Ribeirão Preto realiza Dia D de Combate à Dengue neste sábado (28) com mutirão da campanha “Juntos Contra a Dengue”

A Prefeitura de Ribeirão Preto realiza neste sábado (28), das 8h às 13h, o Dia D de Combate à Dengue com mutirão nos bairros Jardim Aeroporto e Salgado Filho I. A ação, coordenada pela Secretaria Municipal da Saúde e em parceria com o Grupo EP, mobiliza 117 agentes, 17 viaturas e 14 caminhões para recolhimento de materiais que possam acumular água e servir de criadouros do Aedes aegypti, transmissor da dengue, Chikungunya e Zika. Além da coleta de inservíveis, as equipes farão orientação porta a porta e distribuição de folhetos com medidas preventivas, inclusive para períodos sem chuva.

Segundo a Vigilância em Saúde, em 2024 já foram realizadas 44.014 vistorias, com a retirada de 13,6 toneladas de materiais e eliminação de 2.898 focos do mosquito. O município soma 75 casos confirmados de dengue, sem mortes, número bem inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando havia 9.080 casos e cinco óbitos. A subsecretária de Vigilância em Saúde, Luzia Márcia Romanholi Passos, alerta que, com as chuvas frequentes, qualquer objeto pode acumular água, reforçando a importância da participação da população para manter os casos sob controle em Ribeirão Preto.

Ribeirão declara guerra contra a dengue e ergue tendas para atendimento em UPAS. Dez casos estão confirmados

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, ampliou em 2026 o plano de enfrentamento à dengue com o fortalecimento do fluxo exclusivo de atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O modelo em “Y”, implantado em 2025 para organizar o cuidado de pacientes com suspeita ou confirmação da doença, passou por expansão estrutural em diferentes regiões da cidade, com a instalação de tendas exclusivas nas UPAs Leste e Norte, um contêiner na UPA Oeste e a readequação do espaço interno da UPA Sul.

Com a nova estrutura, os pacientes são submetidos a uma triagem específica e encaminhados diretamente para salas exclusivas de classificação de risco, permitindo a organização dos casos em quatro grupos conforme a gravidade clínica. Casos leves recebem orientações e acompanhamento ambulatorial; quadros moderados passam por exames e hidratação; pacientes com sinais de alerta permanecem em observação; e casos graves são encaminhados imediatamente à emergência, com estabilização clínica e regulação para leitos de maior complexidade. O protocolo é padronizado em toda a rede municipal, com fluxos distintos para atendimento adulto e pediátrico.

A estratégia tem como objetivo reduzir o tempo de espera, aumentar a segurança assistencial e fortalecer a integração entre UPAs, Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e a regulação hospitalar. De 1º de janeiro até o momento, foram confirmados 10 casos de dengue no município, número significativamente inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando houve 3.695 casos e quatro óbitos. O cenário reflete as ações contínuas de prevenção e controle da Vigilância em Saúde, como bloqueio de criadouros, nebulização, visitas domiciliares, fiscalização de pontos estratégicos, arrastões e monitoramento do mosquito Aedes aegypti.

Prefeitura de Ribeirão adota medida emergencial após decisão judicial suspender encaminhamentos à Beneficência Portuguesa

O prefeito Ricardo Silva anunciou, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (29), a implantação da URA (Unidade de Retorno Assistencial), novo modelo de cuidado que passa a integrar a rede municipal de saúde. A iniciativa cria uma etapa intermediária entre a alta das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e a internação hospitalar, com foco na ampliação da segurança do paciente e na organização do fluxo assistencial.

A criação da URA integra o conjunto de ações do gabinete de crise instituído pela administração municipal após decisão judicial que suspendeu o encaminhamento de pacientes para a urgência e emergência do Hospital Beneficência Portuguesa. A unidade funcionará no Núcleo de Gestão Ambulatorial (NGA), localizado no bairro Campos Elíseos, e tem como objetivo reduzir internações hospitalares evitáveis e aumentar a eficiência da rede de urgência e emergência.

O novo serviço atenderá pacientes já avaliados e estabilizados nas UPAs que ainda necessitam de monitoramento clínico, exames seriados ou reavaliação médica antes da alta definitiva. O atendimento será feito com retorno programado e linha de cuidado definida, garantindo continuidade e segurança no acompanhamento. “Na URA, o paciente permanece sob vigilância clínica, com protocolos bem estabelecidos e acompanhamento adequado”, destacou o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho.

