Supermecados de Ribeirão Preto poderão vender medicamentos

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos isentos de prescrição (MIPs) em supermercados de todo o país em suas áreas de vendas e com a presença física de uma farmacêutico. A proposta altera a legislação sanitária para permitir a comercialização de remédios como analgésicos, antitérmicos, antiácidos e produtos para gripe e resfriado fora das farmácias, desde que respeitadas regras de armazenamento, controle de validade e orientação ao consumidor. O texto já havia a sido aprovado pelo Senado e agora vai à sanção presidencial.

Defensores do projeto afirmam que a medida pode ampliar o acesso da população a medicamentos básicos e estimular a concorrência, com possível redução de preços. Já entidades do setor farmacêutico e conselhos profissionais demonstram preocupação com a ausência de acompanhamento técnico no momento da compra e com riscos de automedicação. O debate também envolve a fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que deverá regulamentar critérios para exposição, conservação e venda dos produtos caso a nova regra entre em vigor.

“A presença disseminada de mercados, supermercados e seus congêneres, inclusive nas localidades mais remotas do território nacional, pode ser adequadamente utilizada para facilitar a vida dos usuários de medicamentos”, Disse O relator do texto, deputado Zacharias Calil (União Brasil-GO)

O projeto é de autoria do senador Efriam Filho (União Brasil-PB).

Brasil registra 88 casos de Mpox em 2026; saiba como evitar a doença

O Brasil registrou 88 casos confirmados do vírus Mpox, com a maioria sendo no estado de São Paulo, que desde janeiro contabiliza 62 casos. Os outros registros aparecem no Rio de Janeiro (15), em Rondônia (4), em Minas Gerais (3), no Rio Grande do Sul (2), no Paraná (1) e no Distrito Federal (1). Os quadros leves a moderados predominam e não há óbitos. Em 2025, foram registrados no país 1.079 casos e 2 óbitos. Os dados são do Ministério da Saúde. 

A prefeitura de Ribeirão Preto registrou oficialmente até agora dois casos.

O que é Mpox e quais são os sintomas?

Causada pelo vírus Monkeypox, a doença tem seu contágio por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais comum da doença é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção cutânea pode afetar o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha, as regiões genitais e/ou anal.

Como a Mpox é transmitida?

O vírus se espalha de pessoa para pessoa por meio do contato próximo com alguém infectado, incluindo falar ou respirar próximos uns dos outros, o que pode gerar gotículas ou aerossóis de curto alcance; contato pele com pele, como toque ou sexo vaginal/anal; contato boca com boca; ou contato boca e pele, como no sexo oral ou mesmo o beijo na pele.

O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também podem transmitir a doença.

Em quanto tempo a doença se manifesta?

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Ao notar os sintomas, é preciso procurar uma unidade de saúde para fazer o exame laboratorial, que é a única forma de confirmação. O diagnóstico complementar deve ser realizado considerando as seguintes doenças: varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas da pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancróide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso, reação alérgica e quaisquer outras causas de erupção cutânea papular ou vesicular.

“Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão”, orienta o Ministério da Saúde.

Qual é o tratamento?

O tratamento consiste no alívio dos sintomas, na prevenção, no manejo das complicações e em evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves e moderados. Não há medicamento aprovado especificamente para Mpox.

A prevenção consiste em evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Caso seja necessário ter contato, a recomendação é a de utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.

Também é recomendado lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel frequentemente. As medidas de higiene são especialmente importantes após o contato com a pessoa infectada, suas roupas, lençóis, toalhas e outros itens ou superfícies que possam ter entrado em contato com as erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias.

“Lave as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais da pessoa com água morna e detergente. Limpe e desinfete todas as superfícies contaminadas e descarte os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada”, alerta o Ministério.

Mpox pode matar?

Na maioria dos casos, os sintomas da doença desaparecem sozinhos em poucas semanas. Mas, em algumas pessoas, o vírus pode provocar complicações médicas e mesmo a morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm maior risco de sintomas mais graves e de morte pela infecção.

Quadros graves causados pela Mpox podem incluir lesões maiores e mais disseminadas (especialmente na boca, nos olhos e em órgãos genitais), infecções bacterianas secundárias de pele ou infecções sanguíneas e pulmonares. As complicações se manifestam ainda por meio de infecção bacteriana grave causada pelas lesões de pele, encefalite, miocardite ou pneumonia, além de problemas oculares.

