A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) deu início a um levantamento sobre os impactos econômicos causados pela tempestade que atingiu Ribeirão Preto na última sexta-feira (24). Feito a partir de formulário on-line, o estudo tem por objetivo mensurar danos e necessidades do empresariado regional neste momento.
O documento é aberto a todas as empresas e fica disponível até a próxima segunda-feira (3), no site da entidade. As informações serão utilizadas exclusivamente para elaboração de um relatório técnico que subsidiará a proposição de medidas de apoio ao setor produtivo junto ao Poder Público.
Sandra Brandani, presidente da Acirp, ressalta que é fundamental que o máximo possível de empresas participe. “Entrem no link e respondam, é um questionário muito rápido e vai nos dar uma ideia melhor sobre o cenário real da cidade e da região. Com essas informações, podemos atuar com precisão e ter mais agilidade para obter as demandas mais urgentes”, afirma Brandani.
O material visa calcular o prejuízo do empresariado local, incluindo danos ao patrimônio físico e perdas em negócios ocasionados por itens como falta de energia elétrica, internet e água. Avalia ainda os transtornos causados pela interrupção de circulação de colaboradores, fornecedores e clientes devido ao tráfego e acesso comprometidos pelo incidente climático.
Também avalia se houve aumento do risco de demissões em função das perdas financeiras e quais medidas são mais aguardadas, como linhas de crédito especiais, retomada de serviços e incentivos fiscais.
Estado de Emergência
Com ventos de até 160 km por hora, segundo o governo de São Paulo, o temporal que atingiu Ribeirão Preto na madrugada de sexta-feira (24) foi considerado pela Defesa Civil sem precedentes no Estado. A cidade, que chegou a ter queda de energia em 80% dos bairros, decretou Estado de Emergência.
Em vinte minutos de chuva, houve um acúmulo de 24 mm de precipitação – no mês de julho todo havia chovido o equivalente a 1 mm até então.
O atendimento hospitalar foi prejudicado pela queda de postes e árvores e, até o momento, 10% do município ainda enfrenta falta de energia elétrica e parte segue com abastecimento de água prejudicado.
A produção rural também foi fortemente atingida, com danos a canaviais, laranjais e outros plantios. O temporal repentino foi atribuído ao fenômeno El Niño intensificado pelas mudanças climáticas.






