Banco Central muda regras do Pix e libera Pix Automático para contas-salário

O Banco Central anunciou mudanças nas regras do Pix com o objetivo de ampliar as funcionalidades do sistema, reforçar a segurança e aperfeiçoar a participação das instituições financeiras. Entre as principais novidades está a autorização para o Pix Automático em contas-salário, que poderá ser utilizado a partir de julho de 2027.

Outra mudança envolve a regulamentação da chamada cobrança híbrida, modalidade que permite reunir um boleto bancário e um QR Code do Pix no mesmo documento. Segundo o Banco Central, a medida busca reduzir o risco de pagamentos indevidos ou realizados em duplicidade. As novas regras dessa modalidade começam a valer em fevereiro de 2027.

O novo regulamento do Pix também prevê situações em que instituições com mais de 500 mil contas ativas poderão ser dispensadas da participação obrigatória no sistema. A possibilidade será considerada quando o perfil dos clientes ou o modelo de negócios da instituição não justificar o acesso à infraestrutura do Pix.

Banco Central aperta regras para participantes do Pix

As mudanças também atingem os procedimentos de entrada, permanência e saída das instituições participantes. Entre as novas medidas está a possibilidade de suspensão imediata de instituições que entrarem em liquidação extrajudicial, além de ajustes nos prazos para uma saída ordenada do sistema.

As alterações atingem principalmente instituições que não conseguirem comprovar o cumprimento dos limites mínimos de capital social e patrimônio líquido. De acordo com o Banco Central, as novas regras devem facilitar a retirada de recursos pelos clientes dessas instituições. Além disso, a penalidade de exclusão do Pix terá efeito imediato, eliminando o prazo de 30 dias previsto anteriormente.

Novo Desenrola Brasil encerra prazo para renegociação de dívidas nesta segunda-feira

O prazo para adesão ao Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal destinado à renegociação de dívidas bancárias de pessoas físicas, termina nesta segunda-feira (31). Inicialmente previsto para encerrar em 2 de agosto, o programa teve o período de participação prorrogado até o fim deste mês e, até o momento, não há previsão de uma nova extensão do prazo.

A iniciativa oferece aos consumidores com débitos em atraso a possibilidade de regularizar a situação financeira por meio de descontos e condições diferenciadas de pagamento. Podem participar pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105, desde que as dívidas tenham sido contratadas até 31 de janeiro de 2026 e apresentem atraso entre 91 dias e dois anos.

Até o início da última semana de agosto, a modalidade destinada às famílias havia possibilitado a renegociação de aproximadamente 5,03 milhões de dívidas. Antes dos acordos, esses débitos totalizavam R$ 26,33 bilhões. Após as negociações, o montante foi reduzido para cerca de R$ 5,27 bilhões.

Quem pode participar do Desenrola Famílias

O Desenrola Famílias é direcionado a pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos. Além da faixa de renda, os débitos também precisam atender aos critérios estabelecidos pelo programa.

Podem ser renegociadas dívidas:

  • contratadas até 31 de janeiro de 2026;
  • com atraso entre 91 dias e dois anos;
  • registradas em uma instituição financeira participante do programa.

A análise sobre o enquadramento do consumidor e da dívida é feita pela própria instituição financeira. Para isso, são utilizadas as informações disponíveis nos sistemas das instituições e no Sistema de Informações de Crédito (SCR), do Banco Central.

Quais dívidas entram

O programa contempla modalidades de crédito que costumam apresentar taxas de juros elevadas. Entre as operações que podem ser renegociadas estão:

  • Cartão de crédito rotativo ou parcelado;
  • Cheque especial;
  • Crédito pessoal sem consignação em folha;
  • Empréstimos pessoais utilizados para consolidar outras dívidas.

A inclusão do débito, porém, depende da análise e da participação da instituição financeira responsável pela operação.

Häagen-Dazs deixará de ser distribuída no Brasil após 29 anos

A Häagen-Dazs deixará de ser distribuída no Brasil após 29 anos de presença no mercado nacional. A decisão faz parte de uma reestruturação da operação da General Mills no país, que anunciou mudanças em seu portfólio e a saída da marca de sorvetes premium do mercado brasileiro. Com a medida, os produtos devem deixar de ser comercializados regularmente em supermercados e demais pontos de venda no país.

A marca chegou ao Brasil em 1997 e, ao longo de sua trajetória, conquistou espaço entre os consumidores de sorvetes premium. Durante parte desse período, a Häagen-Dazs também manteve lojas próprias em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. As unidades foram encerradas em 2018, e a empresa passou a concentrar a distribuição dos produtos em supermercados e outros estabelecimentos comerciais.