Pacientes com Mpox grave podem precisar de internação, cuidados intensivos e medicamentos antivirais para reduzir a gravidade das lesões e encurtar o tempo de recuperação. Dados disponíveis mostram que entre 0,1% e 10% das pessoas infectadas pelo vírus morreram, sendo que as taxas de mortalidade podem divergir por conta de fatores como acesso a cuidados em saúde e imunossupressão subjacente.

São Paulo

Apesar dos números apresentados pelo governo federal, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES-SP) afirma que o número de casos no estado é de 50. A capital paulista é a cidade com maior número de casos: 31. Campinas, Paulínia, Sumaré, Hortolândia, Sorocaba, Várzea Paulista, Araquaquara, Osasco, Cotia, Jandira, Serrana, Arujá, Santos, Guarulhos e Pradópolis registram um caso. Em Ribeirão Preto e Mogi das Cruzes, são dois em cada. No ano passado, em janeiro foram registrados 79 casos e em fevereiro 47 casos, totalizando, 126 casos nos dois primeiros meses do ano.

Ribeirão Preto começa a aplicar anticorpo para prevenir vírus respiratório em bebês

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, iniciou nesta segunda-feira (23) a aplicação do Nirsevimabe, anticorpo indicado para a prevenção do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês e crianças pequenas. Podem receber o imunobiológico recém-nascidos prematuros com até 36 semanas e seis dias de gestação e crianças de até 23 meses que apresentem comorbidades. A aplicação ocorre nas maternidades com UTI neonatal do SUS, durante a internação do bebê, ou na UBDS Castelo Branco.

De acordo com a subsecretária de Vigilância em Saúde, Luzia Márcia Romanholi Passos, a pasta também está realizando a busca ativa de crianças de até 6 meses nascidas prematuras e menores de 2 anos com comorbidades, ampliando a cobertura entre o público elegível. Mães de bebês prematuros nascidos a partir de agosto de 2025 podem procurar uma unidade de saúde munidas de documento que comprove a prematuridade para solicitar a aplicação.

Diferentemente das vacinas tradicionais, o Nirsevimabe é um anticorpo pronto, que começa a agir imediatamente após a aplicação, oferecendo proteção direta contra o VSR — principal causador de bronquiolite e pneumonia e um dos responsáveis por quadros graves de infecção respiratória na primeira infância. O vírus também está entre os principais agentes associados à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). No ano passado, o município registrou 142 casos de SRAG provocados pelo VSR, o equivalente a 18% do total. Além do anticorpo, a Secretaria reforça a importância da vacinação de gestantes contra o vírus, já disponível na rede pública, medida que ajuda a reduzir o risco de casos graves nos primeiros meses de vida do bebê.

Remédio para osteoporose pode combater doenças provocadas pelo excesso de ferro no organismo

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que dois medicamentos utilizados no tratamento da osteoporose — etidronato e tiludronato — podem ajudar no combate a doenças causadas pela sobrecarga de ferro no organismo. Em experimentos realizados com células humanas, os fármacos conseguiram se ligar ao ferro em excesso, reduzir o estresse oxidativo e evitar danos celulares. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica BioMetals e indicam potencial para o reposicionamento desses medicamentos como alternativa terapêutica.

Atualmente, apenas três quelantes de ferro são aprovados para tratar o acúmulo do metal no corpo, mas os efeitos colaterais, como náuseas e desconfortos gastrointestinais, podem comprometer a adesão ao tratamento. Segundo o professor Breno Pannia Espósito, do Instituto de Química da USP e autor da pesquisa, os bisfosfonatos apresentam grupos de fosfato em sua estrutura química, o que favorece a ligação com íons de ferro. O excesso desse mineral pode gerar radicais livres e provocar danos celulares graves, estando associado a condições como hemocromatose e talassemia, além de casos decorrentes de transfusões sanguíneas frequentes.

Nos testes, mesmo na presença de níveis fisiológicos de cálcio — que compete com o ferro no organismo — os medicamentos mantiveram desempenho semelhante ao de quelantes tradicionais. Outros bisfosfonatos também foram avaliados e mostraram eficácia na inibição da oxidação, embora com maior toxicidade celular, enquanto o ranelato de estrôncio não apresentou capacidade de quelação. Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que os experimentos foram realizados apenas em culturas celulares, sendo necessários novos estudos pré-clínicos e clínicos para confirmar a segurança e a eficácia da possível nova aplicação terapêutica.

