Ribeirão Preto faz alerta urgente após identificar mais de 35 mil moradores com vacina contra o sarampo em atraso

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, fez um novo alerta sobre a vacinação contra o sarampo após identificar que 35.439 moradores ainda não completaram o esquema vacinal recomendado. O levantamento da Vigilância em Saúde aponta 31.551 pessoas entre 5 e 29 anos e 3.888 crianças menores de 5 anos com doses em atraso. Diante do aumento de casos da doença no Estado de São Paulo, a orientação é que pais, responsáveis e demais moradores procurem uma unidade de saúde para verificar a caderneta de vacinação e atualizar as doses pendentes.

O alerta ganha ainda mais importância porque São Paulo já confirmou 23 casos de sarampo em 2026, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, com registros na capital, São Bernardo do Campo e Guarulhos. Em Ribeirão Preto, o último caso da doença foi registrado em 2020, resultado atribuído pela Secretaria Municipal da Saúde à manutenção de uma cobertura vacinal elevada nos últimos anos. A subsecretária de Vigilância em Saúde, Luzia Márcia Romanholi Passos, afirmou que cada dose em atraso representa uma oportunidade para o vírus voltar a circular, motivo pelo qual a Vigilância encaminhou às unidades de saúde uma relação nominal das pessoas com vacinação incompleta para que as equipes realizem busca ativa junto às famílias.

Entre as unidades com maior número de moradores com vacinação incompleta estão UBDS Castelo Branco, UBS Santa Cruz, UBS Parque Ribeirão Preto e UBS Vila Virgínia. Entre as crianças, os maiores índices foram registrados nas UBSs Jardim Aeroporto, Bonfim Paulista, Jardim João Rossi, Parque Ribeirão Preto e Santa Cruz. Como parte da mobilização, Ribeirão Preto realizará o Dia D de Vacinação em 22 de agosto, quando todas as salas de vacina estarão abertas para aplicação da tríplice viral e de outros imunizantes em atraso. A campanha segue até 1º de setembro, e a orientação é que os moradores levem um documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação para atualização do esquema vacinal.

Vacinas contra covid-19 serão atualizadas contra novas variantes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou novas regras para a composição das vacinas contra a Covid-19 no Brasil. A atualização, divulgada nesta quinta-feira (9) no Diário Oficial da União, tem como objetivo ampliar a proteção da população diante das novas variantes do coronavírus que circulam no país e manter a eficácia da estratégia nacional de vacinação.

Pelas novas determinações, todas as vacinas contra a Covid-19 deverão ser monovalentes, ou seja, desenvolvidas para gerar resposta imunológica contra uma única linhagem do vírus SARS-CoV-2 em circulação. A Anvisa definiu a variante LP.8.1 como antígeno preferencial para a fabricação dos imunizantes. Também poderão ser utilizadas variantes derivadas da cepa JN.1, como XFG e NB.1.8.1, desde que apresentem respostas amplas e robustas de anticorpos neutralizantes, comprovadas por estudos científicos.

A norma estabelece ainda um período de transição para a adaptação da indústria farmacêutica. Vacinas registradas, produzidas ou já distribuídas antes da publicação da instrução normativa poderão continuar sendo utilizadas por até nove meses. Após esse prazo, esses imunizantes não poderão mais ser aplicados. Segundo a Anvisa, a atualização foi motivada pelo aumento de registros de síndromes gripais associadas à Covid-19, reforçando a necessidade de manter as vacinas alinhadas às variantes mais recentes do vírus.