SAMU lança curso de primeiros socorros para idosos em Ribeirão Preto

A Prefeitura de Ribeirão Preto abre na próxima segunda-feira (9) as inscrições para o Samu 60+, nova modalidade do projeto Samuzinho voltada exclusivamente para pessoas com 60 anos ou mais. A iniciativa, organizada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), oferecerá capacitação em suporte básico de vida e primeiros socorros para idosos, com conteúdo adaptado às situações de emergência mais comuns nessa faixa etária. Ao todo, serão disponibilizadas 20 vagas, e as inscrições poderão ser feitas até o dia 16 de março pelo site oficial da Prefeitura de Ribeirão Preto.

A seleção dos participantes será realizada por sorteio no dia 18 de março, às 19h, em local que ainda será divulgado pela organização. Durante o curso, os inscritos terão aulas sobre noções de primeiros socorros, atendimento inicial em crises convulsivas, controle de hipertensão arterial e complicações relacionadas ao diabetes, entre outras situações de urgência. O objetivo do programa é aumentar o conhecimento, a autonomia e a segurança da população idosa diante de emergências médicas até a chegada do atendimento especializado.

As aulas do Samu 60+ em Ribeirão Preto acontecerão durante 12 semanas, sempre às terças-feiras, das 8h às 10h, no anfiteatro do SAMU. Segundo o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho, a iniciativa amplia as ações de educação em saúde no município. O projeto Samuzinho também passou por expansão recente e, em 2025, aumentou o número de vagas e consolidou o Jovem SAMU, voltado para adolescentes. Atualmente, cerca de 180 crianças e jovens entre 9 e 18 anos participam das atividades de formação cidadã e educação em primeiros socorros. As inscrições para o Samu 60+ podem ser feitas pelo site da Prefeitura: https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/samu/samuzinho.

Vacinação de meninos contra o HPV cresce e chega a 74% no estado de São Paulo. Meninas alcança 86%

A cobertura vacinal contra o HPV (papilomavírus humano) entre meninos de 9 a 14 anos no estado de São Paulo chegou a 74,78% em 2025, um aumento expressivo em relação a 2022, quando o índice era de 47,35%, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde. Entre as meninas da mesma faixa etária, a cobertura também cresceu, passando de 81,85% para 86,76% no mesmo período. Apesar do avanço, os índices ainda estão abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

De acordo com o governo paulista, o aumento da vacinação é resultado de estratégias adotadas pela Secretaria da Saúde, como a busca ativa de jovens, mobilização das unidades básicas, ações em parceria com municípios e campanhas de conscientização sobre a importância da imunização nessa faixa etária. A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e, atualmente, é aplicada em dose única para crianças e adolescentes.

O HPV é responsável por diversos tipos de câncer, como os de colo do útero, pênis, ânus e orofaringe, e é transmitido principalmente pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas durante a atividade sexual. O público-alvo da vacinação inclui meninas e meninos de 9 a 14 anos, preferencialmente aos 9 anos, antes da exposição ao vírus. A imunização também é indicada para pessoas de 9 a 45 anos em condições clínicas especiais, como quem vive com HIV/Aids, transplantados, pacientes oncológicos imunossuprimidos, vítimas de abuso sexual e pessoas com papilomatose respiratória recorrente.

Anvisa aprova avanço importante no tratamento de hemofilia B no Brasil

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do QFITLIA® (fitusirana sódica), da empresa Sanofi Medley, novo medicamento para tratar pacientes com hemofilia A ou B com ou sem inibidores do fator VIII ou IX.  

O produto, indicado para adultos e adolescentes a partir de 12 anos, teve sua análise priorizada, por ser a hemofilia uma doença rara.

A hemofilia é uma condição genética rara que afeta a capacidade do corpo de estancar sangramentos, manifestando-se quase exclusivamente em homens, devido à sua ligação com o cromossomo X.

A doença ocorre pela deficiência de proteínas essenciais no sangue, conhecidas como fatores de coagulação: enquanto o tipo A (falta do fator VIII) é o mais comum, o tipo B (falta do fator IX) atinge uma parcela menor da população.

Sem a produção adequada de trombina, enzima fundamental para a cicatrização de feridas, o organismo não consegue formar coágulos eficazes, o que pode gerar episódios hemorrágicos persistentes. 