A saída da Häagen-Dazs ocorre em meio à reorganização dos negócios da General Mills no Brasil. Em 2026, a companhia também anunciou a venda de sua operação brasileira para a 3corações, em uma negociação estimada em cerca de R$ 800 milhões. A operação envolve marcas como Yoki e Kitano e representa uma nova etapa na estratégia da multinacional no mercado brasileiro. A decisão encerra quase três décadas de presença da Häagen-Dazs no país.

Agro mantém força em 2026 e segue como um dos motores da economia brasileira

O agronegócio brasileiro chega à segunda metade de 2026 mantendo papel estratégico na economia nacional. Depois de um 2025 marcado por forte expansão, produção elevada e crescimento da renda do setor, o campo iniciou este ano novamente em terreno positivo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o PIB da agropecuária avançou 2% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três últimos meses de 2025, desempenho superior ao registrado pela indústria e pelos serviços.

Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, entretanto, o crescimento da agropecuária foi mais moderado, de 0,7%. A desaceleração ocorre principalmente porque a base de comparação de 2025 é elevada. No ano passado, o PIB da agropecuária cresceu expressivos 11,7%, impulsionado pela recuperação das lavouras e pela expansão da produção de importantes culturas brasileiras. No primeiro trimestre deste ano, a agropecuária respondeu por aproximadamente 7,5% do PIB brasileiro, segundo a CNA.

As perspectivas para o restante de 2026 continuam positivas do ponto de vista da produção. Em junho, o Banco Central revisou de 1% para 1,7% sua projeção de crescimento do PIB da agropecuária neste ano. A melhora da estimativa foi atribuída principalmente às perspectivas mais favoráveis para as safras de soja, milho e café. Para o PIB brasileiro como um todo, o BC passou a projetar expansão de 2% em 2026.

Um dos principais pilares desse desempenho está novamente nas lavouras. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou, em julho, a estimativa para a safra brasileira de grãos 2025/26 para cerca de 360,1 milhões de toneladas, volume 2,2% superior ao registrado no ciclo anterior e que, se confirmado, representará um novo recorde para o país. Soja e milho continuam no centro desse avanço, reforçando o Brasil como uma das maiores potências mundiais na produção e exportação de alimentos.

A produção maior, porém, não significa necessariamente aumento proporcional da renda no campo. Esse é um dos principais pontos de atenção para o agronegócio em 2026. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil estima que o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) alcance aproximadamente R$ 1,45 trilhão neste ano, queda real de 4,3% em relação a 2025. A retração é explicada principalmente pela redução dos preços reais recebidos pelos produtores, mesmo diante do bom desempenho produtivo de diversas commodities.

Na agricultura, a pressão é ainda maior. A CNA estima um VBP de aproximadamente R$ 939,1 bilhões, redução de 5,3% sobre o ano passado. Produtos importantes para a composição da renda agrícola apresentam recuos relevantes, entre eles café robusta, algodão, milho e cana-de-açúcar. O cenário reforça um fenômeno conhecido no campo: safra recorde não é sinônimo de rentabilidade recorde. O aumento da oferta pode pressionar preços justamente no momento em que custos de produção, crédito e logística continuam elevados.

O setor também encontra sustentação no mercado externo. Apenas as exportações classificadas como agropecuárias pelo governo federal somaram US$ 42,65 bilhões entre janeiro e junho de 2026, crescimento de 9,2% frente ao mesmo período do ano passado. Soja, algodão e animais vivos estiveram entre os produtos que contribuíram para a expansão das vendas externas, enquanto a carne bovina também apresentou forte desempenho entre os produtos da indústria de transformação.

Para financiar o próximo ciclo produtivo, o Plano Safra 2026/2027 destinou R$ 525,1 bilhões ao crédito rural empresarial, sendo R$ 384,9 bilhões para custeio e comercialização e R$ 140,2 bilhões para investimentos. Apesar do volume elevado de recursos, o custo financeiro permanece como uma preocupação do produtor: as taxas variam conforme a linha de crédito e chegam a 12,5% ao ano em algumas modalidades empresariais.

Quando considerada toda a cadeia do agronegócio, e não apenas a produção dentro das propriedades rurais, a dimensão econômica é ainda maior. O cálculo mais recente da CNA e do Cepea/Esalq-USP mostra que o PIB do agronegócio atingiu R$ 3,20 trilhões em 2025, equivalente a 25,13% de toda a economia brasileira, após crescimento de 12,2% naquele ano. O indicador inclui desde os fornecedores de insumos até a agroindústria, transportes, comércio e demais serviços relacionados à produção agropecuária.

Para 2026, o cenário desenhado até agora é de produção forte, mas margens mais apertadas. O Brasil caminha para mais uma safra histórica e mantém elevada presença no comércio internacional, enquanto a pecuária também segue com expansão da produção. Em sentido contrário, preços menores de importantes commodities, juros ainda elevados, custos de financiamento e incertezas no comércio internacional podem limitar o crescimento da renda.