Câncer de pênis causa quase 3 mil amputações no país em cinco anos e Ribeirão Preto registra 15 pacientes

Levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) aponta que 2.949 amputações parciais ou totais de pênis foram realizadas no Brasil entre janeiro de 2021 e novembro de 2025 em decorrência do câncer. No mesmo período, 2.359 mortes foram registradas, segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

Embora concentre incidência maior nas regiões Norte e Nordeste do país, dados do Painel Oncologia Brasil, do Datasus, mostram que, nos últimos cinco anos, 15 pacientes precisaram de tratamento para câncer de pênis em Ribeirão Preto. O painel registra a realização de cinco cirurgias motivadas pela doença no município, entre 2021 e 2025.

De acordo com o uro-oncologista Luís César Zaccaro, os números demonstram a importância da informação e do diagnóstico precoce. “Estamos falando de um câncer amplamente prevenível e, na maioria das vezes, tratável quando identificado no início. O problema é que muitos homens demoram a procurar ajuda, seja por vergonha, desconhecimento ou subestimação dos sintomas”, afirma.

Sintomas que não devem ser ignorados

Segundo a SBU, o câncer de pênis é mais frequente em homens com 50 anos ou mais. Entre os principais sinais de alerta estão: Ferida na glande ou no corpo do pênis que não cicatriza; Sangramento sob o prepúcio; Secreção com odor forte; Alterações de cor ou espessura da pele e Ínguas na virilha.

“O paciente pode notar inicialmente uma área avermelhada persistente, uma pequena ferida ou até uma lesão com aspecto de verruga que cresce com o tempo. Qualquer alteração que não cicatrize deve ser avaliada por um urologista o quanto antes”, orienta Zaccaro.

Fatores de risco

Entre os fatores associados ao aumento do risco estão higiene íntima inadequada, fimose, infecção pelo HPV, tabagismo e condições socioeconômicas mais vulneráveis.

“A infecção pelo HPV é um dos principais fatores envolvidos. Por isso, a vacinação de meninos e meninas é uma estratégia fundamental de prevenção. Além disso, hábitos simples, como a higienização correta da região íntima, fazem toda a diferença”, destaca o médico.

Prevenção começa na rotina

A SBU reforça a importância da higiene diária com água e sabão, retraindo o prepúcio para remoção do esmegma – secreção esbranquiçada e natural, composta por células mortas da pele, óleos e umidade -, inclusive após relações sexuais, além do uso de preservativo.

“Não é um cuidado complexo, mas precisa ser constante. O câncer de pênis está muito relacionado à falta de higiene adequada e à exposição prolongada a fatores de risco. A prevenção está, em grande parte, nas atitudes do dia a dia”, destaca Zaccaro.

Tratamento e chances de cura

Quando diagnosticado precocemente, o câncer de pênis pode ser tratado com procedimentos conservadores, preservando a função urinária e sexual. Em fases iniciais, podem ser indicadas biópsias, remoção local da lesão ou uso de medicamentos tópicos.

Lesões pequenas e superficiais permitem abordagens menos invasivas, com grande chance de cura e preservação do órgão. O desafio é evitar que o paciente chegue tardiamente, quando a amputação parcial ou total pode se tornar necessária.

Nos casos mais avançados, pode haver necessidade de cirurgias maiores, retirada de linfonodos da virilha, além de quimioterapia, imunoterapia ou radioterapia, conforme cada situação.

“Nenhuma ferida no pênis deve ser tratada com vergonha ou automedicação. Quanto mais cedo o homem procurar avaliação, maiores são as chances de cura e menores as consequências físicas e emocionais”, finaliza o uro-oncologista.

Ribeirão inicia funcionamento da URA que atenderá pacientes com urgência; mas de menor complexidade

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, iniciou nesta quarta-feira (18) o funcionamento da nova URA (Unidade de Retorno Assistencial), ampliando a rede pública e fortalecendo o atendimento de urgência e emergência no município. O serviço passa a atuar como etapa intermediária entre a alta das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e a internação hospitalar, garantindo mais organização no fluxo de pacientes e reduzindo a sobrecarga nos hospitais. A iniciativa representa um avanço estratégico na saúde pública de Ribeirão Preto, com foco em eficiência, humanização e qualidade no atendimento.

Instalada no NGA-59 (Núcleo de Gestão Ambulatorial), no bairro Campos Elíseos, a unidade tem capacidade para atender até 60 pacientes por dia, com funcionamento diário das 7h às 19h. A URA conta com equipes médicas, profissionais de enfermagem e suporte multiprofissional, oferecendo acompanhamento clínico, realização de exames seriados e reavaliação médica. O atendimento é destinado a pacientes encaminhados pelas UPAs que não necessitam de internação hospitalar imediata, como casos de dor torácica de baixo ou médio risco, crises asmáticas leves a moderadas, infecções sem sinais de sepse, dor abdominal inespecífica e descompensações glicêmicas leves.

