Cesta básica em Ribeirão Preto registra primeira queda de 2026 e fica mais barata em julho, aponta Acirp

O custo da cesta básica em Ribeirão Preto registrou a primeira queda de 2026 e ficou, em média, 3,8% mais barato em julho na comparação com junho, segundo levantamento divulgado pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp). A redução foi observada em todas as regiões da cidade e teve como principal destaque a Zona Norte, onde o recuo chegou a 6,76%, indicando um alívio parcial no orçamento das famílias.

De acordo com o Índice Mensal de Inflação dos Alimentos, elaborado pelo Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB-Acirp), o custo médio da cesta básica em Ribeirão Preto foi de R$ 828,90 em julho. A pesquisa foi realizada presencialmente no dia 20 de julho em 11 hipermercados e cinco padarias distribuídos pelas seis regiões do município, permitindo acompanhar a variação dos preços dos alimentos de forma regionalizada.

Segundo a análise do IEMB-Acirp, a queda da cesta básica foi impulsionada principalmente pelos itens frescos, especialmente hortaliças e tubérculos, refletindo o aumento da oferta decorrente do avanço das safras e da melhora da produtividade nas regiões produtoras. O movimento representa uma recomposição parcial do poder de compra da população após meses consecutivos de alta nos alimentos.

Zona Norte teve o maior recuo; Centro segue com cesta mais cara

Os dados mostram diferenças significativas entre as regiões de Ribeirão Preto. A região Central continua registrando o maior custo médio da cesta básica, de R$ 898,90, mesmo com queda de 1,96% no mês. Já a Zona Oeste apresentou o menor valor médio, de R$ 762,86, com recuo de 4,17%.

Nas demais regiões, os preços médios ficaram em R$ 790,07 na Zona Norte (-6,76%), R$ 865,75 na Zona Leste (-2,89%) e R$ 851,23 na Zona Sul (-3,15%), evidenciando a heterogeneidade dos preços dos alimentos no município.

Tomate e batata puxaram queda dos alimentos em julho

Entre os produtos que mais contribuíram para a redução da cesta básica em Ribeirão Preto, o tomate registrou queda de 23,8%, enquanto a batata inglesa ficou 18,1% mais barata em julho.

Após um período de forte valorização, os dois alimentos tiveram redução de preços devido ao aumento da oferta, favorecido pelo avanço das colheitas e pela melhora das condições de produção. No caso da batata, a demanda mais fraca durante as férias escolares também contribuiu para ampliar o recuo.

Farinha de trigo e pão francês ficaram mais caros

Apesar da queda geral da cesta básica, alguns produtos apresentaram alta e reduziram o impacto da diminuição dos preços. A farinha de trigo subiu 9,1%, enquanto o pão francês teve aumento de 13,2% em julho.

Segundo o levantamento, a valorização do trigo está relacionada à menor disponibilidade para venda imediata, retenção de estoques por produtores e necessidade de reposição dos moinhos. Como o pão francês acompanha diretamente o custo da farinha, o aumento acabou sendo repassado ao consumidor.

Carnes continuam sendo o maior gasto das famílias

Mesmo com a redução da cesta básica, as carnes permanecem como o principal componente do orçamento alimentar, respondendo por 42,80% do valor total da cesta. Em seguida aparecem frutas e legumes (25,04%), farináceos (18,90%), laticínios (6,29%), leguminosas (4,57%), cereais (1,66%) e óleos (0,75%).

Comerciantes serão ouvidos sobre prejuízos após tempestade em Ribeirão Preto

A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) deu início a um levantamento sobre os impactos econômicos causados pela tempestade que atingiu  Ribeirão Preto na última sexta-feira (24). Feito a partir de formulário on-line, o estudo tem por objetivo mensurar danos e necessidades do empresariado regional neste momento. 


O documento é aberto a todas as empresas e fica disponível até a próxima segunda-feira (3), no site da entidade. As informações serão utilizadas exclusivamente para elaboração de um relatório técnico que subsidiará a proposição de medidas de apoio ao setor produtivo junto ao Poder Público.