Na prática, a gravidade da doença varia conforme o nível de atividade desses fatores no sangue. Pessoas com quadros graves podem sofrer hemorragias espontâneas, enquanto nos casos leves, os sangramentos surgem geralmente após traumas ou cirurgias.

O maior desafio clínico reside nas articulações e músculos, locais onde as hemorragias são mais frequentes, embora qualquer órgão possa ser comprometido. O diagnóstico precoce e o monitoramento constante são fundamentais para evitar danos crônicos e garantir a qualidade de vida dos pacientes. 

Supermecados de Ribeirão Preto poderão vender medicamentos

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos isentos de prescrição (MIPs) em supermercados de todo o país em suas áreas de vendas e com a presença física de uma farmacêutico. A proposta altera a legislação sanitária para permitir a comercialização de remédios como analgésicos, antitérmicos, antiácidos e produtos para gripe e resfriado fora das farmácias, desde que respeitadas regras de armazenamento, controle de validade e orientação ao consumidor. O texto já havia a sido aprovado pelo Senado e agora vai à sanção presidencial.

Defensores do projeto afirmam que a medida pode ampliar o acesso da população a medicamentos básicos e estimular a concorrência, com possível redução de preços. Já entidades do setor farmacêutico e conselhos profissionais demonstram preocupação com a ausência de acompanhamento técnico no momento da compra e com riscos de automedicação. O debate também envolve a fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que deverá regulamentar critérios para exposição, conservação e venda dos produtos caso a nova regra entre em vigor.

“A presença disseminada de mercados, supermercados e seus congêneres, inclusive nas localidades mais remotas do território nacional, pode ser adequadamente utilizada para facilitar a vida dos usuários de medicamentos”, Disse O relator do texto, deputado Zacharias Calil (União Brasil-GO)

O projeto é de autoria do senador Efriam Filho (União Brasil-PB).

Brasil registra 88 casos de Mpox em 2026; saiba como evitar a doença

O Brasil registrou 88 casos confirmados do vírus Mpox, com a maioria sendo no estado de São Paulo, que desde janeiro contabiliza 62 casos. Os outros registros aparecem no Rio de Janeiro (15), em Rondônia (4), em Minas Gerais (3), no Rio Grande do Sul (2), no Paraná (1) e no Distrito Federal (1). Os quadros leves a moderados predominam e não há óbitos. Em 2025, foram registrados no país 1.079 casos e 2 óbitos. Os dados são do Ministério da Saúde. 

A prefeitura de Ribeirão Preto registrou oficialmente até agora dois casos.

O que é Mpox e quais são os sintomas?

Causada pelo vírus Monkeypox, a doença tem seu contágio por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais comum da doença é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção cutânea pode afetar o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha, as regiões genitais e/ou anal.

Como a Mpox é transmitida?

O vírus se espalha de pessoa para pessoa por meio do contato próximo com alguém infectado, incluindo falar ou respirar próximos uns dos outros, o que pode gerar gotículas ou aerossóis de curto alcance; contato pele com pele, como toque ou sexo vaginal/anal; contato boca com boca; ou contato boca e pele, como no sexo oral ou mesmo o beijo na pele.

O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também podem transmitir a doença.

Em quanto tempo a doença se manifesta?

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Ao notar os sintomas, é preciso procurar uma unidade de saúde para fazer o exame laboratorial, que é a única forma de confirmação. O diagnóstico complementar deve ser realizado considerando as seguintes doenças: varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas da pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancróide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso, reação alérgica e quaisquer outras causas de erupção cutânea papular ou vesicular.

“Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão”, orienta o Ministério da Saúde.

Qual é o tratamento?

O tratamento consiste no alívio dos sintomas, na prevenção, no manejo das complicações e em evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves e moderados. Não há medicamento aprovado especificamente para Mpox.

A prevenção consiste em evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Caso seja necessário ter contato, a recomendação é a de utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.

Também é recomendado lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel frequentemente. As medidas de higiene são especialmente importantes após o contato com a pessoa infectada, suas roupas, lençóis, toalhas e outros itens ou superfícies que possam ter entrado em contato com as erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias.

“Lave as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais da pessoa com água morna e detergente. Limpe e desinfete todas as superfícies contaminadas e descarte os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada”, alerta o Ministério.

Mpox pode matar?