A URA é voltada a pacientes que não demandam internação hospitalar, como casos de dor torácica de baixo ou médio risco, crises asmáticas leves a moderadas, infecções sem sinais de sepse, descompensações glicêmicas leves, dor abdominal inespecífica e insuficiência cardíaca passível de acompanhamento ambulatorial. Inicialmente, a unidade funcionará 12 horas por dia, sete dias por semana, contando com equipes médicas, de enfermagem e apoio multiprofissional dimensionadas conforme o perfil clínico dos atendidos.

Tudo o que você precisa saber sobre a vacina da Dengue do Instituto Butantã que começa a ser aplicada na população

O Governo de São Paulo avança no combate à dengue com o início da vacinação em massa contra a doença em Botucatu, cidade do interior do estado, neste domingo (18). A Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan, é a primeira vacina contra a dengue em dose única do mundo e pode ser uma arma eficaz para combater o avanço da doença no Brasil e em países de toda a América Latina. Saiba mais sobre o imunizante.

1 – Qual é a eficiência da vacina contra a doença?

A aprovação da vacina é sustentada pelos resultados de cinco anos de acompanhamento dos voluntários do ensaio clínico de fase 3, encaminhados à Anvisa. De acordo com o estudo, no público de 12 a 59 anos, o imunizante mostrou 74,7% de eficácia geral, 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme e 100% de eficácia contra hospitalizações por dengue. O estudo, conduzido entre 2016 e 2024, avaliou a Butantan-DV em mais de 16 mil voluntários residentes de 14 estados brasileiros. Resultados anteriores do acompanhamento de dois e 3,7 anos foram publicados no The New England Journal of Medicine e na The Lancet Infectious Diseases, respectivamente.

2 –  A vacina atua em quais sorotipos da dengue?

A vacina é tetravalente e foi desenvolvida para proteger contra os quatro sorotipos conhecidos do vírus da dengue. Isso é relevante porque a predominância do sorotipo circulante varia de um ano para outro. Composta pelos quatro vírus atenuados, ela induz a produção de anticorpos sem causar a doença e com poucas reações adversas.

3 –  A Butantan-DV é segura?

Composto pelos quatro sorotipos do vírus da dengue, o imunizante se mostrou seguro e eficaz tanto em pessoas com infecção prévia como naquelas que nunca tiveram contato com o vírus. A maioria das reações à aplicação foi leve a moderada, sendo as principais dor e vermelhidão no local da injeção, dor de cabeça e fadiga. Eventos adversos sérios relacionados à vacina aconteceram em uma parcela reduzida dos imunizados, e todos se recuperaram completamente.

4 – Quem pode se vacinar?

A vacina pode ser recebida por pessoas que já tiveram ou que nunca tiveram dengue. O público-alvo da vacinação determinado pelo Programa Nacional de Imunização nesta primeira etapa são pessoas entre 15 e 59 anos.

5 – Quais as vantagens da Butantan-DV sobre as outras vacinas:

A Butantan-DV é a primeira vacina de dose única aprovada contra a dengue no mundo, uma conquista da ciência brasileira. A estratégia tem potencial de facilitar a adesão do público e a logística da campanha. Os benefícios da dose única foram descritos em um relatório publicado por pesquisadores do Reino Unido na Human Vaccines & Immunotherapeutics, em 2018. O estudo apontou que programas de imunização com menos doses estão associados a uma melhor cobertura vacinal e menos impactos na economia.

6 – A vacina é em pó?

A tecnologia utilizada é chamada de liofilização. Nela, a vacina é transformada em pó após o congelamento e remoção da água. Isso torna o produto mais estável durante o transporte e o armazenamento, uma vantagem para países de dimensões continentais, como o Brasil.

Enquanto algumas vacinas podem exigir temperaturas mais rigorosas, a versão liofilizada necessita apenas de refrigeração padrão (entre 2°C e 8°C), a mesma utilizada para a maior parte das vacinas do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Isso reduz perdas e ajuda a manter a segurança do imunizante mesmo em trajetos longos.

7 – Quanto tempo dura a proteção?

Os voluntários dos ensaios foram acompanhados por cinco anos, período em que a vacina permaneceu eficaz. A partir da utilização em larga escala, os dados de vida real indicarão se haverá necessidade de reforço.

8 – Qual é a capacidade de produção?

O Butantan tem capacidade inicial estimada em 1,2 milhão de doses por ano, com ampliação em andamento. Para atender à demanda imediata, houve transferência de tecnologia para um laboratório parceiro (a chinesa Wuxi). Com a parceria, será possível entregar para o Ministério da Saúde até 30 milhões de doses já em 2026.