Assim, o agronegócio brasileiro deverá continuar entre os principais sustentáculos da atividade econômica em 2026, mas provavelmente sem repetir o salto observado no ano passado. O desafio deste ciclo não está apenas em produzir mais — algo que o produtor brasileiro vem conseguindo fazer —, mas em transformar produtividade e escala em rentabilidade dentro da porteira e geração de valor em toda a cadeia agroindustrial.

Agrishow 2026 gerou impacto econômico de R$ 49,6 milhões no turismo de Ribeirão Preto, aponta pesquisa

A Agrishow 2026, considerada a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, gerou um impacto econômico direto estimado em R$ 49,6 milhões nos setores ligados ao turismo em Ribeirão Preto. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Observatório Econômico e Turismo de Ribeirão Preto e Região (Oturp), durante coletiva realizada na Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), entidade que apoiou a pesquisa. O levantamento reforça a importância da feira para a economia regional e para o fortalecimento do turismo de negócios no interior paulista.

De acordo com a pesquisa “Demanda Turística da Agrishow 2026”, realizada pelo Oturp, 36,7% dos visitantes da feira escolheram Ribeirão Preto para se hospedar durante o evento, o equivalente a mais de um terço do público participante. O estudo também revelou elevados índices de satisfação dos visitantes, consolidando a cidade como um dos principais destinos brasileiros voltados ao agronegócio e à realização de grandes eventos corporativos.

Os indicadores de satisfação apresentados pela pesquisa colocaram tanto a Agrishow quanto Ribeirão Preto em patamares de excelência. A feira alcançou nota média de 9,56 no Net Promoter Score (NPS), enquanto a cidade registrou índice de 9,24. O melhor desempenho foi registrado em 29 de abril, quando a 31ª edição da Agrishow atingiu NPS de 9,86. Além disso, 86,4% dos entrevistados afirmaram ter alta probabilidade de retornar a Ribeirão Preto, enquanto a qualidade e diversidade dos expositores receberam nota média de 4,84 em uma escala de 1 a 5.

O perfil do visitante da Agrishow 2026 revela um público predominantemente qualificado e economicamente ativo. A maioria tem entre 36 e 45 anos, é casada, reside no Estado de São Paulo, possui ensino superior completo e atua como trabalhador autônomo ou assalariado. O levantamento apontou ainda que 47,5% dos participantes já estiveram em pelo menos três edições da feira, demonstrando forte fidelização. O gasto médio turístico foi estimado em R$ 252 por pessoa, considerando despesas com hospedagem, alimentação, compras e lazer. A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 30 de abril, com a aplicação de 500 formulários, e contou com apoio de diversas entidades públicas e privadas ligadas ao turismo, comércio e desenvolvimento regional.

Contas públicas do governo Lula têm déficit de R$ 55,021 bilhões em 2025

As contas públicas encerraram 2025 com saldo negativo, refletindo principalmente o déficit do governo federal, onde o crescimento das despesas superou o avanço das receitas. O setor público consolidado — que reúne União, estados, municípios e empresas estatais — registrou déficit primário de R$ 55,021 bilhões no ano, o equivalente a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado representa piora em relação a 2024, quando o déficit foi de R$ 47,553 bilhões, ou 0,4% do PIB. As Estatísticas Fiscais foram divulgadas pelo Banco Central (BC) com a consolidação dos dados de dezembro, mês em que houve superávit de R$ 6,251 bilhões.

O desempenho negativo foi puxado pelo Governo Central, que apresentou déficit primário de R$ 58,687 bilhões em 2025, acima do resultado de R$ 45,364 bilhões registrado no ano anterior. Segundo o Tesouro Nacional, o aumento dos gastos obrigatórios, como Previdência Social e Benefício de Prestação Continuada (BPC), pressionou as contas, apesar da arrecadação recorde, que cresceu 2,8% em termos reais. Em sentido oposto, estados e municípios ampliaram o superávit para R$ 9,537 bilhões, enquanto as empresas estatais — excluídas Petrobras e Eletrobras — reduziram o déficit em comparação a 2024.

As despesas com juros da dívida pública somaram R$ 1 trilhão em 2025, o maior valor da série histórica, ainda que tenham recuado proporcionalmente ao PIB, passando de 8,07% em 2024 para 7,91%. A elevação da taxa Selic, que chegou a 15% ao ano, foi parcialmente compensada pelos ganhos de R$ 105,9 bilhões nas operações de swap cambial realizadas pelo Banco Central. Com isso, o déficit nominal — que inclui o resultado primário e os juros — alcançou R$ 1,062 trilhão, acima do registrado em 2024.

