Corredor Leste-Oeste de Ribeirão Preto incorpora conceito de Cidade Esponja e promete revolucionar mobilidade urbana

O Futuro Corredor Leste-Oeste deverá se tornar um dos principais projetos de transformação urbana de Ribeirão Preto nas próximas décadas. Com cerca de 27 quilômetros de extensão, o macroprojeto foi concebido para conectar as regiões Leste, Norte e Oeste da cidade por meio de um novo eixo de mobilidade que integra transporte público, ciclovias, requalificação urbana e infraestrutura moderna de drenagem, criando um corredor estruturante capaz de melhorar a mobilidade e impulsionar o desenvolvimento urbano.

Mais do que uma obra viária, o projeto incorpora o conceito internacional de Cidade Esponja, estratégia urbanística que busca ampliar a capacidade das cidades de absorver, infiltrar e armazenar a água da chuva por meio de áreas verdes, parques lineares e sistemas de drenagem sustentável. Na prática, a proposta combina mobilidade com soluções ambientais, contribuindo para reduzir riscos de alagamentos, recuperar áreas degradadas e melhorar o microclima urbano.

Segundo o prefeito Ricardo Silva, o corredor representa uma nova visão de planejamento urbano para a cidade, ao integrar mobilidade, recuperação ambiental e desenvolvimento urbano em um único projeto estruturante. A iniciativa também busca preparar Ribeirão Preto para desafios futuros, como o aumento da intensidade das chuvas e os impactos das mudanças climáticas sobre o espaço urbano.

Corredor integrará mobilidade, meio ambiente e desenvolvimento urbano

O Futuro Corredor Leste-Oeste será formado por diferentes eixos viários e intervenções urbanas que reorganizam a mobilidade e ampliam a infraestrutura da cidade.

Entre os principais trechos previstos estão:

Avenida Morro da Vitória
Nova via estruturante implantada em área de expansão urbana, com ciclovias, corredores de ônibus e soluções de drenagem sustentável, incluindo a transposição do Córrego das Palmeiras.

Avenida do Tanquinho e região da Lagoinha
Implantação de nova avenida em fundo de vale e requalificação de diversas vias existentes ao longo do Córrego do Tanquinho, com criação de parques lineares, recuperação ambiental e melhorias viárias em bairros como Campos Elíseos, Vila Mariana e Lagoinha.

Via Norte (Avenida Eduardo Andrea Matarazzo)
Requalificação completa da avenida, com implantação de faixas exclusivas para ônibus, reorganização viária e nova ponte sobre o Córrego Ribeirão Preto.

Avenida Rio Pardo
Reorganização do sistema viário ao longo de um ramal ferroviário desativado, permitindo a criação de um parque linear com ciclovia e ampliação das áreas permeáveis.

Ao longo de todo o corredor serão implantadas vias completas, com ciclovias, calçadas acessíveis, corredores de ônibus e novas pontes sobre córregos urbanos, além da ampliação de áreas verdes e sistemas de drenagem urbana.

Cidade Esponja: solução urbana para enfrentar chuvas intensas

O conceito de Cidade Esponja vem sendo adotado por diversas cidades do mundo como resposta aos impactos das mudanças climáticas e à intensificação das chuvas nas áreas urbanas.

A proposta consiste em ampliar a capacidade da cidade de absorver e reter a água da chuva, reduzindo a pressão sobre as galerias pluviais e diminuindo o risco de alagamentos.

Entre as soluções previstas no Futuro Corredor Leste-Oeste estão a implantação de parques lineares ao longo de córregos urbanos, a ampliação de áreas verdes, a criação de superfícies permeáveis e sistemas de drenagem natural, além da recuperação ambiental de fundos de vale. Essas intervenções promovem a integração entre mobilidade urbana e infraestrutura ambiental, contribuindo para reduzir o risco de alagamentos e tornar a cidade mais resiliente aos eventos climáticos extremos.

Ao mesmo tempo, essas soluções qualificam o espaço urbano, melhoram o microclima, valorizam os espaços públicos e ampliam as áreas de convivência e bem-estar para a população.