Sandra Brandani, presidente da Acirp, ressalta que é fundamental que o máximo possível de empresas participe. “Entrem no link e respondam, é um questionário muito rápido e vai nos dar uma ideia melhor sobre o cenário real da cidade e da região. Com essas informações, podemos atuar com precisão e ter mais agilidade para obter as demandas mais urgentes”, afirma Brandani. 


O material visa calcular o prejuízo do empresariado local, incluindo danos ao patrimônio físico e perdas em negócios ocasionados por itens como falta de energia elétrica, internet e água. Avalia ainda os transtornos causados pela interrupção de circulação de colaboradores, fornecedores e clientes devido ao tráfego e acesso comprometidos pelo incidente climático. 


Também avalia se houve aumento do risco de demissões em função das perdas financeiras e quais medidas são mais aguardadas, como linhas de crédito especiais, retomada de serviços e incentivos fiscais.  

Estado de Emergência
Com ventos de até 160 km por hora, segundo o governo de São Paulo, o temporal que atingiu Ribeirão Preto na madrugada de sexta-feira (24) foi considerado pela Defesa Civil sem precedentes no Estado. A cidade, que chegou a ter queda de energia em 80% dos bairros, decretou Estado de Emergência.
Em vinte minutos de chuva, houve um acúmulo de 24 mm de precipitação – no mês de julho todo havia chovido o equivalente a 1 mm até então.

O atendimento hospitalar foi prejudicado pela queda de postes e árvores e, até o momento, 10% do  município ainda enfrenta falta de energia elétrica e parte segue com abastecimento de água prejudicado.
A produção rural também foi fortemente atingida, com danos a canaviais, laranjais e outros plantios. O temporal repentino foi atribuído ao fenômeno El Niño intensificado pelas mudanças climáticas. 

Preço da alimentação em Ribeirão dispara; veja os produtos que mais subiram de preço

A cesta básica em Ribeirão Preto registrou forte alta em maio de 2026 e passou a custar, em média, R$ 837,13, segundo levantamento divulgado pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp). O valor representa um aumento de 5,69% em relação a abril, pressionando ainda mais o orçamento das famílias e reduzindo o poder de compra dos trabalhadores.

O estudo, realizado pelo Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB-Acirp) no dia 20 de maio, acompanha mensalmente a inflação dos alimentos e identificou aumentos expressivos em produtos essenciais, com destaque para a batata inglesa, que apresentou elevação de 26,55% no período.

Diferença de preços entre regiões chega a R$ 121

O levantamento revelou uma significativa variação no custo da cesta básica entre as regiões de Ribeirão Preto. A região Central registrou o maior valor médio, chegando a R$ 891,35, mesmo com uma pequena queda de 0,56% em comparação ao mês anterior.

Já a região Oeste apresentou o menor custo médio da cidade, com a cesta básica cotada em R$ 769,87, apesar da alta de 8,57% no mês.

Confira os valores médios por região:

  • Centro: R$ 891,35 (-0,56%)
  • Sul: R$ 863,31 (+5,95%)
  • Leste: R$ 852,93 (+4,79%)
  • Norte: R$ 821,03 (+10,45%)
  • Oeste: R$ 769,87 (+8,57%)

A diferença entre a região mais cara e a mais barata alcançou R$ 121,48, evidenciando a disparidade nos preços dos alimentos dentro do município.

Batata e feijão lideram alta dos alimentos

Entre os itens que mais impactaram o aumento da cesta básica em Ribeirão Preto, a batata inglesa liderou as altas, com avanço de 26,55%. Segundo o IEMB, o aumento está relacionado à redução da oferta nas principais regiões produtoras, agravada pelas chuvas recentes e pela proximidade do fim da safra das águas, fatores que dificultaram a colheita.

Outro produto que pesou no orçamento foi o feijão, que registrou aumento de 9,06%. A valorização ocorreu em um cenário de oferta limitada, redução da área plantada e excesso de chuvas, mantendo os preços elevados no mercado.

Por outro lado, alguns produtos ajudaram a conter parcialmente a inflação dos alimentos. O café apresentou queda de 9,58%, enquanto o óleo de soja ficou 8,85% mais barato em maio.

Carnes representam quase metade do gasto da cesta básica

As carnes continuam sendo o principal item de despesa dentro da cesta básica, respondendo por 43,84% do valor total.