De acordo com o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho, a implantação da URA fortalece a rede de urgência ao criar uma etapa intermediária de cuidado, assegurando monitoramento seguro e protocolos bem definidos. A medida deve contribuir para reduzir internações desnecessárias, otimizar a ocupação de leitos hospitalares e garantir que os casos mais graves tenham prioridade. Com a nova estrutura, a Prefeitura de Ribeirão Preto avança na qualificação da assistência e reforça o compromisso com a ampliação e modernização dos serviços de saúde no município.

Confira o significado e a importância da campanha Fevereiro Roxo e Laranja na prevenção de doenças

Durante este mês, as cores roxa e laranja são utilizadas em diversos meios de comunicação com o objetivo de atentar para a conscientização e combate de algumas doenças.

A cor roxa foi escolhida para a conscientização do Lúpus, da Fibromialgia e do Mal de Alzheimer. Já a cor laranja foi incluída na campanha para conscientizar um dos tipos mais graves de câncer, a Leucemia.

Lúpus
O Lúpus é caracterizado como um distúrbio crônico que faz com que o organismo produza mais anticorpos que o necessário para manter o organismo em pleno funcionamento. Os anticorpos em excesso passam a atacar o organismo, causando inflamações nos rins, pulmões, pele e articulações. Segundo o Ministério da Saúde, o Lúpus Sistêmico (Les) é a forma mais séria da doença e também a mais comum afetando aproximadamente 70% dos pacientes com Lúpus. Ele afeta principalmente mulheres, sendo 9 em 10 pacientes com o risco mais elevado durante a idade fértil.

Fibromialgia
Já a Fibromialgia ataca especificamente as articulações, causando dores por todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões. A síndrome também provoca cansaço excessivo, alterações no sono, ansiedade e depressão. A doença pode aparecer depois de eventos graves como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção. O motivo pelo qual pessoas desenvolvem a doença ainda é desconhecido. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) calcula que a fibromialgia afeta cerca de 3% da população. De cada 10 pacientes com fibromialgia, sete a nove são mulheres.

Alzheimer
O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social. Com o passar do tempo, ela também interfere no comportamento e personalidade da pessoa, causando consequências como a perda de memória. O Alzheimer é a causa mais comum de demência – um grupo de distúrbios cerebrais que causam a perda de habilidades intelectuais e sociais. No Brasil, existem cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade. Seis por cento delas têm a doença de Alzheimer, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz).

Leucemia
Leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente, de origem desconhecida. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que em 2019 a leucemia teve mais de 10 mil novos casos. Os sintomas incluem anemia, palidez, sonolência, fadiga, palpitação, manchas roxas na pele ou pontos vermelhos, bem como gânglios linfáticos inchados, perda de peso, febre e dores nas articulações e ossos.

A campanha também frisa a importância da doação de medula óssea. A doação é muito importante, pois a cada cem mil pacientes, apenas um doador é compatível.

Procure orientação em uma Unidade de Saúde.

Anvisa aprova novo medicamento para tratar doença que causa sequelas graves em crianças e adultos

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Sephience, um novo medicamento para o tratamento da fenicetonúria, ou PKU, como é conhecida mundialmente. A doença genética grave é causada pela deficiência da enzima hepática responsável pela conversão da fenilalanina presente nas proteínas da alimentação, em tirosina.  

A fenilalanina é um aminoácido essencial para o organismo, mas sua ingestão deve ser rigorosamente controlada nos fenilcetonúricos. A elevação dessa enzima no sangue tem efeito neurotóxico e suas sequelas são graves – com o desenvolvimento de déficits neurocognitivos e deficiência intelectual severa e irreversível. Os efeitos, porém, podem ser evitadas, caso as crianças recebam assistência dietoterápica adequada precocemente.  

O controle dos níveis séricos da fenilalanina, que deve ser iniciado no primeiro mês de vida e mantido a vida inteira. O medicamento aprovado, indicado para pacientes pediátricos e adultos, ajuda justamente na quebra desse aminoácido e pode ampliar as possibilidades de dieta e melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos pacientes. 

Como outras enfermidades raras, a frequência dessa doença é reduzida. Segundo o Ministério da Saúde, ela é verificada em apenas um de cada 15 mil a 17 mil nascimentos.

Se liga nestas 6 dicas para você se recuperar após o carnaval

Com o fim do Carnaval, chega o momento de desacelerar e cuidar do corpo após dias intensos de festa. Para ajudar na recuperação e garantir um retorno mais tranquilo à rotina, especialistas recomendam algumas medidas simples, mas fundamentais. Confira seis orientações para restabelecer o equilíbrio e a disposição no pós-folia.

