Ex-jogador do Botafogo de Ribeirão foi preso em São Paulo nesta quarta-feira

O ex-jogador do Botafogo de Ribeirão Preto Leandro Lessa Azevedo, conhecido como Leandro “Guerreiro”, ex-atacante do São Paulo FC, foi preso na manhã desta quarta-feira (24), em São Paulo, em razão de dívida relacionada ao pagamento de pensão alimentícia. Ele chegou a ser encaminhado ao 13º Distrito Policial, na Casa Verde, Zona Norte da capital paulista, mas foi liberado posteriormente.

De acordo com informações sobre o caso, a prisão ocorreu por meio de um mandado de prisão civil, instrumento previsto na legislação brasileira em situações de inadimplência de obrigação alimentar. Apesar de o ex-atleta ter recebido recentemente uma indenização em uma ação trabalhista contra o São Paulo, o valor foi penhorado pela Justiça para abater débitos de pensão, que ainda não teriam sido totalmente quitados ou teriam novas parcelas em atraso.

A situação financeira de Leandro ganhou repercussão em novembro de 2025, quando o São Paulo FC quitou uma dívida trabalhista antiga com o ex-jogador. O clube depositou R$ 1.960.920,27 referentes a um processo sobre direitos de arena iniciado em 2010. No entanto, o valor não foi repassado diretamente ao atleta, já que a Justiça determinou a penhora da quantia para pagamento de débitos alimentícios.

A ação trabalhista discutia diferenças no percentual pago ao jogador pelas transmissões de partidas entre 2006 e 2007. Leandro alegava ter recebido apenas 5% dos valores devidos, enquanto a legislação vigente à época previa o pagamento de 20%. O Tribunal Superior do Trabalho havia reconhecido o direito do atleta em 2017, mas o pagamento só foi concluído no fim do ano passado, após o encerramento dos recursos apresentados pelo clube.

Natural de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Leandro “Guerreiro” teve passagem marcante pelo futebol brasileiro. Pelo São Paulo FC, atuou nas temporadas de 2006 e 2007, disputando 116 jogos e marcando 16 gols. O atacante fez parte do elenco campeão brasileiro nos dois anos e ficou conhecido por comemorar o título de 2006 subindo em uma das traves do Morumbi e cruzando os punhos em direção à torcida.

Além do São Paulo, Leandro também defendeu clubes como Vasco, Corinthians, Fluminense, Goiás e Grêmio, além de ter atuado no futebol japonês e russo ao longo da carreira.

Leandro foi vice-campeão paulista jogando com a camisa do Botafogo em 2001, a decisão foi contra o Corinthians. Após o término do campeonato o timão comprou em definitivo três jogadores do Pantera, ele, Leandro Guerreiro, Ratinho e o goleiro Doni. A época o Corinthians desembolsou pelos três atletas R$ 2,5 milhões

Após o caso ganhar repercussão nacional, o ex-atleta afirmou nas redes sociais que não está inadimplente com suas obrigações alimentícias.

Moraes nega prisão domiciliar e mantém Bolsonaro preso na PF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou nesta quinta-feira (1º) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para a concessão de prisão domiciliar de caráter humanitário. A solicitação foi apresentada após a alta hospitalar no DF Star, onde Bolsonaro está internado desde o dia 24.

Com a decisão, o ex-presidente deverá retornar à Superintendência da Polícia Federal assim que deixar o hospital. Bolsonaro está preso desde novembro, após condenação a 27 anos de prisão no âmbito da ação que apurou a trama golpista. Em entrevista coletiva realizada na quarta-feira (31), a equipe médica confirmou que a previsão de alta estava mantida para esta quinta-feira.

Na decisão, Moraes afirmou que a defesa não apresentou fatos novos capazes de modificar o entendimento já firmado em 19 de dezembro de 2025, quando o pedido de prisão domiciliar havia sido negado. Segundo o ministro, não estão presentes os requisitos legais para a concessão do benefício, além de haver registros de descumprimento de medidas cautelares e atos concretos voltados à fuga, incluindo a destruição da tornozeleira eletrônica.

O magistrado destacou ainda que não houve agravamento do estado de saúde de Bolsonaro, mas melhora do quadro clínico após cirurgias eletivas, conforme laudos médicos. Moraes ressaltou que todas as prescrições médicas podem ser cumpridas na unidade da Polícia Federal, onde há plantão médico 24 horas, permanecendo autorizado o acesso integral de médicos, fisioterapeuta, medicamentos e a entrega de alimentos preparados por familiares.

Bolsonaro preso: Moraes rejeita pedido de prisão domiciliar

Em decisão publicada neste sábado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes rejeitou o pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro da concessão de prisão domiciliar humanitária ao réu e a autorização de novas visitas. 

Os pedidos haviam sido apresentados nesta sexta-feira (21). Segundo os advogados, Bolsonaro tem doenças permanentes, que demandam “acompanhamento médico intenso” e, por esse motivo, o ex-presidente deve continuar em prisão domiciliar.

O pedido da defesa pretende evitar que Bolsonaro seja levado para o presídio da Papuda, em Brasília. Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas.

Neste sábado, no entanto, Moraes decretou a prisão preventiva do ex-presidente e estipulou que as visitas devem ser previamente autorizadas pelo STF, com exceção da dos advogados e da equipe médica que acompanha o tratamento de saúde do réu.  

Com isso, Moraes considerou prejudicados os pedidos feitos anteriormente de prisão domiciliar humanitária ao réu e a autorização de novas visitas. 

Está agendada para amanhã a audiência de custódia do ex-presidente. A defesa de Bolsonaro afirmou que irá recorrer da decisão.

Tentativa de fuga

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro foi realizada em cumprimento a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, por conta da convocação de vigília, neste sábado (22), nas proximidades da residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. 

Segundo Moraes, a reunião poderia causar tumulto e até mesmo facilitar “eventual tentativa de fuga do réu”.

O ministro do STF afirma ainda que o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico de Bolsonaro na madrugada deste sábado