A composição dos gastos ficou distribuída da seguinte forma:

  • Carnes: 43,84%
  • Frutas e legumes: 26,74%
  • Farináceos: 16,98%
  • Laticínios: 5,83%
  • Leguminosas: 4,10%
  • Cereais: 1,77%
  • Óleos: 0,74%

Trabalhador compromete mais da metade do salário com alimentação

O levantamento também analisou o impacto da alta dos alimentos sobre o poder de compra da população.

Considerando o salário mínimo bruto de R$ 1.621,00 e o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, a renda líquida estimada ficou em R$ 1.499,43.

Nesse cenário, um trabalhador precisou destinar aproximadamente 55,83% do salário mensal líquido apenas para a compra da cesta básica em maio.

Além disso, foram necessárias cerca de 122,83 horas de trabalho para adquirir os produtos básicos de alimentação, um aumento de 6,61 horas em comparação ao mês de abril.

Como é feito o levantamento da cesta básica

A pesquisa segue os parâmetros estabelecidos pelo Decreto-Lei nº 399/1938, que define os itens e quantidades da cesta básica sem alterações ao longo da série histórica.

A metodologia também considera as diretrizes do Decreto nº 11.936/2024 e os hábitos de consumo identificados pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE.

Para calcular os preços, equipes do Instituto de Economia Maurílio Biagi percorrem regularmente 10 hipermercados e padarias distribuídos pelas diferentes regiões de Ribeirão Preto, coletando informações que servem de base para o monitoramento da inflação dos alimentos na cidade.

Acirp obtém decisão judicial coletiva que pode reduzir carga tributária para empresas

A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) obteve decisão judicial que pode permitir às empresas associadas enquadradas no regime de Lucro Real a pagarem menos tributo.
A medida autoriza a dedução dos Juros sobre Capital Próprio (JCP) retroativo da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).


“É o associativismo fazendo a diferença pelos direitos das empresas. É uma conquista importante e que contribui para o desenvolvimento econômico regional”, afirma Sandra Brandani, presidente da Acirp.
De acordo com Henrique Furquim Paiva, diretor adjunto do Departamento Jurídico da Acirp, a decisão ainda pode ser levada a mais uma instância, mas a liminar já é válida e deve ser mantida por conta da jurisprudência existente para esse tipo de caso.


“Com a decisão, todas as empresas associadas e optantes pelo Lucro Real poderão deduzir os valores dos Juros sobre Capital Próprio retroativo da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, dos últimos cinco anos contados da propositura da medida judicial”, destaca Paiva.

O que mudaCom a medida liminar e, de forma mais sólida, após o trânsito em julgado do Mandado de Segurança, a decisão obtida pela Acirp  permite a redução do valor de imposto a pagar, bem como no impedimento de cobranças indevidas.


O advogado tributarista Fábio Pallarebi Calcini, responsável pela ação da Acirp e destaque da área, reforça que a decisão vai permitir que os dois tributos principais (IRPJ e CSLL) incidentes sobre as empresas optantes por esse regime sejam recalculados em benefício dos empresários. 


Segundo o advogado tributarista Hugo Crispim de Araujo, que também conduziu a ação, foi uma conquista importante. “Essa liminar em Mando de Segurança beneficia as empresas optantes pelo Lucro Real, que  a partir agora podem fazer a dedução do JCP retroativo da base de cálculo do IPRJ e da CSLL, recolhendo esses tributos sem a indevida mensuração da base de cálculo”, diz Araujo.

Quem pode se beneficiarA decisão judicial beneficia exclusivamente associados da Acirp e trata especificamente da possibilidade de dedução de Juros sobre Capital Próprio, medida aplicável apenas às empresas enquadradas no regime de Lucro Real.