Estado de São Paulo confirma primeira morte por dengue em 2026

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou a morte de um homem por dengue no município de Nova Guataporanga, no Oeste do estado, próximo a Presidente Prudente e na divisa com o Mato Grosso do Sul. Este é o primeiro óbito pela doença registrado neste ano. Embora os sintomas tenham começado em 3 de janeiro, o caso é computado epidemiologicamente como de 2025, por se enquadrar em uma semana iniciada no ano anterior.

Em 2025, São Paulo contabilizou 881.280 casos confirmados de dengue, com 1.122 mortes confirmadas, 56 óbitos ainda em investigação e 1.461 casos de dengue grave. Já em 2026, o estado registra até o momento 971 casos confirmados e 3.389 em investigação, incluindo dois óbitos suspeitos, além de três casos graves confirmados. As regiões de Araçatuba e Presidente Prudente apresentam as maiores taxas de incidência, com 13,58 e 8,57 casos por 100 mil habitantes, respectivamente.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil soma em 2026 um total de 9.667 casos prováveis de dengue e três óbitos em investigação. Em 2025, foram registrados 1.665.793 casos prováveis e 1.780 mortes no país. Dados dos últimos dois anos indicam que o período de maior incidência da doença ocorre entre o início de março, na oitava semana epidemiológica, e o final de maio, na vigésima semana.

Vacina da dengue do Butantan começará a ser aplicada a partir do dia 17

O Sistema Único de Saúde (SUS) inicia, a partir de 17 de janeiro, a aplicação da vacina de dose única contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan em três cidades-piloto: Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Em Botucatu (SP), a vacinação começa no dia 18. A estratégia busca avaliar os resultados da imunização em pelo menos 50% da população desses municípios, com foco em pessoas de 15 a 59 anos. Segundo o Ministério da Saúde, serão utilizadas parte das primeiras 1,3 milhão de doses produzidas pelo instituto.

Além da população geral, o primeiro lote da vacina também será destinado a profissionais da atenção primária que atuam nas unidades básicas de saúde (UBS). Com o aumento da produção, viabilizado pela parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a campanha deverá ser ampliada gradualmente para todo o país. A previsão é iniciar pelos cidadãos de 59 anos e avançar progressivamente até os 15 anos, conforme a disponibilidade de doses. Atualmente, o SUS oferece outra vacina contra a dengue, em duas doses, para adolescentes de 10 a 14 anos.

Estudos recentes divulgados pelo Instituto Butantan indicam que o novo imunizante é capaz de reduzir a carga viral em pessoas infectadas, contribuindo para quadros menos graves da doença e mantendo eficácia contra diferentes genótipos do vírus em circulação no Brasil. A pesquisa, publicada na revista The Lancet Regional Health – Americas, analisou dados de 365 voluntários com dengue sintomática e mostrou que, mesmo entre vacinados que se infectaram, a quantidade de vírus foi significativamente menor. A vacina foi aprovada pela Anvisa após cinco anos de acompanhamento de 16 mil voluntários, demonstrando eficácia geral de 74,7% e de 91,6% contra casos graves e com sinais de alarme.

Brasil entra em alerta: Ministério da Saúde reforça mobilização nacional contra a dengue

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (3) o lançamento da campanha nacional “Não dê chance para Dengue, Zika e Chikungunya”, marcada para o Dia D de mobilização no próximo sábado (8). O objetivo é mobilizar gestores, profissionais de saúde e a população para intensificar ações de prevenção, vigilância e controle da proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Apesar da queda significativa nos números em 2025 — com 1.611.826 casos prováveis de dengue e 1.688 mortes, quedas de aproximadamente 75% e 72% em relação ao mesmo período de 2024 — o ministro Alexandre Padilha alertou que o cenário permanece alarmante, especialmente porque o período de maior risco se estende entre novembro e maio.

A campanha prevê a organização da rede de assistência de saúde, a ampliação das equipes de combate ao mosquito, instalação de centros de hidratação nas cidades com maior incidência e distribuição de insumos como larvicidas, testes rápidos e nebulizadores portáteis.

Um dado preocupante é que mais de 30% dos municípios brasileiros já se encontram em estado de alerta para dengue, segundo levantamento da pasta, e em mais de 80% dos focos detectados pelos agentes de endemias o mosquito estava em ambientes domiciliares, como vasos, garrafas, caixas-d’água e entulhos.

A aposta de longo prazo é a vacina 100% brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com empresa chinesa, cuja aprovação pela ANVISA está prevista ainda para este ano, com aplicação em 2026. O ministro destacou que essa iniciativa será crucial para consolidar o combate à doença.