A dívida pública também avançou no período. A dívida líquida do setor público chegou a R$ 8,311 trilhões em 2025, correspondente a 65,3% do PIB, o maior patamar da série histórica. Já a dívida bruta do governo geral atingiu R$ 10,017 trilhões, ou 78,7% do PIB, acima dos 76,3% observados em 2024. O aumento foi influenciado pelo déficit nominal, pelos juros apropriados e pela apreciação cambial, fatores acompanhados de perto por investidores e agências de classificação de risco.

Juros continuarão alto no Brasil e BC mantém 15% ao ano pela quinta vez seguida

Apesar do recuo recente da inflação e do dólar, o Banco Central decidiu manter os juros inalterados. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, nível considerado elevado e que já era amplamente esperado pelo mercado financeiro. Esta é a quinta reunião consecutiva sem alteração nos juros básicos da economia.

A Selic permanece no maior patamar desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. No comunicado divulgado após a reunião, o Copom sinalizou que pode iniciar o ciclo de cortes na taxa de juros já na próxima reunião, em março, desde que a inflação siga sob controle e não haja mudanças relevantes no cenário econômico. O colegiado, no entanto, reforçou que continuará adotando uma política monetária restritiva para garantir a convergência da inflação à meta.

A decisão ocorreu mesmo com o Copom incompleto, após o fim do mandato de dois diretores no final de 2025. As indicações dos substitutos devem ser encaminhadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva apenas com a retomada dos trabalhos do Congresso, em fevereiro. A Selic havia atingido 10,5% ao ano em maio do ano passado, passou a subir em setembro de 2024 e chegou aos atuais 15% em junho, patamar mantido desde então.

Governo projeta salário mínimo de R$ 1.621 para 2026; reajuste total será de R$ 103

O salário mínimo de 2026 deve ser de R$ 1.621, conforme informou o Ministério do Planejamento e Orçamento nesta quarta-feira (10). O novo valor representa um aumento de R$ 103 em relação ao piso atual, que é de R$ 1.518.

A correção segue a regra de valorização que combina dois fatores. O primeiro é a reposição inflacionária medida pelo INPC acumulado em 12 meses até novembro de 2025, que ficou em 4,18%, segundo dados divulgados pelo IBGE.

O segundo componente é o crescimento econômico de dois anos antes — neste caso, o PIB de 2024, revisado pelo IBGE no último dia 4 e confirmado em alta de 3,4%. Esse percentual seria incorporado ao cálculo, mas precisa obedecer aos limites impostos pelo arcabouço fiscal, que restringe o ganho real (acima da inflação) a um intervalo entre 0,6% e 2,5%.

Seguindo essa regra, o valor encontrado para o salário mínimo do ano que vem é de R$ 1.620,99, que, após o arredondamento previsto em lei, chega aos R$ 1.621. O reajuste total corresponde a 6,79%.

Sistema CadÚnico Indisponível nesta sexta-feira no Brasil inteiro

​O sistema do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) estará indisponível em todo o Brasil nesta sexta-feira, dia 12 de maio.

​A interrupção é necessária para a realização de atualizações e manutenções na base de dados nacional.

​Com isso, os serviços de cadastramento e atualização de dados do CadÚnico nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e em outros pontos de atendimento estarão suspensos durante todo o dia.

​O atendimento deve ser retomado normalmente na próxima segunda-feira, dia 15 de maio.

TJ de Alagoas mantém condenação de Babal Guimarães por violência doméstica contra Emily Garcia

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) decidiu, por unanimidade, manter a condenação de Babal Guimarães por lesão corporal no contexto de violência doméstica contra sua ex-esposa, a influenciadora Emily Garcia. A decisão, publicada nesta quinta-feira (4/12), confirma integralmente a pena de 1 ano e 9 meses de reclusão, a ser cumprida em regime inicial aberto.

Segundo o acórdão, todos os argumentos apresentados pela defesa foram rejeitados, incluindo alegações de cerceamento de defesa, insuficiência de provas e legítima defesa. O relator do caso, desembargador Domingos de Araújo Lima Neto, destacou que a condenação se baseia em um conjunto robusto de evidências, como laudo pericial, registros fotográficos, depoimentos, histórico de agressões e a coerência do relato de Emily, que detalhou ameaças e violências sofridas ao longo da relação.

O tribunal também confirmou que as lesões descritas — escoriações na boca, no pescoço e na região dos glúteos — são compatíveis com a dinâmica das agressões narradas pela vítima, refutando a versão apresentada por Babal. Para os magistrados, a narrativa de Emily permanece consistente e amparada por provas materiais.

Além disso, o TJAL considerou irrelevante o pedido da defesa para anexar vídeos oriundos de outro processo, por se tratarem de fatos posteriores ao episódio investigado e que não contribuem para esclarecer a agressão ocorrida em janeiro de 2023.

Com a decisão, a condenação permanece válida na íntegra, reforçando o entendimento do tribunal sobre a gravidade dos fatos e a suficiência das provas que sustentam a sentença.