Senado aprova penas maiores em crimes contra professores, médicos e enfermeiros

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (15) o Projeto de Lei 2.672/2025, que aumenta as penas para crimes cometidos contra profissionais da saúde e da educação durante o exercício de suas funções. A proposta abrange vítimas como professores, educadores, médicos, enfermeiros e demais trabalhadores das duas áreas.

O texto endurece as punições para delitos como lesão corporal, ameaça, constrangimento ilegal, incitação ao crime, desacato, calúnia, difamação, injúria e homicídio. O projeto é de autoria do ex-deputado federal Goulart e recebeu parecer favorável no Senado do relator, senador Dr. Hiran (PP-RR).

Ao defender a aprovação da medida, Dr. Hiran afirmou que profissionais que trabalham em escolas, hospitais e Unidades de Pronto Atendimento frequentemente são vítimas de diferentes tipos de agressão. Segundo o senador, esses trabalhadores acabam recebendo a insatisfação da população diante das falhas nos serviços públicos de saúde e educação.

Entre as mudanças previstas, a pena para lesão corporal comum passa de três meses a um ano de detenção para dois a cinco anos de reclusão. Nos casos de lesão corporal grave, que podem resultar em aborto, deformidade permanente ou morte, a punição prevista para o crime poderá ser aumentada de um terço a dois terços.

Os crimes contra a honra, como calúnia, difamação e injúria, terão a pena elevada em um terço quando a vítima for profissional da saúde ou da educação. Nos casos de ameaça, também haverá aumento de um terço. Já as penas por incitação ao crime e desacato serão dobradas quando os delitos forem praticados contra trabalhadores dessas categorias no exercício da função.

O constrangimento ilegal cometido contra profissionais da saúde também terá a pena aplicada em dobro, de forma cumulativa. Embora o projeto já tenha sido aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados, o texto sofreu alterações durante a tramitação no Senado e, por isso, retornará à Câmara para uma nova análise.

Brasil tem cerca de 30 milhões de animais domésticos abandonados. Em São Paulo abandonar animais é crime

O mês de dezembro é dedicado à campanha de conscientização Dezembro Verde, para lembrar da importância do cuidado responsável com animais domésticos. A data não é aleatória, pois o período de festas é considerado o de maior incidência de abandonos, além de ser de maior risco para fugas, em razão de maior tempo longe dos humanos de referência e com mais fatores de estresse, como a solta de fogos.

A campanha reforça a necessidade de medidas paliativas para o desconforto e a segurança dos animais. A estimativa, estável desde o começo da década, é de 30 milhões de cães, gatos e outras espécies domésticas abandonados. 

O conselho destaca a importância da orientação de tutores e de serviços em busca de melhores condições para o bem-estar animal. Uma das questões fundamentais é a conscientização da necessidade de planejamento e adequação de rotinas. É comum os animais domésticos viverem mais de 10 anos, e seu cuidado em períodos excepcionais, como as férias, é importante para seu desenvolvimento e conforto. Além das necessidades fisiológicas, o bem estar emocional, como a sensação de ausência de cuidadores, também é destacado pelo conselho. Uma solução, aponta, é acostumar os animais com outras pessoas ou lugares de referência, para que a ausência dos tutores seja menos sentida.

“Muitos casos de abandono poderiam ser evitados se, antes da adoção, as pessoas refletissem sobre questões práticas como o que fazer com o animal em caso de mudança? Quem cuidará dele durante uma viagem?”, destaca Daniela Ramos. 

“Aproveite momentos em que você tem mais tempo em casa, como as férias, para refletir sobre a adoção. Nenhum animal chega pronto para a convivência conosco. É preciso ensiná-lo e guiá-lo para uma vida em harmonia com a família. O responsável e todos os membros da casa têm papel fundamental nesse processo”, complementa a profissional.

Abandono é crime

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo lembra que o abandono de animais é considerado crime, conforme a Lei 9.605/1998, e que notificações devem ser feitas aos órgãos de segurança pública, por meio da Delegacia Eletrônica de Proteção Animal e o  Disque Denúncia Animal, no 0800-600-6428. 

O abandono de animais pode levar a pena de até 1 ano de prisão, o que é agravado se houver indícios de maus tratos ou risco para a saúde do animal.