Na maioria dos casos, os sintomas da doença desaparecem sozinhos em poucas semanas. Mas, em algumas pessoas, o vírus pode provocar complicações médicas e mesmo a morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm maior risco de sintomas mais graves e de morte pela infecção.

Quadros graves causados pela Mpox podem incluir lesões maiores e mais disseminadas (especialmente na boca, nos olhos e em órgãos genitais), infecções bacterianas secundárias de pele ou infecções sanguíneas e pulmonares. As complicações se manifestam ainda por meio de infecção bacteriana grave causada pelas lesões de pele, encefalite, miocardite ou pneumonia, além de problemas oculares.

Pacientes com Mpox grave podem precisar de internação, cuidados intensivos e medicamentos antivirais para reduzir a gravidade das lesões e encurtar o tempo de recuperação. Dados disponíveis mostram que entre 0,1% e 10% das pessoas infectadas pelo vírus morreram, sendo que as taxas de mortalidade podem divergir por conta de fatores como acesso a cuidados em saúde e imunossupressão subjacente.

São Paulo

Apesar dos números apresentados pelo governo federal, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES-SP) afirma que o número de casos no estado é de 50. A capital paulista é a cidade com maior número de casos: 31. Campinas, Paulínia, Sumaré, Hortolândia, Sorocaba, Várzea Paulista, Araquaquara, Osasco, Cotia, Jandira, Serrana, Arujá, Santos, Guarulhos e Pradópolis registram um caso. Em Ribeirão Preto e Mogi das Cruzes, são dois em cada. No ano passado, em janeiro foram registrados 79 casos e em fevereiro 47 casos, totalizando, 126 casos nos dois primeiros meses do ano.

Ribeirão Preto começa a aplicar anticorpo para prevenir vírus respiratório em bebês

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, iniciou nesta segunda-feira (23) a aplicação do Nirsevimabe, anticorpo indicado para a prevenção do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês e crianças pequenas. Podem receber o imunobiológico recém-nascidos prematuros com até 36 semanas e seis dias de gestação e crianças de até 23 meses que apresentem comorbidades. A aplicação ocorre nas maternidades com UTI neonatal do SUS, durante a internação do bebê, ou na UBDS Castelo Branco.

De acordo com a subsecretária de Vigilância em Saúde, Luzia Márcia Romanholi Passos, a pasta também está realizando a busca ativa de crianças de até 6 meses nascidas prematuras e menores de 2 anos com comorbidades, ampliando a cobertura entre o público elegível. Mães de bebês prematuros nascidos a partir de agosto de 2025 podem procurar uma unidade de saúde munidas de documento que comprove a prematuridade para solicitar a aplicação.

Diferentemente das vacinas tradicionais, o Nirsevimabe é um anticorpo pronto, que começa a agir imediatamente após a aplicação, oferecendo proteção direta contra o VSR — principal causador de bronquiolite e pneumonia e um dos responsáveis por quadros graves de infecção respiratória na primeira infância. O vírus também está entre os principais agentes associados à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). No ano passado, o município registrou 142 casos de SRAG provocados pelo VSR, o equivalente a 18% do total. Além do anticorpo, a Secretaria reforça a importância da vacinação de gestantes contra o vírus, já disponível na rede pública, medida que ajuda a reduzir o risco de casos graves nos primeiros meses de vida do bebê.

Remédio para osteoporose pode combater doenças provocadas pelo excesso de ferro no organismo

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que dois medicamentos utilizados no tratamento da osteoporose — etidronato e tiludronato — podem ajudar no combate a doenças causadas pela sobrecarga de ferro no organismo. Em experimentos realizados com células humanas, os fármacos conseguiram se ligar ao ferro em excesso, reduzir o estresse oxidativo e evitar danos celulares. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica BioMetals e indicam potencial para o reposicionamento desses medicamentos como alternativa terapêutica.

Atualmente, apenas três quelantes de ferro são aprovados para tratar o acúmulo do metal no corpo, mas os efeitos colaterais, como náuseas e desconfortos gastrointestinais, podem comprometer a adesão ao tratamento. Segundo o professor Breno Pannia Espósito, do Instituto de Química da USP e autor da pesquisa, os bisfosfonatos apresentam grupos de fosfato em sua estrutura química, o que favorece a ligação com íons de ferro. O excesso desse mineral pode gerar radicais livres e provocar danos celulares graves, estando associado a condições como hemocromatose e talassemia, além de casos decorrentes de transfusões sanguíneas frequentes.