1. Priorize o descanso

Depois de noites mal dormidas, é essencial recuperar as horas de sono. Reserve momentos para relaxar, faça cochilos curtos se necessário e procure dormir entre 7 e 8 horas por noite. O sono adequado contribui para a recuperação física e mental, fortalece o sistema imunológico, melhora a concentração e favorece o bem-estar emocional.

2. Reforce a hidratação

O consumo de bebidas alcoólicas costuma aumentar durante o Carnaval, o que pode levar à desidratação. Para reequilibrar o organismo, beba bastante água ao longo do dia. Também vale apostar em sucos naturais, água de coco e chás sem cafeína. Essas opções ajudam a repor líquidos e minerais perdidos, além de amenizar os efeitos do álcool no corpo.

3. Retome uma alimentação equilibrada

Se houve exageros com frituras, doces e refeições rápidas, este é o momento de fazer ajustes. Priorize alimentos in natura, como frutas, verduras, legumes e grãos integrais. Inclua proteínas magras — como frango, peixe e leguminosas — para auxiliar na reposição de nutrientes essenciais e na recuperação do organismo.

4. Dê atenção à pele

A exposição ao sol, o uso prolongado de maquiagem e a privação de sono podem afetar a saúde da pele. Invista em uma limpeza suave para remover resíduos e impurezas, mantenha a hidratação com produtos adequados e utilize protetor solar diariamente. Ingredientes como ácido hialurônico e vitamina E podem auxiliar na regeneração e na manutenção da elasticidade da pele.

5. Volte às atividades físicas gradualmente

Retomar a prática de exercícios é importante para recuperar o condicionamento físico e o equilíbrio do corpo. No entanto, o ideal é começar com atividades leves, como caminhadas e alongamentos, evitando sobrecarga e possíveis lesões. Aos poucos, é possível intensificar o ritmo conforme o organismo se readapta.

6. Faça exames para ISTs, se necessário

Quem teve relações sexuais desprotegidas durante o período festivo deve procurar orientação médica e realizar exames para detecção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento adequado e para evitar complicações.

Com pequenas mudanças de hábito, é possível recuperar a energia, fortalecer a saúde e iniciar o ano com mais disposição após a maratona de Carnaval.

Tomar café pode reduzir chances de demência. Qual a quantidade certa ?

Se você sente que o café ou o chá do dia a dia ajudam a manter a mente mais ativa, a ciência indica que essa percepção pode ter fundamento. Uma nova pesquisa de grande escala identificou possíveis benefícios cognitivos associados ao consumo regular de bebidas com cafeína, especialmente quando ingeridas com moderação. A recomendação observada no estudo gira em torno de duas a três xícaras de café ou uma a duas xícaras de chá por dia.

De acordo com os pesquisadores, pessoas que mantiveram esse padrão ao longo de décadas apresentaram menor probabilidade de desenvolver demência em comparação com aquelas que consumiam pouca ou nenhuma cafeína. O levantamento acompanhou 131.821 participantes por até 43 anos, tornando-se um dos mais extensos já realizados sobre o tema. Para Aladdin Shadyab, professor associado de saúde pública e medicina na Universidade da Califórnia em San Diego, que não integrou a pesquisa, trata-se de um estudo robusto, de longo prazo e com resultados consistentes tanto para homens quanto para mulheres.

Os dados foram publicados no JAMA e, embora não comprovem que a cafeína seja a causa direta da redução no risco, indicam uma associação relevante mesmo após o controle de diversos fatores. Os cientistas ajustaram variáveis como doenças pré-existentes, uso de medicamentos, alimentação, nível educacional, condição socioeconômica, histórico familiar de demência, índice de massa corporal, tabagismo e saúde mental. A relação positiva também foi observada entre indivíduos com predisposição genética para Alzheimer e outros tipos de demência.

A pesquisa analisou dados de dois estudos tradicionais com profissionais da saúde: o Nurses’ Health Study e o Health Professionals Follow-up Study. Ao longo do acompanhamento, 11.033 participantes receberam diagnóstico de demência, confirmado por registros médicos ou atestados de óbito. Em comparação com quem quase não consumia cafeína, aqueles que ingeriam de uma a cinco xícaras diárias de café com cafeína apresentaram cerca de 20% menos risco de demência. Já entre os que bebiam ao menos uma xícara de chá por dia, a redução foi de aproximadamente 15%, reforçando a hipótese de que o consumo moderado pode estar ligado à proteção do cérebro ao longo do envelhecimento.