Bolsonaro passará por cirurgia no dia de Natal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a deixar temporariamente a custódia da Polícia Federal para ser internado nesta quarta-feira (24), a fim de realizar um procedimento cirúrgico. A decisão atende a indicação de médicos particulares e peritos da Polícia Federal (PF).

A cirurgia está prevista para quinta-feira (25), no Hospital DF Star, em Brasília. Bolsonaro será submetido a um procedimento para tratar uma hérnia inguinal e um quadro de soluços persistentes. De acordo com a defesa, a internação deve durar entre cinco e sete dias.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, após condenação pela trama golpista, e está detido em uma sala da Superintendência da Polícia Federal, na capital federal.

Segurança reforçada

Durante o período de internação, Bolsonaro permanecerá sob vigilância da Polícia Federal. Moraes determinou que o transporte e a segurança sejam realizados de forma discreta.

A vigilância será contínua, com monitoramento 24 horas por dia. Dois agentes da PF permanecerão na porta do quarto, além de equipes posicionadas dentro e fora do hospital.

O ministro também proibiu a entrada de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos no quarto do ex-presidente. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi autorizada a acompanhá-lo durante a internação. Outras visitas somente poderão ocorrer mediante autorização do STF.

Mais precisão e recuperação rápida: cirurgia robótica se expande em Ribeirão Preto

A cirurgia robótica vive um dos períodos de maior expansão no Brasil, e Ribeirão Preto acompanha esse movimento. Antes restrita a poucos centros de excelência, a tecnologia tornou-se mais acessível e passou a transformar a assistência médica em diversas especialidades, como urologia, ginecologia, cirurgia geral e torácica.

Entre 2018 e 2022, foram realizadas cerca de 88 mil cirurgias robóticas no país, um crescimento de 417% em relação ao período de 2009 a 2018, quando foram registrados 17 mil procedimentos, segundo dados da Associação Médica Brasileira (AMB). Esse avanço está diretamente ligado ao aumento da concorrência entre fornecedores, que elevou o número de robôs cirúrgicos de 51 para 111, reduzindo os custos em até 50% e ampliando a presença da tecnologia em diferentes regiões.

Em Ribeirão Preto, a cirurgia robótica é utilizada desde 2019 em três hospitais — um público e dois privados. Juntas, as instituições já ultrapassaram 2.800 procedimentos realizados até novembro de 2025, com maior concentração nas áreas de urologia, ginecologia, proctologia e cirurgia torácica. Atualmente, o município conta com pelo menos 30 cirurgiões habilitados para operar com a plataforma robótica.

Para o urologista e uro-oncologista Dr. Luís César Zaccaro, delegado da Sociedade Brasileira de Urologia – Seccional São Paulo e referência nacional na técnica, os benefícios são evidentes.

“A cirurgia robótica traz mais precisão, menos sangramento, menos dor pós-operatória e uma recuperação significativamente mais rápida”, afirma. “Ao preservar melhor nervos e estruturas vitais, ela impacta diretamente a reabilitação sexual e a recuperação da continência urinária, que são dois fatores muito importantes no tratamento do câncer de próstata”, completa.

A primeira cirurgia robótica no Brasil ocorreu há 16 anos e, desde 2022, a prática é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que estabeleceu critérios específicos para a capacitação dos profissionais e para o credenciamento de centros aptos a realizar procedimentos de alta complexidade.

Maya Massafera revela fato inusitado após cirurgia estética e detalha preocupação com o rosto

A influenciadora Maya Massafera compartilhou com seus seguidores que está enfrentando uma infecção no rosto após se submeter recentemente a um procedimento estético para modelar o maxilar. O vídeo publicado nas redes sociais mostra Maya visivelmente abalada e em busca de acompanhamento médico.

Segundo relatos, a operação incluiu a remoção de parte dos ossos do maxilar — uma técnica conhecida como feminização facial — e Maya afirmou estar “desesperada” com o resultado inicial, especialmente após observar a pele em “carne viva”.

Especialistas ouvidos pela imprensa explicam que, apesar da crescente popularidade da feminização facial — principalmente entre mulheres trans ou pessoas que buscam traços mais delicados —, o procedimento envolve riscos significativos. Um deles é a infecção de pele ou sequelas estéticas, como assimetrias.

Maya destacou que está em tratamento e que o pós-operatório impôs restrições à sua rotina, como alimentação apenas de líquidos ou pastosos, além de curativos frequentes. A influenciadora também reforçou a importância de procurar profissionais qualificados e alertou sobre “mexer demais no rosto”.

O caso reacende o debate sobre intervenções estéticas de alto impacto: enquanto oferecem resultados transformadores, também exigem acompanhamento rigoroso e consciência dos riscos envolvidos.