Nos testes, mesmo na presença de níveis fisiológicos de cálcio — que compete com o ferro no organismo — os medicamentos mantiveram desempenho semelhante ao de quelantes tradicionais. Outros bisfosfonatos também foram avaliados e mostraram eficácia na inibição da oxidação, embora com maior toxicidade celular, enquanto o ranelato de estrôncio não apresentou capacidade de quelação. Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que os experimentos foram realizados apenas em culturas celulares, sendo necessários novos estudos pré-clínicos e clínicos para confirmar a segurança e a eficácia da possível nova aplicação terapêutica.

Câncer de pênis causa quase 3 mil amputações no país em cinco anos e Ribeirão Preto registra 15 pacientes

Levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) aponta que 2.949 amputações parciais ou totais de pênis foram realizadas no Brasil entre janeiro de 2021 e novembro de 2025 em decorrência do câncer. No mesmo período, 2.359 mortes foram registradas, segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

Embora concentre incidência maior nas regiões Norte e Nordeste do país, dados do Painel Oncologia Brasil, do Datasus, mostram que, nos últimos cinco anos, 15 pacientes precisaram de tratamento para câncer de pênis em Ribeirão Preto. O painel registra a realização de cinco cirurgias motivadas pela doença no município, entre 2021 e 2025.

De acordo com o uro-oncologista Luís César Zaccaro, os números demonstram a importância da informação e do diagnóstico precoce. “Estamos falando de um câncer amplamente prevenível e, na maioria das vezes, tratável quando identificado no início. O problema é que muitos homens demoram a procurar ajuda, seja por vergonha, desconhecimento ou subestimação dos sintomas”, afirma.

Sintomas que não devem ser ignorados

Segundo a SBU, o câncer de pênis é mais frequente em homens com 50 anos ou mais. Entre os principais sinais de alerta estão: Ferida na glande ou no corpo do pênis que não cicatriza; Sangramento sob o prepúcio; Secreção com odor forte; Alterações de cor ou espessura da pele e Ínguas na virilha.

“O paciente pode notar inicialmente uma área avermelhada persistente, uma pequena ferida ou até uma lesão com aspecto de verruga que cresce com o tempo. Qualquer alteração que não cicatrize deve ser avaliada por um urologista o quanto antes”, orienta Zaccaro.

Fatores de risco

Entre os fatores associados ao aumento do risco estão higiene íntima inadequada, fimose, infecção pelo HPV, tabagismo e condições socioeconômicas mais vulneráveis.

“A infecção pelo HPV é um dos principais fatores envolvidos. Por isso, a vacinação de meninos e meninas é uma estratégia fundamental de prevenção. Além disso, hábitos simples, como a higienização correta da região íntima, fazem toda a diferença”, destaca o médico.

Prevenção começa na rotina

A SBU reforça a importância da higiene diária com água e sabão, retraindo o prepúcio para remoção do esmegma – secreção esbranquiçada e natural, composta por células mortas da pele, óleos e umidade -, inclusive após relações sexuais, além do uso de preservativo.

“Não é um cuidado complexo, mas precisa ser constante. O câncer de pênis está muito relacionado à falta de higiene adequada e à exposição prolongada a fatores de risco. A prevenção está, em grande parte, nas atitudes do dia a dia”, destaca Zaccaro.

Tratamento e chances de cura

Quando diagnosticado precocemente, o câncer de pênis pode ser tratado com procedimentos conservadores, preservando a função urinária e sexual. Em fases iniciais, podem ser indicadas biópsias, remoção local da lesão ou uso de medicamentos tópicos.

Lesões pequenas e superficiais permitem abordagens menos invasivas, com grande chance de cura e preservação do órgão. O desafio é evitar que o paciente chegue tardiamente, quando a amputação parcial ou total pode se tornar necessária.

Nos casos mais avançados, pode haver necessidade de cirurgias maiores, retirada de linfonodos da virilha, além de quimioterapia, imunoterapia ou radioterapia, conforme cada situação.

“Nenhuma ferida no pênis deve ser tratada com vergonha ou automedicação. Quanto mais cedo o homem procurar avaliação, maiores são as chances de cura e menores as consequências físicas e emocionais”, finaliza o uro-oncologista.