Projeto será votado hoje em primeira discussão

Para viabilizar a implantação do projeto, o Executivo municipal encaminhou à Câmara Municipal um Projeto de Lei que autoriza a estruturação financeira necessária à execução do investimento em infraestrutura urbana.

A proposta será votada hoje em primeira discussão pelos vereadores. Trata-se de um procedimento institucional, transparente e sujeito ao debate e à aprovação do Legislativo, com o objetivo de viabilizar uma obra estruturante que deverá melhorar a mobilidade urbana, reduzir congestionamentos e preparar Ribeirão Preto para o futuro.

A viabilização do Futuro Corredor Leste-Oeste tem o apoio do Governo Federal, por meio de linha de crédito estruturada no âmbito do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – Avançar Cidades, vinculado ao Ministério das Cidades e financiado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O investimento previsto, de R$ 1,1 bilhão, permitirá a implantação do novo eixo de mobilidade urbana.

Fim do 6×1: Lula propõe negociação entre patrões, empregados e governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, na noite desta terça-feira (3), que a proposta de lei para o fim da escala 6×1 seja construída de forma conjunta entre trabalhadores, empregadores e o governo federal. A declaração foi feita na abertura da Segunda Conferência do Trabalho, realizada no Anhembi, na capital paulista, com programação até o próximo dia 5.

Segundo Lula, um acordo prévio entre representantes dos empregados e da classe empresarial seria mais vantajoso do que deixar a definição exclusivamente a cargo do Congresso Nacional. “É melhor vocês construírem negociando do que vocês terem que engolir uma coisa aberta [vinda do Congresso], e depois ter de recorrer à Justiça do Trabalho”, afirmou. O presidente acrescentou que o resultado será mais positivo se houver entendimento entre empresários, trabalhadores e governo.

O chefe do Executivo também ressaltou que o governo buscará equilíbrio nas discussões, sem favorecer nenhum dos lados. “Não iremos prejudicar os trabalhadores. E também não queremos contribuir com o prejuízo da economia brasileira”, disse. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o encontro tem como objetivo estabelecer diretrizes para a promoção do trabalho decente e fortalecer o diálogo social na formulação de políticas públicas.

Contas públicas do governo Lula têm déficit de R$ 55,021 bilhões em 2025

As contas públicas encerraram 2025 com saldo negativo, refletindo principalmente o déficit do governo federal, onde o crescimento das despesas superou o avanço das receitas. O setor público consolidado — que reúne União, estados, municípios e empresas estatais — registrou déficit primário de R$ 55,021 bilhões no ano, o equivalente a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado representa piora em relação a 2024, quando o déficit foi de R$ 47,553 bilhões, ou 0,4% do PIB. As Estatísticas Fiscais foram divulgadas pelo Banco Central (BC) com a consolidação dos dados de dezembro, mês em que houve superávit de R$ 6,251 bilhões.

O desempenho negativo foi puxado pelo Governo Central, que apresentou déficit primário de R$ 58,687 bilhões em 2025, acima do resultado de R$ 45,364 bilhões registrado no ano anterior. Segundo o Tesouro Nacional, o aumento dos gastos obrigatórios, como Previdência Social e Benefício de Prestação Continuada (BPC), pressionou as contas, apesar da arrecadação recorde, que cresceu 2,8% em termos reais. Em sentido oposto, estados e municípios ampliaram o superávit para R$ 9,537 bilhões, enquanto as empresas estatais — excluídas Petrobras e Eletrobras — reduziram o déficit em comparação a 2024.

As despesas com juros da dívida pública somaram R$ 1 trilhão em 2025, o maior valor da série histórica, ainda que tenham recuado proporcionalmente ao PIB, passando de 8,07% em 2024 para 7,91%. A elevação da taxa Selic, que chegou a 15% ao ano, foi parcialmente compensada pelos ganhos de R$ 105,9 bilhões nas operações de swap cambial realizadas pelo Banco Central. Com isso, o déficit nominal — que inclui o resultado primário e os juros — alcançou R$ 1,062 trilhão, acima do registrado em 2024.

