, pois repõem os minerais perdidos durante a transpiração e tem a finalidade de prevenir a desidratação”, sugere a nutricionista.

Blocos de rua:

É importante não esquecer de levar lanchinhos na bolsa. Opte por castanhas e nozes, barrinha de cereais ou proteicas, frutas secas como ameixa e damasco ou frutas naturais. Segundo a nutricionista do HCor, esses são alimentos que saciam a fome, além de serem pequenos e fáceis de transportar e não precisam de refrigeração”, explica Perim.

Desfiles no Sambódromo:

Ou em algum outro local onde não seja permitida a entrada de alimentos, lembre-se de fazer uma boa refeição antes de sair de casa. E no local, procure ingerir produtos que sejam menos manipulados.

Carnaval na praia:

A proposta é desviar dos alimentos expostos ao sol ou as altas temperaturas. Prefira os sucos naturais, água de coco, picolés de frutas, mix de castanhas, biscoitos integrais ou polvilho, frutas secas e frescas. Sanduíches naturais com ovos e maionese devem ser evitados. Prefira somente aqueles que estiverem em refrigeração.

Dicas da nutricionista do HCor para quem vai cair na folia:

Prepare os sanduíches naturais com diversos tipos de pães (aveia, centeio, trigo, integral e outros), recheados com peito de peru, frango, atum, sardinha, rosbife, queijo branco, ricota, queijo cottage, além de hortaliças e legumes (folhas em geral, cenoura e beterraba ralada, tomate e outros).

Consuma frutas, verduras e legumes, para que você esteja em dia com a ingestão de vitaminas e sais minerais. “Nesses dias você terá um gasto energético elevado, portanto não deixe de repor essa energia com alimentos ricos em carboidratos, como o arroz, macarrão, batata, pão, cereais e outros, de preferência integrais, pois o carboidrato vai fornecer a energia que você precisa para curtir os dias de  folia, dando maior sensação de saciedade”, alerta.

Evite alimentos gordurosos, frituras, salgadinhos de pacote. Prefira as carnes brancas e vermelhas magras, grelhadas, assadas ou cozidas, que contêm menos gordura e são mais fáceis de serem digeridas. “As sobremesas refrescantes são as melhores opções. Escolha sempre frutas, gelatinas, sorvete de frutas ou compotas geladas”, orienta.

“A alimentação saudável garante uma boa imunidade, sendo assim, se alimentar bem e descansar o máximo possível garantem mais saúde e pique para aproveitar o Carnaval”, aconselha Rosana Perim, nutricionista do HCor.

Cresce o número de idosos praticantes de atividades físicas no estado de São Paulo

Praticar exercícios físicos é cada vez mais parte da rotina dos paulistas. Mais da metade da população do Estado de São Paulo realiza algum tipo de atividade física, segundo levantamento da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Em 2019, esse percentual era de 39%, o que indica um avanço significativo nos últimos anos.

O crescimento é ainda mais expressivo entre pessoas com 60 anos ou mais. Em 2019, apenas três em cada dez idosos praticavam atividades esportivas. Já em 2025, o índice chegou a 52%. Para o Seade, o resultado reflete maior conscientização sobre a importância do autocuidado e da preservação da funcionalidade física ao longo do envelhecimento.

Gênero, renda e frequência

A pesquisa foi realizada em setembro de 2025, por meio de entrevistas remotas com moradores de todas as regiões do estado. Na comparação com os levantamentos de 2019, 2023 e 2024, os dados indicam que o hábito de se exercitar foi incorporado por uma parcela significativa da população.

A adesão é maior entre homens e cresce conforme aumentam a escolaridade e a renda familiar. Entre os praticantes, oito em cada dez afirmam realizar atividades físicas duas ou mais vezes por semana. Além disso, três em cada dez dedicam mais de uma hora por dia à prática esportiva, consolidando a percepção sobre os benefícios da regularidade dos exercícios.

Queda entre jovens

Apesar do avanço geral, o estudo aponta uma redução no percentual de jovens de até 29 anos fisicamente ativos. Apenas no último ano, houve queda de oito pontos percentuais nesse grupo, passando de 61% para 53%.

De acordo com o Seade, o recuo pode estar associado à diminuição do interesse por hábitos saudáveis, impulsionados no período pós-pandemia, além da retomada das atividades presenciais de estudo e trabalho, que impactaram a rotina dessa faixa etária.

Alerta – Anvisa suspende venda de fórmula infantil Alfamino, da Nestlé

Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa)  suspendeu a comercialização, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso de 10 lotes da fórmula infantil Alfamino 400g, fabricada pela Nestlé Brasil Ltda.

De acordo com o texto, a decisão foi motivada considerando a presença de selênio e iodo em quantidades acima dos limites permitidos na legislação sanitária. A norma determina ainda o recolhimento dos lotes em questão.

O número dos lotes são:

  • 50310017Y2
  • 51060017Y1
  • 50720017Y1
  • 50710017Y4
  • 50290017Y1
  • 50280017Y2
  • 43510017Y1
  • 43480017Y2
  • 43110017Y2
  • 41730017Y2

Segundo a Anvisa, as análises apontaram 31,1 microgramas de selênio por 100 quilocalorias e 175,7 microgramas de iodo por 100 quilocalorias.

A fórmula infantil Alfamino 400g é destinada a lactentes e crianças com necessidades alimentares específicas, como restrição à lactose ou alergia à proteína do leite de vaca (APLV).

Em nota, a Nestlé informou que houve um “erro de conversão na declaração da unidade de medida (mcg/kg em vez de mcg/100g)” referente ao selênio e que está em contato com a Anvisa para esclarecimentos.  

“Cumprindo recentes solicitações da autoridade em relação a suas fórmulas infantis, foram apresentados laudos de avaliação dos produtos. Ocorre que houve um erro de conversão na declaração da unidade de medida (mcg/kg em vez de mcg/100g) — onde consta Selênio 31,1 microgramas por 100 kcal e Iodo 175,7 microgramas por 100 kcal, a informação correta é Selênio 3,11 microgramas por 100 kcal e Iodo 17,57 microgramas por 100 kcal, parâmetros esses que estão em conformidade com a legislação”, explica a empresa.

A Nestlé ressalta que “seus produtos atendem estritamente a todos os parâmetros normativos estabelecidos e, portanto, são seguros para o consumo”.