“Empresas interessadas em verificar se têm direito ao benefício, associadas ou que queiram se associar, podem entrar em contato com o Jurídico da entidade para orientação”, aponta Gabriel Kennedy, advogado da Acirp.
Para mais informações, entre em contato pelo WhatsApp: (16) 99143-5788 ou pelo e-mail: juridicoa@acirp.com.br. Saiba mais no Instagram da Acirp (@aci_rp)

ACIRP e Prefeitura realizam curso gratuito para regularização de negócios do setor alimentício em Ribeirão Preto

Empreendedores e produtores do setor alimentício de Ribeirão Preto terão a oportunidade de tirar dúvidas sobre regularização sanitária e segurança alimentar durante o evento “SIM e PACs na Prática – Entenda, organize e regularize seu negócio”, marcado para o dia 10 de março, das 9h às 16h30, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP), na região central da cidade. A iniciativa é gratuita e voltada a empresários, produtores e profissionais que desejam regularizar ou melhorar os processos de produção de alimentos. As inscrições estão abertas e podem ser feitas online.

O encontro é promovido pelo Serviço de Inspeção Municipal de Ribeirão Preto (SIM), vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade, em parceria com o núcleo TECMENTAR do Programa Empreender da ACIRP. O objetivo é orientar empreendedores sobre as etapas de regularização de estabelecimentos e explicar, de forma prática, como funcionam os Programas de Autocontrole (PACs), considerados fundamentais para garantir qualidade, rastreabilidade e segurança na produção de alimentos.

A programação será dividida em dois períodos. Pela manhã, os participantes conhecerão o funcionamento do Serviço de Inspeção Municipal e os procedimentos necessários para regularizar empresas do setor, além de participar de networking, sessão de perguntas e relatos de empresas já registradas no SIM. À tarde, o foco será a aplicação prática dos Programas de Autocontrole, com orientações sobre exigências da legislação sanitária, estrutura adequada de produção, controle de temperatura e lotes, higiene, rotinas de limpeza e monitoramento de riscos — pontos essenciais para quem atua ou pretende empreender no mercado de alimentos em Ribeirão Preto.

Acirp aponta riscos da jornada 6×1 para micro e pequenas empresas

A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) fez um alerta sobre os possíveis impactos da jornada de trabalho 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa um — para micro e pequenas empresas. Segundo a entidade, eventuais mudanças nesse formato podem trazer desafios operacionais e aumento de custos para pequenos negócios, principalmente nos setores de comércio e serviços.

De acordo com a Acirp, empresas de menor porte possuem equipes reduzidas e menos margem financeira para reorganizar escalas de trabalho. Por isso, qualquer alteração nas regras da jornada pode exigir contratações adicionais ou reestruturação das equipes, o que pode pressionar a folha de pagamento e afetar a competitividade desses empreendimentos.

A entidade destaca que é fundamental que o debate sobre a jornada de trabalho leve em consideração a realidade das micro e pequenas empresas, que representam grande parte da geração de empregos no país. Para a associação, eventuais mudanças devem ser discutidas com cautela, buscando equilibrar a proteção aos trabalhadores com a sustentabilidade dos pequenos negócios.

Acirp promove palestra sobre Reforma Tributária na Veterinária

Clínicas e profissionais da área veterinária vão poder tirar dúvidas sobre impactos da Reforma Tributária em palestra que acontece no próximo dia 4, às 19h, na Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp).
O evento, promovido pelo Núcleo Setorial de Clínicas Veterinárias (Geverp), integrante do Programa Empreender da Acirp, tem entrada solidária – basta se inscrever pelo site da associação e doar 1kg de alimento não perecível no dia do encontro.
Os donativos serão encaminhados ao Fundo Social de Solidariedade municipal. A iniciativa é voltada a empresários, gestores e profissionais do segmento veterinário de Ribeirão Preto e região que buscam atualização estratégica e orientação qualificada para o planejamento tributário de suas clínicas, diante das transformações previstas na legislação.

ProgramaçãoO conteúdo será conduzido por Taffarel Camargo, especialista tributário e auditor fiscal com mais de 20 anos de experiência e atuação voltada à carreira médica e a profissionais da área da saúde, e por José Rubens Hernandez, advogado, professor e doutor em Direito com sólida formação acadêmica e ampla experiência na aplicação jurídica no ambiente empresarial.
A proposta do encontro é oferecer uma análise técnica, mas acessível, das mudanças trazidas pela Reforma Tributária, auxiliando clínicas veterinárias a compreender os impactos na gestão financeira e a transformar o planejamento tributário em ferramenta estratégica de segurança, conformidade legal e competitividade.