Ribeirão inicia funcionamento da URA que atenderá pacientes com urgência; mas de menor complexidade

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, iniciou nesta quarta-feira (18) o funcionamento da nova URA (Unidade de Retorno Assistencial), ampliando a rede pública e fortalecendo o atendimento de urgência e emergência no município. O serviço passa a atuar como etapa intermediária entre a alta das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e a internação hospitalar, garantindo mais organização no fluxo de pacientes e reduzindo a sobrecarga nos hospitais. A iniciativa representa um avanço estratégico na saúde pública de Ribeirão Preto, com foco em eficiência, humanização e qualidade no atendimento.

Instalada no NGA-59 (Núcleo de Gestão Ambulatorial), no bairro Campos Elíseos, a unidade tem capacidade para atender até 60 pacientes por dia, com funcionamento diário das 7h às 19h. A URA conta com equipes médicas, profissionais de enfermagem e suporte multiprofissional, oferecendo acompanhamento clínico, realização de exames seriados e reavaliação médica. O atendimento é destinado a pacientes encaminhados pelas UPAs que não necessitam de internação hospitalar imediata, como casos de dor torácica de baixo ou médio risco, crises asmáticas leves a moderadas, infecções sem sinais de sepse, dor abdominal inespecífica e descompensações glicêmicas leves.

De acordo com o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho, a implantação da URA fortalece a rede de urgência ao criar uma etapa intermediária de cuidado, assegurando monitoramento seguro e protocolos bem definidos. A medida deve contribuir para reduzir internações desnecessárias, otimizar a ocupação de leitos hospitalares e garantir que os casos mais graves tenham prioridade. Com a nova estrutura, a Prefeitura de Ribeirão Preto avança na qualificação da assistência e reforça o compromisso com a ampliação e modernização dos serviços de saúde no município.

Confira o significado e a importância da campanha Fevereiro Roxo e Laranja na prevenção de doenças

Durante este mês, as cores roxa e laranja são utilizadas em diversos meios de comunicação com o objetivo de atentar para a conscientização e combate de algumas doenças.

A cor roxa foi escolhida para a conscientização do Lúpus, da Fibromialgia e do Mal de Alzheimer. Já a cor laranja foi incluída na campanha para conscientizar um dos tipos mais graves de câncer, a Leucemia.

Lúpus
O Lúpus é caracterizado como um distúrbio crônico que faz com que o organismo produza mais anticorpos que o necessário para manter o organismo em pleno funcionamento. Os anticorpos em excesso passam a atacar o organismo, causando inflamações nos rins, pulmões, pele e articulações. Segundo o Ministério da Saúde, o Lúpus Sistêmico (Les) é a forma mais séria da doença e também a mais comum afetando aproximadamente 70% dos pacientes com Lúpus. Ele afeta principalmente mulheres, sendo 9 em 10 pacientes com o risco mais elevado durante a idade fértil.

Fibromialgia
Já a Fibromialgia ataca especificamente as articulações, causando dores por todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões. A síndrome também provoca cansaço excessivo, alterações no sono, ansiedade e depressão. A doença pode aparecer depois de eventos graves como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção. O motivo pelo qual pessoas desenvolvem a doença ainda é desconhecido. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) calcula que a fibromialgia afeta cerca de 3% da população. De cada 10 pacientes com fibromialgia, sete a nove são mulheres.

Alzheimer
O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social. Com o passar do tempo, ela também interfere no comportamento e personalidade da pessoa, causando consequências como a perda de memória. O Alzheimer é a causa mais comum de demência – um grupo de distúrbios cerebrais que causam a perda de habilidades intelectuais e sociais. No Brasil, existem cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade. Seis por cento delas têm a doença de Alzheimer, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz).

Leucemia
Leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente, de origem desconhecida. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que em 2019 a leucemia teve mais de 10 mil novos casos. Os sintomas incluem anemia, palidez, sonolência, fadiga, palpitação, manchas roxas na pele ou pontos vermelhos, bem como gânglios linfáticos inchados, perda de peso, febre e dores nas articulações e ossos.

A campanha também frisa a importância da doação de medula óssea. A doação é muito importante, pois a cada cem mil pacientes, apenas um doador é compatível.

Procure orientação em uma Unidade de Saúde.