Capital de São Paulo bate novo recorde de calor no Natal e Ribeirão poderá chegar a 35 graus

A cidade de São Paulo registrou, nesta quinta-feira (25), a temperatura mais alta já observada em um mês de dezembro: 35,9°C. E o calor intenso deve continuar nesta sexta-feira (26). O recorde anterior foi de 35,6 graus em 1998.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a capital paulista pode chegar aos 34°C, com mínima prevista de 22°C. Desde as primeiras horas do dia, o céu permanece com muitas nuvens e há previsão de pancadas de chuva isoladas. O mesmo cenário se repete à tarde. À noite, além da nebulosidade, podem ocorrer pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas isoladas. Os ventos devem permanecer fracos ao longo de todo o dia.

Interior

O forte calor também atinge o interior do estado, onde as temperaturas estão cerca de 5°C acima da média para dezembro. Em Bauru, os termômetros podem alcançar 35°C, com possibilidade de chuva e ventos fracos.

Ribeirão Preto também deve registrar máxima de 35°C, com previsão de chuva isolada e ventos de baixa intensidade.

Já em São José do Rio Preto e região, a previsão indica máxima de 34°C, sem expectativa de chuva e com ventos fracos.

Litoral

No litoral paulista, Santos deve ter temperatura máxima de 31°C, sem previsão de chuva e com ventos fracos.

Guarujá e Praia Grande apresentam previsão semelhante, com máxima de 29°C, tempo seco e ventos fracos.

Em Ubatuba, a máxima prevista é de 30°C, com chance de chuva fraca e ventos de baixa intensidade.

O verão começa hoje(21). Se prepare, a estação será marcada por calor acima da média em todo o Brasil

A estação mais quente do ano terá veranicos, ondas de calor e volumes de chuva abaixo do normal em diversas regiões do país.

O verão tem início oficial neste domingo (21), às 12h03, pelo horário de Brasília, e segue até 21 de março de 2026, às 11h45. De acordo com a Climatempo, a estação será marcada por temperaturas acima da média e distribuição irregular das chuvas em grande parte do Brasil.

A data também marca o solstício de verão, quando ocorre o dia mais longo do ano, com maior período de luz solar. Durante a estação, os dias ficam mais extensos, o calor se intensifica e as mudanças no tempo tendem a ser rápidas, com alternância entre sol forte e pancadas de chuva.

Segundo a meteorologista Josélia Pegorim, o verão não sofrerá influência direta de fenômenos como El Niño ou La Niña. O episódio de La Niña, iniciado na primavera, deve se encerrar até o fim de janeiro de 2026. O principal sistema atuante será a Alta Pressão Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), um grande anticiclone que, ao se aproximar do Brasil, reduz a nebulosidade, deixa o ar mais seco e dificulta a formação de instabilidades, favorecendo períodos de estiagem, veranicos e ondas de calor.

A previsão aponta que janeiro e fevereiro ainda poderão registrar temporais, porém de forma irregular. Já março deve apresentar chuvas um pouco mais distribuídas, embora os volumes fiquem abaixo da média em boa parte do país. As áreas mais afetadas pela seca incluem a faixa norte do litoral, entre o Pará e o Ceará, além de regiões do interior do Maranhão e do Piauí.

Por outro lado, algumas localidades podem registrar volumes de chuva acima da média, como o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, sul e leste de São Paulo, sul de Minas Gerais, Zona da Mata mineira, sul do Rio de Janeiro e partes da Região Norte.

Em relação às temperaturas, o calor deve predominar em grande parte do Brasil, com destaque para a Região Sul e a área de fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai, onde são esperadas ondas de calor. Apenas algumas regiões devem registrar temperaturas dentro da média climatológica, como partes do leste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, sul de São Paulo, além de áreas do Nordeste e do Norte do país.

O cenário reforça a necessidade de atenção, especialmente em regiões já vulneráveis a longos períodos de calor intenso e escassez de chuvas.