Juros continuarão alto no Brasil e BC mantém 15% ao ano pela quinta vez seguida

Apesar do recuo recente da inflação e do dólar, o Banco Central decidiu manter os juros inalterados. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, nível considerado elevado e que já era amplamente esperado pelo mercado financeiro. Esta é a quinta reunião consecutiva sem alteração nos juros básicos da economia.

A Selic permanece no maior patamar desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. No comunicado divulgado após a reunião, o Copom sinalizou que pode iniciar o ciclo de cortes na taxa de juros já na próxima reunião, em março, desde que a inflação siga sob controle e não haja mudanças relevantes no cenário econômico. O colegiado, no entanto, reforçou que continuará adotando uma política monetária restritiva para garantir a convergência da inflação à meta.

A decisão ocorreu mesmo com o Copom incompleto, após o fim do mandato de dois diretores no final de 2025. As indicações dos substitutos devem ser encaminhadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva apenas com a retomada dos trabalhos do Congresso, em fevereiro. A Selic havia atingido 10,5% ao ano em maio do ano passado, passou a subir em setembro de 2024 e chegou aos atuais 15% em junho, patamar mantido desde então.

Brasileiros esqueceram de sacar R$ 10 bilhões de reais esquecidos em bancos e outras instituições financeiras

Quase R$ 10 bilhões seguem disponíveis para saque por pessoas físicas e empresas em todo o país, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (13). Os valores podem ser consultados e resgatados por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR) e se referem a recursos esquecidos em bancos e outras instituições financeiras até novembro de 2025.

Segundo o BC, R$ 7,8 bilhões pertencem a aproximadamente 49,3 milhões de pessoas físicas. Já as empresas têm direito a cerca de R$ 2,2 bilhões, distribuídos entre 4,9 milhões de CNPJs. Os recursos permanecem parados em instituições como bancos, consórcios, cooperativas de crédito e instituições de pagamento.

Até novembro, o Banco Central informou que R$ 12,9 bilhões já foram devolvidos aos beneficiários. Desse total, R$ 9,5 bilhões foram pagos a pessoas físicas e R$ 3,4 bilhões a empresas.

Valores pequenos

A maior parte dos valores a receber é considerada baixa. De acordo com o levantamento do BC, 65,2% dos beneficiários têm até R$ 10 disponíveis para saque. Por outro lado, quantias acima de R$ 1 mil representam apenas 1,85% do total.

Os bancos concentram a maior parcela dos recursos esquecidos, seguidos por administradoras de consórcios, cooperativas e instituições de pagamento.

Não há prazo pa retirada

O Ministério da Fazenda esclareceu que não existe prazo limite para a retirada dos valores, diferente do que havia sido divulgado anteriormente. Assim, o dinheiro continuará disponível para saque por tempo indeterminado.

Desde 27 de maio, o Banco Central também passou a permitir a habilitação de uma solicitação automática de resgate pelo sistema. A adesão é opcional e não altera as demais funcionalidades do SVR.

Para maiores informações acesse o site do Banco Central