A dívida pública também avançou no período. A dívida líquida do setor público chegou a R$ 8,311 trilhões em 2025, correspondente a 65,3% do PIB, o maior patamar da série histórica. Já a dívida bruta do governo geral atingiu R$ 10,017 trilhões, ou 78,7% do PIB, acima dos 76,3% observados em 2024. O aumento foi influenciado pelo déficit nominal, pelos juros apropriados e pela apreciação cambial, fatores acompanhados de perto por investidores e agências de classificação de risco.

Governo federal libera mais de R$ 1 bilhão para mobilidade urbana em Ribeirão Preto

O  presidente  Lula  oficializou a liberação de mais R$ 1 bilhão em crédito federal para  Ribeirão Preto. Lula, já havia anunciado o crédito em um evento da Apex Brasil esta semana

O deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP) articulou, junto ao governo federal, a liberação desta verba para a construção do Novo Corredor Leste–Oeste, o maior investimento em mobilidade urbana da história de Ribeirão Preto.

O convênio foi assinado nesta terça-feira pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pelo ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, e pelo prefeito Ricardo Silva, em cerimônia no Palácio do Planalto.

“Estamos fazendo história. Após muitas décadas, vamos finalmente tirar do papel esse projeto que vai mudar a vida de mais de 345 mil pessoas nas regiões Leste, Oeste e Norte. Melhorar a mobilidade, organizar o crescimento de Ribeirão e prepará-la para o futuro”, afirmou Baleia Rossi durante o anúncio.

Para o projeto virar realidade teve o trabalho da equipe da prefeitura municipal de Ribeirão Preto, liderada pelo prefeito Ricardo Silva. O investimento também teve a parceria do vice-prefeito Alessandro Maraca, e com apoio do deputado estadual Léo Oliveira.

EUA reduzem tarifas para café, laranja, carne bovina e outros produtos

A Casa Branca emitiu nesta sexta-feira (14) um decreto do presidente Donald Trump para isentar determinados produtos agrícolas de tarifas recíprocas, que estão em vigor desde abril.

De acordo com nota publicada pela Casa Branca, entre os produtos que deixarão de estar sujeitos às tarifas recíprocas estão: café e chá; frutas tropicais e sucos de frutas; cacau e especiarias; bananas, laranjas e tomates; carne bovina; e fertilizantes adicionais (alguns fertilizantes nunca foram sujeitos às tarifas recíprocas).

O decreto faz parte de um grande esforço de Trump e de suas principais autoridades para atender às crescentes preocupações dos norte-americanos com os preços persistentemente altos dos alimentos.

De acordo com a agência Reuters, as novas isenções — que entram em vigor retroativamente à meia-noite de quinta-feira — marcam uma forte reviravolta para Trump, que há muito insiste que suas tarifas de importação não estão alimentando a inflação. Elas vêm depois de uma série de vitórias dos democratas em eleições estaduais e municipais na Virgínia, Nova Jersey e Nova York, onde a acessibilidade econômica foi um tópico importante.

Segundo a Casa Branca, a medida modifica “o escopo das tarifas recíprocas que ele [Donald Trump] anunciou inicialmente em 2 de abril de 2025”. Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos impôs um tarifaço global a produtos importados de vários países, e confirmou uma taxa de 10% para os produtos brasileiros. No evento, ele comunicou a aplicação de tarifa de 20% sobre a União Europeia, 34% sobre a China e 46% sobre o Vietnã.

Ainda não foi divulgado em quanto a tarifa será reduzida. 

Repercussões

O Brasil pode ser beneficiado com a redução das tarifas. No entanto, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que ainda está analisando a Ordem Executiva assinada por Trump. 

Em nota, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) informou que está avaliando se a Ordem Executiva se aplica “à tarifa base de 10%, à de 40% [adicional] ou a ambas”. 

“O Cecafé está em contato com seus pares americanos, neste momento, para analisar, cuidadosamente, a situação e termos noção do real cenário que se apresenta”, diz o comunicado.

Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considerou positiva a decisão do governo norte-americano de reduzir as tarifas aplicadas à carne bovina brasileira.

“A medida reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países e reconhece a importância da carne do Brasil, marcada pela qualidade, pela regularidade e pela contribuição para a segurança alimentar mundial”, informou.