SERVIÇO 
Palestra – Reforma Tributária na Veterinária: impactos reais e estratégias de planejamento tributário para Clínicas Veterinárias(Palestra)
Quando: 4/3, às 19h
Onde:
Sede da Acirp (Rua Visconde de Inhaúma, 489 – Centro) 
Inscrições
: www.acirp.com.br/eventos/eventos/.evento-detalhe/1899 
Informações:
(16) 99384-6457 (WhatsApp)
Ingresso: 1 kg de alimento não perecível
Realização: Programa Empreender da Acirp / Núcleo Geverp

Preço da alimentação para as famílias voltou a subir em Ribeirão Preto. A alta compromete 48,75% para quem ganha salário mínimo

O custo da cesta básica em Ribeirão Preto registrou alta de 0,97% em janeiro na comparação com dezembro, alcançando o valor médio de R$ 731,01. Apesar do aumento, o reajuste do salário mínimo ajudou a reduzir o impacto no orçamento das famílias. Os dados são do Instituto de Economia Maurílio Biagi da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (IEMB-Acirp), que já considera o novo salário mínimo bruto de R$ 1.621,00, com rendimento líquido estimado em R$ 1.499,43 após desconto previdenciário.

Com esse cenário, o trabalhador que recebe um salário mínimo comprometeu cerca de 48,75% da renda mensal apenas com a alimentação básica em janeiro, o equivalente a 107,28 horas de trabalho. O número representa uma redução de 6,2 horas em relação a dezembro, reflexo direto do aumento da renda. Segundo o economista Lucas Ribeiro, organizador do estudo, a elevação mensal inferior a 1% e os ajustes pontuais em alguns itens ajudaram a suavizar o impacto, embora o nível de gasto com alimentos continue elevado.

A pesquisa também identificou diferenças expressivas nos preços entre as regiões da cidade, com variação de até R$ 150,42 para o mesmo conjunto de 13 itens. A região Central apresentou o maior custo médio da cesta (R$ 831,59) e alta de 2,92% no mês, enquanto a zona Norte registrou o menor valor (R$ 681,17), com crescimento de 1,73%. Já as regiões Leste, Oeste e Sul apresentaram valores médios de R$ 693,50, R$ 705,32 e R$ 744,59, respectivamente, reforçando a importância da pesquisa de preços antes das compras.

Entre os itens analisados, o tomate italiano (+19,01%) e a batata inglesa (+9,35%) lideraram as altas em janeiro, enquanto a banana nanica (-12,63%) e o óleo de soja (-13,24%) contribuíram para conter o avanço dos custos. As carnes permaneceram como o principal componente da cesta, representando 47,24% do gasto total. O levantamento foi realizado nos dias 22 e 23 de janeiro de 2026, em supermercados, hipermercados e panificadoras das cinco regiões do município, seguindo os critérios do Decreto-Lei nº 11.936/2024 e da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 2017-2018.

Comida fica mais caro em Ribeirão. É o que aponta IEMB-Acirp

O custo da cesta básica em Ribeirão Preto no mês de dezembro apresentou variação de 0,47 em relação ao mês anterior, segundo levantamento do Instituto de Economia Maurílio Biagi da Associação Comercial e Industrial da cidade (IEMB-Acirp).

A inflação se dá no contexto de maior movimentação do varejo no fim de ano, época caracterizada por um aumento sazonal do consumo.

De acordo com estudo, o custo médio do kit alimentar mínimo no município atingiu R$724,00 – alta de 0,47 em relação ao mês anterior. 

Na região Central, o crescimento foi de 5,82 e a cesta básica média chegou a R$ 807,97. A expectativa da Associação Paulista de Supermercados (APAS) é que as vendas de Natal registrem em 2025 um crescimento real de 3,7.

A pesquisa foi realizada nos dias 15 e 16 de novembro de 2025, com coleta de preços em dez supermercados e hipermercados e quatro panificadoras distribuídos pelas cinco regiões do município. 

O levantamento segue os critérios estabelecidos pelo Decreto-Lei nº 399/1938 e a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 2017-2018. Para cada item da cesta, foi considerado o menor preço do produto especificado, independentemente da marca comercial.

Custo de Vida por Região

A Região Norte de Ribeirão Preto teve a cesta básica mais em conta, com custo médio de R$ 669,59 e um recuo mensal de -1,07. Leste e Sul também apresentaram ligeiras reduções: R$ 709,53 (-3,35) e R$ 768,22 (-0,9). A Zona Oeste registrou média de R$ 679,04 e elevação de 1,16.

Itens em destaque 

Na composição do custo total da cesta básica, as carnes responderam por 46,15 do valor médio apurado. Em seguida aparecem frutas e legumes (21,95), farináceos (20,60), laticínios (5,04), leguminosas (3,32), cereais (1,89) e óleos (1,06).

Considerando o salário mínimo líquido de R$1.403,85, o trabalhador compromete cerca de 51,57 da sua renda com alimentação, precisando trabalhar 113,46 horas para adquirir uma cesta com os 13 itens avaliados. 

Individualmente, a margarina com sal (+6,65), a banana nanica (+4,41) e o óleo de soja (3,23) foram os alimentos que apresentaram a maior variação. No caso da margarina e do óleo, o movimento está associado a custos acumulados ao longo da cadeia produtiva e a ajustes graduais de preços.

Já o preço da banana reflete a oferta sazonal mais restrita somada a uma maior demanda típica do fim de ano. Entre os produtos que tiveram queda de preço, destacam-se o tomate italiano, com redução de 8,44, e o leite de caixinha, com diminuição de 6,42.

O IEMB-Acirp reforça que as variações observadas nos preços das matérias-primas não são repassadas de forma imediata ao consumidor final. “O repasse ocorre de maneira gradual ao longo da cadeia produtiva, à medida que estoques são renovados e contratos são atualizados, até que os efeitos cheguem às gôndolas”, diz Lucas Ribeiro, economista e organizador do estudo do IEMB-Acirp.

Acirp faz estudo e pede melhorias para Av. do Café

A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) apresentou à Prefeitura Municipal um conjunto de propostas para a requalificação da Avenida do Café, uma das principais vias da cidade, marcada por intenso fluxo de moradores, estudantes e consumidores. Apesar das obras realizadas na gestão anterior, o corredor ainda enfrenta entraves para sua plena retomada como polo gastronômico e comercial. As sugestões são resultado de um estudo conduzido pela arquiteta Nathalia Balzuweit Lopes, do ACI Requalifica, departamento da entidade voltado a melhorias urbanas, a partir da percepção de usuários e comerciantes da região.

O levantamento aponta necessidades de aprimoramento no transporte coletivo, na sinalização viária, na iluminação noturna, na segurança e na manutenção da ciclovia. Segundo o superintendente da Distrital Sudoeste da Acirp, Tarcísio Corrêa Melo, a iniciativa buscou reunir dados técnicos e relatos de quem vivencia diariamente a avenida. A presidente da entidade, Sandra Brandani, destacou que os problemas identificados impactam diretamente a vitalidade econômica da via, que conecta bairros tradicionais a importantes polos de ensino e saúde.

Entre os pontos levantados está o baixo aproveitamento do corredor de ônibus, considerado adequado em infraestrutura, mas prejudicado pela baixa frequência das linhas 904, 499 e 399, especialmente no período noturno. A redução da circulação após as 19h gera longos tempos de espera e dificulta a mobilidade de trabalhadores e moradores. A Acirp sugere a ampliação dos horários e uma melhor integração entre as linhas, além de reforço na sinalização dos retornos da avenida, que se tornaram mais escassos após as reformas e hoje dificultam o deslocamento de veículos e pedestres.

A questão da segurança também recebeu destaque no estudo. A iluminação insuficiente, somada ao grande movimento noturno em função da proximidade com a USP e do circuito de bares e restaurantes, aumenta a sensação de insegurança. A entidade defende a substituição mais ágil por lâmpadas de LED, manutenção contínua, reforço do policiamento e integração das câmeras privadas dos comerciantes com o sistema público de monitoramento. O relatório ainda aponta a necessidade de poda e manutenção das árvores do canteiro central, que prejudicam a visibilidade e a segurança da ciclovia, com o objetivo de tornar o espaço mais seguro, funcional e integrado à mobilidade urbana.